Análises geoquímicas temporais como método de monitoramento de parâmetros ambientais, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] O grande crescimento populacional tem diretamente impactado a cobertura e o uso da terra e tem também modificado o ciclo biogeoquímico de muitos elementos, tanto na região urbana como na zona rural, em materiais como solo, sedimentos de corrente, poeira atmosférica e água superficial e subterrânea. Estudos sobre contaminação por metais potencialmente nocivos têm sido conduzidos em muitas partes do mundo, tanto em países desenvolvidos, como em desenvolvimento. As medições

Reserva do Barreiras – Já, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] As águas superficiais e subterrâneas da região da bacia do rio Maxaranguape estão sendo anunciadas como soluções para os déficits dos abastecimentos hídricos das cidades de São Gonçalo, Extremoz e Natal. A adutora de São Gonçalo utilizará as águas superficiais do rio Maxaranguape, enquanto que estudos hidrogeológicos estão em desenvolvimento para o aproveitamento do manancial subterrâneo do Aquífero Barreiras daquela região.   Fonte: Papio.net   A opção de utilização da bacia hidrogeológica de

Geoquímica Urbana: Poeira Doméstica, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

    [EcoDebate] Comentei em outro artigo (EcoDebate, 2017) a desagradável sensação de verificar poeiras acumuladas nas cortinas das janelas da casa. Já em uma recente conversa, um amigo relatou o incômodo de constante deposição de poeiras no seu lar, trazidas pelo vento e decorrentes, principalmente, de rejeitos mineiros localizados nas proximidades. A “poeira doméstica” é um componente da geoquímica urbana com crescente incremento na pesquisa acadêmica. Torres-Sanchez et al. (2017) discutiram anomalias

Nitrato x Urbanização, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] A deterioração da qualidade das águas subterrâneas de Natal pela contaminação de nitrato é um assunto que sempre revejo com amargura. Uma reportagem da Tribuna do Norte de outubro de 2014 informava que Natal tinha 179 poços de água perfurados, dos quais 52, quase um terço, estavam desativados por conta da alta concentração de nitrato. Caso esses poços estivessem ativados, eles gerariam cerca de 40% da água produzida diariamente

A derrota do verde e sua necessária reação, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] O crescimento da cidade engole progressivamente os espaços naturais, os campos, o verde. Em seu lugar vai se instalando um mundo de aço, tráfego e cimento. Uma coleção de fotos de uma cidade, organizada em ordem cronológica, permite uma navegação didática sobre essa vitória da urbanização maciça e, muitas vezes, desordenada.     A maioria da população reconhece de algum modo à importância das áreas verdes, mas assiste com certa passividade a

Praças, Parques e Geoquímica Urbana, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] É crescente o número de pesquisadores que se dedicam ao estudo da contaminação química urbana. Uma consequência benéfica da divulgação de trabalhos científicos é o gradativo aumento da conscientização da população e também de legisladores e gestores municipais que estão percebendo da necessidade de se avaliar e monitorar o ambiente urbano. Solos e poeiras urbanas são importantes indicadores de exposição humana aos metais traços no ambiente terrestre urbano. Ao contrário

Cortinas e poluição urbana, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

    [EcoDebate] As cortinas dos quartos e da cozinha, lá de casa, ficaram parcialmente deterioradas e precisaram ser trocadas. Sempre que as retirávamos para lavagem e agora também para a substituição, percebíamos a desagradável acumulação de poeira muito fina e negra em porções das cortinas. Essas sujeiras correspondem as persistentes, danosas e quase imperceptíveis fuligens que contaminam o ar da cidade, constituindo uma das formas mais evidentes de poluição urbana. Em um

Notas sobre a contaminação de nitrato em aquíferos em zonas agrícolas de climas semiáridos a áridos, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] No Estado do Rio Grande do Norte, levando-se em consideração apenas o índice pluviométrico, o clima é tropical chuvoso com verão seco, no litoral sul, com precipitações médias acima dos 1 200 milímetros (mm) anuais; tropical chuvoso com inverno seco no litoral nordeste, nas partes mais elevadas da Serra de João do Vale e na região serrana, onde se situam as serras de Luís Gomes, Martins e Portalegre (800

Notas sobre contaminação do solo e da água na agricultura, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] Matérias recentes na imprensa potiguar informam da perspectiva de aumento na produção agrícola no Rio Grande do Norte, tanto na cultura de frutas na região de Açu e Mossoró (Tribuna do Norte, 25-09-2016), como no munícipio de Arês, no cultivo da cana de açúcar na antiga Usina de Estivas (Tribuna do Norte, 29-09-2016). Esse acréscimo de produtividade decorre, em parte, da ampliação da área trabalhada e irrigada e, também,

Exemplos de contaminação de metais em solos urbanos, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] Em continuidade às considerações sobre a geoquímica urbana, já apresentada em outras crônicas (Medeiros Filho, 2016 a, b, c, d), serão discutidos exemplos de contaminação de metais traços em solos urbanos, compiladas, especialmente, de Wong et al. (2006). O termo metal traço tem sido usado para definir metais presentes em baixas concentrações em solos e plantas, usualmente com menos de 0,1% ou 1000 ppm. Solos urbanos são um importante indicador

Geoquímica Urbana: Dispersão e Deposição de Metais, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] De acordo com World Urbanization Prospects, mais da metade dos 6,9 milhões de pessoas no mundo vivem em áreas urbanas, com estimativa para 68,7% em 2050 (Nações Unidas, 2010). Atividades industriais e econômicas estão mais concentradas em cidades e áreas urbanas e se tornam focos geográficos de consumo de recursos e de emissões químicas, que podem causar muitos problemas ambientais (Luo et al., 2012). Ambiente urbano é singular no sentido

Geoquímica Urbana e Síndrome do Rio Urbano, artigo de Carlos Augusto de Medeiros Filho

  [EcoDebate] Áreas urbanas incorporam características geoquímicas diferentes do ambiente natural (geogênico). As assinaturas geoquímicas de uma zona urbana são influenciadas por distúrbios ou modificações no seu relevo, como também por materiais alóctones incorporados durante a construção e degradação (erosão e intemperismo) das suas infraestruturas. Thornton (1992) assinalou que a geoquímica urbana se refere às complexas relações e interações entre elementos químicos e seus compostos no âmbito urbano; as influências, nesse ambiente,

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