Para o desenvolvimentismo a qualquer custo, os ambientalistas são inimigos da Pátria, por Henrique Cortez

  [EcoDebate] É moda destacar os valores democráticos do Brasil republicano, mas poucos lembram que, ao longo de nossa experiência republicana, consolidou-se um processo consistentemente repressor conta todos os que pensam e defendem um outro modelo de desenvolvimento. Repressão, perseguição, discriminação e criminalização sempre foram ferramentas repressoras, que souberam se fazer sentir, desde o início do século 20, por anarquistas, comunistas, trabalhadores urbanos e rurais, movimentos sociais e populares, sem-terra, indigenistas e

COP20 e consenso oco do ‘acordo possível’, por Henrique Cortez

    [EcoDebate] A COP20, em Lima, Peru, deveria “abrir” caminho para a próxima reunião, já marcada para 2015, em Paris, quando se tentará firmar um novo acordo global sobre o clima, em substituição ao Protocolo de Quioto, entrando em vigor em 2020. No entanto, como nas COPs anteriores, nada de significativo ou produtivo avançou. O "Chamamento de Lima para a Ação sobre o Clima", pomposo e inócuo título dado ao acordo, foi

A crise hídrica chegou para ficar, por Henrique Cortez

    [EcoDebate] Na última década, pelo menos, cientistas, pesquisadores e ambientalistas insistentemente alertam para os riscos de uma grave crise hídrica. Alertaram para a necessidade de revitalizar bacias hidrográficas, recuperar mananciais, ampliar ao máximo os sistemas de captação e tratamento de esgoto, conservar e proteger as áreas de recarga dos aquíferos. Isto sem falar, da redução do desperdício dos sistemas de distribuição, do uso perdulário da água pela agricultura e do desperdício

Um outro Dia Mundial do Meio Ambiente, mas com desafios ainda maiores, por Henrique Cortez

  Car@s Amig@s, O tom irado com que diversos ambientalistas estão se manifestando indica o nosso grau de frustração, mas também demonstra desesperança e um alto grau de intolerância, indicando que estamos perdendo o contato com alguns conceitos essenciais do ambientalismo. Não é e nunca foi fácil ser ambientalista. Acredito que, sempre que possível, devemos compartilhar experiências e opiniões com nossos companheiros e é exatamente isto que estou fazendo. Como o texto é

Editorial da edição n° 50, Água, da revista Cidadania & Meio Ambiente

    Nada temos que comemorar no Dia Mundial da Água O dia mundial da água é pauta de toda a grande mídia, com grande destaque para o crescente stress hídrico e a severa ameaça de escassez em escala global. Em todo o planeta, aqui inclusive, incontáveis discursos, solenidades, eventos e ‘festividades’ comemoraram o dia mundial da água e ‘destacaram’ a sua importância cotidiana na vida de todos. Mas, no geral, foi mais um

‘Celebramos’ mais um Dia Mundial da Limpeza e a sujeira continua a mesma, por Henrique Cortez

    [EcoDebate] No sábado, 21/9, foi “comemorado' mais um Dia Mundial da Limpeza e, como sempre, voluntários dedicaram-se à limpeza de nossas praias. O Dia Mundial da Limpeza faz parte de uma mobilização internacional, chamada Clean up the World (Limpe o Mundo, em português), que é promovida desde 1993, com o objetivo de incentivar comunidades a limpar e conservar o meio ambiente. É uma ótima e necessária iniciativa, mas parece inútil porque, na

A Fazendona Brasil e a ‘opção’ pelo desenvolvimentismo ruralista, por Henrique Cortez

  por Lute para o Hoje em Dia / Humor Político   [EcoDebate] O governo (este e os anteriores) sempre demonstra permanente submissão aos interesses do agronegócio de exportação, principalmente os pecuaristas e sojicultores que, aliados aos grandes grupos econômicos e financeiros, apenas percebem os ativos ambientais como recursos econômicos a serem livremente apropriados. O manejo sustentável dos recursos naturais, a agroecologia e a agricultura familiar não estão na agenda de compromissos dos

125 anos da Lei Áurea e continuamos escravocratas, por Henrique Cortez

  Atlas do Trabalho Escravo no Brasil, material que caracteriza, pela primeira vez, a distribuição, os fluxos, as modalidades e os usos do trabalho escravo no País, nas escalas municipal, estadual e regional. O Atlas está disponível gratuita e integralmente no endereço eletrônico http://migre.me/9bewu.   [EcoDebate] Cento e vinte e cinco anos após a promulgação da após a Lei Áurea , continuamos um país escravocrata. Desde 2003, mais de 26 mil pessoas foram

Por uma Economia pautada na ideia do decrescimento, artigo de Marcus Eduardo de Oliveira

  Gráfico de José Eustáquio Diniz Alves   [EcoDebate] Enquanto a lógica do sistema econômico herdada dos ensinamentos da economia clássica estiver centrada na ideia do crescimento, a economia continuará cometendo o seu mais grave erro ao considerar os recursos naturais como algo infinito, ignorando os limites da biosfera no que tange à sua capacidade de prover recursos e absorver dejetos. Romper com essa lógica dominante e buscar estabelecer uma economia pautada na

IN MEMORIAM: João Zinclar, fotógrafo dos movimentos sociais, companheiro e amigo

  João Zinclar (crédito: Brasil de Fato)   Na madrugada do dia 19, faleceu João Zinclar, um grande amigo e companheiro das lutas dos movimentos sociais e populares. Zinclar retornava de um trabalho em Ipatinga (MG), quando o ônibus em que viajava foi atingido por um caminhão que vinha no sentido contrário e atravessou a pista. É uma perda imensa, não penas para os movimentos sociais, como para os amigos e companheiros, que tiveram o

A COP… (escolha um número qualquer) caminha para o fracasso, por Henrique Cortez

  [EcoDebate] OK, a COP18, em Doha, caminha para um fracasso, mas e daí? Essa foi a regra de todas as conferências das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. E, sério, alguém realmente esperava um resultado diferente? A COP17, a título de exemplo, chegou a duas decisões 'marcantes': 1) decidiu que a COP18 seria no Qatar, de 26 de novembro e 7 de dezembro de 2012 e 2) que iniciaria as discussões sobre

A crescente e perigosa ‘onda’ de intolerância e obscurantismo, por Henrique Cortez

  [Ecodebate] O noticiário, seguidamente, informa os mais variados atos de intolerância, no Brasil e no mundo, no que parece ser uma perigosa e crescente ‘onda’ de ódio e preconceitos. Uma ‘onda’ assustadora, que pode por em risco nosso futuro comum, ou pelo menos, a convivência pacífica entre uns e outros. Seria de se esperar que, com o advento de um novo século, fosse iniciado um novo período de tolerância e de

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