Qual é o número ideal de humanos sobre a Terra? artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] Muitas pessoas, recorrentemente, perguntam qual é o número ideal de humanos sobre a Terra? Contudo, em geral, a maioria fica frustrada ao saber que não existe um número mágico como resposta. Globalmente, o número ideal de humanos depende de vários condicionantes econômicos e éticos. O primeiro condicionante econômico é o padrão de vida. O número de pessoas que a Terra pode sustentar depende do modo de produção e consumo adotado por

Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day): 01 de agosto de 2018, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “É triste pensar que a natureza fala e que a humanidade não a ouve” Victor Hugo     [EcoDebate] A cada ano, a humanidade esgota mais cedo a cota apropriada da riqueza natural do planeta. Com base em estatísticas oficiais de 150 países, a Global Footprint Network registra que entre o dia primeiro de janeiro e primeiro de agosto de 2018, os humanos utilizaram toda a biocapacidade anual do Planeta. Ou seja, o dia

O grande crescimento da Pegada Ecológica no mundo e nos continentes, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O mundo tinha superávit ambiental em 1961, pois a pegada ecológica total era de 7 bilhões de hectares globais (gha) para 9,6 bilhões de gha de biocapacidade. A pegada ecológica per capita era de 2,29 gha e a biocapacidade per capita de 3,13 gha, para uma população em torno de 3 bilhões de habitantes. A figura acima, com dados sobre a pegada ecológica total para os continentes, mostra (gráfico pequeno)

O decrescimento demoeconômico e o trilema da sustentabilidade, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

“Acreditar que o crescimento econômico exponencial pode continuar infinitamente num mundo finito é coisa de louco ou de economista” Kenneth Boulding (1910-1993) [EcoDebate] O capitalismo é o sistema econômico que mais gerou riqueza desde o surgimento do Homo sapiens. O crescimento econômico e populacional dos últimos 240 anos não tem paralelo na história da humanidade. Tomemos o ano de 1776 como o marco inicial do capitalismo industrial- fóssil, pois foi o

Decrescimento. Uma perspectiva de esquerda sobre as crises socioambientais, parte 1/6; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Resumo: Trata-se do primeiro de uma série de seis artigos sobre as crises socioambientais contemporâneas e suas possíveis soluções ou mitigações numa perspectiva de decrescimento administrado. Este primeiro artigo introduz e assenta as premissas desta perspectiva. Um dado interessante, que apenas confirma o que sabemos, mas não deixa de ser alarmante, é o resultado do Global Risk Report 2018. Na última reunião da cúpula empresarial do planeta em Davos foi realizado um survey

‘Half-Earth’: reservar metade da Terra para a natureza, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  "Este mundo curioso que nós habitamos é mais maravilhoso do que conveniente, mais bonito do que útil, mais para ser admirado e apreciado do que usado" Henry Thoreau (1817 - 1862)     [EcoDebate] O Homo sapiens surgiu na África e, há cerca de 80 mil anos, começou a sua jornada no sentido de ocupar todos os continentes da superfície terrestre. Primeiro ocupou o Norte da África e o Oriente Médio (o chamado Crescente Fértil,

Para além da sustentabilidade: decrescimento demoeconômico com regeneração ecológica, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O desenvolvimento sustentável virou um oximoro e o tripé da sustentabilidade virou um trilema. A humanidade já ultrapassou a capacidade de carga do Planeta e, a cada ano, o dia da sobrecarga chega mais cedo. Isto significa que o contínuo crescimento da produção de bens e serviços acontece em detrimento da saúde dos ecossistemas e às custas da perda da biodiversidade. Enquanto a humanidade progride, o meio ambiente regride.

População, desenvolvimento e degradação ambiental no Brasil, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

“Amor como princípio e ordem como base; o progresso como meta” Augusto Comte (1798-1857)     [EcoDebate] O Brasil já nasceu grande em termos de extensão territorial, mas ainda era uma economia pequena no século XIX. Com o fim da escravidão (1888) e a Proclamação da República (1889) o país redirecionou o seu sistema produtivo para a busca do desenvolvimento nacional e, progressivamente, para o fortalecimento do mercado interno. O lema “Ordem e Progresso” foi

Declínio da fertilidade masculina. Um caso ainda pouco estudado de suicídio ecológico; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Jornal da UNICAMP TEXTO: LUIZ MARQUES FOTOS: ANTONINHO PERRI EDIÇÃO DE IMAGEM:LUIS PAULO SILVA   A revista Nature ecology & evolution acaba de publicar um trabalho intitulado “Suicídio ecológico em micro-organismos” [I]. O artigo lembra que, ao lado de interações sociais positivas nas quais cada indivíduo beneficia-se das ações coletivas de seus pares, constata-se também o seu inverso: “Organismos podem, da mesma forma, mostrar interações negativas ao mudar o meio ambiente em maneiras que lhes são prejudiciais, por exemplo,

Dissociar o Estado das corporações e associar ciência e política; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  JORNAL DA UNICAMP TEXTO LUIZ MARQUES FOTOS REPRODUÇÃO | SHUTTERSTOCK EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA Em 1972, Barbara Ward e René Dubos escreveram, por encomenda de Maurice Strong, o documento preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano realizada naquele ano em Estocolmo. Esse documento foi publicado na forma de um livro, intitulado Only One Earth: The Care and Maintenance of a Small Planet. Seu primeiro capítulo concluía-se com essas

Especialistas alertam que a perda de biodiversidade ameaça bem-estar das gerações atuais e futuras

  Por Karina Toledo, de Medellín | Agência FAPESP     Os habitantes das Américas têm acesso a três vezes mais benefícios oferecidos pela natureza do que a média global dos cidadãos, porém, a maioria dos países da grande região que vai do polo Norte ao Sul está fazendo uso desses recursos de forma insustentável – excedendo a capacidade dos ecossistemas de se renovar e promover qualidade de vida. As Américas abrigam 13% da população

O ecologismo dos pobres segundo Alier, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] Joan Martínez Alier, é professor do Departamento de Economia e História Econômica da Universidade Autônoma de Barcelona e presidente da Sociedade Internacional de Economia Ecológica. Lembra que a exploração brutal e crescente de recursos naturais causados por nosso modelo econômico dá origem a uma longa lista de problemas ambientais. E também gera cada vez mais numerosos e extremamente graves conflitos sociais. Este é o conteúdo principal do livro, "O ecologismo dos

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