Quatro em cada dez municípios brasileiros não têm serviço de esgotamento sanitário

  Quatro em cada dez municípios brasileiros não têm serviço de esgotamento sanitário IBGE Editoria: Estatísticas Sociais Por Umberlandia Cabral Arte: Brisa Gil e Helena Pontes Resumo Cerca de 39,7% dos municípios brasileiros não tinham serviço de esgotamento sanitário; no Norte, somente 16,2% dos municípios contavam com esse serviço. Apenas em 11 das 27 unidades da federação, mais da metade dos municípios possuíam rede coletora de esgoto. Eram 34,1 milhões de domicílios sem serviço de

Menos da metade dos municípios com rede de abastecimento de água tem lei de proteção a mananciais

  IBGE Em 2017, menos da metade (44,7% ou 2.476) dos 5.544 municípios com abastecimento de água por rede geral de distribuição tinha lei de proteção a mananciais, enquanto 63,9% (3.544) possuíam legislação que exigia aprovação para implantação de sistemas de abastecimento de água para loteamentos novos. Quanto à fiscalização, 64,7% (3.588) dos municípios tinham um órgão municipal responsável pela fiscalização da qualidade da água. Em 14,3% (794) dos municípios com rede

Água e saneamento: ‘O risco da privatização ocorre em um ambiente de regulação débil’

  IHU O Senado aprovou em 24/06/2020 o novo marco legal do saneamento básico (PL 4.162/2019). O projeto, de iniciativa do governo, que havia sido aprovado em dezembro do ano passado na Câmara dos Deputados, segue agora para sanção presidencial. O texto abre caminho à privatização, pela concessão de serviços de estatais do setor para empresas que visam ao lucro, além de prejudicar a prestação do serviço pelas empresas públicas, ao tornar obrigatória a realização de licitações.

Novo marco regulatório conseguirá resolver os gargalos do saneamento de décadas? artigo de Sucena Shkrada Resk

  A falta de acesso à água potável e a esgotamento sanitário ainda atinge milhares de brasileiros Por Sucena Shkrada Resk* Estabelecimento e cumprimento de prazos na área de infraestrutura estão longe do ideal no Brasil. O exemplo clássico, que se estende por décadas, é do saneamento básico. Prova disto é o novo marco regulatório do setor (PL 4.162/2019), que foi aprovado no Senado, nesta semana, e seguiu para sanção presidencial. Nada muda na

Manaus é a metáfora do saneamento privatizado, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

  Manaus é a metáfora do saneamento privatizado, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó) [EcoDebate] Quer saber como será o futuro do saneamento privatizado do Brasil? É só ver os dados do saneamento de Manaus, o preço da água, a satisfação dos clientes, a abrangência do que foi feito até hoje. No ranking das dez piores cidades em coleta de esgoto, Manaus é a sexta colocada com apenas 12,43% da população beneficiada, dado do Sistema

Marco regulatório do saneamento é absolutamente silencioso e omisso em relação aos direitos humanos

  Marco regulatório do saneamento é absolutamente silencioso e omisso em relação aos direitos humanos IHU "Esse projeto de lei é absolutamente silencioso e omisso em relação aos direitos humanos”. A declaração é de Léo Heller, relator especial da ONU sobre o direito à água e ao saneamento e pesquisador da Fiocruz. A reportagem é de Pedro Martins, publicada por Associação Brasileira de Saúde Coletiva - Abrasco, 25-06-2020. O senado aprovou na quarta-feira, dia 24 de junho o projeto de lei nº 4162 de 2019,

No epicentro da covid-19 no RJ, mais de um milhão de pessoas não têm coleta de esgoto e água encanada

  Falta de saneamento na capital, que concentra mais da metade dos casos no estado, dificulta a adoção de medidas preventivas; governo estadual pretende ceder serviços à iniciativa privada Mesmo sendo cartão postal de uma das sete maravilhas modernas do mundo, a cidade do Rio de Janeiro ainda não garante direitos básicos à maioria de sua população. Dos quase sete milhões de habitantes que vivem na capital, cerca de um milhão ainda

Presença do novo coronavírus em esgoto e na água não significa necessariamente a transmissão da doença por essas vias

Especialistas destacam a necessidade de uma análise mais abrangente Por Fernanda Fiot Artigo publicado na revista médica The Lancet por Willemijn Lodder e Ana María de Roda Husman, do Centro de Controle de Doenças Infecciosas da Holanda, indicou a presença de RNA do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no esgoto de cidades como Paris e Amsterdã e nas fezes de doentes pela Covid-19. Apesar de a descoberta ter causado preocupação, especialistas ligados ao

No Brasil, um em cada três domicílios não tinha ligação com rede de esgoto em 2019

  Por Caio Bellandi - Arte: Helga Szpiz IBGE A quantidade de domicílios ligados à rede geral de esgotamento sanitário ou com fossa ligada à rede cresceu em 2019 na comparação com o ano anterior, chegando a 49,1 milhões de domicílios (68,3%). Mesmo assim, quase um terço dos lares não tinha saneamento adequado. As regiões com menor índice do serviço tiveram crescimento maior e puxaram o resultado nacional. No Norte, a taxa aumentou

Dia da água: 75 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a saneamento, artigo de Elias Oliveira

    [EcoDebate] Presente em uma extensa massa no planeta e fonte de vida para a humanidade, a água é considerada símbolo de riqueza, um recurso importante para o mundo. Não por acaso, um dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU é o de assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e o saneamento para todos. Com o objetivo de colocar em discussão a importância de preservação deste recurso, o

