Mercantilização ambiental, Parte 4/4 (Final), artigo de Roberto Naime

    Mercantilização ambiental [EcoDebate] Finalizando a reflexão de Paulo Kliass no site cartamaior, vale ressaltar que outros elementos da natureza já estão submetidos ao regime de mercantilização ou correm o risco de virem a passar pelo mesmo processo. É o caso da terra e do solo para atividades agropecuárias, extrativas e as demais no espaço urbano. A água, em sua condição de bem essencial para a vida, começa a dar os sinais de

Mercantilização ambiental, Parte 3/4, artigo de Roberto Naime

    Mercantilização ambiental [EcoDebate] A realidade das dinâmicas econômica, política e social operam em uma velocidade bem superior à das negociações diplomáticas. E isso é até natural e compreensível. Portanto, se aproveitando dessa distância, o conceito de “economia verde”, já está há um bom tempo sendo utilizado pelos governos, implementado pelas grandes empresas e divulgado pelos meios de comunicação como a grande panaceia para todos os males que o consumismo tem provocado sobre

Mercantilização ambiental, Parte 2/4, artigo de Roberto Naime

    Mercantilização ambiental [EcoDebate] Prosseguindo as reflexões de Paulo Kliass no site cartamaior, porém, parece claro que a questão ambiental não é uma questão isolada. O arranjo não pode estar dissociado da questão econômica e da questão social. A degradação da Terra ocorre justamente pelos interesses envolvidos no atual modelo de civilização. A autopoiese sistêmica dominante necessita ser alterada. Pois hoje só o consumismo garante a manutenção dos círculos virtuosos da sociedade. Aumento

Mercantilização ambiental, Parte 1/4, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] Paulo Kliass aborda a mercantilização ambiental no site cartamaior. A História da humanidade está marcada por um processo contínuo e crescente de desenvolvimento das forças produtivas e de avanço do ser humano sobre o espaço natural. E isso se deu desde os primeiros registros de organização social, ainda sob a forma de coletores ou caçadores até o quadro atual de atividades que colocam em risco a sobrevivência do planeta e da

Greenwashing, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] “Greenwashing” palavra de origem inglesa. “Green” é verde, a cor do movimento ambientalista, e “washing” é lavagem, no sentido de modificação que visa ocultar ou dissimular algo. Em português, “lavagem verde” é um neologismo que indica a injustificada apropriação de virtudes ambientalistas por parte de organizações ou pessoas, mediante o uso de técnicas de marketing e relações-públicas. Tal prática tem como objetivo criar uma imagem positiva, diante opinião pública, acerca do

Pós-Rio+20 – Uma análise crítica da economia verde e da natureza jurídica dos créditos ambientais, artigo de Amyra El Khalili

    “... uma coisa pode ser valor de uso, sem ser valor. É esse o caso, quando a sua utilidade para o homem não é mediada por trabalho. Assim, o ar, o solo virgem, os gramados naturais, as matas não cul­tivadas etc. Uma coisa pode ser útil e produto do trabalho humano, sem ser mercadoria. Quem com seu produto satisfaz sua própria necessidade cria valor de uso, mas não mercadoria. Para

A lógica perversa do capitalismo verde, artigo de Amyra El Khalili

    Nem tudo o que é econômico é financeiro. Lamentavelmente, porém, tudo o que é financeiro é econômico. Para entender como e por que o capitalismo verde avança sobre os territórios indígenas e das populações tradicionais, é necessário reconhecer os paradoxos da água; ou seja, a água é vida e morte, liberdade e escravidão, esperança e opressão, guerra e paz. A água é um bem imensurável, insubstituível e indispensável à vida em

SP: Conar recomenda alteração da campanha identificação de sustentabilidade da ‘Ecofrota’

    O Conselho Superior do Conar, a partir de denúncia encaminhada pelo vereador paulistano Gilberto Natalini, propôs representação contra campanha veiculada pela Prefeitura Municipal de São Paulo em internet e adesivagem em coletivos. Segundo o vereador, a campanha não atende às recomendações em relação à publicidade com apelos de sustentabilidade, previstas no artigo 36 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária e em seu anexo U. Informou o denunciante que programa de substituição

PROTESTE denuncia ao Conar produtos com apelos ecológicos enganosos na embalagem

  Com falsos apelos ecológicos, identificamos a maquiagem ambiental nas embalagens de 12 produtos avaliados. Confira a lista de produtos e as irregularidades encontradas. Nova avaliação feita pela PROTESTE constatou que algumas empresas ainda tentam seduzir seus clientes com falsos apelos ecológicos. Foram detectados 12 produtos suspeitos de utilizar ações de marketing que enganam consumidores quanto às práticas ambientais da empresa ou quanto aos seus benefícios ambientais. Foram pedidas providências ao Conselho Nacional de

Estudos avaliam impacto de produtos certificados com ‘rótulos ecológicos’

  A sustentabilidade ambiental tem visto pouco progresso nos últimos 14 anos. Na verdade, as emissões globais de dióxido de carbono aumentaram mais de 46% desde 1990. Foto: Fórum da ONU sobre Florestas/Fendi Aspara Dois relatórios apresentados nesta sexta-feira (31) durante o Fórum das Nações Unidades sobre Padrões Sustentáveis (UNFSS), realizado em Genebra, na Suíça, questionam como as iniciativas sustentáveis realmente afetam agricultores, comunidades e o meio ambiente em países de baixa

