O segundo colapso da ilha de Páscoa, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “A Ilha de Páscoa é o exemplo mais claro de uma sociedade que se autodestruiu ao explorar demais os próprios recursos. É um exemplo de ecocídio" Jared Diamond     [EcoDebate] A Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, é uma ilha da Polinésia oriental, localizada no sul do Oceano Pacífico e está situada a 3.700 km de distância da costa do Chile e, atualmente, constitui a província chilena de Ilha de Páscoa. A

‘Estamos destruindo as bases que sustentam nosso planeta, e isso não aparece nos jornais’, debate com Leonardo Boff e Adolfo Perez Esquivel

  Em evento organizado pela 350.org Argentina, Leonardo Boff e Adolfo Perez Esquivel debateram alternativas para a problemática da crise climática e social na América Latina     O teólogo e intelectual brasileiro Leonardo Boff, que já vem há alguns anos espalhando o trabalho levantada pelo Papa Francisco na sua Encíclica Laudato Si, chamou a atenção nesta quinta-feira (11) para um dos piores problemas enfrentados pela humanidade hoje: a crise ambiental e as suas

Brasil no Antropoceno: desenvolvimento predatório e políticas ambientais, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  [Tema: Antropoceno] [EcoDebate] O Brasil é o quinto país em extensão territorial e em população. Com uma grande riqueza ecossistêmica possui uma biocapacidade superior à Pegada Ecológica, sendo considerado uma das potências em reservas ambientais mais importantes do mundo. Seu papel geoestratégico nas decisões ambientais têm sido crucial para as negociações globais em curso em torno da mudança climática e do Acordo de Paris. Mas embora o Brasil seja visto internacionalmente como

Degradação da natureza e agravamento da pobreza são frutos do sistema de produção, de consumo e de especulação

  Degradação da natureza e agravamento da pobreza são frutos do sistema de produção, de consumo e de especulação que impera. Entrevista especial com Ivo Poletto IHU Biomas brasileiros e a defesa da vida é o tema da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano. Não é a primeira vez que a dimensão socioambiental da vida é abordada, lembra o filósofo e cientista social Ivo Poletto. Em 2007, a temática foi Fraternidade e Amazônia;

Natureza e externalidade, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] O economista Marcus Eduardo de Oliveira realiza interessante abordagem de como a economia clássica percebe o meio ambiente. Sob o manto do ensinamento tradicional, equivocadamente a economia como ciência, apenas encarou a natureza como fonte provedora e fossa ou sumidouro de recursos. Dessa maneira, na tradicional linguagem dos economistas, a natureza sempre foi vista e tratada como “externalidade”, uma vez que, aos olhos da escola neoclássica ou ortodoxa, o meio ambiente

Colapsos ambiental e financeiro ameaçam o mundo, artigo de Clóvis Cavalcanti

    Não se trata de exagero ou pessimismo afirmar que existe apreensão nos círculos das ciências exatas e da natureza, um pouco menos no campo das sociais, quanto a colapsos que nossa sociedade planetária pode experimentar em período não distante. O assunto figura nas preocupações do Papa Francisco, cuja encíclica Laudato Si’, de maio de 2015, o aborda. Lê-se nela, por exemplo, que “Toda a pretensão de cuidar e melhorar o

Como a economia está matando o planeta: um tema a ser discutido por Henrique Cortez

  O relatório “Special report: How our economy is killing the Earth”, publicado pela revista New Scientist, é, acima de tudo, uma provocação. Embora de 2008 ele continua assustadoramente atual, porque seus questionamentos continuam sem respostas e a crise ambiental ampliou-se. O relatório preocupa-se, acertadamente, em formular questões e motivar o debate porque, sem reflexão crítica, talvez não tenhamos futuro.     Em primeiro lugar, o artigo reconhece o óbvio: nosso modelo de desenvolvimento

Tribunal Penal Internacional reconhece ‘ecocídio’ como crime contra a Humanidade

  Da Radio France Internationale / ABr   O Tribunal Penal Internacional (TPI) decidiu, no final de 2016, reconhecer o “ecocídio' (termo que designa a destruição em larga escala do meio ambiente) como 'crime contra a Humanidade'. O novo delito, de âmbito mundial, vem ganhando adeptos na seara do Direito Penal Internacional e entre advogados e especialistas interessados em criminalizar as agressões contra o meio ambiente. As informações são da Radio France Internationale. Com

Ser humano: maior espécie invasora, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “O ser humano é um ectoparasita que está matando o seu hospedeiro” Alves (28/09/2016) “Há 10.000 anos os seres humanos e seus animais representavam menos de um décimo de um por cento da biomassa dos vertebrados da terra. Agora, eles são 97 por cento” Patterson (07/05/2014)     [EcoDebate] Em 2012, escrevi um artigo provocativo no Portal Ecodebate perguntando se a expansão do ser humano por todos os cantos e espaços do Planeta poderia

Assustado com Donald Trump? Você não sabe a metade, por George Monbiot

    IHU   "Como de costume, a esquerda e o centro (eu incluso) estão se debatendo sobre onde erraram. Há muitas respostas, mas uma delas é a de que simplesmente não gastamos além da conta. Com alguns bilhões de dólares empregues na persuasão, teríamos conseguido tudo o que desejamos. Ativistas genuínos, trabalhando em seu tempo livre, não têm condições de se igualar a uma rede profissional composta por milhares de pessoas bem remuneradas

Padrão de consumo atual é insustentável para população de 7 bilhões

  Em palestra da série USP Talks, pesquisadores alertam para a necessidade de mudar o sistema socioeconômico e nosso modo de vida para reverter mudanças climáticas Por Diego C. Smirne, do Jornal / Agência USP   O sistema socioeconômico construído e adotado pela humanidade desde a Primeira Revolução Industrial, em 1750, possui um padrão de consumo insustentável para um mundo com 7 bilhões de pessoas como o atual, e mais ainda para a população

Crise civilizatória e sociologia ambiental, Parte 5/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] BORINELLI (2007) manifesta que a teoria sociológica ambiental norte-americana deu pouca atenção aos processos de melhoramento ambiental e desenvolveu uma visão reducionista do papel das instituições políticas (BUTTEL, 2000). Por outro lado, ao tentar remediar estes limites, as teorias derivadas da “modernização reflexiva” avançaram no campo da compreensão teórica e prática para o melhoramento ambiental, deixando à mostra seus maiores limites e fonte de críticas. A modernização reflexiva costuma contrastar o

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