abril 2, 2009

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Estatísticas de acesso ao EcoDebate, em março de 2009

Os acessos ao EcoDebate mantêm a sua curva de crescimento, graças ao apoio e generosidade de nossos(as) leitores(as), colaboradores(as) e articulistas.

Este é o resultado de um esforço coletivo, do esforço de diversas pessoas para que o Ecodebate tenha um conteúdo relevante, centrado em temas ligados às questões sócio-ambientais, dosando cidadania e meio ambiente como questões centrais dos grandes debates. Ao mesmo tempo procuramos manter uma atualizada editoria de ciências e saúde.

Mas, nosso esforço e cuidado, nada significaria sem o apoio de nossos(as) leitores(as), colaboradores(as) e articulistas. A todos expressamos o nosso reconhecimento e os nossos agradecimentos.

Abaixo apresentamos um resumo dos acessos no mês de março de 2009. A série histórica está disponível, no formato PDF, na nossa página de estatísticas.

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abril 2, 2009

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Ambientalistas pretendem frear MP que autoriza venda de terras sem licitação na Amazônia

Organizações não-governamentais (ONGs) e parlamentares da bancada ambientalistas deverão dificultar a aprovação da Medida Provisória 458, que autoriza a transferência de terras na Amazônia sem licitação. A MP já está trancando a pauta de votações da Câmara.

O Plenário deverá analisar o relatório do deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA), apresentado no último dia 18, que ampliou as possibilidades de transferência de terras da Amazônia sem licitação previstas no texto enviado pelo governo, inclusive com redução da reserva legal (percentual de floresta original que deve ser mantido nas propriedades) e autorização para compra por pessoas jurídicas.

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abril 2, 2009

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Pará: Sema e Ibama identificam fraudes na atividade florestal

Em novembro de 2006, quando o Ibama transferiu a gestão florestal para a Sema, o governo estadual baixou um decreto instituindo um prazo de 90 dias para que as empresas cadastradas no Ceprof demonstrassem sua documentação. Boa parte não se manifestou.

Atualmente existem 2.800 empresas cadastradas no sistema. Uma revisão feita pela Sema, visando aperfeiçoar o sistema, identificou que de 2000 empresas cadastradas no sistema, 458 (23%) estão sem licença; 964 (48%) com licenças de operação vencida ou a vencer e 502 (25%) com licenças válidas e 39 tiveram o registro cancelado por outros motivos.

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abril 2, 2009

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Pesquisadora desenvolve processo e fortalece potencial do uso de fungos para degradação de garrafas PET

admin

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fungos

Fungos da biodegradação – A aluna da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Kethlen Rose Inácio da Silva desenvolveu um processo para a degradação de garrafas à base de polietileno tereftalato (PET) por meio de fungos.

O trabalho de pesquisa sobre a biodegradabilidade de polímeros sintéticos por ação de microrganismos conhecidos como “basidiomicetos de podridão branca”, cultivados em resíduos agroindustriais com diferentes fermentações, correspondeu à dissertação de Kethlen, que teve apoio da FAPESP na modalidade Bolsa de Mestrado e foi apresentada no fim de janeiro na FEA. Tais fungos têm sido objeto de diversos estudos, por conta de sua capacidade de degradação de materiais.

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abril 2, 2009

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Substituição de energia térmica por eólica pode reduzir custo da energia produzida

eólica

A substituição de 4 mil megawatts (MW) de energia produzida por usinas térmicas ao longo de dez anos pela mesma quantidade de energia eólica (energia dos ventos) pode resultar em um valor médio da energia de R$ 17,00 por megawatt/hora (MWh), em vez de R$ 60,00 por MWh previstos pelo governo no Plano Decenal de Energia Elétrica.

A projeção da empresa PSR Consultoria foi apresentada, no dia 31/03, em um fórum promovido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE), na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). “A diferença de custo entre uma opção eólica e uma opção térmica convencional, do tipo gás natural, mostra que o preço da energia diminui violentamente”, disse à Agência Brasil o diretor da PSR, Jorge Trinkenreich.

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abril 2, 2009

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Descoberto novo método para análise de DNA de insetos fossilizados ou preservados em museus que não destrói os espécimes

inseto fossilizado

Fósseis preservados – Um importante problema com a análise genética de organismos fossilizados é que a extração do DNA implica a eventual destruição dos espécimes. Mas um novo estudo destaca que é possível retirar DNA antigo e conservar as valiosas peças.

