Índice da edição nº 1.163, de 20/08/2010

Saiba mais: Poluição sonora, artigo de Roberto Naime Belo Monte: mais um atropelo na legislação ambiental, artigo de Telma Monteiro Justiça ambiental e justiça climática: Para quê e para quem? artigo de Jean Pierre Leroy Sustentabilidade empresarial e ambientalismo de mercado versus clima, artigo de Marcelo Calazanz Excesso de CO2 atmosférico pode reduzir o crescimento das árvores Desastre ambiental no Golfo do México: Derramamento de óleo pode originar nova zona morta na região Jeffrey Sachs destaca

Saiba mais: Poluição sonora, artigo de Roberto Naime

Imagem: FIOCRUZ [EcoDebate] O filósofo Schopenhauer já dizia que o ruído é o “assassino do pensamento”. Da mesma forma que a poluição visual, a poluição sonora passa ao largo das preocupações ambientais, pelo mesmo motivo. Não se pode deslocar um fiscal ambiental, que segundo o governador Blairo Maggi disse na Europa, chega atrasado a um desmatamento, que aparentemente é um fato mais grave, para cuidar de poluição visual ou sonora. A poluição

Belo Monte: mais um atropelo na legislação ambiental, artigo de Telma Monteiro

[EcoDebate] Em julho passado os responsáveis pelos estudos ambientais protocolizaram no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) o documento - “Estratégias para licenciamento ambiental”, com o fim de estabelecer estratégias para o Projeto Básico Ambiental (PBA) de Belo Monte. O PBA é o documento que apresenta programas e projetos para mitigar os impactos ambientais e sociais diagnosticados no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório

Justiça ambiental e justiça climática: Para quê e para quem? artigo de Jean Pierre Leroy

[EcoDebate] Em 2002, foi realizado no Brasil um encontro que juntou, vindo do Brasil inteiro, pesquisadores, educadores, lideres, pessoas atingidas na sua saúde, nas suas posses, na sua vida, por algum empreendimento. Este encontro deu nascimento à Rede Brasileira de Justiça Ambiental. A declaração dos participantes definiu Justiça ambiental e injustiça ambiental. É fácil entender o que é a injustiça ambiental. O desenvolvimento produz muitos impactos: contaminação do ar,

Sustentabilidade empresarial e ambientalismo de mercado versus clima, artigo de Marcelo Calazanz

[Ecodebate] No turbilhão discurso da catástrofe climática como destino do planeta, a equação petróleo + árvores = clima busca passar uma mensagem simples, linear e otimista. Afinal, ainda que Copenhague tenha sido apenas mais um fracasso previsto COP após COP, desde Kyoto, o argumento climático é uma unanimidade. Corridas de automóveis, cartões de crédito, petroleiras, corais, siderúrgicas, olimpíadas, copas de futebol, o apelo ao “carbono neutro” é um universal. Quem

Excesso de CO2 atmosférico pode reduzir o crescimento das árvores

Correlações entre o CO2 atmosférico e incremento média da área basal (BAI) e eficiência do uso da água (EUA) para as árvores mais novas (círculos brancos) e as mais antigas (círculos pretos), árvores de todas as espécies e locais. doi:10.1371/journal.pone.0011543.g004 [Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um estudo [Recent widespread tree growth decline despite increasing atmospheric CO2] publicado na PLoS ONE da semana passada indica que, em vez de crescer mais rapidamente

Desastre ambiental no Golfo do México: Derramamento de óleo pode originar nova zona morta na região

Zonas mortas no Golfo do México. Imagem NOAA/Science Education Resource Center (SERC), Carleton College [Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Uma nova simulação do petróleo e metano que vazaram para o Golfo do México sugere que zonas hipóxicas profundas ou "zonas mortas" poderiam se formar perto da fonte de poluição. A pesquisa investiga cinco cenários de petróleo e plumas de metano em diferentes profundidades e incorpora uma taxa estimada de fluxo do

Jeffrey Sachs destaca coincidência entre conflitos e áreas desérticas

Jeffrey Sachs, diretor do Instituto da Terra da Universidade de Columbia (Estados Unidos), proferiu palestra em sessão plenária da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid+18) Conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, Sachs mostrou um mapa em que os principais conflitos violentos do mundo coincidem com regiões em áreas secas. Para o economista, líder do grupo que criou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Shell e Basf são condenadas a indenizar ex-trabalhadores de unidade de fabricação de agrotóxicos

A Justiça do Trabalho de Paulínia condenou as empresas Shell do Brasil e a Basf a pagar, a partir de agora, o tratamento médico de todos os ex-trabalhadores da unidade de fabricação de agrotóxicos, instalada, no passado, no bairro Recanto dos Pássaros, em Paulínia. Mais de mil ex-trabalhadores das empresas foram beneficiados com a sentença, além de centenas de parentes, também suscetíveis à contaminação. A fábrica ficou em atividade entre 1974

Entidades ligadas ao Ministério Público repudiam mudanças no Código Florestal

Procuradores da República e representantes de entidades ligadas ao Ministério Federal realizaram ato público na Câmara em repúdio às propostas de reforma do Código Florestal (Lei 4.771/65) Os manifestantes entregaram ao vice-presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), moção de repúdio e nota técnica com seus argumentos. Eles se disseram muito preocupados com os impactos ambientais que podem provocar as alterações no Código Florestal aprovadas pela comissão especial que analisou o

Pará: CNJ cancela 6.102 registros irregulares de terras, que corresponderiam a 88,7% da área do estado

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cancelou mais de 5 mil registros de terras considerados irregulares no estado do Pará. A determinação é do corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, e afeta imóveis em desacordo com os limites estipulados pela Constituição. Dipp cancelou os títulos por conta da suspeita de grilagem de terras e fraudes. Os títulos já haviam sido bloqueados em 2006, por decisão da Justiça estadual. O CNJ

MPT pede o fim da exposição de cortadores de cana a temperaturas exaustivas

Exaustivos golpes de podão que sintetizam o pesado trabalho no corte da cana-de-açúcar. O sol escaldante dos municípios do interior paulista, que podem alcançar picos de temperaturas de aproximadamente 40 graus. A soma destes dois fatores, acrescido do salário por produção, pode tornar a rotina de um trabalhador em algo desumano. Contudo, o fim da exposição de trabalhadores ao calor intenso é um dos objetivos do Ministério Público do Trabalho (MPT)

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