Novos Modelos de Negócios para a Inovação Sustentável

 

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Novos Modelos de Negócios para a Inovação Sustentável, artigo de José Austerliano Rodrigues

 

[Ecodebate] O termo Modelo de Negócios (MN) ganhou notoriedade com a popularização da internet, por volta de 1990 e, desde então, tem recebido crescente atenção. Sua expressão estava relacionada a negócios realizados pela internet e, com o decorrer dos anos, o aperfeiçoamento de tecnologias de comunicação e de informação, permitiram a criação de redes organizacionais. Isso oportunizou novas formas de entrega de valor (cadeia de suprimento), ampliando seu conceito e vinculando com os objetivos estratégicos, econômicos, sociais, ambientais, cidadania ecológica e tecnologia de informação das organizações (OROFINO, 2011; RODRIGUES; RODRIGUES FILHO, 2018; RODRIGUES, 2020; WECKER; FROEHLICH, 2020).

A visão tradicional, porém obsoleta, de marketing é a de que uma empresa cria alguma coisa para então vendê-la, com o marketing sustentável tomando lugar no processo de venda. As organizações que adotam essa visão têm mais chances de sucesso em economias caracterizadas pela escassez de bens, nas quais os consumidores não fazem questão de qualidade, recursos ou estilo – é o caso, por exemplo, dos itens de primeira necessidade nos mercados emergentes (KOTLER; KELLER, 2018; RODRIGUES, 2020).

Todavia, em economias constituídas por pessoas de diferentes perfis, em que cada uma tem seus próprios desejos, percepções, preferências e critérios de compra, o concorrente inteligente deve conceber e entregar suas ofertas para mercados-alvo/cidadania ecológica bem definidos (KOTLER; KELLER, 2018; RODRIGUES; RODRIGUES FILHO, 2018; RODRIGUES, 2020). Essa crença inspirou uma nova visão dos processos de negócios ao colocar o marketing sustentável no início do estágio de estratégia. Em vez de enfatizar o fazer o vender, as empresas passam a se considerar como parte do processo de entrega de valor (KOTLER; KELLER, 2018).

Contudo, os produtos e serviços inovadores sustentáveis podem ser mais caros do que seus semelhantes convencionais, porque não têm economia de escala, ou porque usam novos materiais ou tecnologias.

Mas esses novos modelos de negócios podem transformar os problemas para que possam ser aceitos, criando uma situação em que todos os envolvidos ganham: o negócio, o meio ambiente e os consumidores (OTTMAN, 2012; RODRIGUES, 2020).

Os fabricantes e os varejistas vendem produtos aos consumidores, que costumam assumir as responsabilidade pela manutenção e pelo descarte. Um novo modelo alternativo de negócios interessante que atualmente está sendo procurado vende o serviço fornecido por um produto.

Os consumidores satisfazem muitas de suas necessidades por meio de serviços: eles não se importam em lavar as roupas em uma lavandeira, alugar um carro ou assistir vídeos na Netflix. Pare para analisar o seu produto com uma lente de serviço. Ele poder ser fornecido parcial ou totalmente por um produto? Se puder, pode ser que você tenha uma oportunidade de reduzir custos e impactos ambientais. Os consumidores podem aproveitar os benefícios que procuram sem a necessidade de manutenção e ter garantido acesso às novas e limpas tecnologias. Além disso, acesso as tecnologias de comunicação e de informação (OTTMAN, 2012; RODRIGUES, 2020).

Assim sendo, um modelo de negócio com base em serviços ajuda os negócios a assumir direitos pelos materiais e energia que são envolvidos nos produtos que eles criam e produzem. Isso ajuda a facilitar reparos, reutilização e reciclagem, sejam eles causados por economias de regulamentação ou de manufatura. Lembre-se de que há trocas envolvidas no fornecimento dos serviços, como a energia necessária para acionar um e-book, e, mais importante, para fornecer o conteúdo digital (OTTMAN, 2012).

Desta forma, os serviços podem ser fornecidos de muitas maneiras inovadoras sustentáveis: oferecer o produtos com parte de um serviço; substituindo um produto, parcial ou complementarmente por um serviço eletrônico, ou substituindo conhecimento, total ou em parte, pelo produto físico.

José Austerliano Rodrigues. Especialista Sênior em Sustentabilidade de Marketing e Doutor em Marketing Sustentável pela UFRJ, com ênfase em Sustentabilidade e Marketing, com interesse em pesquisa em Marketing Sustentável, Sustentabilidade de Marketing, Responsabilidade Social e Comportamento do Consumidor. E-mail: austerlianorodrigues@bol.com.br.

 

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in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 17/12/2020

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