Agroecologia nos assentamentos no sul de MG, por Gilvander Moreira

MST no sul de MG e Agroecologia: que beleza! Por Gilvander Moreira1 O Projeto de Assentamento (PA) Primeiro do Sul, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, foi formado, primeiro, para produzir alimentos com a finalidade de matar a fome e eliminar a miséria que reinava no seio das 48 famílias camponesas assentadas. Ainda não se tinha a consciência do paradigma agroecológico.

MPF recomenda imediata revogação de orientações do Incra que suspendem diálogo com movimentos do campo

  Incra - Medida adotada pela Ouvidoria Agrária Nacional traz ilegalidades e inconstitucionalidades, alerta a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), encaminhou nesta segunda-feira (25) à Ouvidoria Agrária Nacional e às Superintendências Regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) uma recomendação para que sejam imediatamente tornadas sem efeito as orientações contidas no Memorando Circular nº

Assentados e Acampados, em apoio mútuo, resistem a seis despejos, artigo de Gilvander Moreira

Assentados e Acampados, em apoio mútuo, resistem a seis despejos Por Gilvander Moreira1 No conflito agrário que se arrasta há mais de 20 anos envolvendo diretamente mais de 450 famílias acampadas em 11 acampamentos – Quilombo Campo Grande - no latifúndio da ex-usina Ariadnópolis, em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, as famílias Sem Terra sofreram seis despejos. Em 18 de maio de 2009, ocorreu o mais cruel despejo dos

Do sindicalismo combativo à luta pela terra em Campo do Meio, MG, por Gilvander Moreira

Do sindicalismo combativo à luta pela terra em Campo do Meio, MG. Por Gilvander Moreira1 [EcoDebate] Até a década de 1980, milhares de trabalhadores boias-frias do Nordeste, do norte de Minas ou do Vale do Jequitinhonha, regiões de clima muito quente, vinham e ainda vêm para o sul de Minas Gerais para trabalhar nas lavouras de café. No sul de Minas, região de clima frio, esses trabalhadores tinham que trabalhar por quase

A luta pela terra em Campo do Meio, MG: memória necessária, por frei Gilvander Moreira

  A luta pela terra em Campo do Meio, MG, só acaba com o assentamento das famílias no latifúndio da ex-usina Ariadnópolis: memória necessária. Por frei Gilvander Moreira1 Em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, quase 500 famílias Sem Terra, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais), ocupam há 20 anos, desde 14 de março de 1998, um latifúndio de 3.900 hectares que não cumpria sua função social – as terras da

Só mudança de mentalidade é insuficiente, artigo de Gilvander Moreira

Só mudança de mentalidade é insuficiente Por Gilvander Moreira1 É “a revolução a força motriz da história e também da religião, da filosofia e de toda forma de teoria” (MARX; ENGELS, 2007, p. 43). A luta pela terra aponta perspectivas emancipatórias capazes de mover a história? “Na atividade revolucionária, o transformar a si mesmo coincide com o transformar as circunstâncias” (MARX; ENGELS, 2007, p. 209). No prólogo de A ideologia alemã, Marx

Na luta pela terra: Sujeito social, Classe e Ideologia do Trabalho, artigo de Gilvander Moreira

Na luta pela terra: Sujeito social, Classe e Ideologia do Trabalho Por Gilvander Moreira1 [EcoDebate] O que se compreende por ‘sujeito social’, ‘classe’ e ‘ideologia do trabalho’? Em uma pesquisa de doutorado sobre a Luta pela Terra enquanto Pedagogia de Emancipação Humana buscamos deixar claro, entre muitos conceitos, qual o conceito de ‘sujeito social’, de ‘classe’, de ‘ideologia do trabalho’ como meio para se enriquecer. Em diálogo com Roseli Caldart, usamos a

Audiência pública no Pará expõe abandono da reforma agrária e pressões da mineradora Alcoa

  Reforma Agrária: Criado em 2005, o PAE Lago Grande é um dos maiores assentamentos do Brasil, e fica numa região rica em sociobiodiversidade entre os rios Tapajós e Amazonas, no oeste do Pará Cerca de 500 representantes das 140 comunidades que integram um dos maiores assentamentos de reforma agrária do Brasil, o Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, entre Santarém e Juruti, no oeste do Pará, se reuniram no último

A CPT na luta ao lado dos camponeses, artigo de Gilvander Moreira

    A CPT na luta ao lado dos camponeses Por Gilvander Moreira1 Muitas pessoas nos perguntam: “Que tipo de atuação faz a Comissão Pastoral da Terra (CPT) por meio dos seus agentes de pastoral junto aos camponeses? O que é camponês? E posseiro? Que tipo de trabalho dignifica o/a trabalhador/a?” Camponês se distingue também de trabalhador rural proletarizado, que “desapossado da terra e de seus instrumentos de trabalho, em suma, dos meios de

O boi que faz a antirreforma agrária e sacrifica o meio ambiente, artigo de Jacques Távora Alfonsin

    O boi que faz a antirreforma agrária e sacrifica o meio ambiente, artigo de Jacques Távora Alfonsin IHU "Sabendo-se que a maioria das/os legisladoras/es brasileiras/os se encontra aliada ao Poder Executivo ora (des)governando o país, e este desmontou tudo o que podia ser feito pela implementação de reforma agrária, aquele bicho vai continuar mesmo impedindo essa política pública", escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania

Injustiça agrária e ambiental em Nova Serrana: ‘Sem Terra sai e boi fica’, artigo de Gilvander Moreira

