dezembro 5, 2008
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Movimentos sociais querem novo modelo de desenvolvimento
Enchentes em Santa Catarina: crônica de desastre anunciado
Enchentes em Santa Catarina: Clima incerto e tragédia previsível
Uma reflexão sobre a Tragédia em Santa Catarina
floresta zero: Entidades ambientalistas se retiram das negociações sobre o Código Florestal
A crise financeira global e a necessidade de uma economia mais sustentável
trabalho degradante: Fiscais resgatam 284 cortadores de usinas de prefeito eleito
Plano Nacional sobre Mudanças do Clima é insuficiente para lidar com desafios brasileiros
Juiz federal mantém suspensão das obras de Jirau e manda fazer novos estudos de impactos ambientais
‘O mundo segundo a Monsanto’: Hegemonia de uma gigante sob suspeita
dezembro 5, 2008
Nós do MST, ao lado de centrais sindicais, organizações de estudantes, movimentos populares e entidades da sociedade civil, construímos um documento com preocupações acerca do atual quadro social e econômico do país e propostas para a superação da crise econômica mundial. Defendemos que o país deve mudar a política macroeconômica de natureza neoliberal e construir um novo modelo de desenvolvimento nacional, baseado na distribuição de renda, na geração de emprego e no fortalecimento do mercado interno. Na semana passada, participamos de reunião com o governo federal e aproveitamos a oportunidade para apresentar o documento, assinado por mais de 50 entidades, com propostas para o nosso país diante da crise.
dezembro 5, 2008
Luiz Alves (SC) – Casa destruída por deslizamento de terra causado pelos temporais que atingiram o município no Vale do Itajaí, em Santa Catarina Foto: Wilson Dias/ABr
As chuvas torrenciais que caíram em tempo recorde sobre o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, no Sul do país, vão engrossar os registros históricos. Elas fazem parte de uma estatística de enchentes – e de tragédias – que não é de hoje. As enchentes e conseqüentes tragédias são notícias ainda da primeira metade do século XIX, atravessam todo o século XX e entram forte no século XXI. Por exemplo, num período de 24 anos (1980-2004) só na cidade de Blumenau foram 32 inundações.
dezembro 5, 2008

Santa Catarina – Foto enviada por leitores da região afetada pelas chuvas Foto: Foto Divulgação/ABr
A relação entre as mudanças climáticas globais e os fenômenos que deixaram mais de uma centena de mortos e cerca de 80 mil desabrigados em Santa Catarina é ainda uma incógnita. Mas a relação entre a tragédia e o fracasso das políticas de acesso à moradia e de ocupação do espaço urbano é uma certeza, de acordo com Wagner da Costa Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP).
dezembro 5, 2008
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Santa Catarina – Foto enviada por leitores da região afetada pelas chuvas Foto: Foto Divulgação/ABr
As imagens de morros caindo, de desespero e morte, de casas, animais e automóveis sendo tragados por lama e água, vivenciadas por centenas de milhares de pessoas no Vale do Itajaí e no Litoral Norte Catarinense nos últimos dias, são distintas, e muito mais graves, das experiências de enchentes que temos na memória, de 1983 e 1984.
dezembro 5, 2008

Coincidindo com o início da conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Poznan (Polônia), a ONG Oxfam International, apresentou um relatório que alerta que cerca de 300 milhões sofrerão com inundações, se a temperatura, até o final do século, aumentar em 4°C.
A ONG apela por uma mudança nas negociações, para um futuro acordo sobre as mudanças climáticas, que inclui três objetivos principais. O primeiro é a de manter o aumento médio global da temperatura abaixo de 2°C. “Isso requer que as emissões globais de CO2 diminuam até o ano 2015 e que ocorra uma redução de, pelo menos, 80% até 2050, relativamente aos níveis de 1990″.
dezembro 5, 2008

Desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA
Stephanes propõe anistia a desmatador – Ministro da Agricultura e parlamentares ruralistas argumentam que lei atual inviabiliza agronegócio; ONGs criticam novo projeto
Uma proposta do Ministério da Agricultura e de parlamentares ruralistas para alterar o Código Florestal não só libera o plantio de dendê e outras espécies exóticas em áreas destinadas à recuperação de floresta nativa na Amazônia como anistia os produtores de todo o país que plantaram em áreas de preservação permanente (APPs) até 31 de julho do ano passado. Matéria de Afra Balazina, da Folha de S.Paulo, 04/12/2008.
dezembro 5, 2008

Desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA
Entidades ambientalistas criticam proposta do Ministério da Agricultura e pedem ao presidente seriedade por parte do governo
As principais organizações ambientalistas que atuam na Amazônia divulgaram nota hoje (4) anunciando que vão se retirar das negociações do Código Florestal. A decisão é uma resposta ao projeto apresentado pelo ministro da Agricultura, Reynhold Stephanes, que prevê a anistia aos desmatadores e a redução da reserva legal na Amazônia.
dezembro 5, 2008
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Imagem: Stockxpert
A GM é o tipo de empresa assentada na matriz energética fóssil, no caso o petróleo, e que, mais dia menos dia, estará com os dias contados, sem contar os graves problemas ambientais resultantes deste tipo de energia.
Urge, pois, apostar numa nova economia que seja mais sustentável ecologicamente. Essa nova e outra economia deve se basear sobre uma nova matriz energética, sobre a criação de outro tipo de empregos. Além disso, deverá questionar as bases de compreensão do que seja riqueza.
dezembro 5, 2008

Imagem: Stockxpert
É o que se pode depreender da análise do sociólogo Zygmunt Bauman em entrevista ao La Repubblica, para quem “os poderes que decidem sobre a qualidade da vida humana e sobre o futuro do planeta são hoje globais”, e “esperar que os indivíduos encontrem e coloquem em prática soluções individuais para problemas produzidos pela sociedade no seu complexo” é um erro. Segundo ele, os problemas que enfrentamos nos territórios locais, como a crise financeira e climática, entre outros, são de origem global e, portanto, as resoluções dos mesmos passam pela criação de uma agenda política planetária e instituições políticas globais eficazes e dotadas de recursos que lhes permitam enfrentá-los.
dezembro 5, 2008
Trabalhadores de dois engenhos (Barra D´Ouro e Poço) pertencentes a Beto da Usina, eleito pelo PDT em Palmares (PE), foram encontrados em condição degradante pelo grupo móvel. Verbas rescisórias ainda não foram pagas
O grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 284 cortadores de cana dos engenhos Barra D´Ouro e Poço, da Usina Vitória Agrocomercial Ltda, propriedade de José Bartolomeu de Almeida Melo (PDT), o Beto da Usina, prefeito eleito nas últimas eleições. A empresa fica no município de Palmares (PE), a 120 km da capital Recife. Matéria de Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.
dezembro 5, 2008
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Queimada na Amazônia, em foto de arquivo MMA
O WWF-Brasil reconhece a preocupação do governo brasileiro com a questão do clima, ao apresentar o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima, porém não é o suficiente para lidar com os grandes desafios oferecidos pelo tema. A falta de uma meta geral de redução de emissões de gases de efeito estufa para o país, que seja mensurável, reportável e verificável, conforme os padrões da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, e a ausência de um período definido para que sejam atingidas são algumas das principais fragilidades do documento.
dezembro 5, 2008

Rio Madeira, em foto de arquivo
O juiz federal Élcio Arruda, da 3ª Vara Federal, indeferiu nesta quarta-feira (3) os pedidos de reconsideração apresentados pelo Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para tentar modificar a decisão do mesmo magistrado que suspendeu a licença para a instalação parcial da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. Desta forma, fica mantida a suspensão da obra.
dezembro 5, 2008

As polêmicas em torno da biotecnologia, que contempla os Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) – ou simplesmente transgênicos, ganharão ingrediente a mais no Brasil, nesta semana, para “apimentar” as discussões sobre os eventuais danos que as novas tecnologias podem causar à saúde humana e ao meio ambiente. Denúncias que envolvem corrupção, suborno, negligência sanitária, contrabando, abuso de poder econômico etc. associadas a depoimentos de vítimas e de pessoas envolvidas nos vários e fortes episódios supostamente provocados pela Monsanto compõem o livro “O mundo segundo a Monsanto”, de autoria da jornalista francesa Marie-Monique Robin, divulgado com exclusidade à Gazeta Mercantil.










