Aumento da violência no campo tem a caro do golpe, artigo de Ruben Siqueira

    Le Monde Diplomatique Brasil O relatório  “Conflitos no Campo Brasil 2016” da CPT traz índices recordes e ainda mais preocupantes: aumentaram todos os tipos de conflito (maiores números dos últimos 10 anos, o de terra maior em 32 anos de documentação) e todas as formas de violência no campo em relação a 2015. Os assassinatos tiveram um aumento de 22%, menor índice de aumento em 2016, mas o maior número desde

Comissão Pastoral da Terra – CPT divulga o relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2016’

Violência: os recordes de 2016 Em 2016 foram registrados 61 assassinatos em conflitos no campo. Isso equivale a uma média de cinco assassinatos por mês. Destes 61 assassinatos, 13 foram de indígenas, 4 de quilombolas, 6 de mulheres, 16 foram de jovens de 15 a 29 anos, sendo 1 adolescente. Nos últimos 25 anos o número de assassinatos só foi maior em 2003 quando foram registrados 73 assassinatos.  De 2015 para 2016,

Nota Pública: Violência no campo baiano e brasileiro é alarmante

    Nota de Entidades Sociais e Movimentos Populares da Bahia e do Brasil A Comissão Pastoral da Terra da Bahia, a Associação dos Advogados de Trabalhadores Rurais na Bahia e representantes de 34 Entidades Sociais e Movimentos Populares de todo o País presentes no 6º Encontro “CESE e Movimentos Sociais” acontecido em Salvador – BA, nos dias 13 e 14 de março de 2017, abaixo-nomeados, vêm a público denunciar o agravamento dos

A escalada da violência no campo: 2016 foi o mais violento dos últimos 13 anos

  Número de vítimas de conflitos agrários no ano passado foi o maior desde 2003. Comissão Pastoral da Terra critica omissão do Estado em relação à violência e denuncia que medidas do governo Temer têm trazido retrocessos em políticas para as populações do campo, como a reforma agrária Por André Antunes - EPSJV/Fiocruz     O ano passado foi o mais violento dos últimos 13 anos no campo. É o que apontam dados preliminares sobre

Nota da CPT – Violência agrária em Rondônia: a luta sepulta seus mortos

    É com ressentido pesar e revolta que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) denuncia mais duas mortes no campo em Rondônia. Mortes essas anunciadas. Dessa vez as vítimas foram Isaque Dias Ferreira, 34 anos, e Edilene Mateus Porto, 32, lideranças da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental (LCP) e do Acampamento 10 de maio. Na última terça-feira, 13 de setembro, por volta das 08h00, o casal foi

Violência contra povos indígenas no Brasil permanece acentuada, afirma relatório do Cimi

  O relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2015, publicado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), evidencia a permanência do quadro de omissão dos poderes públicos em relação aos direitos dos povos indígenas, especialmente em relação ao direito à terra, o que impacta drasticamente no direito deles viverem de acordo com o seu modo tradicional, ambos reconhecidos e garantidos pela Constituição Federal. (Fonte: Cimi) Os dados evidenciam que, em

Nota Pública da CPT: ‘Terra sem lei’ e de ‘vale tudo’

nota pública

    A Diretoria e a Coordenação Executiva Nacional da Comissão Pastoral da Terra – CPT vêm a público denunciar o quadro de deterioração do ambiente político e social no país e suas agravadas consequências. Medidas políticas e judiciais de flexibilização e subtração de salvaguardas sociais e ambientais são impostas, num retrocesso que traz sofridas lembranças do tempo da Ditatura Civil-Militar. Parece que quase nada avançamos desde então, a não ser para

MS: Fazendeiros são presos por envolvimento em ataque a indígenas em Caarapó

    Mandados de prisão preventiva foram cumpridos na manhã de ontem (18) pela Polícia Federal O Ministério Público Federal (MPF), por meio da força-tarefa Avá Guarani, obteve a prisão preventiva de proprietários rurais envolvidos na retirada violenta de indígenas da Fazendo Yvu, em Caarapó (MS). O ataque aconteceu em junho deste ano e resultou na morte de um índio e na lesão de outros nove por arma de fogo. Os mandados foram cumpridos

Acusado de tentar matar trabalhadora sem-terra, maior desmatador da Amazônia tem nova prisão preventiva decretada

notícia

    Interceptações telefônicas realizadas durante a operação Rios Voadores levaram à reabertura da investigação por tentativa de homicídio. Investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) sob a suspeita de comandar o maior esquema de desmatamento já detectado na Amazônia, preso preventivamente na operação Rios Voadores, e já denunciado pelo MPF por submeter pessoas a trabalho escravo, o pecuarista Antônio José Junqueira Vilela Filho, conhecido como AJ Vilela, foi alvo

MPF pede envio da Força Nacional a Anapu para conter novo conflito agrário

    O Ministério Público Federal solicitou ao Ministério da Justiça o envio da Força Nacional de Segurança para a região da Mata Preta, no município de Anapu, no Pará. O pedido foi apresentado ontem (27) ao ministério pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat. A medida pretende conter conflito agrário na área. Denúncias enviadas à Ouvidoria Agrária relatam que homens armados estão expulsando famílias que ocupam terras da Gleba Pública

