O trilema da sustentabilidade e o decrescimento demoeconômico, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Acreditar que o crescimento econômico exponencial pode continuar infinitamente num mundo finito é coisa de louco ou de economista” Kenneth Boulding (1910-1993)     [EcoDebate] O desenvolvimento econômico chegou a uma encruzilhada e a ideia de um desenvolvimento sustentável virou um oximoro. Desde que a humanidade ultrapassou a capacidade de carga do Planeta o crescimento da produção de bens e serviços, quando contabilizado as agressões ao meio ambiente, virou um “crescimento deseconômico”, como

A redução da extrema pobreza no mundo desde 1820, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  [EcoDebate] Houve uma grande redução da extrema pobreza do mundo e, ao mesmo tempo, uma melhora nas condições demográficas da população mundial, entre 1820 e 2015, segundo o site "Our World in Data”, que é um projeto da Universidade de Oxford (os dados estão disponíveis gratuitamente na Internet). O gráfico abaixo mostra que a população mundial era de 1,08 bilhão de habitantes em 1820, com 1,02 bilhão vivendo na extrema pobreza

A pirâmide global da desigualdade da riqueza 2017, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A pirâmide global da riqueza sempre foi desigual, mas conseguiu apresentar uma desigualdade ainda maior nos últimos anos. O relatório sobre a riqueza global 2017, do banco Credit Suisse (The Credit Suisse Global Wealth Report 2017) renova o quadro amplo e esclarecedor da má distribuição da riqueza (patrimônio) das pessoas adultas do mundo. A riqueza global foi estimada em USD$ 280 trilhões em 2017 (meados do ano). Como havia

Os países da ASEAN se preparam para a Revolução 4.0, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês) é uma organização regional instituída em 8 de agosto de 1967 (comemorou 50 anos em 2017) e atualmente engloba 10 nações: Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia (as 5 primeiras) e, mais recentemente, Brunei, Myanmar, Camboja, Laos e Vietnã. Estes 10 países juntos, em 2017, apresentam um PIB de US$ 7,9 bilhões (em ppp), pouco menor do que

Resenha: ECONOMIA DESTRUTIVA, de Marcus Eduardo de Oliveira, economista e ativista ambiental

  Em dois séculos de existência, o impacto de dois invasivos movimentos – o industrialismo e o consumismo – imiscuído na esfera da economia de mercado capitalista, desequilibrou completamente a relação Homem-Natureza, e, desde então, nos colocou diante da mais séria e preocupante crise ecológica com a qual passamos a conviver. Dada essa orientação, importa sublinhar que a estratégia econômica estabelecida diante do principal dogma da economia tradicional – o crescimento

Zerar o desmatamento na Amazônia impactaria em menos de 0,7% do PIB brasileiro até 2030

    Estudo lançado na COP23 indica caminhos para o Brasil zerar o desmatamento na Amazônia Para Frederico Machado, especialista em políticas públicas do WWF-Brasil, zerar o desmatamento é plenamente possível e implicaria em custo baixíssimo à economia do Brasil. "De acordo com estudo recente, impactaria em menos de 0,7% o PIB brasileiro, até 2030. O Grupo de Trabalho (GT) pelo Desmatamento Zero - composto pelas ONGs Greenpeace, Instituto Centro de Vida, Imaflora, Imazon,

Royalties do petróleo não ajudam municípios do RJ a crescer, revela estudo

  Dependência dos royalties tem efeitos negativos tanto para o município que recebe o recurso, quanto para os que o circunscrevem Jornal da USP Na literatura econômica existe um paradoxo conhecido por “a maldição dos recursos naturais”. Ele é identificado quando países ou regiões abundantes em recursos naturais não renováveis (mineral e combustível) tendem a ter menos crescimento econômico em relação a países ou regiões com escassez desses recursos. Foi o que ocorreu

A crescente desigualdade de renda nos Estados Unidos, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Renda anual de vinte libras, despesa de dezenove libras, dezenove xelins e seis pence, resultado: felicidade. Renda anual de vinte libras, despesa anual de vinte libras e seis pence, resultado: desespero” Charles Dickens     [EcoDebate] A desigualdade de renda nos Estados Unidos (EUA) está piorando nas últimas décadas, mostrando que a Curva de Kuznets não explica as tendências atuais. O gráfico acima (Leonhardt, 07/08/2017), publicado no NYT, mostra que, em 1980, os

PIB mais PIV, será um novo foco de luz no final do túnel? artigo de Fabiano Rangel

    [EcoDebate] Agora além do PIB (Produto Interno Bruto), indicador da macroeconomia que mede o nível da atividade econômica de uma determinada região, o Brasil passará a ter o PIV (Produto Interno Verde). Baseado em um projeto de lei do Deputado Federal Otávio Leite (PSDB-RJ) de 2011, o Presidente da República, Michel Temer, promulgou em 17 de outubro deste ano a Lei 13.493, que institui o novo indicador, tendo apenas um

Economia Indonésia ultrapassa o Brasil, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A Indonésia e o Brasil estão entre os seis países mais populosos do mundo, ficando atrás apenas da China, da Índia e dos Estados Unidos (o Paquistão parece que já ultrapassou o Brasil). A população da Indonésia era de 148 milhões de habitantes em 1980 e passou para 264 milhões em 2017, enquanto o Brasil tinha 122 milhões de habitantes em 1980 e 211 milhões em 2017, segundo dados

Futebol e indicadores sociais da Islândia: tamanho não é documento, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] Muita gente associa a grandeza populacional de um país com sua força futebolística. Mas a Islândia (Iceland), com uma população de somente 335 mil habitantes em 2017, obteve vaga para a Copa da Rússia e se tornou o país com o menor volume populacional a garantir uma participação em copa do mundo de futebol. Enquanto isto, os cinco países mais populosos do mundo não conseguiram vaga para a Copa da

Estudo mostra que é economicamente viável zerar desmatamento no Brasil

  Por Maura Campanili, Instituto Escolhas Impactos no PIB e nos salários seriam muito baixos e podem ser compensados com pequeno aumento nas taxas de intensificação da pecuária Se todo o desmatamento – e a consequente expansão da fronteira agrícola – no Brasil acabasse imediatamente, seja legal ou ilegal, incluindo terras públicas e privadas, haveria um impacto mínimo na economia do país. Isso significaria uma redução de apenas 0,62% do PIB acumulado entre

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