novembro 7, 2008
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O Bacuri e a Vida nos Cerrados, artigo de Amanda Freire
Relatório denuncia injustiças sociais e ambientais no São Francisco (segunda parte)
A crise financeira e o impacto ambiental. Entrevista especial com Ladislau Dowbor
Reino Unido: morte de 2 bilhões de abelhas custará £54 milhões em perdas na economia
Coordenador da OMS diz que o Brasil precisa aprimorar transporte para melhorar qualidade do ar
BNDES aprova financiamento de R$ 471,5 milhões para 10 PCHS em Minas Gerais e Santa Catarina
Entrevista com Michael Jenkins: Conservação da natureza pode ser lucrativa
O desmatamento da Floresta Amazônica, artigo de Humberto Angelo
A humanidade já consome mais recursos naturais do que o planeta é capaz de repor
novembro 7, 2008
[The Bacuri and Life in the Cerrado, article by Amanda Freire]
O Bacuri é uma das grandes arvores que compõe o imenso patrimônio que nos pertence, em quanto humanidade e em quanto brasileiros. Sua beleza e magnificência se inserem com graça nas paisagens amazônicas e do cerrado. Sua distribuição geográfica é ampla, mas vendo sem ameaçada pela continua mudança no uso das terras. Isso porque o Bacuri, de um lado, não é mais que um magnificente obstáculo aos olhos de vidro de quem vê na terra um simples pano de fundo para produzi e comercializar monoculturas visando ao puro lucro.
novembro 7, 2008
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[Report denouncing social and environmental injustice in São Francisco river, part 2]

‘ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO’ NA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO: O TRAÇADO DE CONFLITOS E INJUSTIÇAS SOCIAIS E AMBIENTAIS
Articulação Popular pela Revitalização do São Francisco
Sobradinho 16 de outubro de 2008
(Continuação)
CONCLUSÕES E PROPOSTAS
Podemos fazer seguinte resumo dos problemas do São Francisco e suas causas variadas (33):
1 – Desmatamento: Nos Cerrados, onde estão localizados os principais afluentes do São Francisco, para produção do carvão vegetal utilizado na siderurgia e produção de grãos, sobretudo soja, e de 96% das matas ciliares das margens, causando erosão, desbarrancamento e assoreamento, além da morte de nascentes. Os riscos de desertificação já são evidentes em alguns pontos da Bacia.
novembro 7, 2008
[The financial crisis and the environmental impact. Special interview with Ladislau Dowbor]

Imagem: Stockxpert
A crise financeira surge em meio à outra crise, tão relevante para nossas vidas quanto o problema econômico: a crise ambiental. No entanto, os problemas previstos com a questão do clima no mundo suscitaram debates, discussões e pouca adesão. Porém, a crise financeira promoveu uma mobilização mundial para reestabilizar o mercado mundial. Segundo o professor Ladislau Dowbor, que concedeu a entrevista a seguir, por telefone, à IHU On-Line, precisamos “colocar o problema das finanças no plano de fundo do reequilibramento da desigualdade planetária e no financiamento da problemática ambiental”. Dowbor analisou a relação entre as duas crises, as emergências para repensar o meio ambiente a partir do que será construído para reorganizar o mercado financeiro e também sobre as oportunidades que surgem para a natureza a partir da crise no sistema econômico. “Há uma gigantesca esperança com a eleição do Obama porque os Estados Unidos, como economia mais forte do planeta, generalizou políticas que eram contrárias ao ambientalismo, políticas unilaterais sem consulta, o desprezo pelas Nações Unidas e sistemas multilaterais de governança. Tudo isso, junto com políticas irresponsáveis na área de energia de finanças, gerou um buraco negro para o planeta”, afirmou.
novembro 7, 2008
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[Ibama apprehends soy illegally planted within the limits of Parque Nacional Nascentes do Rio Parnaíba]

