Colapsos ambiental e financeiro ameaçam o mundo, artigo de Clóvis Cavalcanti

    Não se trata de exagero ou pessimismo afirmar que existe apreensão nos círculos das ciências exatas e da natureza, um pouco menos no campo das sociais, quanto a colapsos que nossa sociedade planetária pode experimentar em período não distante. O assunto figura nas preocupações do Papa Francisco, cuja encíclica Laudato Si’, de maio de 2015, o aborda. Lê-se nela, por exemplo, que “Toda a pretensão de cuidar e melhorar o

A crise financeira e a recessão mundial em 2016, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

economia

    [EcoDebate] O ano de 2015 foi o pior ano para o mercado de capital desde 2008, embora o PIB global tenha crescido perto de 3%. Mas o começo de 2016 bateu todos os recordes negativos e foi o pior início de ano da história das bolsas de valores. Tanto o Banco Mundial, quanto o Fundo Monetário Internacional falam em redução do crescimento econômico. Mas os últimos dados mostram que o

O colapso da civilização urbano-industrial? artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia” Caetano Veloso (Janelas Abertas Nº 2)     [EcoDebate] O ciclo de ascensão, plenitude e declínio acompanha o processo de evolução das espécies e o ciclo de desenvolvimento das civilizações. Todo ciclo ascendente atinge um zênite antes do colapso. Os dinossauros dominaram o Planeta, antes de serem extintos. Os Impérios Persa, Egípcio, Romano, Maia, Austro-Húngaro, Soviético, dentre outros, colapsaram depois de atingirem o

Crise financeira internacional dobrou o número de bilionários e aumentou a desigualdade

     Relatório divulgado ontem (29) pela Oxfam – organização não governamental que desenvolve campanhas e programas de combate à pobreza em todo o mundo – informa que, desde o início da crise financeira internacional, em outubro de 2008, dobrou o número de bilionários no mundo. Ao mesmo tempo, aumentou também a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres. De acordo com o diretor da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst, entre

Desenvolvimento econômico x crise ambiental: a superação da dicotomia. Entrevista com Sérgio Besserman Vianna

  “A posição do Brasil é um pouco ambígua; o país já teve um papel de liderança nas negociações sobre as mudanças climáticas, mas esse papel se reduziu na medida em que se optou por ser mais um dos BRICs ao invés de ser uma ponte entre os países desenvolvidos e os países que emergem, como já foi no passado”, avalia o economista.  Fonte: Blog Ecoando “A dicotomia meio ambiente de um lado,

Queda da produtividade reduz crescimento econômico mundial, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] Após a recessão mundial de 2009 houve recuperação do PIB mundial em 2010, com aumento acima de 5%. Diversas firmas de consultoria projetaram crescimento acima de 4% para os anos vindouros. Mas os dados de 2011 e 2013 mostram que o crescimento ficou abaixo deste patamar e abaixo de 3% em 2013. O ano de 2014, mesmo que um pouco melhor que 2013, não apresenta grandes esperanças aos desenvolvimentistas.

Quando a indignação chega à empresa: Telefónica, HP e Panrico, artigo de Esther Vivas

    [EcoDebate] Que têm em comum Telefónica, HP-Hewlett Packard e Panrico? Trabalhadores que não se rendem, que se negam a aceitar mais chantagens, que perante as políticas insuportáveis de precariedade disseram “basta”. A indignação chega, assim, aos locais de trabalho. E emulando David contra Goliat, alguns trabalhadores levantam-se, perante empresas e multinacionais todo-poderosas. Um poder “supremo” baseado no medo que exercem aqueles que exploram. Trabalhar mais por menos, jornadas irreconciliáveis com a

Que caminhos seguir nesta crise planetária? artigo de Washington Novaes

    [O Estado de S.Paulo] É um susto ler a notícia (BBC News, 22/10) de que a experiente, cautelosa secretária executiva da Convenção do Clima (ONU), Christiana Figueres, ao ser entrevistada pela rede de televisão BBC, perdeu o controle e desabou em pranto incontido após afirmar que a falta de acordo global para conter emissões que contribuem para mudanças climáticas "está condenando as futuras gerações antes mesmo que elas nasçam". Isso,

Quanta pobreza podemos suportar? artigo de Esther Vivas

  Foto: Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil   [EcoDebate] “Não podemos ficar pior”. Quantas vezes ouvimos esta frase? Pensamos que mais pobreza, mais precariedade, mais desemprego, mais despejos, mais fome são impossíveis. A realidade, no entanto, contradiz esta percepção. Nos últimos anos, os números, e os rostos, da miséria só têm aumentado no Estado espanhol. Hoje, o número de pessoas que vive em situação de pobreza extrema situa-se já em três

Crisis económica, social y ecológica, son tres facetas de una misma crisis, por Florent Marcellesi

