janeiro 24, 2009
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Falta de regularização fundiária e ambiental no Baixo Parnaíba Maranhense, artigo de Mayron Régis
Relatório alerta para a proximidade de uma severa crise hídrica, por Henrique Cortez
Ibama: Fazenda no Piauí é multada em R$ 1 milhão por depósito de embalagens de agrotóxicos
Ibama: Operações contra pesca predatória somaram mais de R$ 6 milhões em multas em 2008 no ES
SRTE/SP multa Igreja Renascer e Etersul por uso indevido de amianto
O tempo não é o clima. Entrevista com Jeremy Rifkin
A luta contra Belo Monte no Fórum Social Mundial 2009, artigo de Rodolfo Salm
Após saída de Israel, sobram ruínas, prantos e luto na Gaza devastada
Brasil pesquisa alga como combustível
janeiro 24, 2009
[EcoDebate] Um ex-funcionário do senhor Fabio, produtor de soja no município de Milagres do Maranhão, ao reencontrar com seus vizinhos da comunidade de Lagoa Seca transmitiu a seguinte informação: “Que o Ibama obsequiara a fazenda com uma licença para desmatar a Chapada”. O ex-vereador Bernardo Vitor acredita que é apenas uma forma de inibir as comunidades de Lagoa Seca, Várzea de Baixo e Macaco dos Vitor em sua luta de décadas para arrolar mais de três mil hectares de chapada num projeto agro-extrativista.
janeiro 24, 2009

[EcoDebate] A expansão da população mundial, as dietas alimentares e a demanda de água para os processo industriais está criando uma gigantesca “pegada da água“, que pode originar uma crise sem precedentes.
As advertências foram publicadas em um relatório do Instituto do Pacífico, na Califórnia (Pacific Institute in Califórnia), tem como foco central o limite de demanda, um parâmetro relativo ao ponto em que o mundo tem de enfrentar um limite natural para algo assim tratado como infinito.
A demanda humana, através da agricultura, indústria e outros usos, já utiliza cerca de metade da água doce renovável e acessível. Mas, mesmo nesses níveis, o acesso à água ainda é insuficiente, com bilhões de pessoas vivendo sem os mais elementares serviços de água.
janeiro 24, 2009
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Com o apoio da América Latina, Caribe, Bangladesh e Índia, o Brasil conseguiu impedir a análise, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de um acordo que impediria a comercialização de medicamentos genéricos produzidos nos países em desenvolvimento. Iniciativa nesse sentido já vale dentro da União Européia e foi a base para a retenção esta semana, no Porto de Roterdã (Holanda), do genérico indiano Losartan, importado pela farmacêutica brasileira EMS.
Pela iniciativa européia, conhecida como IMPACT (Força Tarefa Internacional contra os Produtos Médicos Falsificados), genéricos só podem ser produzidos com autorização da empresa detentora dos direitos de propriedade intelectual sobre o medicamento. Em reunião em Genebra, ontem (23), os europeus tentaram levar a discussão para a OMS, visando extender o acordo para todo o mundo.
janeiro 24, 2009

Embalagens de agrotóxicos no lixão clandestino
A fiscalização do Ibama no Piauí multou em R$ 1 milhão e embargou atividades na fazenda Irmãos Peteck, que mantinha um lixão de embalagens de agrotóxicos a céu aberto em uma área de 1,5 hectares, no município de Baixa Grande do Ribeiro, a 600 km de Teresina. No local, milhares de embalagens de agrotóxicos eram jogadas próximo a cursos d´água, causando danos ao Meio Ambiente e oferecendo riscos à saúde da população.
janeiro 24, 2009

Redes de pesca apreendidas pelo Ibama
O Núcleo de Controle e Monitoramento do Ibama (NUCOM), responsável por toda a fiscalização do Instituto no Espírito Santo, divulga o número dos totais de apreensões realizadas em 2008 com as Operações Lagosta Legal e Impacto Profundo, ambas contra a pesca predatória. O total das multas aplicadas chegou a mais de R$ 6 milhões.
Foram 6,286 toneladas de pescados confiscados. As apreensões de lagosta chegaram a mais de uma tonelada, as de camarão e peixe a quase duas toneladas e meia cada. Todo o material apreendido durante as ações foram doados para instituições de caridade.
janeiro 24, 2009
O desmatamento na Amazônia entre agosto e dezembro de 2008 caiu 82% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados ontem (23) pela organização não-governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O monitoramento registrou 635 quilômetros quadrados de desmate entre os meses pesquisados, contra 3.433 quilômetros quadrados no mesmo intervalo em 2007.
Em novembro de 2008, os satélites do Imazon detectaram 61 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, área 94% menor do que a registrada em 2007. O tamanho da devastação no mês de dezembro caiu e chegou a 50 quilômetros quadrados, redução de 27% entre 2007 e 2008.
janeiro 24, 2009