06-11-2008-Carvoaria irregular no município de Riachão das Neves no Oeste Baiano-BA. Foto:Jefferson Rudy/MMA.
Depois do boi, o Ministério do Meio Ambiente começou a apreender e destinar a leilão também a soja pirata. O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc participou, na manhã desta quinta-feira (6), de uma ação de fiscalização na região oeste da Bahia que localizou 700 hectares de plantio de soja dentro dos limites do Parque Nacional Nascentes do Rio Parnaíba, no município Formosa de Rio Preto. O fazendeiro Haroldo Uemura foi autuado em flagrante e multado em R$ 440 mil. Toda a produção e os tratores encontrados no local foram apreendidos e serão postos à venda. O dinheiro arrecadado será aplicado na recuperação das áreas degradadas.
novembro 7, 2008
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[UK: Death of 2 billion bees will cost £ 54 million in losses in the economy, by Henrique Cortez]

Centenas de apicultores, em 5/11, realizaram uma manifestação em Downing Street, sede do governo britânico, para exigir imediata ação governamental. Bilhões de abelhas do Reino Unido já morreram de causas ainda desconhecidas e os apicultores exigem saber por que razão.
Uma em cada três colônias de abelhas foi perdida ao longo do ano passado. Receia-se que não seja possível evitar a perda de dois bilhões de abelhas neste inverno (no hemisfério norte), o que seria uma grande redução da quantidade total destes vitais polinizadores. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.
novembro 7, 2008
[Saúde Brasil 2007: Study of the Ministry of Health indicates that diseases of modernity are the biggest killers in Brazil]

O diretor do Departamento de Análises de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio, divulga os resultados do Saúde Brasil 2007, publicação que traça o perfil da mortalidade no país Foto: Marcello Casal Jr./ABr
Uma pesquisa divulgada ontem (6/11) pelo Ministério da Saúde aponta que as chamadas doenças da modernidade são as que mais matam homens e mulheres no Brasil. A publicação Saúde Brasil 2007 revela crescimento no número de mortes provocadas por doenças crônicas e violentas. As doenças do aparelho circulatório – associadas à má alimentação, ao consumo excessivo de álcool, ao tabagismo e à falta de atividade física – lideram o ranking.
novembro 7, 2008
[Coordinator of WHO says that Brazil needs to improve transportation to improve air quality]

O Brasil está caminhando em uma direção muito definida, mas o grande desafio é reduzir os índices de poluição do ar, melhorando o sistema de transporte nas grandes metrópoles, compatíveis com uma qualidade do ar muito boa, afirmou o médico e coordenador do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Carlos Dora, um dos participantes do Seminário Internacional Políticas Públicas e Padrões de Qualidade do Ar na Macrometrópole Paulista, no dia 5/11, em São Paulo.
novembro 7, 2008
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[BNDES approves funding of R$ 471.5 million for 10 PCHS in Minas Gerais and Santa Catarina]
A diretoria do BNDES aprovou financiamento de R$ 471,5 milhões para a construção de 10 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), em Minas Gerais e Santa Catarina, controladas pela Empresa de Investimento em Energias Renováveis S.A (Ersa). A construção das usinas vai gerar quatro mil empregos diretos e indiretos.
A participação do Banco equivale a 60,9% do investimento total, de R$ 774,2 milhões, e inclui as instalações de transmissão necessárias à interligação das usinas ao sistema brasileiro. O BNDES tem em carteira 83 projetos de PCHs, que somam 1,6 mil MW, com financiamentos de R$ 4,6 bilhões e que possibilitaram investimentos de R$ 7,5 bilhões.
As 10 PCHs, que possuem capacidade individual instalada inferior a 30 MW e área de reservatório menor do que 3 quilômetros quadrados, terão, em conjunto, potência instalada de 137 MW. A energia será suficiente para abastecer uma população de cerca de 1,4 milhão de pessoas.
novembro 7, 2008
[contamination by uranium in surface water and groundwater in Caetité, BA: Fiocruz investigates cases of diseases in the region]
A Fundação Oswaldo Cruz (Ficruz) foi contratada, por licitação, pelas Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) para fazer estudos epidemiológicos em Caetité.
O coordenador do estudo, o médico pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Arnaldo Levy Lassance Cunha, disse a A TARDE que o estudo visa “estabelecer uma possível relação entre a exposição à radiação ionizante e o perfil de mortalidade da região”. Por Cláudio Bandeira, cbandeira@grupoatarde.com.br, do A Tarde, BA, 06/11/2008.
novembro 7, 2008
[contamination by uranium in surface water and groundwater in Caetité, BA: Church seeks cases of cancer among the families]
Pároco de Caetité e Lagoa Real estimula população dos municípios a informar sobre casos de câncer ocorridos na região, sob suspeita de contaminação. Objetivo é suprir falta de dados sobre causas de óbitos
Numa iniciativa que poderia ser considerada “epidemiologia popular”, a que se referem autores como Joan Martinez Alier, em seu livro O Ecologismo dos Pobres, o pároco de Caetité e Lagoa Real (a 757 km e 731 km da capital), Osvaldino Alves, decidiu buscar junto às famílias informações sobre os casos de câncer ocorridos na região. Por Maiza de Andrade, mandrade@grupoatarde.com.br, do A Tarde, BA, 06/11/2008.
novembro 7, 2008
[Interview with Michael Jenkins: nature conservation can be profitable]