  La globalización y las economías llamadas modernas están totalmente basadas en la energía y materias primas baratas, abundantes y de buena calidad. Por ejemplo, el transporte o el sistema agroalimentario dependen de los combustibles fósiles en general y del petróleo en particular. Por otro lado, los impactos sobre el medio ambiente del sistema económico son hoy patentes. El cambio climático, de origen humano, es una amenaza para las generaciones futuras

Crise financeira fez diminuir número de nascimentos na Europa

  Bebês - Foto: AFP   Estudo mostra que avanço do desemprego, principalmente entre os mais jovens, freou nascimentos Desde a crise financeira iniciada em 2008, vem nascendo menos bebês na Europa, de acordo com um novo estudo. O Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica, na Alemanha, descobriu que a taxa de natalidade em 28 países europeus caiu com o avanço do desemprego. Os jovens com menos de 25 anos foram particularmente afetados, assim como os

Unidos contra a Troika, artigo de Esther Vivas

  Faixa na passeata dos indignados espanhóis pede uma "mudança de modelo econômico já" na Espanha. Foto RFI - Radio França Internacional [EcoDebate] Quem é a Troika? Um ano atrás, poucos sabiam responder a esta pergunta. A conhecíamos por referências, certamente nada boas, de sua estadia na Grécia. A Troika era sinônimo de austeridade, ajustes e cortes, ou o que é o mesmo que sofrimento, fome e desemprego. Mas não foi até

O PIB em crise, o mundo em crise, artigo de Washington Novaes

  Foto: Marcos Santos/USP Imagens   [O Estado de S.Paulo] Há uma intensa discussão em curso na qual o governo federal parece quase isolado em suas posições. É a respeito do ritmo descendente de crescimento do Produto Interno Bruto, o PIB, que no primeiro trimestre deste ano foi só 0,6% maior que o dos três meses anteriores. E levou várias instituições à previsão para o ano de um aumento de apenas 2,4%, quando

Instituto da Universidade de Oxford alerta para riscos de extinção da humanidade

    Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade. E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana. No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding

Teoria e Realidade, artigo de Benedicto Ismael C. Dutra

    [EcoDebate] As coisas não andam bem. Desemprego, depressão, endividamento público e privado, destruição da natureza, conflitos. Qual foi o erro da civilização para cairmos numa situação tão complicada agravada com o aumento da população, redução dos empregos, queda na atividade econômica e na receita pública? Na natureza tudo funciona de forma simples, em progressão natural, mas os teóricos costumam complicar as coisas. Na Economia isso fica bem visível, fala-se de tudo,

Davos e o perigo da ociosidade imposta, artigo de Benedicto Ismael Camargo Dutra

    [EcoDebate] Na natureza tudo é atividade progressiva. O trabalho faz parte da vida, no entanto, estamos diante uma grave situação. Conforme relatório da Organização Internacional do Trabalho, em 2013 o desemprego mundial atingirá mais de 202 milhões de pessoas. A ociosidade é um perigo, tanto para idosos como para os jovens. Calcula-se que 73,8 milhões de jovens, entre 15 e 24 anos, estão desempregados. Calcula-se que ate 2014 mais 500 mil

Países ricos perdem a maioria no PIB mundial em 2013, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O ano de 2013 vai marcar um acontecimento histórico. Pela primeira vez na história, o Produto Interno Bruto (PIB) dos países em desenvolvimento vai ultrapassar o PIB dos países desenvolvidos, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). O PIB mundial em 2012 era de 71,3 trilhões de dólares em dólares correntes e de 82,8 trilhões de dólares internacionais, quando se usa a metodologia do poder de paridade de compra (ppp).

Especial 2012: Os dilemas da economia mundial e as respostas do governo brasileiro

    Neste ano de 2012, no contexto global, assistiu-se o desenrolar de uma crise com profundas dimensões, que afetou a economia de diversos países, escancarando as mazelas geradas no interior da Europa, até pouco tempo vista como modelo a ser alcançado pelos países emergentes. Na América Latina, persistiram os debates e as tentativas, muitas vezes contraditórias, de aliar crescimento econômico com distribuição de renda mais sustentabilidade. E o Brasil, dentro desse

Crise Global: A mesma retórica, apenas, não resolverá, artigo de Washington Novaes

    [O Estado de S.Paulo] Em debate acadêmico em Porto Alegre entre economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - Marcos Antonio Macedo Cintra - e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - Maryse Farhi -, há poucas semanas, o primeiro chamou a atenção para o cenário do mundo, hoje. Apontou para um século 21 de "domínio asiático" e de "consequências apavorantes" para a América Latina, já que "os chineses

As mulheres de volta para casa? artigo de Esther Vivas

    As mulheres de volta para casa. Parece ser o que buscam as atuais políticas de saída da crise. Umas políticas que têm um claro rasgo ideológico econômico e social. [EcoDebate] À medida que serviços básicos (como saúde e educação, benefícios sociais diversos, como a Lei de Dependência) são recortados, há todo um trabalho de cuidados, invisível, porém necessário, que acaba voltando a recair, majoritariamente, sobre as mulheres. O ataque frontal a

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