Gilles Ferment
O biólogo francês Gilles Ferment é consultor de Biossegurança do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) desde 2007. Possui especializações em Fisiologia Animal e Vegetal, Biologia Molecular e Genética e é Mestre em Ecologia e Gestão Ambiental pela Universidade de Paris 7 – Denis Diderot.
No livro “Biossegurança e o Princípio da Precaução: o caso da França e União Européia“, escrito em linguagem bastante acessível e objetiva, Ferment realiza um estudo comparativo entre os instrumentos para a regulação dos organismos geneticamente modificados no Brasil, na União Européia e na França.
A publicação, 22º volume da Série NEAD Estudos, será lançada no Fórum Social Mundial 2009, no dia 28 de janeiro (confira detalhes na matéria 1 desta edição). Já lançado no III Encontro da Rede de Estudos Rurais e na V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, o livro também tem sua versão eletrônica disponível no Portal NEAD.
Confira, a seguir, entrevista com o autor.
janeiro 24, 2009

Telhas de amianto. Foto do Ciência Hoje Online
Manuseio dessas telhas gera pequenas partículas que podem atingir o pulmão e levar ao adoecimento até 50 anos após a exposição
Nesta quinta-feira (22), a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) notificou e multou a Igreja Renascer em Cristo e a empresa Etersul Coberturas e Reformas por utilizar mais de mil telhas de amianto na cobertura da sede da Igreja.
A lei estadual 12.684/2007 proíbe o uso do amianto em São Paulo, produto considerado perigoso para a saúde e reconhecidamente cancerígeno, segundo a Organização Mundial da Saúde.
janeiro 24, 2009

O crescente mercado de pasta de celusose e papel da China está sendo o mais rápido do mundo. Apesar de que o consumo per capita é menor que dez por cento do volume consumido nos EUA, a China responde por 14 por cento do consumo global de papel. A Jaakko Pöyry tem estimado que o consumo de papel na China aumentaria 4,4 por cento ao ano entre 2000 e 2015. Grande parte desse “consumo” é utilizado em embalagens para mercadorias de importação, o que significa que o consumo de papel real per capita na China é realmente bem menor.
Esse crescimento tem suas conseqüências: com a assessoria e o dinheiro do Banco Mundial, se desenvolveu uma poluidora indústria de pasta e papel em grande escala que consume grandes volumes de água, emprega poucas pessoas e se baseia em vastas áreas de plantações de monoculturas para obter suas matérias primas. A indústria moderna está substituindo a antiga indústria da pasta e do papel que –apesar de poluidora- tinha uma série de aspectos positivos: operava em pequena escala, utilizava matéria prima não madeireira como resíduos de cultivos de arroz e trigo, empregava muitas pessoas e sustentava milhões de granjeiros para os que a venda de palha de trigo para as fábricas locais de papel era uma importante fonte de renda. (Ver Boletim do WRM Nº 83).
janeiro 24, 2009
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Média global mensal e anual perto da superfície. Temperaturas entre 1850 e junho de 2008 em relação à temperatura média no período entre 1961 e 1990, com base nos dados das medições de temperatura do ar de estações meteorológicas. Fonte: HadCRUT.
Um Réveillon com um casaco pesado, alguns aeroportos fechados pela neve e logo o ataque dos ecocéticos: “O aquecimento global (global warming) está enfraquecendo”. Há verdadeiramente uma inversão de tendência? “Na literatura científica internacional, não existe sinal dessas dúvidas”, responde em seu escritório de Washington Jeremy Rifkin, presidente da Foundation on Economic Trends. “Talvez, na Itália, ainda exista alguém que confunda o tempo com o clima. Porém, o conceito é simples: tentarei repeti-lo. Para entender aonde o clima vai, deve-se observar os longos períodos, levar em consideração a sequência dos anos. E desse ponto de vista, o quadro é claro: os anos 80 foram os mais quentes da história da meteorologia, os 90 ganharam dos 80, e este início de século segue a tendência de elevação da temperatura”.
A reportagem é de Antonio Cianciullo, publicada no jornal La Repubblica, 13-01-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
janeiro 24, 2009

