Nota Pública: A violência no campo não respeita quarentena

    Em Rondônia, os conflitos no campo não cessam, tampouco entram em quarentena. As famílias envolvidas nesses conflitos estão vulneráveis ao vírus da Covid-19 e à violência que há anos é perpetrada na incorporação de novas áreas para agricultura e na territorialização do agronegócio. O avanço do capital sobre áreas públicas está materializado nas inúmeras invasões de territórios indígenas e áreas de reservas estaduais ou federais denunciadas ano após ano, seja pela

Caderno de Conflitos no Campo 2019: memória de um ano de ascensão da violência e do ódio contra os pobres

  IHU A Comisão Pastoral da Terra – CPT tem apresentado nesta sexta-feira, 17 de abril, a 34ª Edição do Caderno de Conflitos no Campo, um instrumento que iniciou em 1985 para recolher dados de conflitos e violências contra os povos do campo. O lançamento aconteceu no Dia Mundial da Luta Camponesa e no dia em que se faz memoria do Massacre de El Dorado dos Carajas, onde 24 anos atrás foram

Pistoleiros matam dois líderes camponeses na Baixada Ocidental Maranhense – Arari

  No dia 5 de janeiro, duas lideranças da Comunidade do Cedro, em Arari, a cerca de 170 quilômetros de São Luís (MA), foram assassinados por pistoleiros. Celino Fernandes e Wanderson de Jesus Rodrigues Fernandes, pai e filho, foram mortos por pistoleiros na frente da família. Essas são as duas primeiras mortes em decorrência de conflitos no campo em 2020 registradas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). No ano passado, ainda conforme

Nota da CPT: Despejos, assassinatos e reforma agrária paralisada marcam primeiro ano do governo Bolsonaro

  29 assassinatos até dezembro de 2019 em conflitos no campo, segundo dados parciais da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Constantes despejos tornaram-se realidade mais uma vez no campo brasileiro, e, mesmo com 66 projetos de assentamento para reforma agrária prontos para serem executados em várias regiões do país, o governo Bolsonaro não assentou nenhuma família nesses locais. Texto por Cristiane Passos* Reportagem do jornal Folha de São Paulo mostrou que esses 66 projetos

Em Santarém, Pará, indígenas e quilombolas ameaçados pela soja, veneno, portos e o preconceito

Na zona rural de Santarém, na região paraense do Planalto Santareno a lentidão de décadas na demarcação de territórios tradicionais vem acirrando os conflitos com fazendeiros   Trator abre a área de cultivo na aldeia São Francisco da Cavada   Por Texto: Ciro Barros | Fotos: José Cícero da Silva Fonte: Agência Pública “Esse barulho é porque eles estão trabalhando lá”, alerta à reportagem da Agência Pública o indígena Munduruku Paulo da Silva Bezerra, morador da

Especialista aponta que a nova excludente de ilicitude para proprietários rurais aumentará a violência no Brasil

    Por Vanessa Peres O projeto de lei que prevê o excludente de ilicitude para proprietários rurais foi anunciado no final de abril pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. De acordo com Carlos Eduardo Rodrigues Bandeira*, advogado especialista em direito penal, o Brasil possui um longo histórico de conflitos no campo, já que o maior ativo do país é a terra. “A maior parte da economia brasileira é voltada para a exportação

Crescem os Conflitos e a Violência no Campo; a luta também – Apresentação dos dados da CPT por Gilvander Moreira

  Crescem os Conflitos e a Violência no Campo; a luta também. Apresentação dos dados da CPT por Gilvander Moreira1 “Ai dos que ajuntam casa a casa, dos que acrescentam campo a campo, até que não haja mais lugar, de modo que habitem sozinhos no meio da terra!” (Isaías 5,8). Dia 12 de abril último (2019), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, a Comissão Pastoral da Terra

Relatório da CPT aponta para o aumento do número de pessoas envolvidas em conflitos no campo em 2018

Aproximadamente um milhão de pessoas estiveram envolvidas em conflitos no campo no Brasil em 2018, mais especificamente foram 960.630 pessoas envolvidas em conflitos contra 708.520 pessoas em 2017, um aumento significativo de 35,6%. Nos conflitos especificamente por terra, foram 118.080 famílias envolvidas em conflitos por terra, em 2018, contra 106.180, em 2017, nesse caso um aumento de 11%. O patamar de famílias envolvidas em conflito aumenta significativamente a partir de 2013,

Três assentados são mortos no Assentamento Salvador Allende, região de Tucuruí (PA)

  Conforme informações preliminares, três pessoas, sendo Dilma Ferreira Silva, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em Tucuruí, no Pará, seu esposo e outro homem (esse ainda não identificado) foram mortos na residência do casal. Ainda não há informações sobre a motivação do crime. As três pessoas, segundo informações iniciais, foram assassinadas nesta sexta-feira, 22, no Assentamento Salvador Allende, distante cerca de 50 quilômetros do município Tucuruí, no estado

Excesso na abertura dos critérios para posse de armas e seus riscos, artigo de Felipe Heringer Roxo da Motta

    Posse de armas [EcoDebate] O Decreto 9685/2019 altera alguns dispositivos do Decreto 5123/2004 – que regula a aplicação da Lei 10826/2003 (Estatuto do Desarmamento). Diversos pontos podem ser objeto de análise, mas aqui reservaremos o comentário para apenas dois incisos (III e IV do art. 12, § 7º) do Decreto, os quais têm o efeito prático de permitir, em tese, a qualquer pessoa pleitear a posse de arma de fogo. Até