Publicado na edição desta quarta-feira (1º/4) no PLoS ONE, revista eletrônica de acesso aberto, o método de extração foi aplicado em insetos fossilizados em sedimentos de gelo e pertencentes a um museu.

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abril 2, 2009

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Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) defende ‘economia global verde’ junto ao G20

acesso à água
Ajuda ao desenvolvimento não deveria sofrer em função do desvio de recursos para ‘pacotes nacionais’

“Não vamos pagar pela crise de vocês” é um dos lemas das manifestações contra a cúpula financeira internacional do G20 em Londres. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) também defende nova economia.

De Londres a Berlim, de Frankfurt a Viena: milhares de pessoas têm ido às ruas das grandes cidades europeias, demonstrando a insatisfação generalizada perante os chefes de governo e Estado dos países que formam o G20. Na Alemanha e na Áustria, um dos dizeres estampados pelos manifestantes em cartazes e faixas deixava claro a fúria do contribuinte: “Não vamos pagar pela crise de vocês”.

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abril 2, 2009

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14% dos municípios estiveram em situação de emergência por estiagem ou seca em 2007 e 3% por a enchentes, inundação ou alagamentos

admin

bacias

Muita água, pouca água – No encerramento do mês em que se comemorou o Dia Mundial da Água (22/3), a Agência Nacional de Águas (ANA) apresentou a primeira edição do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil.

A quantidade e a qualidade das águas brasileiras e a situação da gestão desses recursos até 2007 estão detalhadas na publicação, que deverá ser atualizada anualmente.

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abril 2, 2009

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Comissão de Agricultura da Câmara aprova derrubada de Mata Atlântica por produtor

desmatamento em floresta

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 2441/07, que permite ao pequeno produtor rural derrubar árvores da vegetação primária da Mata Atlântica, de forma sustentável, para uso exclusivo em sua propriedade, como na construção de casa ou galpão. De autoria do deputado Celso Maldaner (PMDB-SC), a proposta também permite, em caráter excepcional, o corte, a supressão e a exploração da vegetação secundária em estágio avançado de regeneração por pequenos agricultores.

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abril 2, 2009

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O debate sobre os biocombustíveis é demagógico. Entrevista com Jaime Terceiro

biocombustível ou comida?

Os especialistas advertem que a crise ameaça a luta contra a mudança climática. Temem que se desviem dos esforços para a recuperação de um crescimento econômico baseado na superexploração do Planeta.

“É preciso abordar a mudança climática o quanto antes, ou as consequências serão arriscadas e caras”, vaticina Jaime Terceiro. O professor de Economia apresentou o seu livro A economia da mudança climática [ainda sem tradução para o português], que pretende transmitir algumas ideias sobre como enfrentar os problemas econômicos derivados do aquecimento global.

Segue a entrevista que Jaime Terceiro concedeu a Cristina Castro e está publicada no jornal espanhol El País, 30-03-2009. A tradução é do Cepat.

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abril 2, 2009

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O arroz transgênico da Bayer em debate. O Brasil vetará? Entrevista especial com Gabriel Fernandes

Recentemente, a audiência pública encarregada de decidir a liberação do cultivo de arroz transgênico no Brasil votou a favor da população, da saúde e do meio ambiente, recusando a plantação nas lavouras brasileiras. Segundo o agrônomo Gabriel Fernandes, “a maior parte dos membros da CTNBio é favorável à liberação dos transgênicos e defende por princípio que a engenharia genética é segura”. Apesar de manter essa posição, depois de ouvir integrantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Comissão rejeitou o produto.

A decisão representa uma vitória para os combatentes da transgenia, pois, depois de liberados no meio ambiente, não há como controlar os transgênicos. Como a soja e o milho, o arroz geneticamente modificado também pode infectar outras culturas do alimento, explica o pesquisador. Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, Fernandes destaca que, caso tivesse sido liberado, o arroz transgênico iria “contaminar o arroz vermelho, tornando-o também resistente ao herbicida da Bayer”. Além disso, destaca, iria afetar “outros parentes silvestres que ocorrem no território brasileiro”. O arroz vermelho cultivado no Rio Grande do Sul já é resistente ao herbicida Only, da Basf, e, caso fosse liberado o arroz da Bayer, corria-se o risco de “ter arroz vermelho resistente aos dois herbicidas, o que seria um desastre para os produtores”, aponta.

