Basta de negação. Há racismo estrutural no Brasil, SIM!

  Há racismo estrutural, SIM! Por Gilvander Moreira1 Na noite de 19 de novembro de 2020, véspera do Dia da Consciência Negra, nosso irmão negro JOÃO ALBERTO SILVEIRA FREITAS foi barbaramente linchado e assassinado, em Porto Alegre, RS, em um supermercado da Rede Carrefour. Primeiro, nosso abraço solidário à família do João Alberto, ao pai João Batista Freitas, aos filhos, à companheira Milena Borges Alves, aos amigos e amigas. João Alberto Silveira Freitas,

Negação do racismo é recorrente entre autoridades públicas

    Negação do racismo é recorrente entre autoridades públicas O assassinato de João Alberto Silveira Freitas, homem negro, por seguranças do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, na última quinta-feira (19), foi comentado nesta sexta pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Mourão lamentou o ocorrido, mas afirmou que não existe racismo no Brasil. Por Matheus Zanon De acordo com levantamento inédito publicado da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e da

Como acabar com expressões preconceituosas no ambiente de trabalho?

  Como acabar com expressões preconceituosas no ambiente de trabalho? Artigo de Carla Catelan [EcoDebate] A nossa sociedade está habituada desde sempre a utilizar expressões discriminatórias, das quais, por muitas vezes, as pessoas não sabem o significado e acabam sendo preconceituosas, pois muitos termos já se tornaram ditados populares. Por causa da naturalização desses termos, muitas vezes, essas expressões são utilizadas no ambiente de trabalho, onde também existem pessoas com religiões, culturas e orientações sexuais

Racismo estrutural no Brasil: desigualdades entre brancos e pretos ou pardos persistem no país

  Racismo estrutural no Brasil: desigualdades entre brancos e pretos ou pardos persistem no país IBGE Estatísticas Sociais | Adriana Saraiva | Arte: Brisa Gil Um dos principais indicadores do mercado de trabalho, a taxa de desocupação foi, em 2019, de 9,3%, para brancos, e 13,6% para pretos ou pardos. Entre as pessoas ocupadas, o percentual de pretos ou pardos em ocupações informais chegou a 47,4%, enquanto entre os trabalhadores brancos foi de

Como o racismo contamina a linguagem cotidiana

  Como o racismo contamina a linguagem Artigo de Maristela dos Reis Sathler Gripp [EcoDebate] O Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão. São apenas 132 anos que nos separam desse regime cruel que transformou homens livres em propriedade de outros. O nosso modelo social ainda está impregnado pelo racismo e pelo preconceito gerados por esse período lamentável da nossa história como nação. De acordo com a professora Lilia Schwarcz, o

Black Lives Matter – Menino do Rio

  Black Lives Matter - Menino do Rio Artigo de Márcia Gomes de Oliveira [EcoDebate] “Menino do Rio…. Eu canto para Deus proteger-te“, escreveu Caetano Veloso, em 1978. Hoje, 8 em cada 10 presos em flagrante no Rio de Janeiro são negros. Praias em tempos de Covid-19. Ipanema, 10 horas da manhã de sexta-feira. Corpos ao sol e cangas estendidas na areia, em desrespeito solene ao decreto municipal de contenção do Novo Coronavírus.

Vidas negras importam? artigo de Maristela dos Reis S. Gripp e Mariana dos R. Sather Gripp

  Vidas negras importam? artigo de Maristela dos Reis S. Gripp e Mariana dos R. Sather Gripp “Naquela esquina ali De frente àquela praça Veio os homens E nos pararam Documento por favor Então a gente apresentou Mas eles não paravam Qual é negão? qual é negão? O que que tá pegando? Qual é negão? qual é negão?” (O Rappa) [EcoDebate] Um adolescente de 14 anos é baleado dentro de casa no Rio de Janeiro. Uma menina de oito anos é atingida

Povos Ciganos na luta pelos seus Direitos: basta de preconceito, perseguição étnica e racismo institucional em Minas Gerais, por Alenice Baeta e Gilvander Moreira

Povos Ciganos na luta pelos seus Direitos: basta de preconceito, perseguição étnica e racismo institucional em Minas Gerais Alenice Baeta1 e Gilvander Moreira2 Imagem 1 - Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debate a violação dos Direitos dos Povos Ciganos, no dia 30/10/2019 na ALMG, em Belo Horizonte. Foto: Willian Dias/ALMG. Fonte: https://www.almg.gov.br/sala_imprensa/fotos/index.html?idAlb=16848&albPos=18 No dia 30 de outubro de 2019 aconteceu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)

No Brasil, o racismo é ‘coisa rara’? O posicionamento presidencial e os reflexos de uma abolição inconclusa, artigo de Sheila de Carvalho

    [EcoDebate] O atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, em entrevista para uma rede de televisão nacional, alegou que “o racismo no Brasil é coisa rara”, e que “isso já encheu o saco”. A enfática afirmação presidencial nos obriga a olhar o que foi e o que é ser negro no Brasil. E todos os dados e pesquisas aqui apontam que o racismo não somente existe na sociedade brasileira, como é

O filme Chico Rei e a luta pela superação do racismo e da escravidão, artigo de Gilvander Moreira

  Chico Rei e a luta pela superação do racismo e da escravidão Por Gilvander Moreira1 “Feliz Ano Novo”, diziam pessoas, em uma padaria, enquanto compravam o pão de cada dia. Em Brasília, com o maior aparato militar de segurança e repressão da história, Jair Bolsonaro tomava posse como presidente do Brasil. Em 8 de dezembro de 1967, o papa Paulo VI propôs a criação do Dia Mundial da Paz a ser celebrado

