dezembro 15, 2008
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Interconexão entre as crises. Entrevista com Eric Toussaint
Brasil não conseguiu negociar no Mercosul regime comum de comércio para pneus remoldados
ICMS Verde entra em vigor no RJ em 2009 para incentivar proteção ao meio ambiente
Manaus realiza estudos para aumentar número de corredores ecológicos urbanos
A energia nuclear ganha novo fôlego, mas as críticas e dúvidas permanecem
Antes eco-chato que eco-burro, artigo de Elaine Tavares
A crise econômica e a luta contra as mudanças climáticas. Entrevista com Nicholas Stern
Aqüíferos transfronteiriços: Debaixo da terra, em meio a conflitos, artigo de Washington Novaes
Reserva Raposa Serra do Sol fortalece mais a União do que índios aparentemente vitoriosos
Povos indígenas do Cerrado sofrem graves ameaças com agronegócio
Índios são ameaçados e agredidos em PCHs no rio Juruena
Água, um bem cada vez mais raro
COP 14, Cúpula de Poznan, termina sem avanços e com conflito entre pobres e ricos
dezembro 15, 2008

Imagem: Stockxpert
“É preciso realizar uma ruptura radical”, diz Eric Toussaint, ao comentar as soluções para resolver as crises mundiais, em entrevista exclusiva à IHU On-Line, concedida por telefone, na última semana. Para ele, chegou o momento da humanidade romper com o capitalismo, mas antes disso, explica, é preciso tomar uma série de medidas imediatas. Na área das finanças, adverte, “é preciso restabelecer um controle muito rígido sobre o movimento de capitais”, e estatizar alguns bancos que estão à beira da falência. Sobre os alimentos, ele argumenta que é necessário “proibir a especulação no mercado de produtos alimentares, reduzir radicalmente a produção de agrocombustíveis”, além de retomar as práticas agrícolas através da intensificação da agricultura familiar.
dezembro 15, 2008
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O Brasil bem que tentou, mas não conseguiu negociar com os sócios do Mercosul um regime comum para comercialização de pneus remoldados, de forma a evitar a suspensão das compras deste produto do Uruguai e do Paraguai, como determinado pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Como precisa apresentar uma solução ao órgão até o dia 17 (quarta-feira), a diplomacia brasileira tentará, durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, ao menos firmar algum acordo com o Uruguai, que demonstre a intenção de implementar a decisão da OMC.
dezembro 15, 2008
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Criado por uma Lei de outubro de 2007, o ICMS Verde (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) entra em vigor no início do próximo ano, com o objetivo de consolidar a intenção do estado do Rio de Janeiro de incentivar a proteção ao ambiente “através da incorporação de critérios de conservação ambiental na fórmula de repasse do imposto aos municípios fluminenses”.
dezembro 15, 2008
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A Prefeitura de Manaus está ultimando os estudos através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) para a criação de dois novos corredores ecológicos em Manaus. O objetivo é dar continuidade ao Programa Corredores Ecológicos do Ministério do Meio Ambiente (MMA) em 2009 e expandir as ações do programa federal que visa proteger as áreas que funcionam como elos entre fragmentos florestais urbanos e áreas protegidas, garantindo a conectividade entre elas e a preservação da fauna e flora existente nas mesmas. Os corredores em estudo são dos igarapés do Tabatinga e Cachoeira Alta, no Tarumã.
dezembro 15, 2008

A energia nuclear “nasceu” pela vontade militar e para uso militar, como ficou evidente na “inauguração” da era do átomo em Hiroshima e Nagasaki. De lá para cá, milhares de armas nucleares foram construídas e estocadas, mas as aplicações civis e pacíficas também conheceram um grande avanço. Nos dois casos, entretanto, permanece a sombra dos segredos militares, das informações incompletas e insuficientes e uma verdadeira aversão a qualquer proposta de controle social.
dezembro 15, 2008
Blumenau (SC) – Ponte sobre o Riacho Garcia no bairro Progresso destruída durante os temporais no Vale do Itajaí, em Santa Catarina Foto: Wilson Dias/ABr
“Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra.
O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela.
O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo”.
