A representação parlamentar e a degradação da política, artigo de Artigo Gaudêncio Torquato

    A política desceu ao fundo do poço. Nos últimos tempos, parcela ponderável da representação popular caiu nas malhas da Operação Lava Jato. Sua imagem está em baixa. É verdade que temos um novo quadro parlamentar no Senado e na Câmara. Tradicionais nomes foram despejados das cúpulas côncava e convexa do Parlamento. Persiste, porém, a dúvida: os novos nomes representam compromissos com uma nova política? Os sinais não são animadores. A base

As mulheres evangélicas pobres e a eleição de Bolsonaro, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O sociólogo Marcos Coimbra afirmou ao jornalista Mauro Lopes do canal “Paz e Bem” (e à TV) 247 que a parcela feminina pobre e evangélica do eleitorado foi quem decidiu a eleição presidencial de 2018 a favor do presidente Jair Bolsonaro. Com base no gráfico acima, o presidente do Instituto Vox Populi afirmou que, nas semanas anteriores ao pleito, a diferença entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro se manteve estável

Impactos do AI-5 na educação brasileira

  AI-5 - ‘Toda ditadura quer controlar o campo educacional, porque é nele que há liberdade para pensar e construir novos caminhos para a sociedade’. Entrevista com Paulo Carrano Era 13 de dezembro de 1968 quando o então presidente da República, general Artur da Costa e Silva, autorizou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que cassou as liberdades civis no país por mais de uma década. À época, várias medidas de exceção

13/12/1968 – O Ato Institucional nº 5 e seu significado histórico, artigo de Elival da Silva Ramos

  [Jornal da USP] Há 50 anos, no dia 13 de dezembro de 1968, o general Artur da Costa e Silva, 2º presidente da República do regime autoritário implantado em 31 de março de 1964, após ouvir o Conselho de Segurança Nacional, editou o Ato Institucional nº 5, que representou importante inflexão nos rumos traçados pelo governo anterior, comandado pelo marechal Castelo Branco. Não cabe aqui a discussão acerca do nível de apoio

Bom para o Brasil, artigo de Montserrat Martins

  Bom para o Brasil é que cada governo faça o melhor que puder e melhore a vida dos mais de 200 milhões de brasileiros [EcoDebate] Bom para o Brasil é que cada governo faça o melhor que puder e melhore a vida dos mais de 200 milhões de brasileiros, entre os quais há 60 mil mortos ao ano vítimas da violência e pelo menos 11 milhões de favelados, dentre os cerca

A fala do Presidente eleito, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] A fala de um Presidente da República eleito é de grande importância, embora muitos contestem que são “apenas palavras”. Palavras são importantes, sim, pois também são gestos, apontam caminhos, nos relacionamentos – e na vida pública, mais ainda. Depois de uma eleição conturbada com acusações recíprocas, contundentes, a fala do Presidente eleito foi como deveria ser, prometendo respeito à Constituição e as leis e sua dedicação a governar para todos,

O voto evangélico garantiu a eleição de Jair Bolsonaro, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] Jairo Bolsonaro (63 anos) é o primeiro presidente cristão, com discurso evangélico pentecostal, a chegar ao Palácio do Planalto pelo voto popular. Os presidentes Café filho – que era Presbiteriano - e Ernesto Geisel - que era Luterano - chegaram à Presidência da República por via indireta. No primeiro discurso que deu após ser eleito presidente do Brasil, no dia 28 de outubro de 2018, Bolsonaro citou Deus várias vezes

O Brasil feliz de novo? artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “O melhor governo é aquele que menos governa” Henry Thoreau (no livro “Desobediência Civil”, de 1849)   “A felicidade é como a pluma Que o vento vai levando pelo ar Voa tão leve Mas tem a vida breve Precisa que haja vento sem parar” Vinicius de Moraes   [EcoDebate] No primeiro turno da campanha eleitoral de 2018, praticamente todos os candidatos associaram alto crescimento econômico com felicidade. Jair Bolsonaro enalteceu o alto crescimento da época do “milagre econômico”, nos anos

Primeiro Turno, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] Nós, que reclamamos tanto, temos o poder de decidir os rumos do país nas urnas. Nenhum povo fala tão mal, dos outros e de si mesmo, do que o brasileiro. Pois é hora de assumirmos a responsabilidade por nossas escolhas – e aceitar as escolhas dos outros faz parte desse processo. O Congresso Nacional – Deputados e Senadores – são eleitos no primeiro turno, cuja importância é fundamental, portanto. Toda

Ingovernabilidade à vista, artigo Gaudêncio Torquato

    [EcoDebate] “Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, tampouco o homem”. Nada mais adequado de que o conhecido pensamento de Heráclito de Éfeso (535 a.C. a 475 a.C) para lembrar ao candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, de que os bons tempos do primeiro mandato do presidente Lula (2002-2006) não voltarão. As águas do

Os sobreviventes, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] Os brasileiros não são, em sua maioria, corruptos nem fascistas, mas tratarão a si mesmos por esses adjetivos por um bom tempo, como parte da guerra política instalada no país. Como diz um meme satírico no facebook, “vamos precisar de 3 Copas do Mundo e 2 Olimpíadas para refazer as amizades perdidas nessa eleição”. As acusações fazem parte de uma guerra psicológica induzidas por fabricantes de memes para redes sociais,

Expectativas mágicas, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] O que há por trás da “guerra civil moral” nas redes sociais, em que as pessoas acusam os candidatos dos outros e promovem os seus? O grande paradoxo das defesas apaixonadas que os eleitores fazem, é que esperam um “produto” que, caso eleito, talvez não seja o que imaginam. O candidato militar tem condições de restaurar as condições de vida que tínhamos nos governos militares? Ou o candidato lulista,

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