Dez anos após declaração internacional, indígenas sofrem exclusão, desrespeito e assassinatos, alerta a ONU

  ONU Em seu décimo aniversário, a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas enfrenta sérios obstáculos para proteger populações tradicionais em todo o mundo. Segundo a relatora especial da ONU para os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, a expansão das indústrias extrativistas, do agronegócio e dos ‘megaprojetos’ de desenvolvimento e infraestrutura que invadem as reservas ainda permanecem como as principais ameaças para a maioria dos povos indígenas. Membro da

Direitos territoriais dos povos indígenas sob ameaça

    Resistência depende de mobilização do movimento indígena e da sociedade. Antropólogos têm um papel fundamental nesse esforço Por Patricia Mariuzzo – Jornal da Ciência/SBPC Letícia Pataxó tem 21 anos e vive em uma das aldeias da Terra Indígena Comexatibá, município de Prado, no Sul da Bahia. No começo dos anos 2000, um grupo de funcionários da Funai iniciou os estudos de identificação do território dessa comunidade onde vivem mais de 700 indígenas.

Indígenas da etnia munduruku ocupam canteiro de obras da Usina de São Manoel no rio Teles Pires (PA)

  ABr Índios da etnia munduruku ocupam, desde a madrugada de domingo (16), o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica São Manoel, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em construção no Rio Teles Pires, na divisa dos estados do Mato Grosso e do Pará, a cerca de 125 quilômetros de Paranaíta (MT). Segundo uma das coordenadoras da manifestação, Maria Leusa Kabaiwun Munduruku, o grupo reúne mais de 200 manifestantes que prometem

Indígenas da Bacia do Teles Pires se mobilizam, em Brasília, por seus direitos frente a empreendimentos hidrelétricos

  Por Sucena Shkrada Resk, para o Fórum Teles Pires A Procuradoria-Geral da República (PGR) realizará na tarde desta terça-feira (11/07), em Brasília, uma reunião com a participação de lideranças respectivamente dos povos indígenas Apiaká, Kayabi e Munduruku, impactados por hidrelétricas o rio Teles Pires, localizado na divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso, e representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e

Analisando a Conjuntura Indígena: o que está evidente nas propostas legislativas

  Muito embora o cenário brasileiro seja de descaso, violência e desrespeito aos povos indígenas, há muita força, resistência e esperança na luta em defesa de seus direitos. Assim foi conduzido o primeiro ano do projeto “Garantindo a defesa de direitos e a cidadania dos povos indígenas do médio rio Solimões e afluentes", realizado pela Cáritas de Tefé e CIMI Tefé, e apoiado pela Agência Católica para o Desenvolvimento Internacional, sediada

Pnud/ONU premia organizações indígenas por projetos de sustentabilidade comunitária na Amazônia brasileira

    ABr O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) premiou o trabalho de duas organizações indígenas que desenvolvem projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia brasileira. As duas organizações não-governamentais indígenas são as duas únicas entidades brasileiras entre os 15 vencedores do Prêmio Equatorial 2017. Criado em 2002, o concurso recebeu, em junho, mais de 800 inscrições de 120 países. A Associação Ashaninka do Rio Amônia - Apiwtxa (termo indígena que significa

Povos indígenas do Teles Pires querem sair da invisibilidade nos processos de licenciamentos hidrelétricos

  Por Sucena Shkrada Resk/ICV     Lideranças dos povos Kayabi, Munduruku e Apiaká, que vivem em aldeias na Bacia do Teles Pires, nos estados do Pará e Mato Grosso, reivindicam o direito da participação ativa desde o processo de planejamento pelo Governo Federal, quando são feitos os estudos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) subordinada ao Ministério de Minas e Energia (MME) até o licenciamento dos empreendimentos hidrelétricos pelo Instituto Brasileiro do Meio

Indígenas na metrópole, sinal de que outro modo de vida é possível, artigo de Nayá Fernandes

    [EcoDebate] A bebida do povo Tabajara é o Mocororó. Ela é feita somente com o sumo do caju, que é espremido na mão e colocado numa cuia que fica embaixo da terra por sete dias. “Para tirar a cuida da terra é preciso realizar um ritual, o Toré. São duas rodas. Na roda central ficam o tambor e as lideranças indígenas, entre elas o cacique o e pajé. Também as

Adolescentes e jovens indígenas denunciam na Câmara violação de direitos contra os Guarani Kaiowá

  ABr   Adolescentes e jovens indígenas entregaram ontem (21) à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados um manifesto com denúncias de violações de direitos contra o povo Guarani Kaiowá. A etnia se concentra principalmente na área da fronteira do estado de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e representa a segunda maior população indígena do país.   Segundo o líder Guarani Kaiowá Eliseu Lopes, a delegação da juventude veio

Exigência de direitos marca visita de indígenas da região do médio rio Solimões e afluentes à Funai

    No dia 09 de junho, uma delegação de indígenas da região do médio rio Solimões e afluentes, em atividade de incidência política aos órgãos públicos federais, em Brasília, foi recebida na FUNAI pelo presidente interino, Franklinberg Ribeiro de Freitas, pela Diretora de Proteção Territorial, Azelene Ignácio, e pelo Coordenador Geral de Identificação e Delimitação, Gustavo Menezes. O objetivo da visita foi levar à FUNAI as violações de direitos que os

Gestão ambiental indígena no Acre: Paralelos com a ‘Ética do Bem Viver’ e a ‘Ecologia Profunda’ (parte 2, final), por Roberta Graf

Gestão ambiental indígena no Acre: Paralelos com a “Ética do Bem Viver” e a “Ecologia Profunda” (parte 2) Roberta Graf1 (Artigo vinculado à palestra da autora no Seminário Agroecol-2016, na UFGD - Universidade Federal Grande Dourados, em novembro de 2016) maio de 2017 ___________________________________________________________________________ 3. A Ética do Bem Viver Para introduzir os temas, cito aqui o documento final de uma das edições do importante movimento social indígena “Acampamento Terra Livre” (ATL), que ocorre anualmente em Brasília, nos meses

Gestão ambiental indígena no Acre: Paralelos com a ‘Ética do Bem Viver’ e a ‘Ecologia Profunda’ (parte 1), por Roberta Graf

Gestão ambiental indígena no Acre: Paralelos com a “Ética do Bem Viver” e a “Ecologia Profunda” (parte 1) Roberta Graf1 (Artigo vinculado à palestra da autora no Seminário Agroecol-2016, na UFGD - Universidade Federal Grande Dourados, em novembro de 2016) maio de 2017 ___________________________________________________________________________ 1. Gestão ambiental e agroecologia indígena no Acre Agradeço imensamente o convite ao Agroecol-2016. Me chamaram para falar da agroecologia dos indígenas e a Ética do Bem Viver. Para os indígenas, a agroecologia é de

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