O sistema alimentar atual pode alimentar apenas 3,4 bilhões de pessoas, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

“Todos os nossos problemas ambientais se tornam mais fáceis de resolver com menos gente e mais difíceis e, em última instância, impossíveis de resolver com cada vez mais pessoas”. David Attenborough     [EcoDebate] Está cada vez mais difícil produzir alimentos de forma sustentável. O relatório “Climate Change and Land”, do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU (08/08/2019) - que trata da conexão entre o uso da terra e seus efeitos sobre

O pico do fósforo e o aumento do preço dos alimentos

  “There is no alternative to phosphorus and if it runs out our global food production system would grind to a halt” James Dyke (07/05/2014)     [EcoDebate] Para alimentar mais de 7 bilhões de habitantes do mundo, a agricultura e a pecuária já desmataram milhões de hectares de florestas e já sacrificaram a biodiversidade em nome da expansão das monoculturas e dos pastos. De um lado crescem os desertos verdes (plantações homogêneas sem

A tempestade perfeita: crise da comida, água, emprego, energia e clima, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “A pirâmide global da riqueza pode afundar por falta de sustentação ecológica ou pode implodir por falta de justiça redistributiva em sua arquitetura social” (JED ALVES, 26/06/2013).     [EcoDebate] No dia 22 de abril, além do aniversário da chegada de Cabral e data de início da exploração portuguesa do Brasil, se comemora o Dia da Terra. Na verdade há pouco a se comemorar pois as condições ambientais do Planeta pioram dia a

O Pico do Petróleo e o aumento do Preço dos Alimentos, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “A eficiência energética do petróleo é, até hoje, inigualável: três colheres contêm o equivalente à energia média de oito horas de trabalho humano. O crescimento demográfico e econômico do século 20 teria sido impossível sem esse escravo barato” (Ricardo Abramovay, 11/06/2011)     [EcoDebate] Existe uma alta correlação entre o preço do petróleo e o preço da comida. Quando o preço da energia sobe, em geral, aumenta também o preço dos alimentos. Ao longo do século XX

Que caminhos seguir nesta crise planetária? artigo de Washington Novaes

    [O Estado de S.Paulo] É um susto ler a notícia (BBC News, 22/10) de que a experiente, cautelosa secretária executiva da Convenção do Clima (ONU), Christiana Figueres, ao ser entrevistada pela rede de televisão BBC, perdeu o controle e desabou em pranto incontido após afirmar que a falta de acordo global para conter emissões que contribuem para mudanças climáticas "está condenando as futuras gerações antes mesmo que elas nasçam". Isso,

Crisis económica, social y ecológica, son tres facetas de una misma crisis, por Florent Marcellesi

  La globalización y las economías llamadas modernas están totalmente basadas en la energía y materias primas baratas, abundantes y de buena calidad. Por ejemplo, el transporte o el sistema agroalimentario dependen de los combustibles fósiles en general y del petróleo en particular. Por otro lado, los impactos sobre el medio ambiente del sistema económico son hoy patentes. El cambio climático, de origen humano, es una amenaza para las generaciones futuras

Crise climática e hídrica: Vamos ter de esperar por racionamentos? artigo de Washington Novaes

    [O Estado de S.Paulo] É cada vez mais frequente na sociedade a sensação de que as instituições das áreas de políticas públicas (Executivo e Legislativo - no Judiciário os problemas têm outros formatos) parecem sempre mais distantes da formulação de macropolíticas e projetos capazes de resolver nossos gravíssimos problemas sociais. Suas decisões ou são muito limitadas na abrangência ou atendem a interesses específicos dos formuladores e dos que os apoiam

Comer insetos para acabar com a fome? artigo de Esther Vivas

    [EcoDebate] A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou na semana passada um relatório que causou certo alvoroço: “Insectos comestibles. Perspectivas de futuro para la seguridad alimentaria y la alimentación”, onde recomenda o consumo de insetos para dar de comer a um número cada vez maior de pessoas. Porém, acabar com a fome no mundo passa por começar a consumir insetos ou tornar accessível a

Consumidores em busca da soberania alimentar, artigo de Esther Vivas

    [EcoDebate] O que comemos? De onde vem, como ele se desenvolveu e qual o preço que pagamos por aquilo que compramos? Estas são perguntas cada vez mais frequentes entre os consumidores. Em um mundo globalizado, onde a distância entre o produtor e o consumidor cresceu até o ponto em que ambos não têm praticamente impacto algum sobre a cadeia agroalimentar, saber o que colocamos na boca importa, e muito. Isto foi

Inflação de alimentos no Brasil: não culpe apenas o clima, por Caroline Stauffer e Silvio Cascione

