março 18, 2010

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Índice da edição de 18/03/2010

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Estudos comprovam que Belo Monte seria economicamente inviável devido à sazonalidade, artigo de Telma Monteiro

Ladainhas habituais, artigo de Bruno Peron

Filme ‘Educação’ aborda dilemas da juventude, artigo Benedicto Ismael C. Dutra

MMA anuncia revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos

Pesquisa associa concentração atmosférica de poluentes a mortes em Piracicaba

Queimadas em Campos, RJ: Usinas ficam proibidas de fazer uso do fogo na monocultura da cana-de-açúcar

Ruralistas reagem a lista ‘exterminadores do futuro’ criada pela SOS Mata Atlântica com apoio da bancada verde

Pau-rosa é incluído no Anexo II da Cites e terá controle internacional mais rigoroso

Encontrados restos mortais que podem ser da guerrilha do Araguaia

Atos de violência entre adolescentes namorados são mais comuns do que se imagina

Hidrelétrica de Manso. ‘50 mil hectares de terra debaixo d’água para uma pequena geração de energia’. Entrevista especial com Paulo Fernandes

Crise Alimentar: Novo desastre ameaça Haiti, artigo de Jacques Diouf

‘Tea Party’ reanima nacionalismo xenófobo nos Estados Unidos

Alfredo Astiz, repressor da ditadura argentina, ameaça tribunal que o julga por crimes contra a humanidade

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março 18, 2010

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Estudos comprovam que Belo Monte seria economicamente inviável devido à sazonalidade, artigo de Telma Monteiro

[EcoDebate] Um documento de 2006, elaborado por dois especialistas do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)[1], analisou o custo-benefício social da hidrelétrica Belo Monte e demonstrou que o empreendimento não seria viável economicamente e que não produziria a energia firme de 4.700 MW que consta dos estudos de viabilidade da Eletrobrás (2002), mas apenas 1.172 MW. O modelo utilizado pela Eletrobrás, segundo os pesquisadores, só seria válido para o complexo de cinco hidrelétricas no rio Xingu proposto inicialmente.

A importância de se formular uma estratégia energética sustentável é apresentada logo na introdução do documento. Há uma espécie de provocação para que a sociedade questione com mais propriedade a verdadeira necessidade de se construir novas mega-barragens.

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março 18, 2010

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Ladainhas habituais, artigo de Bruno Peron

admin

[EcoDebate] Estas últimas semanas trouxeram fatos ébrios e nefastos para a consolidação do desejo – ainda de poucos – de uma fraternidade desinteressada, responsável e universal.

Não foi necessário sintonizar o televisor nos programas que exibem a violência barata no Brasil.

Desde o ponto de vista do percurso humanitário rumo a uma nova escala evolutiva, desastres naturais e desmandos do homem corroboram a tese de que a natureza não suportará por muito tempo.

O exercício singelo de observar a grande geradora vital nos ensina que a derrubada da árvore nos tira a sombra e a liberação de gases contaminantes nos entorpece a respiração.

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março 18, 2010

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Filme ‘Educação’ aborda dilemas da juventude, artigo Benedicto Ismael C. Dutra

[EcoDebate] O filme “Educação“, dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig, se passa na cidade de Londres, nos anos 60, antes do advento da cultura de massa. A jovem protagonista, Jenny, interpretada por Carey Mulligan, dedicava-se intensamente aos estudos, embora não entendesse porque deveria estudar latim, uma língua que caminhava para sua extinção. Ela se questionava muito sobre a validade das matérias que faziam parte do currículo.

De uma família simples, com uma mãe animada e um pai preocupado com as contas e envolvido na educação da filha, Jenny não se descuida dos estudos, tendo sempre respostas acertadas para as perguntas de sua ponderada professora.

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março 18, 2010

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MMA anuncia revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos

Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Água (22 de março), o Brasil vai começar a revisar o atual Plano Nacional de Recursos Hídricos. O anúncio foi feito ontem (17) pelo secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa.