A armadilha do PET, artigo de Norbert Suchanek

    [EcoDebate] Foi na última semana, quando uma amiga me enviou uma foto de seu quintal de permacultura, e com orgulho ela escreveu: “Olha estou reciclando garrafas de PET, utilizando no viveiro para as minhas plantinhas.” A minha amiga se acha ecologicamente correta e consciente, mas sem querer ela entrou na armadilha da grande indústria do plástico e do petróleo. Por anos, incontáveis de workshop de reciclagem ensinaram aos brasileiros, criancinhas, adultos,

Zona Franca de Manaus busca prorrogação dos incentivos fiscais com discurso ‘verde’

  Ainda que Polo Industrial não se integre à Amazônia, defesa do modelo é fechada ao debate sobre futuro da área   A Zona Franca de Manaus (ZFM) foi criada pela ditadura militar em 1967 com o intuito de impulsionar o desenvolvimento da região amazônica. Agora, a tentativa de prorrogação dos incentivos fiscais se apoia no argumento de que as indústrias presentes na capital amazonense protegem a floresta. Em sua tese de doutorado

Em livro e documentário, jornalista alemão acusa organização WWF de pactuar com a indústria

  Em livro e documentário, Wilfried Huismann acusa a organização ambientalista de cooperar com alguns dos maiores destruidores do meio ambiente no mundo, dando a eles uma imagem verde. O WWF refuta as acusações. O urso panda é a marca registrada da organização ambientalista WWF e significa sustentabilidade e proteção ambiental. Na Europa, ele também estampa diversos produtos, desde iogurtes até peixe congelado, e é considerado uma das "marcas mais confiáveis do

La economía verde viene con nombre y apellido: se llama poder corporativo, por Elizabeth Peredo Beltrán

  Estamos asistiendo a una profundización demencial del paradigma capitalista y de su ámbito de dominio que ha desplazado sin pena ni pestañeo el concepto de sustentabilidad para usarlo en el campo de las finanzas disfrazando su afán de lucro, con el argumento de incorporar las externalidades ambientales. Argumentos para justificar una angurria fuera de toda proporción: casi todo lo que existe en el mundo cumple un servicio y es una

Boaventura de Sousa Santos: ‘A economia verde é um cavalo de tróia invisível’

  Para Boaventura de Sousa Santos, a RIO + 20 demonstra que a sociedade não tem razões para ter esperanças nos governos e que o momento é de união de agendas entre as esquerdas. Cumprindo uma extensa agenda de compromissos na Cúpula dos Povos desde o dia 14 de junho, quando participou da oficina 'Saúde, sustentabilidade e bien vivir' promovida pela Universidade Popular de Movimentos Sociais em parceria com a Fundação Oswaldo

Rio+20: Quando a economia e o capitalismo se pintam de verde, artigo de Esther Vivas

  [EcoDebate] O verde vende. Desde a revolução verde, passando pela tecnologia verde, o crescimento verde até chegar aos “brotos verdes”, que teriam que nos tirar da crise. A última novidade: a economia verde. Uma economia que, contrariamente ao que seu nome indica, não tem nada de “verde”, além dos dólares que esperam ganhar com a mesma aqueles que a promovem. É que a nova ofensiva do capitalismo global por privatizar e

A despolitização do debate ambiental no capitalismo neoliberal

  Henri Acselrad, pesquisador da UFRJ, explica como o capitalismo constrói consenso silenciando os conflitos que existem no campo ambiental Quais as condições políticas que sustentam as desigualdades ambientais entre os países, que se agravaram com o capitalismo neoliberal, a partir do fim do século 20? De que forma o meio ambiente foi incorporado às dinâmicas de competição capitalista por ganhos de produtividade? Essas indagações serviram de mote para a palestra do

Economia ‘verde’, novo disfarce do neoliberalismo

  Em meio à mais grave crise da economia capitalista em escala mundial, a deterioração ambiental foi relegada a um segundo plano. É verdade que se diz alguma coisa sobre a perda da biodiversidade ou a mudança climática. Mas, de fato, o meio ambiente não é prioridade. A reportagem é de Alejandro Nadal e está publicada no jornal mexicano La Jornada, 11-01-2012. A tradução é do Cepat. Os termos do debate sobre a

‘Economia Verde’: As contradições do discurso ambiental no cerne do sistema capitalista, por André Antunes

  Dizer que determinada prática, produto ou empresa é ‘verde’ tornou-se quase um lugar-comum nos últimos anos: ‘verde’ qualifica aquele que se preocupa com o meio ambiente, com a preservação dos ecossistemas e com o futuro do nosso planeta como um todo. É quase como se tudo o que leve o selo ‘verde’ seja, por definição, positivo. Essa popularização do termo não ocorreu por acaso. Ela foi fruto da penetração cada

Rótulos da sustentabilidade foram apropriados por departamentos de marketing das empresas

  'Sustentável hoje quer dizer tudo e nada' - Com a experiência de quem frequenta há mais de 15 anos a presidência de grandes empresas e a periferia de grandes cidades para elaborar e implementar projetos de sustentabilidade e responsabilidade social, Heloísa Melillo afirma que um dos grandes empecilhos para a adoção de ações transformadoras na área é a exigência das corporações de um retorno rápido e de grande visibilidade. Como consequência,

Top