abril 1, 2009
Agroquímicos: O veneno à nossa mesa, por Henrique Cortez
45 anos de uma sexta-feira, artigo de Nilo Sergio Gomes
Receitas Verdes do Novo Ambientalismo, artigo de Carol Salsa
(Aniversário de Marabá) Lembrete aos Errantes, artigo de Raimundo Gomes da Cruz Neto
Pesquisa utiliza o boto-cinza para avaliar a saúde de ecossistemas marinhos
O Planeta necessita que mudemos de modelo de vida. Entrevista com Serge Latouche
Bahia: Mamona atrai produtor, mas não vira biodiesel no Brasil
Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprova Código Ambiental que reduz área protegida
Estudo da Embrapa mostra que a produção de etanol pode reduzir as emissões de gases estufa
abril 1, 2009

[Ecodebate] Nos últimos anos cresce o debate da agricultura orgânica versus a agricultura “tradicional”, aqui entendida como a que utiliza agroquímicos visando aumento de produção e produtividade.
Esta é uma discussão importante que se perdeu em argumentos binários, do tipo ‘os orgânicos são mais caros mas são mais saudáveis’ ou que a agricultura orgânica não possui produtividade suficiente para alimentar o planeta.
A agricultura “tradicional” se orgulha de produzir alimentos mais do que suficiente para alimentar o planeta e a indústria química se orgulha de ter desenvolvido os insumos utilizados para isto.
A agricultura orgânica se orgulha de ser ambientalmente mais amigável e que, eventualmente, seja mais saudável.
Os dois lados podem até estar certos mas, na minha percepção, a questão central não é essa.
abril 1, 2009

Antônio Carlos Muricy, Joaquim Justino Alves Bastos, Homero Souto de Oliveira, Paulo Guerra e outros na Parada da Vitória (24 maio 1964). Arquivo Antônio Carlos Murici / ACM foto 063_1 / CPDOC
[EcoDebate] Há 45 anos, um dia sombrio e estranho, com muitas notícias estranhas, marcou a vida de muita gente, e a minha também. Faltava menos de um mês para completar 14 anos, mas sou incapaz de lembrar-me como foi o dia de meu aniversário, naquele ano também sombrio de 1964. Mas tenho nítida na memória as lembranças daquele dia agitado, cheio de informações desencontradas.
abril 1, 2009

Imagem: Corbis
[EcoDebate] A crise financeira que assola os países desde fins de 2008 proporciona um revolvimento de suas bases econômicas, numa busca incessante de novas e esperançosas acomodações financeiras, sociais, ambientais e culturais que permitam lastrear um novo conceito de sustentabilidade em todo o mundo.
O paradigma em que valores ecológicos se impõem aos valores econômicos serve de alerta para o necessário ajuste do andamento a ser dado ao crescimento sustentável, fundamentado no novo ambientalismo. O Estado do Mundo, anteriormente tido como fruto de um modelo equivocado de economia que insistia em dar certo, precisa acompanhar e incorporar a evolução das idéias interpostas nesse período crítico de inusitadas definições, necessárias ao estabelecimento do novo paradigma ambiental.
abril 1, 2009
No cotidiano da vida ocorrem proposições que provocam ou não ações e relações, questionamentos ou acomodações. Geralmente as proposições que se tornam obrigações para ações são feitas por quem se considera com o poder de determinar para outros cumprirem, sem que haja uma discussão entre as partes: propositor, agentes das ações e supostos beneficiários ou compartilhados.
abril 1, 2009

O boto-cinza é um mamífero marinho que está no topo da cadeia alimentar e, por isso, tende a acumular em seu organismo contaminantes encontrados no ambiente e nos demais seres vivos do ecossistema
Como saber se um ecossistema marinho está saudável ou contaminado por mercúrio? A resposta pode estar no boto-cinza (Sotalia guianensis), um pequeno cetáceo encontrado desde Santa Catarina até a América Central. Em sua dissertação de mestrado, defendida em fevereiro na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), o biólogo Jailson Fulgencio de Moura concluiu que o animal pode funcionar como um indicador da saúde dos ambientes costeiros a partir da análise do teor de mercúrio em seu tecido muscular.
abril 1, 2009

Carvoaria ilegal, em foto de arquivo MMA
Operação “SOS Cerrado” faz busca e apreensão em todo o Norte e Noroeste do Estado
O Ministério Público Estadual (MPE), a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG) deflagraram nesta manhã, dia 31 de março, uma operação, denominada “SOS Cerrado” para identificar e desarticular várias organizações criminosas que fazem parte da denominada “máfia do carvão”. Investigações do Ministério Público revelam que os integrantes dessas organizações formam várias células espalhadas por todo o Norte e Noroeste do Estado, praticando crimes contra a ordem tributária, contra a fé pública, a administração pública, o meio ambiente e outros crimes conexos.
abril 1, 2009