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abril 2, 2009

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Interesse da Bayer não é o arroz transgênico, mas sim o agrotóxico

Aumento na contaminação do meio ambiente e alimentos com mais agrotóxico na mesa do brasileiro. Estes são alguns dos prejuízos que seriam gerados pelo arroz transgênico trazido pela transnacional Bayer ao país e que teve sua primeira prova de fogo em uma audiência pública realizada no último dia 18, em Brasília.

Até mesmo entidades ligadas ao agronegócio, geralmente favoráveis aos geneticamente modificados, se colocam contrárias à liberação do arroz transgênico. Na entrevista a seguir, o coordenador da Campanha de Transgênicos da organização não-governamental Greenpeace, Rafael Cruz, fala sobre os interesses econômicos que estão em jogo na não-aprovação da variedade, que não é plantada em nenhum outro país. Também questiona o real motivo que fez a Bayer levar o arroz para avaliação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Entrevista de Raquel Casiraghi, na Agência de Notícias Chasque.

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abril 2, 2009

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TJ isenta prefeito de multa por lançar esgoto sem tratamento no rio Sorocaba

Rio poluído por esgoto doméstico e industrial, em foto de arquivo
Rio poluído por esgoto doméstico e industrial, em foto de arquivo

O Tribunal de Justiça de São Paulo isentou a prefeitura de Votorantim, no interior de São Paulo, de pagar multa diária de 8 salários mínimos por lançar esgoto sem tratamento no rio Sorocaba. Acumuladas e corrigidas, as multas chegavam a R$ 1 milhão. O TJ entendeu que o município deve tomar as medidas para despoluir o rio dentro de suas possibilidades. A decisão pode beneficiar dezenas de prefeituras que ainda lançam esgoto sem tratamento em mananciais e, por isso, foram acionadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). A Procuradoria Geral de Justiça do Estado entrou com recurso. O caso deve ser analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Matéria de José Maria Tomazela, da Agencia Estado.

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abril 2, 2009

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Metas contra o desmatamento na Amazônia devem aumentar cobrança sobre o Brasil

desmatamento

O Brasil pode chegar a 2020 como um dos líderes em iniciativas de combate ao aquecimento global, por ter a maior floresta tropical do planeta e a uma matriz energética limpa. Mas antes terá de enfrentar o ceticismo da comunidade internacional em relação à forma como lida com seu principal ativo nessa área: a Amazônia.

Um importante passo para a conquista dessa credibilidade foi a adoção, em dezembro do ano passado, de metas específicas contra o desmatamento na região. O plano prevê uma redução de 70% nas derrubadas até 2017 e o fim do desmatamento até 2040.

Mas especialistas afirmam que, apesar de voluntárias, as metas despertarão ainda mais a vigilância internacional em relação ao que acontece na Amazônia, o que pode colocar o Brasil em posição de destaque entre países emergentes que não assumiram compromissos. Matéria de Fabrícia Peixoto, da BBC Brasil em Brasília.

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abril 2, 2009

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Alemanha autoriza testes para injeção de CO2 no subsolo

admin

injeção de CO2 no subsolo
Visão geral dos diferentes métodos de estocagem de CO2 em formações geológicas profundas: 1) armazenamento em reservatórios de petróleo e gás vazios; 2) uso de CO2 para otimizar a extração de petróleo e gás; 3) formações salinas no mar (a) e no continente (b); 4) uso de CO2 para otimizar a extração de metano ou gás em camadas de carvão (arte: IPCC, no Ciência Hoje On-line).

A tecnologia foi criticada por algumas organizações ambientalistas , por conta do risco de vazamentos

O governo alemão aprovou um projeto de lei que permitirá o desenvolvimento de um programa de testes em três depósitos para o armazenamento subterrâneo permanente do dióxido de carbono, o principal gás causador do efeito estufa, gerado por usinas produtoras de eletricidade.

“As centrais elétricas de carvão só têm futuro se forem prejudiciais para o meio ambiente”, afirmou o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, na companhia do ministro da Economia, Karl-Theodor zu Guttenberg.

A tecnologia, chamada Captura e Armazenagem de Carbono (CCS, na sigla em inglês) pode, na opinião de Gabriel, oferecer uma nova perspectiva para as centrais termelétricas que queimam carvão. Matéria da Agência EFE.

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