Mais de 50 entidades pedem que Brasil rejeite inclusão de florestas no mercado de carbono

  ABr   Mais de 50 entidades protocolaram ontem (11), nos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores, uma carta em defesa da posição histórica do Brasil contra a inclusão das florestas em mecanismos de compensação de carbono – chamados de offsets. De acordo com as entidades, esta é uma “falsa solução à crise do clima” que vem à tona em um contexto de negociações internacionais e da conjuntura nacional de crise. “Alguns

Acidificação dos oceanos reduzirá significativamente a diversidade de peixes

    Pesquisadores da Universidade de Adelaide demonstraram, pela primeira vez, que a acidificação dos oceanos, esperada no futuro, reduziria significativamente a diversidade de peixes. Em estudo publicado na Current Biology, os pesquisadores estudaram as interações das espécies em ambientes marinhos naturais em aberturas vulcânicas subaquáticas, onde as concentrações de CO 2 combinam com as previstas para os oceanos no final do século. Eles foram comparados com ambientes marinhos adjacentes com níveis atuais de CO 2 . “A maioria das pesquisas

Floresta amazônica, resiliência ou colapso? Pesquisa investiga o ecossistema frente à oferta extra de gás carbônico

  Do Jornal da UNICAMP Texto Manuel Alves Filho Fotos Antoninho Perri | João Marcos Rosa | AmazonFace Edição de imagem Luis Paulo Silva Nos anos iniciais da escola, aprendemos que as plantas realizam o processo de fotossíntese para produzir a energia necessária à sua sobrevivência. Dito de maneira simplificada, elas utilizam o gás carbônico (CO2) da atmosfera e a luz do sol para produzir glicose, espécie de açúcar que garante suas atividades vitais. De

Não estamos transitando para energias de baixo carbono; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Jornal da Unicamp Texto LUIZ MARQUES Fotos DIVULGAÇÃO | REPRODUÇÃO Edição de imagem LUIS PAULO SILVA   Em meio a tantas incertezas que nos cercam, eis uma certeza estabelecida pela ciência: há um desbalanço crescente entre a quantidade de energia recebida do Sol e a quantidade refletida pela Terra. Esse desbalanço é causado pelo fato que a queima de combustíveis fósseis emite (entre outros gases) dióxido de carbono (CO2). O CO2 permanece 100 a 300

Pesquisa Coppe-UFRJ revela que emissões de gases de efeito estufa no estado do Rio cresceram 40% em dez anos

    ABr As emissões de gases de efeito estufa, ou gás carbônico (CO2) equivalente, no estado do Rio de Janeiro cresceram 40% entre 2005 e 2015, segundo pesquisa feita pelo Centro Clima do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). O aumento foi superior ao do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no estado) e ao crescimento da população

Comissão internacional sugere aumento da taxação das emissões de carbono para mitigar efeito estufa

    ABr Para atingir as metas do Acordo de Paris, firmado em dezembro de 2015 e que visa conter o aumento da temperatura do planeta em menos de 2 graus Celsius (2°C), é preciso que os países signatários do tratado estabelecerem uma forte política de preços para o carbono. A informação foi dada ontem (30/5) à Agência Brasil pelo professor brasileiro Emilio La Rovere, do programa de Pós-Graduação em Planejamento Energético da

Estados Unidos impedem acordo sobre mudança climática e o Acordo de Paris no G7

    Da Agência EFE / ABr Os líderes do G7 não chegaram a um consenso na sexta-feira (25) sobre a luta contra a mudança climática e o Acordo de Paris porque os Estados Unidos estão revendo sua posição sobre esta matéria e não tomarão uma decisão antes de algumas semanas, disse o primeiro-ministro italiano Paolo Gentiloni. A informação é da agência EFE. "Há uma questão que permanece suspensa sobre o clima porque o

A Terra com ‘pressão alta’ e hipertermia, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “É triste pensar que a natureza fala e que a humanidade não a ouve”. Victor Hugo (1802-1885)     [EcoDebate] A hipótese Gaia, elaborada inicialmente por James Lovelock, diz que a Terra é um organismo vivo que tem um metabolismo natural capaz de regular seu clima e temperatura, promovendo um equilíbrio homeostático global. Eventos externos, como choques de meteoritos, podem provocar perturbações neste equilíbrio. Também forças internas, como vulcões, podem perturbar a estabilidade.

Incentivo de Trump à energia fóssil – Um passo atrás e em falso, artigo de André Ferretti

    [EcoDebate] Incentivo à produção de energia à base de carvão mineral e desestímulo à energia limpa são duas consequências imediatas do decreto assinado em 28 de março pelo presidente dos Estados Unidos. Outro efeito – perverso e, infelizmente, desconsiderado por Donald Trump – é o aumento da vulnerabilidade da própria sociedade norte-americana aos efeitos negativos da mudança climática. Nesse cenário, cabem preocupações sobre o quanto essas medidas afetarão em cadeia

O crescimento das energias renováveis e a redução das emissões na China, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O governo Donald Trump, com apoio do Partido Republicano, está na contramão da história e está possibilitando uma passagem histórica do bastão da liderança global dos Estados Unidos para a China em tecnologia do clima e das fontes de energia renovável. A nova administração norte-americana está abandonando a liderança das ações de mitigação das mudanças climáticas, além de reduzir o financiamento em energia limpa e abraçar os investimentos em carvão

Mudança climática pode afetar espécies vegetais marinhas e prejudicar cadeia alimentar

  Alteração nas águas causada por dióxido de carbono (CO2) pode afetar espécies vegetais marinhas e prejudicar cadeia alimentar Por Júlio Bernardes, do Jornal da USP. Amostras de espécies vegetais marinhas (fitoplâncton) analisadas em pesquisa do Instituto Oceanográfico (IO) da USP mostram os efeitos futuros das mudanças climáticas nos oceanos. O trabalho do pesquisador Marius Müller revela que o aumento das emissões antropogênicas (feitas pela atividade humana) de dióxido de carbono (CO2), torna

A estagnação das emissões de CO2 do setor de energia, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A Agência Internacional de Energia (IEA em inglês) divulgou em março os dados que mostram que as emissões globais de dióxido de carbono relacionadas à energia ficaram estáveis pelo terceiro ano consecutivo (2014, 2015 e 2016). Isto aconteceu mesmo com o crescimento da economia internacional, sinalizando um desacoplamento relativo das emissões de CO2 e da atividade econômica. Este fato inédito nas últimas décadas foi possível graças ao crescimento da

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