Os campos da consciência em São Félix do Xingu, em Barcarena e no Baixo Parnaíba maranhense, crônica de Mayron Régis

    [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] Ele se retirou daquela loja porque não podia mais ficar tão perto daqueles livros. Ele se retirou ou bateu em retirada? Ele se retirou ou foi uma retirada estratégica? O livro “A Rosa o que é de Rosa”, do escritor paraense Benedito Nunes, despontara entre tantos livros que, em sua maioria, pouco representavam. O dinheiro era pouco para comprar o livro a não ser que

Bacuri magu, crônica de Mayron Régis

  Bacuri, Platonia insignis. Foto de Hellen Perrone / Wikipédia   [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] O assentamento recebeu o nome de Bacuri/Magu. A maior parte das pessoas se surpreendeu com a sua criação. O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva assinou o decreto de desapropriação em 2010. Neste ano, além da fazenda Bacuri/Magu, localizada nos municípios de São Bernardo e Araioses, desapropriou-se a fazenda Veredão, em Chapadinha. As duas desapropriações quase não arranharam

A floresta da comunidade quilombola de Jenipapo, por Mayron Régis

  Jenipapo - Genipa americana. Nome cientifico: Genipa americana - Família: Rubiaceae - Nomes populares: Jenipapo, Jenipaba. Foto: Sob a sombra das Árvores   [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] A comunidade quilombola de Jenipapo, município de Caxias, ressente-se da migração dos mais jovens para o sul do Brasil. Pelo que conta o senhor Manoel Moura, presidente da associação, existem três comunidades cujo nome é Jenipapo, diferenciando-se pelo segundo nome. “- Acaso o senhor

O Bacuri do Faz-ânsia, crônica de Mayron Régis

  Bacuri, Platonia insignis. Foto de Hellen Perrone / Wikipédia   [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] Alguns caminhos ficam para trás e sem ter e nem pra quê eles voltam a ser frequentados. O caminho do Brejão ficava atrás do que hoje é a propriedade do Vicente de Paula na Chapada do povoado Carrancas, município de Buriti, Baixo Parnaiba maranhense. A sua avô andava por esse caminho sempre que ia a casa de

Onde sobrevivem as mangabas, crônica de Mayron Régis

    [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] As Cabeceiras da Baixa Grande. Os moradores das Cabeceiras desconversaram quando Chico Freitas, vulgo Chico sem Freio, presidente da Associação de Proteção do rio Buriti, pediu que eles coletassem mangaba na Chapada e que vendesse a ele as suas produções. Ele relembrou desse fato na casa do senhor Francisco, presidente da associação do povoado Cajueiro, município de São Bernardo, Baixo Parnaiba maranhense. O senhor Francisco vende

As águas de São Bernardo, crônica de Mayron Régis

  Assentamento Estadual Cajueiro, São Bernardo, Baixo Parnaíba maranhense   [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] Difícil arrancar algo dela, um sorriso que seja. Ela pouco falava de si. Pretendia se formar em jornalismo pela universidade pública. A sua região era desprovida de ensino publico de terceiro grau. Ela mudou-se para a capital a fim de morar com a tia, irmã de seu pai. As duas se assemelhavam. A sua tia nunca abandonara o

Comunidades Quilombolas e biodiversidade no maranhão, por Mayron Régis

  Açaí ou Juçara é o fruto bacáceo de cor roxa, que dá em cacho na palmeira conhecida como açaizeiro, cujo nome científico é Euterpe oleácea. Foto: http://frutacai.com.br/   [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] As comunidades quilombolas de São Miguel, Rosário, Cariondo, Itapecuru, e Bom Jesus, Matinha, situam-se em regiões geográficas distintas do estado do Maranhão, mas apresentam dificuldades semelhantes, principalmente, com relação a regularização fundiária e acesso aos recursos da biodiversidade. A

O ‘evangelho’ segundo o agronegócio, crônica de Mayron Régis

  Baixo Parnaíba maranhense. Mapa: FETAEMA   [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] Para cada comunidade havia uma recompensa. Ele só precisava abatê-las antes de aprenderem a voar. Assim que chegavam no Baixo Parnaíba, os plantadores de soja ou de eucalipto convocavam o Pedrão. Ele mantinha uma lista particular das várias comunidades que abatera. Não conhecia a derrota naquelas Chapadas de Urbano Santos, Anapurus, Santa Quitéria e Barreirinhas. O agronegócio o salvara da miséria e

São Raimundo e Jurubeba: A viagem assume um caráter de indagação, crônica de Mayron Régis

    [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] Depois do almoço, o céu prometia uma chuva para o leste de Urbano Santos. No centro da cidade o calor se impunha. Eles partiriam para o povoado da Estiva num carro da prefeitura. O carro se abarrotara com senhores de idade e com gente mais nova que se digladiaram em palavras durante todo o tempo da viagem. Para os digladiadores, a troca de “gentilezas” os

Capão Grande: a quem se destina as terras do Baixo Parnaíba maranhense? por Mayron Régis

    [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] O Moca é um dos moradores do povoado Capão Grande, município de Buriti, Baixo Parnaiba maranhense. A sua família e a família Feitosa disputam mais de 400 hectares de Chapada com a empresa Fanip Agricola, sediada em Fortaleza e que planta eucalipto e soja em propriedades que se espalham pelo município de Buriti e pelo município de Brejo. Segundo consta na ação reivindicatória proposta pelo

A leviandade da AGU no caso do licenciamento da fábrica da Suzano em Imperatriz, por Mayron Régis

  Foto: skyscrapercity.com   [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] O governo Dilma Roussef cumpre a agenda do agronegócio e da mineração. Então não deve soar estranho o titulo “Procuradorias comemoram a prevalência da tese de que é supletiva a competência do Ibama no licenciamento de atividades que afetem diretamente apenas um Estado da Federação.” Desde quando a advocacia da União se comporta como torcida organizada ? O Ministério Público Federal entrou com um pedido

Cajueiro: O esplendor das hortaliças, crônica de Mayron Régis

  [Territórios Livres do Baixo Parnaíba] Lê-se Bar do Atola no alto. Acabavam de chegar ao povoado depois de alguns minutos na estrada que liga São Bernardo aos municípios de Santana, Araioses, Água Doce e Tutóia. O povoado de Cajueiro enxerga em seu território a família do seu Zé da Rocha. A área desse povoado chega a mais de 900 hectares e extrema com a propriedade do Junior Esperança, a propriedade do

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