Injustiça agrária e ambiental em Nova Serrana: 'Sem Terra sai e boi fica.' Gilvander Moreira1 [EcoDebate] Na região centro-oeste de Minas Gerais, a cidade de Nova Serrana é conhecida como uma das cidades produtoras de calçados em grandes indústrias e nos fundos das casas, mas, a partir do dia 26 de abril de 2018, passou a ser conhecida também como o município onde reina injustiça agrária e socioambiental, cidade que expulsa Sem

Concentração fundiária no Brasil: por quê? artigo de Gilvander Moreira

    Concentração fundiária no Brasil: por quê? Gilvander Moreira1 Não é por acaso, nem por incompetência do Estado e da classe dominante que se mantém a concentração crescente da terra como propriedade privada capitalista no Brasil. Diferentemente de muitos outros países, o capitalismo no Brasil tem como sua essência constitutiva a concentração fundiária, porque é um capitalismo rentista: a renda da terra é conditio sine qua non da reprodução do capital no nosso

No Brasil, 517 anos de expropriação e de luta pela terra, artigo de Gilvander Moreira

No Brasil, 517 anos de expropriação e de luta pela terra Gilvander Moreira1   A “Pesquisa Qualidade de Vida nos Assentamentos”2, realizada em 2010, junto aos assentamentos de reforma agrária de todo o país, mostrou que em termos de infraestrutura e condições de vida 84% são alfabetizados, 70% das moradias possuem mais de 5 cômodos, 76% possuem algum tipo de tratamento de dejetos, 79% informaram acesso suficiente à água e 76% possuem energia

Foi preso Adriano Chafik Luedy, mandante do massacre de Felisburgo, MG: 13 anos depois, por frei Gilvander Moreira

Foi preso Adriano Chafik Luedy, mandante do massacre de Felisburgo, MG: 13 anos depois Por frei Gilvander Moreira1     Segundo vários meios de comunicação2, Adriano Chafik Luedy, mandante e assassino confesso do massacre de Felisburgo, foi preso na tarde de hoje, dia 14 de dezembro de 2017, em Salvador, Bahia, pela Polícia Civil do estado de Minas Gerais. Em 2013, após 9 anos do massacre de Felisburgo, Adriano Chafik foi julgado e condenado

Após denunciar ameaças, três trabalhadores rurais sem terra desaparecem no Amazonas

    ABr Parentes e agentes de segurança do Amazonas e de Rondônia investigam o sumiço de três trabalhadores rurais sem terra dados como desaparecidos desde o último dia 14, em Canutama (AM), a cerca de 620 quilômetros de Manaus e a pouco mais de 50 quilômetros de Porto Velho (RO). Segundo a Polícia Civil do Amazonas, testemunhas dizem que Flávio Lima de Souza; Marinalva Silva de Souza e Jairo Feitoza Pereira desapareceram enquanto

A luta pela terra deixa nua a violência do poder, por frei Gilvander Moreira

    A luta pela terra deixa nua a violência do poder, por frei Gilvander Moreira A luta pela terra deixa nua a violência do poder Por frei Gilvander Moreira1 A opressão do latifúndio, dos latifundiários e do capitalismo tem levado de alguma forma a um emudecimento dos sem-terra e ao desejo de libertar-se da experiência de ser expropriado e ignorado nos seus direitos; tem levado à banalização da existência humana, à perda de valores. Entretanto,

Concentrar terra para crescer o capital e a violência, artigo de frei Gilvander Moreira

  Concentrar terra para crescer o capital e a violência, artigo de frei Gilvander Moreira Concentrar terra para crescer o capital e a violência Por frei Gilvander Moreira1 [EcoDebate] Segundo o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), do INCRA, de 2012, as propriedades rurais, com áreas com menos de 10 hectares, são 34,1% do total e ocupam somente 1,5% da área total do Brasil, com média de 4,7 hectares, enquanto os imóveis com mais

Estrutura fundiária iníqua e luta pela terra, por frei Gilvander Moreira

Estrutura fundiária iníqua e luta pela terra Por frei Gilvander Moreira1 “A população do território hoje conhecido como Brasil em 1500 era, calcula-se, de mais de cinco milhões2 de pessoas distribuídas por centenas de povos, com línguas, religiões, organizações sociais e jurídicas diferentes” (MARÉS, 2003, p. 49). Há mais de cinco séculos o latifúndio continua sendo a estrutura básica fundiária no Brasil e, ultimamente, sob a hegemonia do agronegócio, a luta pela

Luta pela terra no Pará, entre pistoleiros, milicos, ‘puliça’ e milicianos, artigo de Rogério Almeida

  Ao longo dos anos a conivência e cumplicidade tem marcado ação do Estado no cenário de violência no Pará Sebastiao da Teresona, Quincas Bonfim e Barreirito (José Serafim Sales) são celebres pistoleiros que prestavam serviços nas terras dos Carajás. Melhor situando, na região do Bico do Papagaio, (sul do Pará, oeste do Maranhão e norte do Tocantins). Os cabras tinham em sua carteira de serviços, entre outros, fazendeiros e donos de

A escalada da violência no campo: 2016 foi o mais violento dos últimos 13 anos

  Número de vítimas de conflitos agrários no ano passado foi o maior desde 2003. Comissão Pastoral da Terra critica omissão do Estado em relação à violência e denuncia que medidas do governo Temer têm trazido retrocessos em políticas para as populações do campo, como a reforma agrária Por André Antunes - EPSJV/Fiocruz     O ano passado foi o mais violento dos últimos 13 anos no campo. É o que apontam dados preliminares sobre

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