10 impactos causados pela redução de áreas naturais no Brasil, por Carlos Nobre, Carlos Eduardo Young, Fábio Olmos e Marcelo Dantas

    Recentemente, o governo federal propôs a redução de mais de 1 milhão de hectares da área de unidades de conservação (UCs), que inclui áreas do Pará, na Amazônia, e de outras regiões do Brasil. A mudança, que já foi aprovada por uma comissão mista de deputados e senadores, acontece por meio de uma ferramenta ágil e destinada apenas a assuntos urgentes: as medidas provisórias. No último dia 16 de maio, a

Ibama combate grilagem e realiza apreensões em Mato Grosso (MT)

  Agentes do Ibama fiscalizam terreno invadido por grileiros no MT Foto: Ibama Fiscalização realizada por agentes do Ibama na gleba Rio Preto, localizada na Fazenda Santa Rosa, em Mato Grosso (MT), resultou na apreensão de dois caminhões, um trator de esteira e 32,3 metros cúbicos de madeira in natura. A propriedade, que possui cerca de 1,3 mil hectares de floresta nativa, foi invadida em 2015 e tem sido alvo de extração ilegal de

Corte ilegal, defaunação e mudanças climáticas tornam incerto o futuro do palmito juçara

  Por Peter Moon, Agência FAPESP     Há um conjunto de fatores que parecem afetar a sobrevivência da palmeira juçara, da qual se extrai o palmito de melhor qualidade – e por isto mesmo o mais valorizado. Além da forte pressão do corte ilegal da juçara e a destruição da Mata Atlântica, a extinção de aves e as mudanças no clima podem levar a espécie à extinção na natureza. O fenômeno de extinção de

MPF alerta contra pacote legislativo que reduz 2,2 milhões de hectares de áreas protegidas

    Nota técnica da Câmara de Meio Ambiente do MPF trata dos riscos ambientais da conversão em lei das MPs 756/16 e 758/16 A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal (4CCR/MPF) divulgou nesta quarta-feira (10) nota técnica contra a aprovação, pelo Congresso Nacional, de pacote que reduz, extingue ou reclassifica áreas de unidades de conservação no País. As normas questionadas são as Medidas Provisórias 756/16 e 758/16,

Povo indígena Gavião denuncia ameaças por parte de madeireiros no Maranhão

    Por Luanda Belo, da Radioagência Nacional A não demarcação de terras indígenas que resultou no confronto entre Gamelas e fazendeiros no município de Viana não é um fato isolado. Os conflitos pela posse da terra acontecem até em territórios já demarcados pela Funai, como é o caso da Terra Indígena Governador, em Amarante, no Maranhão. Lá, o povo Gavião é constantemente ameaçado pela ação de madeireiros. Confira na reportagem especial: http://audios.ebc.com.br/03/03d78db76375be6d2bfcd39be41531c0.mp3 A Terra

SBPC e ABC fazem manifesto alertando para as altas taxas de desmatamento do Cerrado

    As entidades alertam para as altas taxas de desmatamento e pedem urgência na implementação de políticas públicas de proteção ao bioma A SBPC e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram nesta segunda-feira, 17, um manifesto para alertar o Governo Federal, os Governos Estaduais e toda a sociedade, para as altas taxas de desmatamento do Cerrado, que ameaçam sua sobrevivência. Na nota, as entidades afirmam que é fundamental que as duas

Parlamentares tiram proteção de parque nacional na Amazônia

  Sob o pretexto de abrir caminho para a Ferrogrão, medida deixa brechas para mais desmatamento e ocupações ilegais no oeste do Pará. WWF-Brasil alerta: os parlamentares que alteraram as MPs 756 e 758 deixam desprotegidos mais de um milhão de hectares Amazônia, em uma área já marcada por conflitos fundiários, avanço do desmatamento e crimes como corte ilegal de madeira, garimpos clandestinos e grilagem de terras públicas.     Um dia depois de uma

Senado aprova medida que pode deixar vulneráveis mais de 600 mil hectares de áreas protegidas no Pará

  Congresso dá sinais que podem fazer subir o desmatamento na Amazônia   *Comissão Mista no Senado aprovou ontem (11) medida que pode deixar vulneráveis mais de 600 mil hectares de áreas protegidas no Pará *Coordenadora do Programa de Ciências do WWF-Brasil acredita que esse foi um péssimo sinal para a sociedade, de que o Congresso aceita manobras de grupos específicos em detrimento de um debate qualificado sobre conservação e um futuro sustentável

Redução de Unidades de Conservação (UCs) federais na Amazônia estimula novas invasões e desmatamentos

  Redução de UCs estimula novas invasões e desmatamentos. Entrevista especial com Elis Araújo IHU O monitoramento do desmatamento nas Unidades de Conservação da Amazônia Legal, realizado entre 2008 e 2015 pelo Imazon, demonstra que as 50 UCs mais desmatadas estão em “área de expansão da fronteira agropecuária e sob influência de projetos de infraestrutura como rodovias, hidrovias, portos e hidrelétricas, que geram fortes ondas migratórias e valorizam as terras do entorno”, diz

Maior ameaça ao Cerrado é considerar sua vegetação nativa um estorvo ao desenvolvimento

  Maior ameaça ao Cerrado é considerar sua vegetação nativa um estorvo ao desenvolvimento. Entrevista especial com José Felipe Ribeiro     IHU Apesar de o Cerrado não ter rios de grande vazão, o bioma “concentra nascentes que alimentam oito das 12 grandes regiões hidrográficas brasileiras” e nele nascem os “rios que originam seis das principais regiões de hidrográficas brasileiras: Parnaíba, Paraná, Paraguai, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Amazônica”, informa o biólogo José Felipe Ribeiro à

Aumento do desmatamento e propostas de redução de áreas de UC’s na Amazônia comprometem as metas brasileiras no Acordo de Paris

    A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura expressa sua forte preocupação com o alarmante aumento da taxa de desmatamento, bem como seu desacordo com recentes propostas legislativas que podem reduzir as áreas protegidas em Unidades de Conservação na Amazônia. O aumento da devastação florestal coloca o Brasil na direção contrária de suas metas da Política Nacional de Mudanças Climáticas para 2020 e compromete a meta brasileira referente ao Acordo de

Vegetação exuberante da Amazônia corre risco de ser substituída por gramíneas

  Vegetação exuberante da Amazônia corre risco de ser substituída por gramíneas. Entrevista especial com Henrique Barbosa IHU     Os prognósticos das últimas pesquisas sobre a Amazônia indicam que, futuramente, o novo regime de clima da floresta poderá ser mais parecido com o do Cerrado, por conta de dois fatores: o aumento do desmatamento e os efeitos das mudanças climáticas, informa o físico Henrique Barbosa à IHU On-Line. “Com as mudanças climáticas, esperamos que

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