TRAGAM OS BERIMBAUS! O que significa o assassinato de um Mestre da Capoeira? Breve história da Arte e da Resistência Negra, por Alenice Baeta e frei Gilvander Moreira

TRAGAM OS BERIMBAUS! O que significa o assassinato de um Mestre da Capoeira? Breve história da Arte e da Resistência Negra Por Alenice Baeta1 e frei Gilvander Moreira2 Mestre Moa. Fonte: https://nossapolitica.net/2018/10/mestre-moa-triste-fim-capoeira Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, o Mestre de Capoeira “Moa do Katendê”, conhecido em nível nacional e internacional, inclusive, também era compositor, percussionista, artesão, educador e fundador do bloco carnavalesco Afoxé Badauê em maio de 1978. Ele foi brutalmente assassinado

Racismo e sexismo no Brasil em 2018, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  Racismo e sexismo no Brasil em 2018, artigo de José Eustáquio Diniz Alves “Ou nenhum indivíduo da espécie humana tem verdadeiros direitos, ou todos têm os mesmos; e aquele que vota contra os direitos do outro, seja qual for a sua religião, cor ou sexo, desde logo abjurou o seu próprio” (Marquês de Condorcet, 03/07/1790).     [EcoDebate] Dizer que o Brasil é um país racista e sexista é a mais pura verdade, mas é insuficiente para

Povos Ciganos: Percursos, Resistências e Direitos de um povo milenar, por Alenice Baeta, Gilvander Moreira e Thales Viote

Povos Ciganos: Percursos, Resistências e Direitos de um povo milenar: o cerco está se fechando sobre os ciganos? Por Alenice Baeta1, Gilvander Moreira2 e Thales Viote3 Este Artigo busca em linhas gerais traçar alguns momentos históricos marcantes de perseguição e resistência do povo tradicional cigano, em específico, visando subsidiar a compreensão do atual contexto que envolve a luta dessa categoria étnica, as suas relações espaciais, sócio-políticas e seus direitos constituídos. Desafios

Cotas foram revolução silenciosa no Brasil e que beneficiam toda a sociedade, afirma especialista

  ABr A chance de ter um diploma de graduação aumentou quase quatro vezes para a população negra nas últimas décadas no Brasil. Depois de mais de 15 anos desde as primeiras experiências de ações afirmativas no ensino superior, o percentual de pretos e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017. Apesar do crescimento, os negros ainda não alcançaram o índice de brancos diplomados. Entre a

Somos todos iguais? IBGE mostra as cores da desigualdade

  Somos todos iguais? IBGE mostra as cores da desigualdade IBGE Editoria: Revista Retratos Subeditoria: Revista Retratos As estatísticas de cor ou raça produzidas pelo IBGE mostram que o Brasil ainda está muito longe de se tornar uma democracia racial. Em média, os brancos têm os maiores salários, sofrem menos com o desemprego e são maioria entre os que frequentam o ensino superior, por exemplo. Já os indicadores socioeconômicos da população preta e parda, assim como

Pesquisa indica que vítimas de racismo têm maior chance de sofrer transtornos mentais

    Pesquisa indica que vítimas de racismo têm maior chance de sofrer transtornos mentais Fiocruz Bahia A saúde mental de mulheres brasileiras pode ser prejudicada ao sofrer preconceito por causa da cor da pele, tanto na dimensão pessoal quanto em grupo, aumentando em até 70% a chance de sofrer transtornos mentais comuns (TMC). Essa foi a conclusão de um estudo feito pelo pesquisador e coordenador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs)

Racismo ambiental, o que é e como se construiu? artigo de Elissandro Santana

  Racismo ambiental, o que é e como se construiu? artigo de Elissandro Santana   O racismo é uma construção secular no Brasil e possui tentáculos que são assustadores em pleno século XXI. O racismo ambiental é um deles e, por ser um monstro que nos aterroriza e nos assombra, precisa ser dissecado, estudado, pois é necessário vencer esse demônio cristalizado na arquitetura mental-social brasileira, institucionalizado sem que muitos tomem consciência. Feito o introito,

A cada 23 minutos, um jovem negro é morto no Brasil; ONU lança campanha Vidas Negras para alertar sobre violência

  ABr A cada 23 minutos, um jovem negro é morto no Brasil. A cada dia, são 66 vidas perdidas, totalizando 4.290 óbitos por ano. Segundo o Mapa da Violência, um rapaz negro tem até 12 vezes mais chance de ser assassinado em relação a um branco. Em comum nesses homicídios, está a presença do racismo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Essa é a premissa da campanha Vidas Negras, lançada

A Ku Klux Klan velada do Brasil, artigo de Liliane Rocha

    [EcoDebate] De ontem para hoje vi uma série de pessoas impactadas com a reportagem de um programa de televisão que abordou a questão do crescimento e fortalecimento de grupos racistas nos EUA. Realmente o que assistimos é assustador. No entanto, será que no Brasil a realidade é diferente? Ou melhor, será que no Brasil, não há ódio interracial? Vejamos alguns dados que demonstram a nossa realidade. Apesar de termos uma expressiva

RJ: Crimes de intolerância podem ser denunciados pelo Disque Combate ao Preconceito

    Denúncias de preconceito ou de intolerância contam com um novo instrumento lançado pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos do Rio de Janeiro (SEDHMI). É o serviço Disque Combate ao Preconceito, que atende pelo número (21) 2334 9551. O público poderá denunciar atos preconceituosos como xenofobia, LGBTfobia, racismo, intolerância religiosa, entre outros. O secretário Átila Nunes informou na sexta-feira (18) à Agência Brasil que decidiu

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