Rio+20: Thomas Lovejoy teme que crise econômica mundial tire o foco dos problemas ambientais

  O cientista norte-americano Thomas Lovejoy, estudioso da Floresta Amazônica há mais de quatro décadas e reconhecido mundialmente pela atuação em defesa do meio ambiente, teme que a crise econômica mundial tire o foco dos problemas de longo prazo relacionados à biodiversidade. Segundo ele, alguns países não estão dando a devida importância aos problemas relacionados à deterioração do meio ambiente. "A crise mundial é um problema de momento, o que distrai alguns

O maior desafio de nossa espécie é manter o planeta habitável, artigo de Thomas Lovejoy

  "O planeta funciona como um sistema biofísico que modera o clima (mundial, continental e regional) e forma o solo e sua fertilidade. Os ecossistemas oferecem uma variedade de serviços, inclusive o fornecimento de água limpa e confiável. A diversidade biológica é uma biblioteca viva essencial para a sustentabilidade. Cada espécie representa um conjunto de soluções único para uma série de problemas biológicos e pode ser de importância crítica ao avanço

Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno para sua sobrevivência, diz Thomas Lovejoy

  Limite próximo – A Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno para sua sobrevivência, devido a uma combinação de fatores que incluem aquecimento global, desflorestamento e queimadas que minam seu sistema hidrogeológico. A advertência foi feita por Thomas Lovejoy, atualmente professor da George Mason University, no Estado de Virgínia, EUA, no primeiro dia do simpósio internacional FAPESP Week, em Washington, nesta segunda-feira. O biólogo Lovejoy, um dos mais importantes

Parâmetros para a biodiversidade, na visão de Thomas Lovejoy

Ambientalista norte-americano diz que as metas de 2010 para a redução da perda de biodiversidade mundial, estabelecidas pela Convenção sobre Diversidade Biológica, ainda não foram atingidas por nenhum dos 190 países signatários As metas de 2010 para a redução significativa da perda de biodiversidade e da taxa de extinção dos organismos vivos do planeta, estabelecidas pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), ainda não foram atingidas por nenhuma das 190 nações que

Contragolpe no ecossistema, artigo de Thomas Lovejoy

"Para todo lado que se olhe, a natureza vem apresentando reações de ruptura jamais observadas pela ciência" [O Estado de S.Paulo] Dirigentes nacionais e outros líderes reúnem-se em Copenhague para as negociações sobre mudanças climáticas, confrontando um quadro que parece uma nuvem mistificadora de siglas, números e dados. Mas, por importantes que estes possam ser para esboçar um plano de ação, obscurecem o fato de que o planeta funciona ao mesmo

Commodities agrícolas foram as grandes responsáveis por incêndios na Amazônia, segundo estudo

  Pesquisa aponta frigoríficos e produtores de soja com maior risco de serem associados a queimadas Commodities agrícolas foram as grandes responsáveis por incêndios na Amazônia, segundo estudo que cruza dados da Nasa com cadeias de suprimentos das empresas por Marcelo Coppola* Em agosto do ano passado, imagens dos incêndios na Amazônia atraíram a atenção do mundo todo. Chefes de governo, organizações multilaterais, ambientalistas e celebridades manifestaram preocupação com o futuro da maior floresta

Bolsonaro ignora o meio ambiente e o que a ciência diz

    “Bolsonaro ignora o meio ambiente e o que a ciência diz”. Entrevista com Thomas Lovejoy IHU Conselheiro de três ex-presidentes americanos e estudioso da Amazônia desde 1965, o biólogo Thomas Lovejoy alerta para efeitos irreparáveis do desmatamento. Em entrevista, ele classifica o trabalho do Inpe de impecável. Conselheiro ambiental dos ex-presidentes americanos Ronald Reagan, Bill Clinton e George W. Bush e ex-conselheiro-chefe do Banco Mundial para biodiversidade, o biólogo Thomas E. Lovejoy estuda a Amazônia desde 1965. Conhecido como o "padrinho da biodiversidade" por popularizar o termo na década

