O que podemos aprender com a forma indígena de gestão ambiental

    Como a agricultura em larga escala, a seca, os incêndios florestais e as espécies introduzidas reduzem a biodiversidade e a prosperidade a longo prazo de países inteiros, os acadêmicos indígenas estão pedindo um novo olhar sobre a governança e as práticas das principais instituições de gestão ambiental. Flinders University* A visão de mundo dos aborígenes australianos e a conexão com o país fornecem uma rica fonte de conhecimento e inovações para melhores

Saberes ecológicos indígenas, artigo de Roberto Naime

  Saberes ecológicos indígenas [EcoDebate] Ricardo Cavalcanti-Schiel reflete sobre saberes ecológicos indígenas. Não se trata de opor um fantasioso “espiritualismo” a um materialismo ocidental. Mas de desafiar nosso regime de sociabilidade com outras concepções, disposições e possibilidades Houve um tempo em que falar de índios no Brasil era um exercício romântico. Tão romântico quanto fantasioso. No começo do século XX, alguns paulistas batizaram os lugares com nomes tupi, do Anhangabaú a Araçatuba. Quando a

No Brasil, quase 30% das crianças indígenas com menos de 5 anos sofrem de desnutrição crônica

  Nas últimas décadas, o Brasil reduziu significativamente a taxa de desnutrição crônica entre menores de 5 anos (de 19,6% em 1990 para 7% em 2006), atingindo, antes do prazo, a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Entretanto, a desnutrição crônica ainda é um problema em grupos mais vulneráveis, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018, a prevalência de desnutrição crônica entre crianças indígenas

Em Santarém, Pará, indígenas e quilombolas ameaçados pela soja, veneno, portos e o preconceito

Na zona rural de Santarém, na região paraense do Planalto Santareno a lentidão de décadas na demarcação de territórios tradicionais vem acirrando os conflitos com fazendeiros   Trator abre a área de cultivo na aldeia São Francisco da Cavada   Por Texto: Ciro Barros | Fotos: José Cícero da Silva Fonte: Agência Pública “Esse barulho é porque eles estão trabalhando lá”, alerta à reportagem da Agência Pública o indígena Munduruku Paulo da Silva Bezerra, morador da

Assassinatos de indígenas crescem 22,7% em 2018, mostra relatório; Documento também cita aumento de invasões de terras

O número de assassinatos de indígenas no Brasil aumentou de 110, em 2017, para 135, em 2018, um crescimento de 22,7%. Os estados com mais registros no ano passado foram Roraima, onde ocorreram 62 homicídios, e Mato Grosso do Sul, onde foram contabilizadas 38 mortes. ABr As informações, levantadas a partir de mapeamento de casos em todo o país feito pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), estão no relatório Violência contra os Povos

‘Aversão profunda’ de Bolsonaro aos indígenas define políticas do governo, diz sertanista

  Para Sydney Possuelo, indigenista e ex-presidente da Funai, Bolsonaro é influenciado por corrente militar que se opõe a Rondon e prega a extinção das culturas indígenas Por Vasconcelo Quadros, Agência Pública   Aos 79 anos de idade, 42 deles embrenhado na floresta amazônica, o sertanista, indigenista e etnógrafo Sydney Possuelo arrisca uma explicação para o que chama de “aversão” do presidente Jair Bolsonaro aos indígenas. “Ele é influenciado pela Escola do Estado-Maior do

Nas aldeias de Maturacá e Ariabu, 56% dos ianomâmis apresentaram índice do metal acima do limite estabelecido pela OMS

  Pesquisadora da Escola Politécnica participa de estudo que aponta níveis elevados de mercúrio em crianças e mulheres indígenas Por Julia Neves - EPSJV/Fiocruz São 9,6 milhões de hectares entre os estados de Amazonas e Roraima em uma região rica em minérios. Nela, vivem cerca de 26 mil indígenas ianomâmis que têm sido altamente impactados pela presença de garimpeiros ilegais. Recentemente, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chamou atenção para os dados preliminares de

Dos Anaios aos Waiãpi, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Em 1676 houve um massacre indígena violento aqui na região do rio Salitre, em Juazeiro da Bahia. Conta a história que o Padre Martinho de Nantes e seus índios aldeados participaram da repressão aos Anaios, sob o comando de Francisco Dias d’Ávila. O Salitre é um afluente do São Francisco. Um rio famoso que alimentou por muito tempo o gado criado para abastecer Salvador, então capital da Colônia. Dias

Chegou ao seu término o projeto ‘Garantindo a defesa de direitos e a cidadania dos povos indígenas do médio rio Solimões e afluentes’

ESPERANÇA, LEGITIMIDADE E AUTONOMIA: RESULTADOS QUE INDICAM CAMINHOS DE LUTA Por Lígia Apel Com importantes resultados chegou ao seu término o projeto “Garantindo a defesa de direitos e a cidadania dos povos indígenas do médio rio Solimões e afluentes”, realizado pela Cáritas de Tefé e CIMI Regional Norte I na Prelazia de Tefé, e apoiado pela União Europeia e Agência Católica de Desenvolvimento Internacional (CAFOD). Caracterizado como um grande “ajuri” (mutirão) em defesa

Não somos tutelados, temos parceiros que contribuem para a nossa autonomia, dizem representantes dos povos Deni e Kanamari

  Por Lígia Apel, com informações de Chantelle Teixeira, Francisco Amaral e Raimundo Francisco. Autonomia e independência na elaboração de três documentos e na organização de uma manifestação com a presença de, aproximadamente, 150 pessoas na aldeia Flexal, município de Itamarati (AM), para reivindicar que a Saúde Indígena não seja municipalizada. Esse foi o resultado da 3ª etapa da Oficina Político-jurídica realizada na 2ª semana do mês de abril, que reuniu representantes

DF: Mostra ‘Respeito ou Repetição?’ relembra crimes contra indígenas como resultado da política de integração forçada

  Mostra “Respeito ou Repetição?” pode ser conferida até o dia 16 de abril, no Memorial do MPF Foto: Antonio Augusto Secom/PGR Tortura, assassinatos individuais e coletivos de índios, distribuição de comida envenenada, dinamites atiradas de avião sobre aldeias, inoculações propositais do vírus da varíola em povos isolados, exploração de trabalho escravo, remoção forçada para destinação de terras indígenas a particulares. Esses e outros crimes cometidos contra povos indígenas em pleno século XX,

Denúncia: Operando com 10% do orçamento, Funai abandona postos e coordenações em áreas indígenas

  Funai: Em zonas de conflito, há coordenações que funcionam dentro de carros e funcionários que sofrem de esgotamento físico e mental por atuar sozinhos Por Ciro Barros, Agência Pública   Nos últimos anos, a Fundação Nacional do Índio (Funai) vem atuando com cerca de um terço de sua força de trabalho, uma situação-limite agravada por decisões tomadas no atual governo, em especial pelo Decreto 9.711/2019, que contingenciou em 90% o orçamento da Funai

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