Curumim, Terra Indígena Kayapó (Pará). Foto: Antonio Cruz/ABr
“Cada vez mais os crimes contra os índios são apurados e a sociedade está alerta para cobrar mudanças no modo de nos relacionar com as sociedades diferentes. O Brasil hoje se concebe como sociedade pluricultural e multiétnica e isso exige respeito às diferenças”. A constatação é do antropólogo e padre jesuíta Aloir Pacini, em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line, onde fala sobre o assassinato da indígena Paresi Valmireide Zoromará, ocorrido no último dia 10 de janeiro de 2009, e sobre os atos de violência praticados contra os índios de Mato Grosso. Aloir Pacini já presenciou diferentes atos de violência contra os povos indígenas em diferentes momentos e reconhece que “o que está na raiz desta violência e de muitos atos absurdos é a discriminação contra os índios”. Para ele, o governo Lula tem destinado verbas para assistir aos índios, “mas isso não resolveu o problema porque não existe uma estrutura de base para que os recursos sejam adequadamente utilizados”. E conclui: “é bem complexa a atuação junto aos povos indígenas no campo da saúde e da educação e a omissão da Funai em resolver conflitos fundiários é que leva à exacerbação da violência”.
janeiro 24, 2009
[Correio da Cidadania] Participei recentemente de uma reunião muito interessante, preparatória do 9º Fórum Social Mundial, na sede da FVPP (Fundação Viver Produzir e Preservar), em Altamira. Os representantes das populações indígenas, ribeirinhas, extrativistas, dos agricultores e dos movimentos sociais da bacia do rio Xingu pretendem fazer no Fórum uma reedição, ampliada, do encontro Xingu Vivo Para Sempre, realizado aqui em maio do ano passado. E assim, denunciar para o mundo as ameaças ao rio, decorrentes do modelo de desenvolvimento planejado para a região.
janeiro 24, 2009

Mulher palestina chora diante das ruínas de sua casa, em Jabaliya, ao norte de Gaza. Foto de AP/JERRY LAMPEN, no Le Monde
Ruínas, prantos e luto: na Gaza devastada – Nas ruas de Jabaliya, as crianças encontraram uma nova diversão. Elas colecionam fragmentos de projéteis e mísseis. Eles desenterram da areia pedaços de uma fibra compacta que se inflamam imediatamente quando entram em contato com o ar e que eles tentam apagar com seus pés. “É fósforo. Olha como queima”.
Sobre os muros dessa rua, os vestígios esfumaçados são visíveis. As bombas projetaram para todos os lados esse produto químico que incendiou uma pequena fábrica de papel. “É a primeira vez que vejo isso após 38 anos de ocupação israelense”, se espanta Mohammed Abed Rabbo. Em seu terno de três peças, essa figura do bairro está de luto. Seis membros de sua família foram ceifados por uma bomba diante de uma loja, no dia 10 de janeiro. Eles haviam vindo para se abastecer durante as três horas de trégua decretadas por Israel para permitir aos habitantes de Gaza que respirassem. Matéria [Ruines, pleurs et deuil : dans Gaza dévastée] de Michel Bole-Richard, enviado especial a Gaza, do Le Monde.
janeiro 24, 2009
Com alguns anos de atraso, o governo brasileiro começa a dar sinais concretos de que incluirá em sua política energética pesquisas com microalgas para a produção de biocombustíveis.
Estudadas há pelo menos 20 anos em iniciativas independentes de pesquisadores brasileiros, esses vegetais microscópicos entraram no foco do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Se antes as pesquisas se limitavam aos setores de cosméticos e fármacos, o interesse volta-se agora para a produção do biocombustível em escala comercial e viável do ponto de vista econômico. Matéria de Bettina Barros, do Valor Econômico, 22/01/2009
janeiro 24, 2009
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A construção de grandes hidrelétricas constitui um dos eixos de integração para a Amazônia. Obras como a o Complexo do Madeira, em Rondônia; UHE de Estreito, na fronteira do Maranhão com o Tocantins; Complexo de Belo no Monte, Pará são alguns exemplos.
As obras citadas aglutinam num extremo os interesses de grandes corporações nacionais e internacionais, e na outra ponta: indígenas, ribeirinhos, camponeses, extrativistas, quilombolas e outras denominações de populações consideradas tradicionais. O Movimentos de Atingidos por Barragens (MAB) realiza mobilizações e lança campanha em defesa da Amazônia em vários estados da região.










