Denúncia: Pistoleiros aterrorizam grupo de famílias sem-terra no município de São João do Araguaia (PA)

    No final da tarde da última sexta-feira, 4, pistoleiros fortemente armados promoveram uma sessão de violência contra um grupo de 10 famílias que estavam acampadas às margens do Rio Araguaia, no município de São João do Araguaia, no Pará. Os pistoleiros estavam todos encapuzados e portavam escopetas, pistolas e revólveres. Eles chegaram ao local onde as famílias estavam acampadas em duas caminhonetes. Além dos adultos, estavam no acampamento 11 crianças, entre

Século XXI: a cartografia da violência no campo, por Sucena Shkrada Resk

  O mapeamento do processo de violência no campo revela um Brasil com janelas de oportunidades perdidas sob um modelo perverso, que tem no centro a disputa da terra. Os estados do Pará (21), Rondônia (17), Bahia (10), Mato Grosso (9), Amazonas (3), Minas Gerais (2) e Alagoas (01) figuraram em 2017, como os locais de assassinatos de 70 pessoas. Quilombolas, sem-terra, indígenas, lideranças locais, assentados, posseiros, pescador e aliados tiveram

Nota Pública da CPT sobre apuração dos assassinatos de quilombolas na Bahia em 2017

    A Comissão Pastoral da Terra / Regional Bahia e Nacional vem a público esclarecer o contexto das afirmações dadas em entrevista ao “Bahia Notícias”, no dia 17 de abril de 2018 (“No de mortes no campo sobre 150%; perdas de quilombolas chamam à atenção”), por Ruben Siqueira, seu assessor na Bahia e membro da Coordenação Nacional Executiva da entidade. A afirmação de que o processo de apuração estava parado, com

Análise da CPT revela que assassinatos no campo batem novo recorde e atingem maior número desde 2003

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou os dados de assassinatos em conflitos no campo no Brasil em 2017 – o maior número desde o ano de 2003. A CPT também denuncia ataques hackers que sofreu no último ano, provavelmente dentro do processo de criminalização contra as organizações sociais que tem se intensificado, e que acabou impossibilitando a conclusão e o lançamento nessa data de seu relatório anual, o “Conflitos

Líder de associação que denunciava crimes ambientais em Barcarena é assassinado

  A vítima era ligada a movimento pela terra no distrito de Vila dos Cabanos, em Barcarena e era diretor da Cainquiama Repórter Amazônia / EBC Representante de associação que denunciava crimes ambientais no Pará foi assassinato na madrugada de hoje, no município de Barcarena. Paulo Sérgio Almeida Nascimento, de 47 anos foi morto a tiros por um homem ainda não identificado. O crime ocorreu no Ramal Fazendinha, zona rural de Barcarena. Por volta

No Cerrado piauiense, comunidades sofrem violências e perdem seus territórios

    As entidades que compõem a Articulação dos Povos Impactados pelo Matopiba e a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, apoiadas por movimentos e organizações nacionais e internacionais, vêm novamente a público denunciar o alarmante aumento da violência e de violações de direitos às comunidades do Cerrado no Piauí, presentes na região de implementação do Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba (PDA MATOPIBA). Desde o ano passado, as comunidades tradicionais dos municípios

Iniciativa da Articulação das CPT’s da Amazônia, Atlas de Conflitos na Amazônia é disponibilizado para download

  Lançada em setembro de 2017, a publicação é uma iniciativa da Articulação das CPT’s da Amazônia – projeto da Comissão Pastoral da Terra (CPT) que reúne os nove regionais presentes na Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Tocantins, Pará, Rondônia, Roraima, Maranhão e Mato Grosso. O Atlas tem como objetivo visibilizar, principalmente através de mapas e gráficos, os conflitos no campo presentes nestes estados. O Atlas de Conflitos na Amazônia foi lançado

Capitalismo no campo dizima os cerrados e atiça os conflitos agrários, artigo de Frei Gilvander Moreira

  Capitalismo no campo dizima os cerrados e atiça os conflitos agrários Frei Gilvander Moreira1     [EcoDebate] No Brasil, os agronegociantes seguem invadindo de forma obsessiva os Cerrados com “uma prática agrária/agrícola energívora, ou seja, voraz consumidora de energia, que vê a planura das imensas chapadas como uma bênção da natureza, pois seus tratores, não tendo que subir e descer, poupam energia, um dos insumos mais importantes que, para eles, significa menor custo em

Comissão Pastoral da Terra (CPT) registra 65 pessoas assassinadas em conflitos no campo em 2017

  A Comissão Pastoral da Terra – Regional Nordeste 2 divulga o balanço da questão agrária no Brasil em 2017. Confira a análise na íntegra: O ano de 2017 começou e terminou sangrento. O contexto vivido pelos povos da Terra, das Águas e das Florestas exigiu teimosia, resistência e questionamento sobre o papel do Estado e do modelo de desenvolvimento. Também foi preciso muita reflexão e mobilização para superar as formas viciadas e

Foi preso Adriano Chafik Luedy, mandante do massacre de Felisburgo, MG: 13 anos depois, por frei Gilvander Moreira

Foi preso Adriano Chafik Luedy, mandante do massacre de Felisburgo, MG: 13 anos depois Por frei Gilvander Moreira1     Segundo vários meios de comunicação2, Adriano Chafik Luedy, mandante e assassino confesso do massacre de Felisburgo, foi preso na tarde de hoje, dia 14 de dezembro de 2017, em Salvador, Bahia, pela Polícia Civil do estado de Minas Gerais. Em 2013, após 9 anos do massacre de Felisburgo, Adriano Chafik foi julgado e condenado

Relatório do Cimi aponta que 118 indígenas foram assassinados no Brasil em 2016

  ABr   A violência contra os povos indígenas no Brasil levou à ocorrência de 118 assassinatos em 2016, segundo relatório lançado nesta quinta-feira (5) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Ao todo, 106 indígenas se suicidaram no ano passado. Apenas nesse período, 735 crianças indígenas menores de 5 anos morreram por causas diversas, como em decorrência da desnutrição infantil. O maior número de vítimas, 44, foi registrado em Roraima, entre o povo Yanomami, que,

As diferentes facetas do retrato da violência no campo em Mato Grosso, por Sucena Shkrada Resk

  Por Sucena Shkrada Resk, para o Formad A rota da violência no campo no estado de Mato Grosso entre 1985 e abril de 2017, transita do trabalho escravo a vítimas fatais. Resultou em 136 mortes, em 46 dos 141 municípios, e 87 tentativas de assassinato, como destaca levantamento feito pela Comissão da Pastoral da Terra (CPT). Entre as vítimas, estão principalmente camponeses, posseiros, assentados, lideranças religiosas e sindicais, indígenas e quilombolas.

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