Mancha ou melanoma? – Um grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo método para distinguir entre manchas benignas e melanoma. A técnica consiste em medir diferenças nos níveis de marcadores genéticos.
A novidade conseguiu distinguir entre lesões benignas na pele e melanomas com uma taxa da sucesso superior a 90%. Também teve bom resultado com relação a casos incorretamente diagnosticados. O método deverá ajudar casos mais complexos, uma vez que, segundo os autores do estudo, exames comuns de tecidos, feitos em microscópios, podem ser ambíguos e subjetivos.
abril 1, 2009
Raposa Serra do Sol, a princípio, é um caso resolvido. Mas as condicionantes impostas na votação da questão envolvendo terras indígenas em Roraima também influenciam a vida e a luta de todos os povos indígenas do Brasil. O caso considerado mais problemático atualmente está relacionado aos povos indígenas do Mato Grosso do Sul. Lá, os proprietários de terras (a maioria para produção de cana e pecuária), os políticos e o governo regional travam uma luta desigual, contestando as reivindicações dos povos indígenas. “Produtores e políticos têm se manifestado bastante, conclamando a população a resistir de qualquer maneira”, contou-nos o professor Antonio Brand, na entrevista que segue, concedida por telefone à IHU On-Line.
abril 1, 2009

Imagem: Stockxpert
Serge Latouche, professor emérito de Economia da Universidade de Paris-Sul (Orsay), é um dos teóricos do decrescimento, uma proposta que rechaça o crescimento pelo crescimento e a sociedade de consumo. Convidado pelo Instituto do Território, Latouche alertou, em uma conversa em Valência, para a superexploração do Planeta. Urge uma mudança, razão pela qual, para Latouche, “a crise é uma boa notícia”.
Segue a entrevista que Serge Latouche concedeu a Cristina Vázquez e está publicada no jornal espanhol El País, 30-03-2009. A tradução é do Cepat.
abril 1, 2009
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Mamona em floração. Foto da Wikipédia
Produtores de regiões áridas do país investem na resistente oleaginosa e a vendem para a indústria ricinoquímica, que paga preços mais altos do que a indústria de biodiesel
Semi-árido baiano – A Bahia é historicamente o maior Estado produtor de mamona do país. A cultura, que é uma tradicional alternativa para lugares de pouca chuva, chegou a ocupar 340 mil hectares do território baiano na safra 1984/85, época em que o Brasil ainda dominava o mercado internacional de óleo de rícino, principal destino do produto. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que acompanha o plantio desde 1977.
Apesar de o país ter perdido a liderança do mercado de óleo para a Índia e a China na década de 1990, quando houve uma diminuição significativa da área plantada de mamona na Bahia, a oleaginosa passou a compor a cultura produtiva do sertanejo baiano assim como o milho e o feijão, formando a “tríade de sustentação” da agricultura familiar do semi-árido da Bahia. Por Verena Glass, da Agência Repórter Brasil.
abril 1, 2009

Desmatamento, em foto de arquivo MMA
FLORIANÓPOLIS – A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou na noite de hoje um novo Código Ambiental que diminui a área de preservação determinada pelo Código Florestal Brasileiro. Entre as principais mudanças está a redução da área de proteção das matas ciliares, às margens dos rios, de 30 para 5 metros. No caso das nascentes fluviais, a área cai de 50 para 10 metros. O novo Código foi aprovado por 31 deputados dos 38 presentes no plenário. Os agricultores vibraram com a aprovação do Projeto de Lei 238/2008, que seguirá agora para o governador do Estado Luiz Henrique da Silveira, que deve sancionar a legislação em 30 dias. Matéria de Júlio Castro, da Agencia Estado.
abril 1, 2009

Lula mostrará vantagens do etanol ao G-20 – Estudo da Embrapa aponta trunfo ambiental do etanol – As conversas dos dirigentes dos 20 países mais influentes do mundo, na próxima quinta-feira, em Londres, serão embaladas por uma pesquisa inédita da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará na bagagem para os encontros do G-20 um estudo que mostra como a produção de etanol pode reduzir de forma significativa as emissões de gases causadores do efeito estufa – sem dúvida, um tema caríssimo ao colega americano Barack Obama e a quase todos os mandatários dos países industrializados.
Preparado sob encomenda do Palácio do Planalto, o levantamento da unidade Embrapa Agrobiologia, de Seropédica (RJ), aponta que, mesmo levando-se em consideração todo o processo de produção da cana-de-açúcar, a fabricação do álcool, o transporte, a distribuição e a comercialização do combustível, o etanol brasileiro reduz em 73% a emissão total de dióxido de carbono (CO2), do óxido nitroso presente no nitrogênio de fertilizantes, e do gás metano (liberado pela queima da palha da cana e na vinhaça) na atmosfera. Matéria de Mauro Zanatta, no Valor Econômico, 31/03/2009.
abril 1, 2009

Termelétrica a carvão
Para Pablo Fajnzylber, economista do Banco Mundial, solução da crise climática passa por uma espécie de protencionismo verde
A crise do clima vai aumentar a pobreza no país, diz o relatório “Desenvolvimento Com Menos Carbono”, do Banco Mundial. Para o chileno Pablo Fajnzylber, economista sênior do Bird na América Latina e autor do estudo, investir em eficiência energética, transporte público limpo, energias renováveis e na queda do desmatamento da Amazônia não vai causar “arrependimento em ninguém”. Leia, a seguir, trechos da entrevista.Matéria de Eduardo Geraque, na Folha de S.Paulo, 30/03/2009.