Pela quarta vez, é prorrogado prazo de obrigatoriedade dos Planos Municipais de Saneamento no Brasil, por Sucena Shkrada Resk

  A falta de comprometimento efetivo com a infraestrutura ainda é um desafio na esfera de mais da metade dos governos locais. Novo prazo estabelecido pelo Governo Federal é 31 de dezembro de 2022. Sucena Shkrada Resk* Cumprimento de prazos, eis um “calcanhar de aquiles” na agenda de políticas públicas nacionais que envolvem principalmente infraestrutura, e exigem a participação dos municípios no Brasil para que possam ser implementadas, no que tange às responsabilidades

Rios de esgoto: Crise hídrica nas grandes capitais brasileiras, artigo de Bernardo Egas

O Rio de Janeiro enfrenta uma inacreditável e inaceitável crise na qualidade e segurança da água distribuída à população. É inaceitável, mas, ao mesmo tempo, é uma consequência óbvia da ampliação da poluição de nossos recursos hídricos. Grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, enfrentam um crescente estresse hídrico, não apenas pela escassez quantitativa de águas, como pela escassez qualitativa, que acarreta dificuldades de captação de água relativamente segura

Água potável: a insustentável situação do saneamento no Brasil

  Água potável: a insustentável situação do saneamento no Brasil. Entrevista especial com Iene Christie Figueiredo Por João Vitor Santos . Edição: Ricardo Machado . IHU A cidade do Rio de Janeiro ocupou as manchetes de jornais em todo o Brasil e no mundo nas primeiras semanas de 2020, mas não foi por conta de suas belas paisagens litorâneas, senão pela qualidade da água disponibilizada às pessoas. O problema histórico nas regiões periféricas de todo o Brasil chegou à classe média carioca e

Rio de Janeiro: Justiça Federal aceita denúncia contra Cedae por poluição na Baía de Guanabara e Oceano

    Os crimes foram cometidos em cinco estações de tratamento de esgoto desde 2015 A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) e seus ex-diretores e gerente pelo crime de poluição com o lançamento de esgoto não tratado em cinco estações diferentes, e que foram despejados na Baía de Guanabara e no Oceano Atlântico. O

Prefeitura do Rio multa Cedae por vazamento de esgoto em rua do Horto que atinge o Rio dos Macacos

    Uma força-tarefa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Fundação Rio-Águas autuou e multou a Cedae em R$ 30 mil pelo vazamento de esgoto na Estrada do Grotão, no Horto, que atingiu a rede pluvial e o Rio dos Macacos. A irregularidade foi flagrada durante uma inspeção, nesta quarta-feira (22/01), no Rio dos Macacos para identificar despejos de esgoto ao longo do curso do rio. A ação foi acompanhada pelo

O que está por trás da crise da água no Rio

IHU Há três semanas, muitos cariocas lidam com água turva e malcheirosa saindo das torneiras, enquanto nos mercados o preço da água mineral assusta consumidores. Crise traz temor de consequências graves para saúde pública. A reportagem é de Thomas Milz, publicada por Deutsche Welle, 21-01-2020. No bairro Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, Elton Luiz vai de supermercado em supermercado em busca de água mineral, mas na maioria das lojas as prateleiras estão vazias. E, quando encontra, o

Estudo do WRI aponta que, em média, 62% dos esgotos e resíduos humanos são gerenciados de maneira insegura

Saneamento seguro e acessível, ainda um sonho para muitos lares no Sul global Nova pesquisa constata que quase dois terços do esgoto e dos resíduos humanos de 15 grandes cidades do mundo são administrados de maneira insegura, agravando a crise do saneamento urbano Por Karol Domingues, AViV, para o EcoDebate A população urbana que carece de serviços de saneamento gerenciados com segurança em todo o mundo aumentou de 1,9 bilhão em 2000 para

Artigo analisa dificuldades de acesso à água potável e saneamento básico na Amazônia

    Tecnologias testadas enfrentam dificuldades impostas pela dinâmica de alagamentos da várzea, ecossistema amazônico, e também por questões culturais Por Júlia de Freitas Segundo levantamentos da ONU, cerca de 30% da população mundial não tem acesso adequado a água limpa e a serviços de saneamento e 12% ainda praticam a defecação à céu aberto. O acesso inadequado a estes serviços básicos gera, diariamente, milhares de mortes por doenças evitáveis. No Brasil, as dificuldades de

Saneamento deve ser o objetivo, a despoluição de rios apenas uma boa decorrência, artigo de Álvaro Rodrigues dos Santos

    [EcoDebate] Nesse nosso Brasil de sinais trocados o governador Dória anuncia, mais uma vez, um projeto de despoluição do rio Pinheiros. Para tanto seriam implantadas algumas medidas para melhorar o saneamento básico da bacia hidrográfica desse maltratado canal de dejetos em que foi transformado o Ainda que o referido projeto não preveja a extensão dos serviços de saneamento básico por todos os bairros da bacia, como também uma total despoluição do

Saneamento básico no Brasil: a infraestrutura que não chega ao esgoto, artigo de Lucas Dezordi

    [EcoDebate] O acesso da população aos serviços de saneamento básico está diretamente relacionado aos indicadores de desenvolvimento humano. Economias maduras necessariamente apresentam índices satisfatórios e de referência internacional. É conhecido que a melhora de indicadores de saúde, tais como expectativa de vida, taxa de mortalidade infantil e doenças epidêmicas de origem hídrica são obtidos a partir da universalização dos serviços de água e esgoto. O Brasil está muito longe dessa

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