Trecho da floresta amazônica
Por muito tempo, o discurso em defesa do meio ambiente tentava sensibilizar as pessoas pela importância que matas, rios e biodiversidade têm para toda a humanidade, seja no seqüestro de carbono, na regulação do clima, no fornecimento de água limpa e até mesmo na eventual possibilidade de se encontrar em plantas e animais a cura para as mais diversas doenças.
O pensamento continua o mesmo, mas agora se percebeu que o apelo tem de ser mais pragmático. É necessário pagar para poder conservar. E também é possível lucrar com conservação. O tema é explorado em caderno especial que circulou com a edição desta quinta-feira, 6, no O Estado de S. Paulo. Abaixo, está a íntegra da entrevista sobre o assunto concedida ao Estado por Michael Jenkins, ambientalista e presidente da ONG Forest Trends. Por Giovana Girardi, de O Estado de S. Paulo.
novembro 7, 2008
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[Preservation of the Amazon should pay US$ 260 billion. Interview with Paulo Moutinho, Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia)]

Trecho da floresta amazônica
SÃO PAULO – “Se não criarmos um mecanismo de mercado que remunere as pessoas pela opção que elas fazem de manter e conservar a floresta, ainda acho que será possível manter florestas tropicais ao redor do mundo”, diz o pesquisador Paulo Moutinho, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), em entrevista para o caderno especial sobre meio ambiente que circula nesta quinta-feira, 6, com O Estado de S. Paulo, Conservação Lucrativa. Giovana Girardi, de O Estado de S. Paulo.
novembro 7, 2008
[The deforestation of the Amazon rainforest, article by Humberto Angelo]

Desmatamento na Amazônia, foto de arquivo EcoDebate
[Jornal do Brasil] O desmatamento na Amazônia brasileira tem ocupado a agenda ambiental do país. No entanto, a problemática não se restringe apenas à Amazônia – todos os demais ecossistemas brasileiros sofrem com este problema, em maior ou menor magnitude.
Há evidências de que a degradação florestal na Amazônia tem se ampliado nos últimos anos. Em setembro, foram registrados 587 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados mostram que uma área comparada a 60 mil campos de futebol está sendo desmatada, mensalmente, na Amazônia. Tais valores não somente preocupam, mas também representam uma perda econômica e ambiental imensa para a sociedade brasileira.
novembro 7, 2008
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[Humanity already consumes more natural resources than the planet is able to restore]

Imagem: Stockxpert
O colapso é visível nas florestas, oceanos e rios. O ritmo atual de consumo é uma ameaça para a prosperidade futura da humanidade
A exploração dos recursos naturais da Terra permite à humanidade atingir patamares de conforto cada vez maiores. Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza, sempre se aproveitou como se o dote fosse inesgotável. Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos recursos naturais dos quais o homem depende para manter seu padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto – e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado na semana passada pela ONG World Wildlife Fund dá a dimensão de como a exploração dos recursos da Terra saiu do controle e das conseqüências que isso pode ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não mais dá conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela. Por Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira, Revista VEJA, Edição n° 2085.










