março 31, 2009
O deus do agronegócio, artigo de Egon Heck
NAFTA pode impedir o Canadá de banir agrotóxico
Campanha de abaixo-assinado em apoio à Campanha pelo Limite da Propriedade de Terra
Marcas superam o preço na preferência de consumidoras de baixa renda
Testes avaliam produtividade do feijão orgânico
Faixas ou facões? artigo de Rodolfo Salm
A economia ecológica e os desafios para os economistas de esquerda. Entrevista com Ricardo Abramovay
Projeto que reduz área de preservação ambiental em SC é votado nesta terça-feira
Praia de Itaguaré, na Baixada Santista, é alvo de disputa entre mercado imobiliário e ambientalistas
‘Sem meio ambiente, não é possível recuperar a economia’, afirma ecologista norte-americano
março 31, 2009
“Padres devem ser cobrados para que formalizem posição contra demarcações em Mato Grosso do Sul“. Para justificar a exigência, produtores rurais devem lembrar aos párocos que “o que mantém obras sociais nos municípios vêm em sua maior parte do campo”, orienta entidade rural em nota divulgada à imprensa.
A recomendação é para que os fazendeiros procurem os padres e peçam a “eles que se manifestem, inclusive formalmente, por carta, em relação à questão indígena”.
A Famasul também comenta as doações feitas às igrejas, dizendo que “não é admissível que financiem ações de entidades como o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), apontada como a principal fomentadora de invasões de propriedades por índios”. (campograndenews, 28 de março de 2009)
março 31, 2009
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ácido 2,4 diclorofenóxiacético. Imagem da Wikipedia
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Os tratados de livre comércio, tal como o NAFTA, na verdade, são concebidos para favorecer aos interesses da economia dominante. O México já sentiu o ‘peso’ do NAFTA diversas vezes e agora, ao que parece, pode ser a vez do Canadá.
Há poucos meses a província de Quebec baniu o herbicida 2,4-D (ácido 2,4 diclorofenóxiacético) e, em razão disto, enfrenta um processo aberto pela Dow AgroSciences, com base no argumento que a proibição viola os princípios do NAFTA, uma vez que o herbicida é exportado, produzido e utilizado nos EUA sem restrições.
março 31, 2009
Estimados Companheiros e Companheiras,
Nos dias 26 a 28 de fevereiro de 2009 em Salvador-Bahia, realizamos o Seminário nacional de planejamento estratégico da Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: Em Defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar e um dos pontos deliberados pelos delegados e delegadas presentes foi o encaminhamento de um abaixo-assinado em apoio à Emenda Constitucional que o fórum irá preparar durante o contexto das lutas sociais das entidades e no debate com a sociedade brasileira sobre a reforma agrária e a campanha durante este ano de 2009.
Com este espírito, encaminhamos no seguinte link: www.abong.org.br/final/download/Abaixo Assinado da Campanha.pdf a folha para as entidades reproduzirem e coletarem as assinaturas, enviando para a secretaria do fórum, cujo endereço está no rodapé da folha.
março 31, 2009

Madeira ilegal apreendida no Pará, em foto de arquivo MMA
A Operação Caça Fantasma, do Ibama, bloqueou mais de 100 empresas de crédito que estavam vendendo madeira ilegal em Belém e região metropolitana, Santarém, Bom Jesus do Tocantins, Goianésia, Dom Eliseu e Novo Progresso, só no primeiro mês de atuação no estado do Pará. Essas identificações foram possíveis com o apoio das representações do Ibama em Santarém, Marabá, Altamira, Itaituba, além da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (Sema).
março 31, 2009

Impacto subestimado – Ao propor uma nova metodologia para estimar os impactos econômicos da violência para o sistema público de saúde, um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que os custos para tratamento de agressões e acidentes de transporte podem ser quatro vezes maior do que se imaginava.
Diferentemente da análise tradicional, que considera apenas os custos com internações, a pesquisa, publicada na revista Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), levou em conta as estimativas sobre a demanda por atendimento ambulatorial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
março 31, 2009