Segundo ele, o trabalho terá a participação da Agência Nacional de Águas (ANA) e da sociedade civil. De acordo com o secretário, nos últimos anos, o país tem priorizado ações no setor e a água deixou de ser vista apenas como um recurso natural.

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março 18, 2010

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Pesquisa associa concentração atmosférica de poluentes a mortes em Piracicaba

Queimada em plantação de cana. Foto MP/GO
Queimada em plantação de cana. Foto MP/GO

Estudo desenvolvido na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) revela a associação entre a concentração atmosférica de material particulado – partícula sólida muito pequena, similar à poeira – e taxas de óbito por doenças dos aparelhos circulatório e respiratório na cidade de Piracicaba. Segundo o autor da pesquisa, o cirurgião-dentista Telmo Bittar, essas variações se devem a reações provenientes da queima de combustíveis fósseis – atividade realizada pelas indústrias siderúrgicas – e, principalmente, da queima da palha da cana-de-açúcar na região.

“Os resultados do nosso estudo estão em concordância com os encontrados na literatura nacional e internacional. Quanto maior a variação de material particulado, maior a chance de óbito por doenças relacionadas a problemas do aparelho circulatório”, explica Bittar, que destaca outro aspecto interessante da pesquisa, relacionado à umidade relativa do ar. Segundo ele, há uma influência direta na concentração atmosférica do particulado e a umidade do ar pois, nos meses mais úmidos, a tendência é de que o material particulado se sedimente, enquanto nos meses mais secos, este tende a suspender-se.

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março 18, 2010

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Queimadas em Campos, RJ: Usinas ficam proibidas de fazer uso do fogo na monocultura da cana-de-açúcar

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Queima de área de cana para colheita. Crédito: CTC / Inpe
Queima de área de cana para colheita. Foto: CTC / Inpe

A partir de uma ação civil pública, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) conseguiu suspender temporariamente a utilização de queimadas como parte do processo de colheita da cana-de-açúcar nas áreas de Campos de Goytacazes. A decisão liminar foi proferida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região em recurso impetrado pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, autor da ação, que discordou da liminar parcial concedida pelo juiz de 1ª instância que limitava em apenas 10% a área na qual as queimadas deveriam acabar.

A pedido do MPF, o TRF suspendeu a licença e as autorizações expedidas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e pelo Instituto do Meio Ambiente (Inea) que permitiam o uso do fogo na monocultura da cana-de-açúcar pelas usinas.

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março 18, 2010

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Ruralistas reagem a lista ‘exterminadores do futuro’ criada pela SOS Mata Atlântica com apoio da bancada verde

Uma campanha lançada na última semana pela organização não governamental SOS Mata Atlântica deu início a um novo round na briga entre ruralistas e ambientalistas no Congresso Nacional. Batizada de “Exterminadores do Futuro”, a iniciativa da ONG vai listar políticos que “agem contra o meio ambiente”.

Na mira estão, por exemplo, parlamentares que defendem a flexibilização de leis ambientais, como o Código Florestal.

A bancada ruralista reagiu e pretende entrar no Conselho de Ética da Câmara contra os parlamentares que apoiam a criação e divulgação da lista de “exterminadores”. O presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), disse que a primeira representação será contra o colega Sarney Filho (PV-MA), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista.

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março 18, 2010

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Pau-rosa é incluído no Anexo II da Cites e terá controle internacional mais rigoroso

Um exemplar jovem de pau-rosa, cuja madeira e óleo têm cheiro semelhante ao da flor. (Foto: Divulgação/O Eco)
Um exemplar jovem de pau-rosa, cuja madeira e óleo têm cheiro semelhante ao da flor. (Foto: Divulgação/O Eco)

A proposta do Brasil de incluir o Pau-rosa (Aniba rosaeodora) na lista de espécies controladas foi aprovada hoje, por unanimidade, pelas delegações dos países presentes à 15ª Reunião da Convenção Internacional sobre Espécies da Flora e Fauna Ameaçadas de Extinção (COP 15 da Cites) em Doha, no Catar. Isto significa que todos os países signatários da Convenção ajudarão o Brasil no combate ao comércio ilegal desta espécie.

