Grandes obras: impacto e retratos da desigualdade do acesso à água no Semiárido brasileiro. Entrevista com João Suassuna

  Há décadas, os efeitos da seca no Semiárido brasileiro têm sido pauta no debate de ações governamentais que objetivam sanar os efeitos da escassez de água para a população que vive na região. Neste contexto, a açudagem, irrigação e perfuração de poços são algumas das obras que costumeiramente são promessas de resolução do problema nos tantos municípios que compõem o Semiárido. Além destas, há ainda a transposição do Rio São Francisco cujas

Plantações em mais de 100 cidades no semiárido são afetadas pela seca

  Cerca de 300 mil propriedades no Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe foram afetadas     Mais de 100 municípios do semiárido estão há pelo menos dois meses com déficit hídrico e tiveram o risco agroclimático classificado como alto e muito alto. Isso significa que o solo perdeu mais umidade para a atmosfera do que recebeu água em um período de 60 dias, segundo análise do Centro Nacional de Monitoramento e

Crise hídrica se agrava no semiárido brasileiro

  De 452 reservatórios analisados na região, 58% entraram em colapso ou em estado crítico; Pernambuco tem 24 dos 69 reservatórios sem água     O volume de água nos reservatórios do semiárido atingiu 22%, o que revela o agravamento da crise hídrica na região, informa o Instituto Nacional do Semiárido (Insa). Dos 452 reservatórios analisados, 58% já entraram em colapso ou estão em estado crítico. Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte são

Seca se intensifica com alto risco para cerca de 90 municípios do semiárido brasileiro

    As chuvas de setembro a novembro devem se tornar mais escassas na Zona da Mata dos Estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Há poucas chances de reversão do quadro crítico dos municípios impactados pela seca, conforme o Relatório da Seca no Semiárido Brasileiro e Impactos divulgado, ontem, pelo Cemaden O período chuvoso, entre abril e julho, apresentou um déficit pluviométrico, agravado no mês de agosto, com

A tradicional indústria da seca permite que o sertanejo morra de sede com água no joelho

  A tradicional indústria da seca permite que o sertanejo morra de sede com água no joelho. Entrevista especial com João Abner Guimarães   “Qual a explicação para no Nordeste semiárido se disponibilizar água para irrigação durante um evento com criticidade secular? Ou se tem muita água – ao contrário do que se propaga, ou não se tem gestão, ou as duas coisas”, afirma o engenheiro hidráulico. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil   A atual seca no Nordeste

Pesquisa do Insa conclui que água de reuso na irrigação melhora fertilidade do semiárido

  Estudo realizado com espécies nativas da caatinga revelou aumento de 800% de matéria orgânica e redução dos níveis de alumínio no solo. Água residuária exerce a função de adubo líquido, afirma pesquisadora do Insa.     Irrigar o solo com água de reuso aumenta a matéria orgânica, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas destinadas ao plantio. É o que revela pesquisa realizada no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), unidade de pesquisa do

Pesquisa comprova viabilidade do cultivo da palma forrageira no semiárido

  Cactácea é a principal fonte de alimento dos rebanhos, principalmente nos longos períodos de estiagem. Além da produtividade, pesquisa desenvolvida no Insa também analisou a qualidade do solo após o plantio.     Uma pesquisa desenvolvida no Instituto Nacional do Semiárido (Insa) comprovou a viabilidade do plantio da palma forrageira na região, o que confirma sua importância como principal fonte de alimento dos rebanhos, sobretudo nos longos períodos de estiagem. O estudo analisou

Os retrocessos no Semiárido Brasileiro, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Vários retrocessos vieram junto com o governo interino desde o primeiro dia. Um ministério do tempo do Brasil Império – só homens de bens e brancos, sem negros, mulheres e indígenas -, o anúncio do corte na saúde, na educação, encolhimento do SUS, desvinculação do salário dos aposentados em relação ao salário mínimo, eliminação do MINC, daí prá frente. Dentre esses retrocessos os que mais impactam o Semiárido são o

Coleta de esgoto não chega a 70% da população do Semiárido

    Das 14 milhões de pessoas que moram nas áreas urbanas dos 1.135 municípios do Semiárido brasileiro, cerca de 10 milhões (71%) não são beneficiadas com coleta de esgoto sanitário, destinando os dejetos gerados em fossas, sumidouros, valas abertas ou diretamente nos rios. A estimativa consta da publicação “Esgotamento Sanitário: Panorama para o Semiárido brasileiro”, lançada pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa). Desse total, apenas 243 cidades (21%) usam a coleta. O

As reportagens sudestinas sobre a seca do Nordeste, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] É duro ter que ler ou assistir as reportagens da mídia sudestina sobre a seca do Nordeste. Só mesmo pelos ossos do ofício. De fato, a seca não muda. Ela só se agrava, ainda mais com as mudanças climáticas. Afinal, esse é o erro mortal de todas as reportagens: aqui não é a Mata Atlântica, a Amazônia ou o Pantanal, mas é o Semiárido. Aqui seca é normal, seja a

Força do El Niño deve agravar a seca que atinge o semiárido, diz Cemaden

  Relatório divulgado nesta quarta-feira (18) aponta para cenário de poucas chuvas no Nordeste entre fevereiro e maio de 2016. Seca atinge 910 municípios e um milhão de propriedades da agricultura familiar. Relatório divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) aponta para um cenário de poucas chuvas na região Nordeste entre fevereiro e maio de 2016, o que deve agravar os impactos da seca

Cisternas de enxurrada ajudam a produção agrícola no Semiárido

  Agricultura familiar - Das mais de 120 mil tecnologias sociais de apoio à produção entregues no Semiárido, cerca de 14 mil são cisternas de enxurrada     A chuva que começa a cair já tem mudado o retrato do município de Areial, no sertão paraibano, a 170 quilômetros de João Pessoa. “No último mês, caiu uma garoazinha por três dias. Acredito que, aos poucos, vamos conseguir progredir e plantar cada vez mais”, conta

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