Comunidades indígenas denunciam ao menos quatro ataques em Mato Grosso do Sul e em Pernambuco

    Após o resultado das eleições, foram registrados ao menos dois ataques intimidatórios a comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul e em Pernambuco. Autoridades e a Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmam o registro. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) informa ter recebido relatos de outras duas ações violentas em Mato Grosso do Sul. Os atos envolveram uso de armas de fogo, balas de borracha, além de atearem fogo a uma escola

Violência contra os povos indígenas no Brasil tem aumento sistêmico e contínuo

  O Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2017, publicado anualmente pelo Cimi, constata aumento em 14 dos 19 tipos de violência sistematizados; apropriação das terras indígenas é um dos principais vetores da violência Houve um aumento no número de casos em 14 dos 19 tipos de violência sistematizados no Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2017, publicado anualmente pelo Conselho Indigenista Missionário

Número de assassinatos de quilombolas em 2017 foi o maior em dez anos, com aumento de 350% em comparação a 2016

  Nos últimos dez anos, 2017 foi o ano mais violento para as comunidades quilombolas com 18 assassinatos registrados contra essa população. Em comparação a 2016, houve um aumento de 350% no número de quilombolas assassinados. O dado é parte de um trabalho de pesquisa promovido pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e a Terra de Direitos, em parceria com o Coletivo de Assessoria Jurídica Joãozinho de

Jorginho Guajajara, Defensor Ambiental Indígena, é morto na Amazônia brasileira

  Survival International - Um líder de um povo indígena da Amazônia maranhense conhecido por seus defensores da floresta foi morto, o último caso de uma série de mortes sofridas nesse povo. O corpo de Jorginho Guajajara foi encontrado perto de um rio na fronteira da Terra Indígena Arariboia, na região de Arame. Jorginho era um líder do povo Guajajara aclamado internacionalmente pelo seu trabalho de “Guardiões da Amazônia” na região mais ameaçada

Brasil lidera ranking de mortes de defensores da terra e do meio ambiente

  2017 foi o ano com o maior número de mortes já registrado para defensores da terra e do meio ambiente, sendo o agronegócio o setor mais ligado a assassinatos Os números anuais da Global Witness mostram que pelo menos 207 ativistas da terra e do meio ambiente foram mortos em 2017 em cerca de 22 países, quase 4 por semana, tornando-se o pior ano já registrado. O relatório mostra um

Conflitos no Campo Brasil 2017: massacres e pedagogia do terror

  Comissão Pastoral da Terra (CPT)     2017 ficará marcado na história pelos Massacres no Campo. Cinco massacres com 31 vítimas.44% do total de assassinatos em conflitos no campo. No primeiro semestre de 2017, em pouco mais de um mês, ocorreram os massacres de Colniza, Vilhena e Pau D’Arco, com 22 mortos. O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Cláudio Maia, ao analisar os dados registrados pela CPT identificou que em dois dos

Século XXI: a cartografia da violência no campo, artigo de Sucena Shkrada Resk

      O mapeamento do processo de violência no campo revela um Brasil com janelas de oportunidades perdidas sob um modelo perverso, que tem no centro a disputa da terra. Os estados do Pará (21), Rondônia (17), Bahia (10), Mato Grosso (9), Amazonas (3), Minas Gerais (2) e Alagoas (01) figuraram em 2017, como os locais de assassinatos de 70 pessoas. Quilombolas, sem-terra, indígenas, lideranças locais, assentados, posseiros, pescador e aliados tiveram

Denúncia: Pistoleiros aterrorizam grupo de famílias sem-terra no município de São João do Araguaia (PA)

    No final da tarde da última sexta-feira, 4, pistoleiros fortemente armados promoveram uma sessão de violência contra um grupo de 10 famílias que estavam acampadas às margens do Rio Araguaia, no município de São João do Araguaia, no Pará. Os pistoleiros estavam todos encapuzados e portavam escopetas, pistolas e revólveres. Eles chegaram ao local onde as famílias estavam acampadas em duas caminhonetes. Além dos adultos, estavam no acampamento 11 crianças, entre

Século XXI: a cartografia da violência no campo, por Sucena Shkrada Resk

  O mapeamento do processo de violência no campo revela um Brasil com janelas de oportunidades perdidas sob um modelo perverso, que tem no centro a disputa da terra. Os estados do Pará (21), Rondônia (17), Bahia (10), Mato Grosso (9), Amazonas (3), Minas Gerais (2) e Alagoas (01) figuraram em 2017, como os locais de assassinatos de 70 pessoas. Quilombolas, sem-terra, indígenas, lideranças locais, assentados, posseiros, pescador e aliados tiveram

Nota Pública da CPT sobre apuração dos assassinatos de quilombolas na Bahia em 2017

    A Comissão Pastoral da Terra / Regional Bahia e Nacional vem a público esclarecer o contexto das afirmações dadas em entrevista ao “Bahia Notícias”, no dia 17 de abril de 2018 (“No de mortes no campo sobre 150%; perdas de quilombolas chamam à atenção”), por Ruben Siqueira, seu assessor na Bahia e membro da Coordenação Nacional Executiva da entidade. A afirmação de que o processo de apuração estava parado, com

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