De acordo com o diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, José Humberto Chaves, que compõe a delegação brasileira em Doha, o Brasil apresentou a proposta de inclusão da espécie no Anexo II da Cites porque houve um intenso desaparecimento das populações naturais do Pau-rosa nos estados do Pará, do Amapá e em grande parte do estado do Amazonas, ocasionado por uma intensa exploração. “É uma espécie que possui uma regeneração natural lenta e existe um intenso comércio ilegal voltado para sua exportação”, afirma Chaves.

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março 18, 2010

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Encontrados restos mortais que podem ser da guerrilha do Araguaia

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A descoberta foi feita por parentes de um guerrilheiro e por equipe formada pelo MPF após novas informações sobre sepultamentos em Brejo Grande do Araguaia

Restos humanos que podem ser de um guerrilheiro do Araguaia foram encontrados por familiares de um dos guerrilheiros. O local das ossadas fica em Brejo Grande do Araguaia, a 90 quilômetros de Marabá, no Pará, e é conhecido como Tabocão.

O achado foi possível depois que familiares do guerrrilheiro Antônio Teodoro de Castro (que usava o codinome Raul na guerrilha) conversaram com um informante que não quer se identificar nem falar com as autoridades. Ele apontou vários locais onde poderiam estar sepultados guerrilheiros.

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março 18, 2010

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Atos de violência entre adolescentes namorados são mais comuns do que se imagina

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Provavelmente os adolescentes não se dão conta, mas as agressões entre casais não se limitam a adultos casados: elas podem ocorrer também entre jovens namorados. Foi o que revelou um trabalho realizado por pesquisadores do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde (Claves) da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Para investigar a prevalência e as formas de violência entre jovens no Brasil, os pesquisadores consultaram 3.205 estudantes de 15 a 19 anos de 104 escolas públicas e privadas.

Para exercer domínio sobre o parceiro, o adolescente busca controlar o comportamento do outro, as roupas que ele usa, os nomes na agenda do celular, os acessos a redes virtuais de relacionamento, as pessoas com quem conversa e as formas de expressar afeto pelos amigos.

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março 18, 2010

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Hidrelétrica de Manso. ‘50 mil hectares de terra debaixo d’água para uma pequena geração de energia’. Entrevista especial com Paulo Fernandes

Instalada há nove anos, no município de Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, a Hidrelétrica de Manso trouxe consigo diversos problemas para a população que habita a região. Desde sua construção, a hidrelétrica atingiu mais de mil famílias ribeirinhas. Na última semana, cansados de esperar o cumprimento de um Termo de Acordo Global, feito em 2005, e que ainda não foi cumprido pela empresa estatal Furnas, cerca 800 agricultores atingidos por barrragens ocuparam a área da hidrelétrica. É sobre esta ação que conversamos com o coordenador do MAB-MT, Paulo Fernandes. Em entrevista, por telefone, para a IHU On-Line, Fernandes explica que, desde o abandono do termo, a empresa de Furnas comprou somente 40% das terras do assentamento, deixando mais de 700 famílias praticamente na miséria. “As famílias que foram reassentadas estão largadas há mais de três anos em barracos de lona. As demais terras ainda não foram compradas, e só existem promessas. É aquela história, ‘devo, não nego e pago quando puder’. Estamos levando dessa maneira”, lamenta Fernandes.

A expectativa dos atingidos, segundo Fernandes, é que o resto das terras sejam compradas imediatamente para a sobrevivência das famílias. “Na última reunião, eles disseram que uma ONG, chamada Cândido Rondom, irá criar um projeto de assentamento. O prazo é de oito meses para fazer o projeto, dar entrada no Ministério do Meio Ambiente e ver se será aprovado ou não. E se não aprovam isso, como ficará a situação das famílias?”, questiona.

