Cientistas fazem uma avaliação crítica dos resultados da Rio+20

  Conferência produziu forte mobilização da comunidade científica, mas texto final gerou frustração por cortar temas importantes, de acordo com participantes de workshop conjunto BIOTA-BIOEN-Mudanças Climáticas: o futuro que não queremos (foto:E.Cesar)   A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20) mobilizou a comunidade científica e foi palco de discussões que revelaram avanços sem precedentes no conhecimento sobre os limites do planeta – conceito indispensável para determinar uma agenda dedicada à sustentabilidade

Rio+20 ou Rio+23?

    A Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que aconteceu em junho no Rio de Janeiro – reuniu 188 países, entre chefes de Estado e representantes, para discutir temas sobre desenvolvimento sustentável e definir uma agenda de ações para as próximas décadas. “Com o evento, temas como cidades, consumo e produção sustentáveis, desastres naturais, trabalho verde, governança local e outros avançaram para novos patamares de importância na discussão

As nações e os povos 20 anos depois

    Dificuldades para avançar na negociação de temas complexos marca conferência oficial. Sociedade civil reunida na Cúpula dos Povos decidiu que é tempo de união de agendas contra a financeirização da natureza. A busca de um consenso possível entre 193 países sentados à mesa para negociar parece ter sido o principal objetivo da diplomacia brasileira, que liderou as rodadas finais que fecharam o documento oficial da Rio+20. Vinte anos depois da Conferência

‘O maior ganho da Rio+20 é a tomada de consciência’. Entrevista com o médico e pesquisador Ary Carvalho de Miranda

  O médico e pesquisador Ary Carvalho de Miranda, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), é cético em relação às decisões políticas oriundas de grandes conferências mundiais sobre meio ambiente. Para Miranda, as metas dificilmente serão alcançadas enquanto os Estados nacionais funcionarem na lógica dos interesses do capital. A esperança, a seu ver, reside na possibilidade de os movimentos sociais incorporarem cada vez mais a luta por uma

Solidariedade para mudar o planeta: exercício da cidadania precisa sair do discurso e ir além do ativismo

  Reciclagem incipiente do lixo no Rio de Janeiro e a volta das sacolas plásticas em São Paulo mostram que o exercício da cidadania ainda precisa sair do discurso e ir além do ativismo demonstrado na Cidade Maravilhosa Em meio à movimentação da Rio+20, infindáveis papéis, sacolas, CD-ROMs e kits diversos divulgavam as tecnologias de ponta em eficiência energética e as práticas sustentáveis de governos, empresas e institutos de pesquisa. Grupos da

Conferências internacionais e a crise ambiental, artigo de José Goldemberg

  Charge de Alecrim, no Humor Político http://www.humorpolitico.com.br [O Estado de S.Paulo] Conferências internacionais são convocadas quando se torna evidente que cada país, isoladamente, não consegue resolver um determinado problema. A vantagem de ações multilaterais, em que as nações atuam em conjunto, é que os países que relutam em cumprir os seus compromissos são coagidos a fazê-lo. Delas, em geral, resulta um tratado, uma convenção ou um protocolo que, uma vez ratificado

Prêmio Nobel diz que é preciso ‘esperar alguns anos’ para colher resultados da Rio+20

  Conselheiro para temas de Ciência e Tecnologia do presidente Barack Obama, o cientista mexicano Mario Molina critica o físico Ivar Giaever, conhecido por negar que as mudanças climáticas possam ser causadas por ações humanas. "A Rio+20 não foi exatamente um bom exemplo de progresso nas discussões. Acho que poderemos fazer alguns acordos internacionais, mas não agora, temos que esperar uns anos mais". Assim o cientista mexicano Mario Molina, Prêmio Nobel de

Río+20: Mucho Ruido Y Pocas Nueces o Mucho Río e Pocos Peces, por Ricardo Luis Mascheroni

  [EcoDebate] Cayó el telón sobre la Conferencia de las Naciones Unidas para el Desarrollo Sustentable (Río+20), las pocas luces que la iluminaron, se apagaron lentamente ante el fracaso generalizado y los muy escasos aplausos de los amanuenses de siempre o de aquellos que con un jarro en la mano tratan de obtener un subsidio, vender algún proyectito o la financiación para alguna ONG. En el gran escenario circense montado, más allá

Os quatro grandes fracassos da Rio+20 e o conservadorismo do Brasil. Entrevista com Eduardo Viola (UnB)

  "O que o Brasil fez na Rio+20 foi tentar diminuir ao máximo o componente ambiental e global da Conferência. E isso tem a ver com o fato de que a presidente Dilma e o núcleo do governo tem uma visão bem tradicional do desenvolvimento econômico, constata o sociólogo da UnB. Uma das expectativas da Rio+20, a partir da discussão central da governança global, era a criação de um novo organismo ambiental

A questão dos limites e da desigualdade ficou fora da Rio+20. Entrevista com Ricardo Abramovay

    "Passar de quatro milhões para 6,3 milhões de automóveis produzidos anualmente, investir 700 bilhões de dólares em combustíveis fósseis e outros 250 bilhões em estradas, isso vai fazer certamente com que a economia brasileira cresça: mas será que é a melhor forma de responder às necessidades mais importantes de sua população?", pergunta o professor da USP. “O conteúdo do documento final é especialmente preocupante, pois reflete a resistência governamental em reconhecer

Rio+20: Como a ‘sustentabilidade’ se transformou em ‘crescimento sustentado’, artigo de George Monbiot

  Por Mário para A Tribuna de Minas, no Humor Político http://www.humorpolitico.com.br/ A Declaração do Rio rasga os princípios básicos da ação ambiental. Seu esboço têm 283 parágrafos de balelas. Ele sugere que os 190 governos obrigados a aprová-lo, com efeito, desistiram do multilateralismo, desistiram do mundo e desistiram de nós. A opinião é de George Monbiot, jornalista e ambientalista inglês, em artigo publicado no sítio do jornal The Guardian, 22-06-2012. A tradução

Rio+20 e os Oceanos: A esperança morreu na praia, artigo de Leandra Gonçalves

  Por Sinfrônio para o Diário do Nordeste, no Humor Político http://www.humorpolitico.com.br/ [Correio Braziliense] O pulmão do mundo está no azul dos mares, não no verde das florestas. Era nos oceanos também que estavam sendo depositadas as maiores fichas de esperança para resultados positivos da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A esperança morreu na praia. Os mares cobrem 70% da superfície do Planeta Terra e são responsáveis por

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