Na hora da compra de alguns produtos, o preço é o que menos importa para algumas donas de casa de famílias de baixa renda.
Uma pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP revela que as mulheres cujas famílias têm ganho mensal de até 5 salários mínimos optam mesmo é pela marca em suas compras. Segundo a administradora de empresas Karen Perrotta Lopes de Almeida Prado, estas consumidoras levam em conta principalmente o “valor” que o produto representa para ela. “Ela adquire um achocolatado de marca para dar ao seu filho. Mas para fazer um bolo, pode ser que ela compre um outro de marca inferior”, descreve.
março 31, 2009

Feijão cultivado no sistema orgânico apresenta ótima produtividade – Principal vantagem do cultivo é não utilização de agrotóxicos. Oferta do produto ainda é inferior à demanda, o que eleva preço ao consumidor
Seis variedades de feijão cultivadas no sistema orgânico apresentaram excelente produtividade em experimento realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba. Em média, os cultivares renderam 3.500 quilos de feijão por hectare, acima do nível considerado como boa produção, que é de 2.500 quilos por hectare. A maior vantagem do plantio orgânico é a nao utilização de agrotoxicos e preservação da saude do trabalhador e do consumidor.
março 31, 2009
Nós, da coluna Ambiente e Cidadania, acreditamos que o enfrentamento da questão ambiental é como uma batalha de campo. E que temos no Correio da Cidadania a nossa trincheira maior. Mas há muito que nós nos perguntamos sobre o alcance de nossos artigos. No fim das contas, quantos são os nossos leitores? Na verdade é uma pergunta impossível de se responder, mas um bom “termômetro” da propagação de cada artigo aqui publicado vem do Google, que lista os sites, blogues e jornais que republicaram os textos.
Na semana retrasada, quando escrevi sobre a manifestação contra a hidrelétrica de Belo Monte que aconteceu aqui do lado de casa, e postei no Youtube um filme sobre a “Manifestação pacífica”, tive no contador de exibições do filme daquele site um medidor adicional. Vejam que meu objetivo era “levar ao mundo” aquele protesto singelo, com faixas cuidadosamente escritas, contando com a participação de religiosos e crianças com bandeirinhas empenhadas em salvar o Xingu do represamento e destruição. Mas, para a minha frustração, dez dias depois de publicado, apenas 26 pessoas (incluindo eu) deram-se ao trabalho de clicar no “link” para ver o vídeo da manifestação.
março 31, 2009
A economia ecológica e os desafios para os economistas de esquerda. Entrevista com Ricardo Abramovay
Integrar de maneira organicamente articulada sociedade e natureza numa mesma estrutura analítica é o que faz a atual econômica ecológica e isso é ignorado pela maioria dos economistas de esquerda.
Para o economista Ricardo Abramovay, mais do que discutir quais são as propostas da direita ou esquerda, a crise trouxe a “necessidade de repensar a relação entre sociedade e natureza”. Segundo o pesquisador, a relação entre economia, sociedade e natureza “se faz de maneira evolutiva, colocando desafios inéditos e imprevisíveis que vão muito além da ideia de que o controle social e planejamento dos grandes meios de produção e troca resume o que de mais importante existe num projeto emancipador”.
Dedicado ao estudos dos biocombustíveis, da sustentabilidade socioambiental e dos mecanismos de incentivo subjacente às políticas públicas de combate a pobreza, Abramovay defende a integração articulada entre sociedade e natureza numa mesma estrutura analítica. Para ele, muitos economistas de esquerda desconsideram esse fato e ignoram o debate ambiental, preocupados apenas com a ideia “de que é necessário intervir para garantir o crescimento e a melhor distribuição de renda”.
março 31, 2009