Sobre o tal ‘marxismo científico’; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Jornal da UNICAMP TEXTO LUIZ MARQUES FOTOS WILSON DIAS | AGÊNCIA BRASIL EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA Uma das bandeiras mais aguerridas do bolsonarismo é o combate ao “marxismo cultural”, o que não deixa de ser duplamente intrigante, porque o rebanho de Bolsonaro nunca leu Marx e, obviamente, não faz a menor ideia do que seja cultura. Na realidade, ninguém sabe muito bem o que é esse bicho-papão que os assombra. Segundo o verbete

Alastra-se o rechaço a Bolsonaro; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Alastra-se o rechaço a Bolsonaro JORNAL DA UNICAMP TEXTO LUIZ MARQUES FOTOS REPRODUÇÃO EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA Bolsonaro deflagrou uma Blitzkrieg contra a sociedade brasileira e a natureza. Mas a sociedade começou a se mobilizar para derrotá-lo, política, científica e ideologicamente. O dia 15 pode e deve vir a ser mais um passo importante na demonstração para a sociedade de que, como escreve Jânio de Freitas, “a vida pública de Bolsonaro é demarcada pela ideia

A Amazônia está se aproximando de um ponto sem retorno, mas não é tarde demais

  A Amazônia e o ponto de não retorno World Economic Forum* As florestas do mundo estão encolhendo. Por anos, eles resistiram a um grande impacto humano. Mas de acordo com um novo estudo publicado na revista Science Advances , eles podem estar chegando a um ponto de crise. Se o desmatamento ultrapassar 20% de sua propagação original, a Floresta Amazônica terá atingido o “ ponto de não retorno” . No estudo, Thomas Lovejoy

Estudos ambientais na Amazônia devem estar integrados a questões socioeconômicas

    Maria Fernanda Ziegler, de Washington | Agência FAPESP A Amazônia está em transição. A alternância entre períodos de secas seguidos por cheias, uma das características principais da região, está mais espaçada. Estima-se que a cada década a temporada de estiagem ganhe 6,5 dias, ou um mês de seca a mais a cada 40 anos. Houve também o crescimento de 30% do fluxo do rio Amazonas, na altura da cidade paraense de Óbidos.

Cientistas alertam que floresta Amazônica reduziu a capacidade de absorção de carbono, chegando à quase zero

  As apresentações dos palestrantes do Workshop Amazônia estão disponíveis no link http://www.fapesp.br/eventos/amazon-workshop/pt   Por Cimone Barros – Inpa Fotos: Fernanda Farias (capa), Cimone Barros, Ingrydd Ramos e Letícia Misna   Fundamental para a estabilidade do clima do planeta, a floresta amazônica, que até alguns anos absorvia carbono em quantidades muito significativas, do ponto de vista de balanço de carbono total, reduziu essa capacidade e hoje está chegando à zero. Os cientistas consideram a situação preocupante. Em

Decrescimento, parte 3/6: Colapso da biodiversidade; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Trata-se do terceiro de uma série de seis artigos sobre as crises socioambientais contemporâneas e suas possíveis soluções ou mitigações numa perspectiva de decrescimento administrado. Resumo: (1) A biodiversidade é a "infra-estrutura" que suporta toda a vida no planeta. O foco do artigo é o exame de um aspecto central do atual declínio da biodiversidade terrestre, qual seja, a remoção e degradação das florestas tropicais, habitat da grande maioria das espécies vegetais

Dissociar o Estado das corporações e associar ciência e política; análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  JORNAL DA UNICAMP TEXTO LUIZ MARQUES FOTOS REPRODUÇÃO | SHUTTERSTOCK EDIÇÃO DE IMAGEM LUIS PAULO SILVA Em 1972, Barbara Ward e René Dubos escreveram, por encomenda de Maurice Strong, o documento preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano realizada naquele ano em Estocolmo. Esse documento foi publicado na forma de um livro, intitulado Only One Earth: The Care and Maintenance of a Small Planet. Seu primeiro capítulo concluía-se com essas