(Chefe Seatlle)
Por todo o estado o clima é de desolação. No vale do Itajaí, as famílias contabilizam mortos e estragos. Nunca se viu tanta destruição. Mas, ao contrário do que a televisão tem dito, toda a tragédia não se deve exclusivamente às chuvas que caíram muito mais do que o normal nesta época do ano. Há que buscar as causas humanas, as omissões e ações indevidas. Nos espaços do saber as vozes se levantam indignadas: tudo isso já havia sido anunciado no início da década de 80, quando Blumenau ficou sob as águas. Muitos estudos foram feitos, precauções foram anunciadas e nada se cumpriu. Além disso, a destruição sistemática da floresta amazônica acaba tendo implicações viscerais com o que aconteceu em Santa Catarina e o que ainda pode ocorrer em outros lugares do país.
dezembro 15, 2008
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Há dois anos, publicou o relatório que mudou a percepção econômica do “global warning” mostrando que ficar parados olhando o crescimento do caos climático custa de cinco a 20 vezes mais do que arregaçar as mangas e colocar em prática a nova economia baseada no uso inteligente da energia. Agora, lord Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial que se dedicou à análise do aquecimento global, participou da conferência da ONU em Poznan para medir o pulso da mudança em ação.
A reportagem é de Antonio Cianciullo, publicado no jornal La Repubblica, 12-12-2008. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
dezembro 15, 2008
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[O Estado de S.Paulo] Há poucas semanas, na Assembléia-Geral da ONU, foi aprovado um primeiro esboço de regras que permitam solucionar, “de maneira eqüitativa e razoável”, conflitos entre países e governos a respeito do uso de aqüíferos subterrâneos compartilhados. Se se chegar a um acordo, poderá ser avanço importante, já que os aqüíferos subterrâneos respondem por 50% do abastecimento de água potável no mundo, 40% da água de uso industrial e 30% da que é usada na irrigação. Mas não há regras eficazes nem para uso nem para os conflitos – na verdade, sabe-se pouco sobre o tema. As águas subterrâneas, diz o professor Galizia Tundisi (Água no Século XXI, Rima Editora, 2003), estão em 134,8 milhões de quilômetros quadrados e estima-se que cheguem a 23,4 milhões de quilômetros cúbicos.
dezembro 15, 2008
Índios fazem manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal, na véspera do julgamento da ação que pede a suspensão da demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol Foto: José Cruz/ABr
“A decisão que está sendo tomada, sobretudo as 18 condições que o ministro Menezes Direito estabeleceu para o reconhecimento do princípio da reserva territorial contínua, longe de dar à decisão do Supremo o caráter de uma vitória dos índios, representa de fato uma derrota das populações indígenas”, avalia José de Souza Martins, professor titular de sociologia da Faculdade de Filosofia da USP, no artigo “A nova nacionalidade brasileira”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 14-12-2008. Segundo ele, “elas ganham o território, mas ficam expostas aos riscos culturais do contato compulsório dos executores das políticas decorrentes das razões de Estado”.
dezembro 15, 2008
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Cerca de 70 lideranças indígenas, representantes de 30 povos de diversos estados do Cerrado brasileiro que sofrem com o avanço do agronegócio no entorno e, por vezes, dentro de suas próprias terras indígenas, discutiram a situação em que se encontram essas áreas no encontro “O impacto da soja sobre as terras indígenas do Cerrado” que aconteceu entre os dias 07 e 12 de dezembro, na Terra Indígena Wawi – Kisêdjê – no Parque Indígena do Xingu (MT). Matéria de Helena Ladeira, do CTI-Centro de Trabalho Indigenista.
dezembro 15, 2008
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Quatro índios da etnia Enawenê-Nawê denunciaram a Polícia caso de agressão e ameaça sofrida no interior da PCH Telegráfica, localizada na divisa de Juína com o município de Sapezal, no rio Juruena. Eles estavam acompanhado dos chefe administrativo da Fundação Nacional do Índio (Funai) no momento em que apresentaram o caso para a Polícia Militar. Matéria de Marco Di Perez, TV Record de Juína.
dezembro 15, 2008
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Mananciais poluídos, rios secos, grandes áreas desertificadas, pessoas tendo que caminhar longas distâncias para conseguir água, ou adoecendo por consumir água contaminada.
Esta não é uma previsão trágica de um futuro distante, mas sim uma realidade atual. A escassez de recursos hídricos já é vivida em várias regiões do planeta, e este problema tende a se agravar nos próximos anos caso nada seja feito para convertê-lo. Matéria de Chris Bueno, ecologia, no 24HorasNews, MT, 14/12/2008 – 18h22.
dezembro 15, 2008
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Todos concordam em reduzir emissões. A questão é: como?
Após 12 dias de negociações, nações ricas são criticadas por emergentes e países em desenvolvimento por não aceitarem ampliar o financiamento do Fundo de Adaptação para combater as conseqüências do aquecimento global.
A conferência mundial sobre mudanças climáticas das Nações Unidas chegou ao fim neste sábado (13/12) em Poznan, na Polônia, com um conflito entre países ricos e nações em desenvolvimento.