MS: Em novo ataque, três indígenas são baleados; menino de 17 anos está em estado grave

  Homens armados em quatro caminhonetes e um trator atacaram violentamente os indígenas Guarani e Kaiowa acampados no tekoha Guapoy, na Terra Indígena (TI) Dourados-Amambaipeguá I, na noite desta segunda, 11, no município de Caarapó (MS), no mesmo local onde foi assassinado o agente de saúde Clodiodi de Souza no mês passado. Três pessoas foram atingidas por tiros de armas de fogo: um adulto de 32 anos e dois jovens, um

Índio pataxó hãhãhãe denuncia invasão a terras demarcadas na Bahia

denúncia

    O índio pataxó hãhãhãe, Tawary Titiah, da etnia Bainã, denunciou ontem (11) na Casa de Trocas, da organização não governamental (ONG) Engajamundo, que a área de mata pertencente à sua aldeia, localizada no sul da Bahia, no município de Pau Brasil, está sendo invadida há pelo menos duas semanas. O primeiro sinal foi dado por um agricultor familiar que ouviu barulho de motosserra na região e avisou a um grupo

Índio Guarani-Kaiowá é morto a tiros em ataque de fazendeiros em Mato Grosso do Sul

Luto

    Um indígena Guarani-Kaiowá foi morto a tiros na manhã de ontem (14) em Mato Grosso do Sul. Segundo relatos do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e do Instituto Socioambiental (ISA), um grupo de cerca de 70 fazendeiros atacou os indígenas a tiros na Fazenda Yvu, vizinha à reserva Tey'i Kue, no município de Caarapó (MS). O Guarani-Kaiowá e agente de saúde indígena Cloudione Rodrigues Souza, 26 anos, morreu no atentado. Pelo menos

Nota do Cimi sobre o Massacre de Caarapó e o assassinato do Guarani e Kaiowá Clodiodi de Souza

    O Conselho Indigenista Missionário – Cimi denuncia e repudia a ação paramilitar realizada por fazendeiros contra famílias do povo Guarani-Kaiowá, do tekohá Tey Jusu, na região de Caarapó, no estado do Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira, 14, que resultou no assassinato do jovem Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza Guarani-Kaiowá, 26, além de ao menos seis feridos à bala, inclusive uma criança de doze anos baleada no abdômen. Constatamos, com preocupação,

Funai lamenta morte de Guarani-Kaiowá e pede fim de conflitos territoriais

Luto

    A Fundação Nacional do Índio (Funai) divulgou nota na noite de ontem (14) lamentando o ataque a indígenas da etnia Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul que levou à morte de um deles, Cloudione Rodrigues Souza, 26 anos. A Funai disse que vai atuar para esclarecer o assassinato e estabelecer um diálogo com o Ministério da Justiça e outros órgãos pelo fim dos conflitos territoriais na região. “A instituição manifesta sua

Assassinatos no Campo explodem em 2015

    2015 foi o ano em que o número de assassinatos no campo explodiu. Foram 50 assassinatos, o número mais elevado desde 2004, e 39% maior que em 2014, quando foram registrados 36. 47 destes assassinatos ocorreram no contexto de conflitos por terra, 1 em conflito trabalhista e dois em conflitos pela água. Mas o que mais chama a atenção é que 40 dos 50 assassinatos ocorreram na região Norte, sendo 19

Onze anos após assassinato de Dorothy Stang, mortes em Anapu disparam

   Com sete mortes registradas em 2015, de acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados na sext-feira (15), o município de Anapu, no sudoeste do Pará, volta a chamar atenção pela violência decorrente da disputa por terras. O ano passado foi o mais violento dos últimos 12 anos no meio rural brasileiro, com 50 mortes motivadas por conflitos agrários, segundo os Cadernos de Conflitos no Campo publicados nesta sexta-feira pela

20 anos após massacre, tensão persiste em Eldorado dos Carajás

   Passadas duas décadas do massacre em que 19 trabalhadores sem-terra foram mortos pela Polícia Militar, a região de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, volta a ser o centro das atenções da comunidade internacional dedicada à luta no campo e permanece uma das áreas de maior tensão no meio rural brasileiro. Como em todos os anos, as 690 famílias sobreviventes que hoje vivem no assentamento 17 de abril participam de

Número de mortes por conflitos no campo em 2015 é o maior em 12 anos

    O número de assassinatos decorrentes de conflitos no campo em 2015 foi o maior dos últimos 12 anos no Brasil, com 49 mortes registradas, a maior parte na Região Norte, de acordo com os dados de um balanço anual da questão agrária divulgado esta semana pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). A CPT ressalva, no entanto, que os dados são ainda parciais e podem vir a aumentar à medida que sejam

Confira o balanço do ano de 2015 sobre a Questão Agrária brasileira, elaborado pela CPT

    O ano de 2015 foi marcado pelo desmonte de órgãos do Governo e por cortes de recursos públicos para a Reforma Agrária e demarcação de territórios quilombolas e indígenas. A aliança do Estado brasileiro com o agronegócio se intensificou, atingindo diretamente o conjunto dos povos do campo. A violência contra as comunidades camponesas e povos indígenas foi praticada não só pela lógica do capitalismo, como também pelo Estado brasileiro. O número

Top