Colapsos ambiental e financeiro ameaçam o mundo, artigo de Clóvis Cavalcanti

    Não se trata de exagero ou pessimismo afirmar que existe apreensão nos círculos das ciências exatas e da natureza, um pouco menos no campo das sociais, quanto a colapsos que nossa sociedade planetária pode experimentar em período não distante. O assunto figura nas preocupações do Papa Francisco, cuja encíclica Laudato Si’, de maio de 2015, o aborda. Lê-se nela, por exemplo, que “Toda a pretensão de cuidar e melhorar o

Como a economia está matando o planeta: um tema a ser discutido por Henrique Cortez

  O relatório “Special report: How our economy is killing the Earth”, publicado pela revista New Scientist, é, acima de tudo, uma provocação. Embora de 2008 ele continua assustadoramente atual, porque seus questionamentos continuam sem respostas e a crise ambiental ampliou-se. O relatório preocupa-se, acertadamente, em formular questões e motivar o debate porque, sem reflexão crítica, talvez não tenhamos futuro.     Em primeiro lugar, o artigo reconhece o óbvio: nosso modelo de desenvolvimento

Tribunal Penal Internacional reconhece ‘ecocídio’ como crime contra a Humanidade

  Da Radio France Internationale / ABr   O Tribunal Penal Internacional (TPI) decidiu, no final de 2016, reconhecer o “ecocídio' (termo que designa a destruição em larga escala do meio ambiente) como 'crime contra a Humanidade'. O novo delito, de âmbito mundial, vem ganhando adeptos na seara do Direito Penal Internacional e entre advogados e especialistas interessados em criminalizar as agressões contra o meio ambiente. As informações são da Radio France Internationale. Com

Ser humano: maior espécie invasora, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “O ser humano é um ectoparasita que está matando o seu hospedeiro” Alves (28/09/2016) “Há 10.000 anos os seres humanos e seus animais representavam menos de um décimo de um por cento da biomassa dos vertebrados da terra. Agora, eles são 97 por cento” Patterson (07/05/2014)     [EcoDebate] Em 2012, escrevi um artigo provocativo no Portal Ecodebate perguntando se a expansão do ser humano por todos os cantos e espaços do Planeta poderia

Assustado com Donald Trump? Você não sabe a metade, por George Monbiot

    IHU   "Como de costume, a esquerda e o centro (eu incluso) estão se debatendo sobre onde erraram. Há muitas respostas, mas uma delas é a de que simplesmente não gastamos além da conta. Com alguns bilhões de dólares empregues na persuasão, teríamos conseguido tudo o que desejamos. Ativistas genuínos, trabalhando em seu tempo livre, não têm condições de se igualar a uma rede profissional composta por milhares de pessoas bem remuneradas

Padrão de consumo atual é insustentável para população de 7 bilhões

  Em palestra da série USP Talks, pesquisadores alertam para a necessidade de mudar o sistema socioeconômico e nosso modo de vida para reverter mudanças climáticas Por Diego C. Smirne, do Jornal / Agência USP   O sistema socioeconômico construído e adotado pela humanidade desde a Primeira Revolução Industrial, em 1750, possui um padrão de consumo insustentável para um mundo com 7 bilhões de pessoas como o atual, e mais ainda para a população

Crise civilizatória e sociologia ambiental, Parte 5/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] BORINELLI (2007) manifesta que a teoria sociológica ambiental norte-americana deu pouca atenção aos processos de melhoramento ambiental e desenvolveu uma visão reducionista do papel das instituições políticas (BUTTEL, 2000). Por outro lado, ao tentar remediar estes limites, as teorias derivadas da “modernização reflexiva” avançaram no campo da compreensão teórica e prática para o melhoramento ambiental, deixando à mostra seus maiores limites e fonte de críticas. A modernização reflexiva costuma contrastar o

Crise civilizatória e sociologia ambiental, Parte 4/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] BORINELLI (2007) afirma que é neste cenário que a sociedade de risco toma forma. A sociologia tradicional, tanto na sua versão marxista como na funcionalista, segundo Beck, está comprometida em seus fundamentos com o consenso em torno da modernidade simples. A racionalidade teleológica da mudança social não considera as consequências não desejadas tais como riscos, perigos, individualização e globalização, “o que não é tido em conta passa a acumular-se favorecendo

Crise civilizatória e sociologia ambiental, Parte 3/6, artigo de Roberto Naime

[EcoDebate] BORINELLI (2007) destaca que a modernização reflexiva em suas duas vertentes, sociedade de risco e a modernização ecológica, apesar de certas divergências quanto a aplicação do conceito de modernização reflexiva, concorda em, pelo menos, duas premissas. Escolhas humanas e institucionais não estão determinadas estruturalmente, mas sim sistemicamente. A modernização progressiva das sociedades pode solucionar os problemas ambientais (BUTTEL, 2000). A adesão às promessas da modernização reflexiva na reversão da crise ambiental,

O mundo teria déficit ambiental mesmo eliminando os países ricos, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Precisamos pegadas menores, mas também precisamos de menos pés”. (Enough is Enough, 2010)     [EcoDebate] O mundo passou por uma grande transformação desde o início da Revolução Industrial e Energética que teve início no último quartel do século XVIII. Nos 240 anos entre 1776 e 2016, a população mundial passou de cerca de 800 milhões de habitantes para 7,4 bilhões. Foi um crescimento de quase 9 vezes. Mas no mesmo período, a

Crise civilizatória e sociologia ambiental, Parte 2/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] BORINELLI (2007) indica que embora tenham em comum o fato de privilegiarem uma avaliação materialista das inclinações das instituições para a degradação ambiental nas sociedades modernas. Contrapondo-se às abordagens da sociologia clássica que relegaram a um segundo plano os fatores ambientais na explicação da vida social, se diverge quanto às concepções de processos institucionais que geram a degradação ambiental. A crítica cultural encontrada em DUNLAP (1997) se dirige ao modo geral

Crise civilizatória e sociologia ambiental, Parte 1/6, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] BORINELLI (2007) destaca que desde os anos 70 do século passado, a sociologia ambiental vem procurando relacionar as causas da degradação e da crise ambiental com a estrutura institucional vigente nas sociedades ocidentais. As vertentes norte-americanas e da modernização reflexiva da sociologia ambiental são analisadas. Apesar das relativas diferenças na identificação das instituições responsáveis pela crise ambiental de cultura de consumo, economia, Estado e ciência e tecnologia. E na crença de

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