Preservação da Amazônia é fundamental para a manutenção do seu ciclo hidrológico

  Preservação da Amazônia é fundamental para a manutenção do seu ciclo hidrológico. Entrevista especial com Thomas Lovejoy IHU Quando o biólogo norte-americano Thomas Lovejoy iniciou suas pesquisas na Amazônia brasileira, em 1965, “havia somente 3% de desmatamento e uma população de três milhões, incluindo os indígenas”. Hoje, mais de 50 anos depois, “o desmatamento oficial está em 17%, mas, além disso, a floresta está degradada (próxima ao ponto de inflexão) em mais de 50% somente na Amazônia brasileira”,

Dia Internacional da Mulher: A relevância permanente das contribuições socioambientais de Wangari Maathai, por Sucena Shkrada Resk

Quando em 25 de setembro de 2011, a queniana Wangari Maathai faleceu, devido a um câncer, escrevi no dia seguinte um artigo a respeito de sua trajetória de vida (veja também abaixo, artigo: Wangari Maathai: um exemplo a seguir), como manifestação de respeito ao importante legado que esta ativista deixou ao continente africano, ou melhor, ao planeta, foi algo natural. Praticamente sete anos depois, nas proximidades do Dia Internacional da Mulher e

Desmatamento na Amazônia pode atingir limite irreversível, com mudanças para vegetação rala e esparsa e baixa biodiversidade

  Com mudanças climáticas e uso indiscriminado do fogo, se o nível de desflorestamento atingir entre 20% e 25% o ciclo hidrológico do bioma pode ser severamente degradado, alertam cientistas Por Elton Alisson, Agência FAPESP     O desmatamento da Amazônia está prestes a atingir um determinado limite a partir do qual regiões da floresta tropical podem passar por mudanças irreversíveis, em que suas paisagens podem se tornar semelhantes às de cerrado, mas degradadas, com

O último século das florestas tropicais? Análise de Luiz Marques (IFCH/Unicamp)

  Jornal da UNICAMP “As florestas são o lar de mais de 80% de todas as espécies terrestres” [I]. A maior parte dessa biodiversidade concentra-se nas florestas tropicais [II]. Há estimativas de que as florestas tropicais podem abrigar mais da metade das espécies terrestres do planeta, grande parte delas vivendo na canópia das árvores. E. O. Wilson, por exemplo, contou 43 diferentes espécies de formigas em uma única árvore na Amazônia peruana,

Sem estudo de impacto ambiental e econômico, projeto chinês de canal da Nicarágua preocupa especialistas

Mapa: Nicaragua Community   Em uma manhã recente, o professor Jorge Lopez e um amigo estavam pescando à beira do rio Brito, na Nicarágua, a pouco mais de um quilômetro do oceano Pacífico. Ele apontou para a curva do rio estreito e disse: “Há macacos bugios, crocodilos e papagaios por todo o curso d’água. Seria terrível perder tudo isso”. A reportagem é de Chris Kraul, publicada originalmente no sítio Yale Environment 360 e republicada

Pesquisa sobre a influência do desmatamento na Floresta Amazônica vira modelo mundial

    Experiência na Amazônia vira modelo mundial para pesquisas - Nature destaca o projeto concebido por Thomas Lovejoy e desenvolvido em cooperação entre Inpa e Smithsonian, que estuda as influências do desmatamento sobre a fauna e a flora da Floresta Amazônica Um projeto científico iniciado há 35 anos em plena Floresta Amazônica gera frutos ao redor do planeta. Um experimento milionário desenvolvido por uma equipe internacional na ilha de Bornéu, na Ásia,

Top