Sobre o tal ‘marxismo científico’; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Jornal da UNICAMP TEXTO LUIZ MARQUES FOTOS WILSON DIAS | AGÊNCIA BRASIL EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA Uma das bandeiras mais aguerridas do bolsonarismo é o combate ao “marxismo cultural”, o que não deixa de ser duplamente intrigante, porque o rebanho de Bolsonaro nunca leu Marx e, obviamente, não faz a menor ideia do que seja cultura. Na realidade, ninguém sabe muito bem o que é esse bicho-papão que os assombra. Segundo o verbete

Os enviados de Deus, artigo de Gaudêncio Torquato

    [EcoDebate] Governantes de todos os quadrantes não raro costumam escolher Deus como escudo. A história está pontilhada de referências a Deus. Em seus 40 anos de reinado, o ditador general Franco, “caudillo da Espanha pela Graça de Deus” referia-se sempre à Providência Divina, conforme passagens de seus discursos, como esta de 1937: “Deus colocou em nossas mãos a vida de nossa Pátria para que a governemos”. Os estatutos da Falange Espanhola

Alastra-se o rechaço a Bolsonaro; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Alastra-se o rechaço a Bolsonaro JORNAL DA UNICAMP TEXTO LUIZ MARQUES FOTOS REPRODUÇÃO EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA Bolsonaro deflagrou uma Blitzkrieg contra a sociedade brasileira e a natureza. Mas a sociedade começou a se mobilizar para derrotá-lo, política, científica e ideologicamente. O dia 15 pode e deve vir a ser mais um passo importante na demonstração para a sociedade de que, como escreve Jânio de Freitas, “a vida pública de Bolsonaro é demarcada pela ideia

É na filosofia e na sociologia que os cidadãos encontram os fundamentos para explicar a própria história da Humanidade, artigo de Gaudêncio Torquato

    Atirar contra a filosofia e a sociologia é querer excluir da aprendizagem clássicos do pensamento [EcoDebate] A história se repete. O presidente Bolsonaro anuncia a intenção de descentralizar investimentos em cursos de filosofia e sociologia, sob o argumento de que o desenvolvimento do país requer carreiras técnicas. Em 1970, o ditador Médici quis fazer uma reforma do ensino médio. Depois de 60 dias, um grupo apresentou um projeto para acabar com

A representação parlamentar e a degradação da política, artigo de Artigo Gaudêncio Torquato

    A política desceu ao fundo do poço. Nos últimos tempos, parcela ponderável da representação popular caiu nas malhas da Operação Lava Jato. Sua imagem está em baixa. É verdade que temos um novo quadro parlamentar no Senado e na Câmara. Tradicionais nomes foram despejados das cúpulas côncava e convexa do Parlamento. Persiste, porém, a dúvida: os novos nomes representam compromissos com uma nova política? Os sinais não são animadores. A base

As mulheres evangélicas pobres e a eleição de Bolsonaro, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O sociólogo Marcos Coimbra afirmou ao jornalista Mauro Lopes do canal “Paz e Bem” (e à TV) 247 que a parcela feminina pobre e evangélica do eleitorado foi quem decidiu a eleição presidencial de 2018 a favor do presidente Jair Bolsonaro. Com base no gráfico acima, o presidente do Instituto Vox Populi afirmou que, nas semanas anteriores ao pleito, a diferença entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro se manteve estável

Impactos do AI-5 na educação brasileira

  AI-5 - ‘Toda ditadura quer controlar o campo educacional, porque é nele que há liberdade para pensar e construir novos caminhos para a sociedade’. Entrevista com Paulo Carrano Era 13 de dezembro de 1968 quando o então presidente da República, general Artur da Costa e Silva, autorizou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que cassou as liberdades civis no país por mais de uma década. À época, várias medidas de exceção

13/12/1968 – O Ato Institucional nº 5 e seu significado histórico, artigo de Elival da Silva Ramos

  [Jornal da USP] Há 50 anos, no dia 13 de dezembro de 1968, o general Artur da Costa e Silva, 2º presidente da República do regime autoritário implantado em 31 de março de 1964, após ouvir o Conselho de Segurança Nacional, editou o Ato Institucional nº 5, que representou importante inflexão nos rumos traçados pelo governo anterior, comandado pelo marechal Castelo Branco. Não cabe aqui a discussão acerca do nível de apoio

Bom para o Brasil, artigo de Montserrat Martins

  Bom para o Brasil é que cada governo faça o melhor que puder e melhore a vida dos mais de 200 milhões de brasileiros [EcoDebate] Bom para o Brasil é que cada governo faça o melhor que puder e melhore a vida dos mais de 200 milhões de brasileiros, entre os quais há 60 mil mortos ao ano vítimas da violência e pelo menos 11 milhões de favelados, dentre os cerca

A fala do Presidente eleito, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] A fala de um Presidente da República eleito é de grande importância, embora muitos contestem que são “apenas palavras”. Palavras são importantes, sim, pois também são gestos, apontam caminhos, nos relacionamentos – e na vida pública, mais ainda. Depois de uma eleição conturbada com acusações recíprocas, contundentes, a fala do Presidente eleito foi como deveria ser, prometendo respeito à Constituição e as leis e sua dedicação a governar para todos,

O voto evangélico garantiu a eleição de Jair Bolsonaro, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] Jairo Bolsonaro (63 anos) é o primeiro presidente cristão, com discurso evangélico pentecostal, a chegar ao Palácio do Planalto pelo voto popular. Os presidentes Café filho – que era Presbiteriano - e Ernesto Geisel - que era Luterano - chegaram à Presidência da República por via indireta. No primeiro discurso que deu após ser eleito presidente do Brasil, no dia 28 de outubro de 2018, Bolsonaro citou Deus várias vezes

O Brasil feliz de novo? artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “O melhor governo é aquele que menos governa” Henry Thoreau (no livro “Desobediência Civil”, de 1849)   “A felicidade é como a pluma Que o vento vai levando pelo ar Voa tão leve Mas tem a vida breve Precisa que haja vento sem parar” Vinicius de Moraes   [EcoDebate] No primeiro turno da campanha eleitoral de 2018, praticamente todos os candidatos associaram alto crescimento econômico com felicidade. Jair Bolsonaro enalteceu o alto crescimento da época do “milagre econômico”, nos anos

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