Como a economia está matando o planeta: um tema a ser discutido por Henrique Cortez

  O relatório “Special report: How our economy is killing the Earth”, publicado pela revista New Scientist, é, acima de tudo, uma provocação. Embora de 2008 ele continua assustadoramente atual, porque seus questionamentos continuam sem respostas e a crise ambiental ampliou-se. O relatório preocupa-se, acertadamente, em formular questões e motivar o debate porque, sem reflexão crítica, talvez não tenhamos futuro.     Em primeiro lugar, o artigo reconhece o óbvio: nosso modelo de desenvolvimento

A construção de outro modelo de finanças depende de uma estratégia socioambiental, artigo de Amyra El Khalili

    A financeirização tem permeado os mais diversos setores da economia, provocando distorções entre a economia real (produção) e a economia financeira. A economia real se baseia em produtividade na indústria, na agropecuária, no comércio e em serviços.  Já a economia financeira é a que faz circular o dinheiro nos sistemas informatizados e tecnológicos, alimentando as taxas de juros e a especulação sobre a base produtiva. Há uma diferença substancial entre

Antropoceno: a força destruidora de uma espécie, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Vivemos o tempo dos pontos catastróficos e da reversão das curvas” (Danowski e Viveiros de Castro, 2014)     [EcoDebate] Antropoceno é a Era dos Humanos. O prefixo grego “antropo” significa humano; e o sufixo “ceno” denota as eras geológicas. O termo foi proposto por Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química de 1995, para substituir o Holoceno (que começou há cerca de 10 mil anos). Antropoceno significa que os seres humanos se transformaram

Governança ambiental e economia verde, Parte 6/6 (Final), artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] JACOBI et al. (2012) refletem que em termos econômicos, o conceito de desenvolvimento está vinculado à manutenção sustentável ou ao não declínio da capacidade de prover renda per capita infinitamente. Significa a manutenção do capital necessário para garantir a utilidade para o futuro, o que implica também em que o ambiente tivesse condições de prover os recursos necessários a esta condição. Esta abordagem econômica do ambiente mostra que há a possibilidade

Governança ambiental e economia verde, Parte 5/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] JACOBI et al. (2012) questionam a pouca atenção dada à necessidade de controle social sobre os poderes econômicos e à necessidade de agir sobre a desigualdade e os padrões de produção e consumo não sustentáveis. O equilíbrio do sistema climático é modificado por razões antrópicas, a partir da emissão de gases de efeito estufa intensificada desde a Revolução Industrial e desde a segunda metade do Século XX com a explosão

Carros elétricos e estradas de painéis solares, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A Era dos combustíveis fósseis está com os dias contados. O futuro da humanidade depende do sucesso da energia renovável e da economia de baixo carbono. O crescimento da produção das energias solar e eólica tem sido espetacular, embora o mundo ainda esteja muito distante da meta de 100% de energia limpa. Evidentemente, as fontes renováveis não são uma panaceia para os problemas da degradação ambiental provocada pelo aumento

Governança ambiental e economia verde, Parte 4/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] JACOBI et al. (2012) asseveram que também existem os encontros e eventos de articulação intelectual e política em que se dá visibilidade e continuidade às discussões sobre a gestão ambiental participativa. Essas formas educativas de engajamento na transversalidade dos grupos, dos interesses, dos movimentos sociais, culturais, na vida, são tessituras que flexibilizam e potencializam politicamente as estruturas rígidas de formação do sujeito e de seus grupos de pertencimento. Existem diferentes engenharias

Governança ambiental e economia verde, Parte 3/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] JACOBI et al. (2012) asseveram que todos estes procedimentos demandam fortalecimento da cooperação e inovação na negociação de conflitos entre múltiplos atores, enfatizando práticas participativas e coordenação entre políticas públicas e atores da sociedade civil. Como já se disse aqui, quando se observa um bem-intencionado e zeloso policial rodoviário perdido entre populações vulnerabilizadas procurando defender interesses entre barricadas de fechamento de estradas, se entende o quanto o estado brasileiro está

Governança ambiental e economia verde, Parte 2/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] JACOBI et al. (2012) asseveram que as aceleradas mudanças no plano social, econômico, tecnológico e ambiental desafiam cada vez mais as estruturas tradicionais dos governos. Que se entende por governança ambiental. Não é pretensão cristalizar uma conceituação completa e inquestionável, até mesmo porque esta situação não existiria. Governança transcende a assistencialismo social. Conceito transposto da área empresarial, neste contexto significa mediar de forma sistêmica, os interesses envolvidos de todas as partes

Governança ambiental e economia verde, Parte 1/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] JACOBI et al. (2012) avaliam a Conferência Rio+20 que mobilizou a comunidade global para participar de um desafiador debate sobre a realidade ambiental global e “modus operandi” existente quanto à temática ampla e genérica do desenvolvimento e do ambiente. De novo não se discutiu um novo arranjo socioambiental. Enquanto não se discutirem concepções, não adianta estabelecer meramente instrumentos. Um dos temas estruturantes desta reunião foi a transição para uma economia verde

Trabalho e meio ambiente, Parte 5/5 (Final), artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] TAYRA (2002) cita que a substituição de homens por máquinas é conhecida como a tendência ao crescimento da composição orgânica do capital. Por esta tendência, enquanto uma empresa melhorava o capital fixo e deslocava operários, outras surgiam, absorvendo de alguma forma o pessoal excedente das primeiras. Para cada grande revolução tecnológica este movimento de deslocamento e absorção se alterava, em favor do deslocamento e em detrimento das novas absorções. Com a

Trabalho e meio ambiente, Parte 4/5, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] TAYRA (2002) determina que os pontos centrais do conceito de desenvolvimento sustentável elaborados pela CMMAD e contidos no relatório Nosso Futuro Comum (WCED, 1991) e que se tornaram a linha mestra da Agenda 21, são: "tipos de desenvolvimento capazes de manter o progresso humano não apenas em alguns lugares e por alguns anos, mas em todo o planeta e até um futuro longínquo. Assim, o "desenvolvimento sustentável" é um objetivo

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