Um projeto do governo de Santa Catarina que reduz a área de preservação ao longo de rios e cursos d’água vai a votação nesta terça-feira (31) na Assembleia Legislativa do Estado. A proposta é criticada por ambientalistas, que consideram que a diminuição da faixa de mata ciliar pode provocar tragédias ambientais, como as cheias e desmoronamentos que mataram 135 pessoas no Estado em novembro.
O projeto, que institui um novo Código Ambiental em Santa Catarina, contraria o Código Florestal Brasileiro, que determina preservação maior ao longo dos rios. A nova regulamentação é apoiada por produtores rurais do Estado. A Assembleia espera para amanhã caravanas de mais de 10 mil agricultores que defendem o projeto. Matéria de FELIPE BÄCHTOLD, da Agência Folha.
março 31, 2009
Praia de Itaguaré, na Baixada Santista, é alvo de disputa entre mercado imobiliário e ambientalistas

Praia de Itaguaré, Bertioga, São Paulo. Foto da Wikipédia
O verde de Itaguaré vai da praia até a serra do Mar sem interrupção. Com cerca de 3 km2, a última praia totalmente preservada na Baixada Santista, frequentada por surfistas e ecoturistas, é hoje o principal ponto de uma disputa ferrenha entre o mercado imobiliário e ambientalistas no Conselho Estadual do Meio Ambiente.
Isso porque o Consema, como é conhecido o órgão ambiental paulista, deve finalizar a discussão sobre o novo zoneamento ecológico-econômico da região, que já dura 11 anos. A ideia é que, até o final de abril, uma minuta de decreto seja apresentada para avaliação do governador José Serra (PSDB), estabelecendo o que pode e o que não pode ser feito no que restou de mata atlântica na Baixada Santista.
As construtoras, com apoio das prefeituras, acham que é possível erguer condomínios de alto padrão na região sem agredir o ambiente. O “verdes” defendem que o local seja transformado em um parque. Matéria de Afra Balazina, da Folha de S.Paulo, 30/03/2009.
março 31, 2009
Greenpeace: florestas podem prejudicar mercado de carbono – Os preços do mercado de carbono podem despencar 75% se os créditos para a salvaguarda de florestas forem acrescidos aos mercados para as emissões industriais, disse a entidade ambientalista Greenpeace nesta segunda-feira, 30.
Um relatório divulgado durante uma reunião da ONU em Bonn disse que uma onda de créditos relativos ao carbono florestal poderia também desacelerar a luta contra o aquecimento global e desviar bilhões de dólares que poderiam ser investidos em tecnologias limpas. Matéria de Alister Doyle, da Agência Reuters.
março 31, 2009

Imagem: Stockxpert
“Obama está se movendo com determinação e velocidade: ele fez mais coletivas de imprensa cheias de anúncios concretos em poucos meses do que Bush em quatro anos. É a direção em que esperávamos que os Estados Unidos andassem, arrastando consigo os outros países. Agora, estamos no desafio decisivo: sem recuperar o meio ambiente, não se salva a economia; sem recuperar a economia, não se salva o meio ambiente“. Barry Commoner, o mais notável ecologista norte-americano, comenta, do seu escritório em Nova Iorque, a última proposta da Casa Branca e mostra em sua voz uma nota de entusiasmo que não se via há muito tempo.
A reportagem é de Antonio Cianciullo, publicada no jornal La Repubblica, 29-03-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
março 31, 2009

