Soltura de policiais acusados pelo massacre de trabalhadores rurais em Pau D’Arco cria clima de pavor no Pará

    “Por onde passei, tendo tudo em lei, plantei o nada.” (D. Pedro Casaldáliga, Confissões do latifúndio)   A Comissão Pastoral da Terra (CPT), através de sua Diretoria e Coordenação Nacional Executiva, repudia a soltura dos 13 policiais – 11 militares e dois civis – acusados pelo massacre de 10 trabalhadores rurais em Pau D’Arco, no Pará, ocorrido em 24 de maio de 2017. E manifesta preocupação com a vida das testemunhas, familiares

Comissão Pastoral da Terra – CPT divulga o relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2016’

Violência: os recordes de 2016 Em 2016 foram registrados 61 assassinatos em conflitos no campo. Isso equivale a uma média de cinco assassinatos por mês. Destes 61 assassinatos, 13 foram de indígenas, 4 de quilombolas, 6 de mulheres, 16 foram de jovens de 15 a 29 anos, sendo 1 adolescente. Nos últimos 25 anos o número de assassinatos só foi maior em 2003 quando foram registrados 73 assassinatos.  De 2015 para 2016,

Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulga balanço e avaliação da Reforma Agrária no ano de 2016

O contexto político-institucional vivido no Brasil com o Golpe que levou Michel Temer ao poder arremessou o país para tempos temerosos e de caos. Forças reacionárias, hostis a tudo o que cheire aos direitos e aspirações do povo, consolidaram-se, dando início a um ciclo que exigirá de nós muita resistência, luta, teimosia e clareza no caminho a seguir. Além do já conhecido contexto de paralisação da Reforma Agrária e de

Nota da CPT – Violência agrária em Rondônia: a luta sepulta seus mortos

    É com ressentido pesar e revolta que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) denuncia mais duas mortes no campo em Rondônia. Mortes essas anunciadas. Dessa vez as vítimas foram Isaque Dias Ferreira, 34 anos, e Edilene Mateus Porto, 32, lideranças da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental (LCP) e do Acampamento 10 de maio. Na última terça-feira, 13 de setembro, por volta das 08h00, o casal foi

Nota Pública da CPT: ‘Terra sem lei’ e de ‘vale tudo’

nota pública

    A Diretoria e a Coordenação Executiva Nacional da Comissão Pastoral da Terra – CPT vêm a público denunciar o quadro de deterioração do ambiente político e social no país e suas agravadas consequências. Medidas políticas e judiciais de flexibilização e subtração de salvaguardas sociais e ambientais são impostas, num retrocesso que traz sofridas lembranças do tempo da Ditatura Civil-Militar. Parece que quase nada avançamos desde então, a não ser para

CPT, aquela que não deveria existir, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Por que um país que diz ter mais de 500 anos ainda arrasta ao longo da história seu pecado original, sem redenção? O traço fundamental da história brasileira é o trato com a natureza e os povos originários, depois também os negros. Para controlar as riquezas e esses povos sempre foi preciso controlar seus territórios. A Lei de Terras de 1850 apenas consolidou o que estava gestado desde o princípio. A

Nota Pública: Lutar pela terra, um exercício de cidadania

nota pública

    Na tarde de 31/05 um dos dirigentes nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com atuação em Goiás, José Valdir Misnerovicz, foi preso no Rio Grande do Sul, numa operação conjunta das Polícias Civil dos estados de Goiás e Rio Grande do Sul. Duas viaturas da Polícia Civil de Goiás estavam no Rio Grande do Sul e estão transferindo Valdir para Goiás.   Também ontem se completaram 47 dias da prisão

Assassinatos no Campo explodem em 2015

    2015 foi o ano em que o número de assassinatos no campo explodiu. Foram 50 assassinatos, o número mais elevado desde 2004, e 39% maior que em 2014, quando foram registrados 36. 47 destes assassinatos ocorreram no contexto de conflitos por terra, 1 em conflito trabalhista e dois em conflitos pela água. Mas o que mais chama a atenção é que 40 dos 50 assassinatos ocorreram na região Norte, sendo 19

Onze anos após assassinato de Dorothy Stang, mortes em Anapu disparam

   Com sete mortes registradas em 2015, de acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados na sext-feira (15), o município de Anapu, no sudoeste do Pará, volta a chamar atenção pela violência decorrente da disputa por terras. O ano passado foi o mais violento dos últimos 12 anos no meio rural brasileiro, com 50 mortes motivadas por conflitos agrários, segundo os Cadernos de Conflitos no Campo publicados nesta sexta-feira pela

Nota Pública da CPT: Quem vai deter a violência contra as comunidades camponesas?

    Uma notícia está chegando lá do interior Não deu no rádio, no jornal ou na televisão Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil Não vai fazer desse lugar um bom país - Milton Nascimento   Prenderam Cacique Babau e seu irmão na Bahia, executaram dois companheiros sem terra e deixaram muitos feridos no Paraná, no dia 07 de abril. Uma liderança de assentamento e do PT na Paraíba foi executada dentro de casa,

Número de mortes por conflitos no campo em 2015 é o maior em 12 anos

    O número de assassinatos decorrentes de conflitos no campo em 2015 foi o maior dos últimos 12 anos no Brasil, com 49 mortes registradas, a maior parte na Região Norte, de acordo com os dados de um balanço anual da questão agrária divulgado esta semana pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). A CPT ressalva, no entanto, que os dados são ainda parciais e podem vir a aumentar à medida que sejam

Confira o balanço do ano de 2015 sobre a Questão Agrária brasileira, elaborado pela CPT

    O ano de 2015 foi marcado pelo desmonte de órgãos do Governo e por cortes de recursos públicos para a Reforma Agrária e demarcação de territórios quilombolas e indígenas. A aliança do Estado brasileiro com o agronegócio se intensificou, atingindo diretamente o conjunto dos povos do campo. A violência contra as comunidades camponesas e povos indígenas foi praticada não só pela lógica do capitalismo, como também pelo Estado brasileiro. O número

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