    O Brasil, uma superpotência agrícola de altos e baixos com terras férteis em abundância, está lutando para fornecer alimentos de forma consistente a preços acessíveis para sua população. Reportagem da Reuters, no UOL Notícias. Para entender como, considere o tomate. Os preços da fruta vermelha dispararam 122 por cento em março ante o ano anterior, colocando-o na capa de duas revistas nacionais, estimulando relatos de tráfico de tomate da Argentina e acendendo

Instituto da Universidade de Oxford alerta para riscos de extinção da humanidade

    Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade. E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana. No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding

Metade da comida do mundo vai parar no lixo, diz relatório

    Um relatório de uma organização britânica indica que até metade de toda a comida produzida a cada ano no mundo, ou cerca de dois bilhões de toneladas, vão parar no lixo.   Promoções nos supermercados e preferências dos consumidores agravaram o problema. Foto: Institution of Mechanical Engineers O documento, intitulado , diz que o desperdício está ocorrendo devido a uma série de motivos, entre eles as condições inadequadas de armazenamento e a adoção

Crise Global: A mesma retórica, apenas, não resolverá, artigo de Washington Novaes

    [O Estado de S.Paulo] Em debate acadêmico em Porto Alegre entre economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - Marcos Antonio Macedo Cintra - e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - Maryse Farhi -, há poucas semanas, o primeiro chamou a atenção para o cenário do mundo, hoje. Apontou para um século 21 de "domínio asiático" e de "consequências apavorantes" para a América Latina, já que "os chineses

O impacto global do aumento do preço dos alimentos e a vulnerabilidade nacional, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A época da comida barata acabou. Em termos reais, o preço médio dos alimentos no mundo está, em 2012, cerca de 50% maior do que no final do século passado, segundo dados da FAO. O preço dos bens de subsistência tende a subir ainda mais nas próximas décadas devido ao pico do petróleo (que vai elevar o preço da energia) e devido aos impactos negativos do aquecimento global e

O direito ao lado dos que têm fome, artigo de Olivier De Schutter

    [Valor Econômico] Quão vulneráveis são os países latino-americanos ao aumento do preço dos alimentos nos mercados internacionais, previsto como consequência da seca que assolou o meio-oeste dos Estados Unidos? Em vez de ser uma ocorrência ocasional, a extrema volatilidade dos preços dos alimentos que se observou nos anos 2007-2008 agora tornou-se a norma, com os preços atingindo uma alta perigosa em 2010-2011 e tendendo a aumentar de novo. Poderia-se pensar que,

Cai o número de famélicos da Terra: é o fim da fome? artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “De pé ó vítimas da fome; De pé famélicos da terra” Hino da Internacional Socialista     [EcoDebate] A Organização para Alimentação e Agricultura da ONU (FAO) divulgou, em outubro, o relatório The State of Food Insecurity in the World 2012, onde mostra que o número de pessoas passando fome no mundo caiu de um bilhão (representando 18,6% da população mundial) de pessoas na média de 1990-92, para 868 milhões de habitantes (12,5%)

Os jogos da fome, artigo de Esther Vivas

A crise alimentar açoita o mundo. Trata-se de uma crise silenciosa, sem grandes anúncios, que não interessa nem ao Banco Central Europeu, nem ao Fundo Monetário Internacional, nem à Comissão Europeia; mas que atinge a 870 milhões de pessoas, que passam fome, segundo indica o relatório "O estado da insegurança alimentar no mundo – 2012”, apresentado no dia 9 de outubro passado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura

Secas nos países de maior produção agrícola geram temor de nova crise de alimentos

  Em 2008, biocombustíveis pressionaram para cima o preço do milho Uma onda de secas nos países de maior produção agrícola está provocando o aumento dos preços dos alimentos em todo o mundo, despertando temores de uma crise semelhante à que ocorreu há quatro anos. Neste ano, os Estados Unidos passaram pela sua pior seca em mais de meio século. Grandes extensões de terra da Rússia também não tiveram chuva suficiente. Até mesmo

UE deve limitar uso de safras agrícolas para produção de biocombustíveis

    A União Europeia deverá impor um limite para o uso de safras agrícolas para produção de biocombustíveis, por temores de que estes sejam menos benéficos ao clima do que se pensava inicialmente e pela competição com a produção de alimentos, segundo esboço de legislação da UE visto pela Reuters. Reportagem de Charlie Dunmore, da Reuters, no Yahoo Notícias. O esboço, que depende de aprovação dos governos europeus e dos legisladores, representa

Comer ou não comer: quem decide? artigo de Silvia Ribeiro

  "Se as políticas públicas protegessem a produção agrícola e pecuária diversificada e de pequena escala, com sementes próprias e públicas nacionais, se diversificariam os riscos – inclusive climáticos - e teríamos produção alimentar suficiente, acessível e de melhor qualidade", aposta Silvia Ribeiro, pesquisadora do Grupo ETC. em artigo publicado pelo jornal La Jornada e traduzido por Adital, 28-08-2012.   Eis o artigo. Como serpente que morde o próprio rabo, o sistema alimentar industrial

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