As boas brasileiras, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] O Presidente chamou de “maus brasileiros” aqueles que divulgam que está aumentando o desmatamento da Amazônia o que, segundo ele, não é verdade. Essa medida é feita pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), criado em 1961 e desde então referência científica. O Diretor do INPE foi exonerado do cargo agora, em agosto, após o relatório de julho que informava o aumento do desmatamento. Segundo o Presidente, a notícia prejudicou

O ‘empoderamento’ da ‘Revenge’, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] O Rei Leão agora foi acusado de ser um filme “machista”, como as histórias de Monteiro Lobato já foram acusadas de “racistas” e quem não gosta da música de Pablo Vittar é acusado de “homofóbico”. Um amigo professor universitário me explica que está errado falar “índio”, mas é correto “indígena”. Palavras que décadas atrás eram de uso popular corrente, como negro ou mulata, são hoje interpretadas como ofensivas. Interpretações geralmente

A epidemia de narcisismo, artigo de Montserrat Martins

    Epidemia de narcisismo [EcoDebate] Décadas atrás atendi uma senhora, deprimida, que não sabia dizer quais eram suas preferências pessoais, tudo que fazia era pela família, marido e filho. Eu propus um exercício que ela deveria fazer até a próxima sessão: se imaginar na “Ilha da Fantasia”, onde os seus desejos seriam realizados, me contando depois que desejos foram esses. Na sessão seguinte a paciente abriu o assunto assim: “Doutor, eu acho

Bem vindos à Era Binária, artigo de Montserrat Martins

    Era Binária [EcoDebate] 2019 começa agora, depois do carnaval, e vai ser um ano agitado. Quem procura emprego torce para que seja uma agitação boa, de reaquecimento da economia. Quem já trabalha teme ser afetado pela reforma da Previdência. As redes sociais continuam “nervosas”, como se as eleições de 2018 não tivessem acabado. Quem perdeu a eleição fustiga o governo. E o governo se dedica a governar fustigando a oposição, até pelo

Inevitável mundo novo, artigo de Claudia Sá

    [EcoDebate] Não sei quando tudo isso começou, se foi com a Revolução Industrial ou com a “invenção” do ser humano, neste ou naquele momento da História, o certo é que vem de longe o racha entre o bicho homem e tudo o que o envolve. Note, que nem bicho aceitamos ser. Quando falamos dos animais, estamos nos referindo aos outros, claro, os inferiores. Quanto à Terra, sim, ela foi nos

Sobre a perigosa preguiça de pensar, artigo de Álvaro Rodrigues dos Santos

    [EcoDebate] Hoje vivemos em todas as áreas da atividade humana a síndrome da preguiça de pensar. É o resultado de anos e anos de massacrante propaganda voltada à idiotização do cidadão, entendido como consumidor. O que mais interessa aos produtores e vendedores de todos os tipos de produtos, materiais e imateriais, é um consumidor idiotizado, que não pense, que tome suas decisões de comprar isso ou aquilo apenas no embalo do

Frida, as formigas e 2019, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] Frida Kahlo era casada com o pintor Diego Rivera, amigo do Trotsky e os dois ‘pegavam’ a Frida. - A Frida pegava os dois, você quer dizer. - Isso. Meu amigo me contava a série que passa na TV sobre a vida de Trotsky, que após a vitória da Revolução Russa foi promover a “revolução permanente” em outros países até ser morto no México a mando de Stálin. Qual a relevância de

O Natal ao longo dos tempos, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] Cena marcante, para mim, foi o adolescente que revelou ter roubado “para comprar presentes de Natal pra minha família”. Faz parte da minha profissão, psiquiatra forense, ouvir jovens infratores para avaliar seu psiquismo e suas motivações. Como o Natal, que deveria representar valores espirituais, se tornara motivo para um roubo à mão armada? De aniversário de Jesus Cristo e sua mensagem de amor e humildade, o Natal se transformou na

Livrai-nos do Mala Man, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] O mundo precisa de amor, mas também de interpretação de texto. Na retrospectiva de fim de ano, 2018 será lembrado como o ano dos maniqueísmos, das brigas de família por política, das acusações de parte a parte. “Numa guerra a primeira vítima é a verdade”, já disseram, ninguém parecia interessado em pesquisar os fatos, todos envolvidos em repassar qualquer versão que atacasse adversários. Tem aquela da criança que tinha medo

Tentando ser feliz, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] “Não me arrependo”, disse uma jovem que, derrotada no concurso “Miss Bumbum”, arrancou a faixa da vencedora e levou a faixa roubada para casa. Ela se auto-intitulou “Miss Bumbum Barraco” e diz que fez isso “para denunciar que o concurso era roubado”. Está na moda debater a onda de agressividade, a raiva e o ódio nas redes sociais, na internet e na sociedade toda. Mas o que era agressivo, desrespeitoso

É tempo de reflexão, coragem e criatividade, artigo de frei Gilvander Moreira

É tempo de reflexão, coragem e criatividade Por frei Gilvander Moreira1 No segundo turno das eleições, dia 28 de outubro de 2018, Jair Bolsonaro obteve 57,7 milhões de votos (39,1%); Fernando Haddad, 47 milhões (31,7%); abstenções, nulos e brancos, 42,4 milhões (28,5%). Logo, 89,4 milhões de brasileiros não votaram em Bolsonaro. Entretanto, de acordo com as regras do jogo, 57,7 milhões de brasileiros elegeram o presidente do Brasil, de 2019 a 2022,

As propagandas eleitorais e os apelos psicológicos, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] As propagandas eleitorais são apelos psicológicos aos eleitores para lhes infundir medo nos candidatos adversários, mais que apontar virtudes do próprio candidato. No whatsapp e outras redes sociais, infundir o medo é a prática principal dos candidatos a presidente, e em algum grau também nas campanhas estaduais. A preponderância do “falar mal do outro” sobre o “falar bem de si” vem do descrédito na política, onde é difícil acreditar em

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