Mapa da seca na Califórnia
Algumas das imagens mais marcantes da Grande Depressão vieram de Estados ressequidos das pradarias americanas, onde a terra árida forçou famílias de agricultores a fugir em busca de empregos e sustento. A situação desesperadora inspirou as baladas de Woody Guthrie sobre o “Dust Bowl” e o livro “As Vinhas da Ira”, de John Steinbeck.
O “Dust Bowl” (taça de pó) foi desencadeado por anos de práticas agrícolas destrutivas e de seca. Mas seus efeitos devastadores intensificaram os estragos causados pelo colapso econômico maior. Algo semelhante acontece em todo o mundo hoje. Secas persistentes da Austrália ao Afeganistão e da Espanha à Argentina se somam à recessão global para dificultar a vida de agricultores e pecuaristas. Do The New York Times
março 30, 2009
Rio São Francisco: dádiva agredida, artigo de Gilvander Luís Moreira
A cara oculta dos supermercados, artigo de Esther Vivas
A ineficiência energética é crescentemente insustentável
Um quatro da população mundial depende diretamente de terras degradadas
EUA: Estudo avalia a contaminação da água de poços domésticos
Dossiê EcoDebate: A substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis e suas conseqüências
Brasil recolhe 95% das embalagens de agrotóxicos
Para o pesquisador Prakki Satyamurty já não há mais tempo para desenvolvimento sustentável
União Europeia já se comprometeu a reduzir, em 2020, suas emissões de gases do efeito estufa em 30%
O drama da água na escala global, artigo de Washington Novaes
Para ONU, crise atrapalha negociações sobre novo acordo climático
março 30, 2009

O desmatamento das margens do lago da represa de Três Marias, assim como de vários trechos das margens do Velho Chico, provoca processos violentos de erosão, como a voçoroca acima. Foto: Fernando Zarur / Rota Brasil Oeste
[EcoDebate] Conhecido pelos indígenas antes da colonização como Opará (que significa rio-mar), o Rio São Francisco, popularmente chamado de Velho Chico, nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, a cerca de 1.200 metros de altitude, atravessa o estado da Bahia, fazendo a divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas. Por fim, deságua no Oceano Atlântico, na região nordeste do Brasil. Com 2.830 km de extensão, drena uma bacia de 641.000 km². O ciclo natural de cheias e vazantes, altas e baixas, grandes e pequenas, fazia jus ao nome de um rio que tem declividade de apenas 7,4 cm por km (0,8 m/s), na maior parte de sua extensão (entre Pirapora, MG e Juazeiro, BA), devido à falha geológica conhecida por Depressão São-Franciscana.
março 30, 2009

[EcoDebate] A grande distribuição comercial (supermercados, hipermercados, cadeias de desconto…) têm experimentado nos últimos anos um forte processo de expansão, crescimento e concentração industrial. As principais companhias de venda a varejo passaram a formar parte do ranking das maiores multinacionais do planeta e se converteram em um dos atores mais significativos do processo de globalização capitalista.
março 30, 2009
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] A demanda por energia cresce em escala bem maior do que a população, principalmente em razão de processos produtivos ineficientes, em razão da obsolescência tecnológica e dos subsídios.
O interesse econômico no desenvolvimento industrial, desde o início do século XX, condicionou os subsídios ao custo da energia adquirida pela industria e, ao longo do tempo, isto, no longo prazo, estimulou a obsolescência tecnológica dos processos produtivos.
Em recente artigo [Thermodynamic Analysis of Resources Used in Manufacturing Processes], pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecânica do MIT, Massachusetts Institute of Technology, analisaram 20 dos maiores processos de produção industrial, identificando que a demanda por energia, mesmo em processos modernos, atinge níveis alarmantes.
março 30, 2009

Pasto degradado
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] As áreas degradadas estão em expansão em todo o mundo e isto é uma séria ameaça à segurança alimentar. De acordo com a FAO, em razão do declínio a longo prazo na função e na produtividade de um ecossistema, a degradação do solo está aumentando em gravidade e extensão, afetando mais de 20% das terras agrícolas, 30% das florestas e 10% dos pastos.
Um novo estudo [Proxy global assessment of land degradation], publicado na edição online da revista Soil Use and Management confirma as informações da FAO e estima que 24% da população mundial vive no entorno de áreas degradadas e depende diretamente da sua capacidade de produção.