Confira a entrevista.

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março 18, 2010

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Crise Alimentar: Novo desastre ameaça Haiti, artigo de Jacques Diouf


“Mercado” central em Port-au-Prince, Haiti. Foto: UN Photo/Marco Dormino

[Correio Braziliense] Mais de dois meses após o cataclísmico terremoto que matou mais de 220 mil pessoas no Haiti, uma nova tragédia paira sobre os haitianos se eles não receberem ajuda imediata. O dano físico ao país, com a capital, Porto Príncipe, e as vilas ao redor em ruínas, é imediatamente visível a olho nu. Menos óbvio, mas tão verdadeiro quanto, é a ameaça de uma crise alimentar causada pelo colapso do setor agrícola haitiano.

Portanto, a prioridade absoluta agora é ajudar os agricultores do Haiti a produzir seus próprios alimentos, entregando sementes, ferramentas e outros insumos para que pelo menos 100 mil famílias rurais estejam preparadas para a temporada de plantio de primavera, que começa em março e é responsável por 60% da produção anual de alimentos no país. Outras 100 mil famílias urbanas precisam receber ajuda para produzir legumes e verduras para o próprio consumo.

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março 18, 2010

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‘Tea Party’ reanima nacionalismo xenófobo nos Estados Unidos

'Tea Party' reanima nacionalismo xenófobo nos Estados Unidos. Foto de W. Salter, no HuffingtonPost.com
Foto de W. Salter, no HuffingtonPost.com

Em 1773, um grupo de colonos disfarçados de índios atirou ao mar no porto de Boston um carregamento de chá, em protesto pelo monopólio colonial do transporte e comércio do produto. A historiografia pátria consagrou aquele modesto motim como um dos primeiros atos de rebeldia contra a metrópole britânica, que acabaram por conduzir à guerra de independência. E a presidência de Barack Obama funcionou curiosamente como galvanizador de um nacionalismo xenófobo que se faz chamar de “Movimento do Tea Party”, que, ainda sem líderes oficiais nem aparato, já reúne milhões de seguidores.

Os movimentos “nativistas”, ou de busca de essências patrióticas incorruptíveis, nunca andam longe da superfície na vida política norte-americana. A fundação dos EUA não se realizou como a Revolução Francesa, em nome da humanidade para fazer tábua rasa do passado, e sim para recriar no Novo Mundo um suposto governo parlamentar de gente acomodada, que as despóticas autoridades coloniais violavam; queria ser uma restauração. Reportagem de Miguel Ángel Bastenie, El País.

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março 18, 2010

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Alfredo Astiz, repressor da ditadura argentina, ameaça tribunal que o julga por crimes contra a humanidade

O 'anjo loiro da morte'. Retrato do sequestrador quando jovem. Foto no Blog Os Hermanos
O ‘anjo loiro da morte’. Retrato do sequestrador quando jovem. Foto no Blog Os Hermanos

O ex-capitão da Marinha Alfredo Astiz, repressor emblemático da ditadura argentina (1976-83), ameaçou nesta quarta-feira o tribunal que o julga por crimes contra a humanidade e acusou o governo de pressionar os juízes para condenar os militares que atuaram nessa época.

“Os juízes tentam se eximir de responsabilidade amparando-se em uma pretensa obediência devida, fato pelo qual deverão ser julgados quando voltarem a imperar as instituições da República”, advertiu Astiz no banco dos réus ao desconsiderar a competência do tribunal e acusá-lo de ser pressionado pelo governo da presidente Cristina Kirchner. Reportagem da AFP.

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março 17, 2010

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Índice da edição de 17/03/2010

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Para quem precisa de…, artigo de Montserrat Martins

Alerta aos prefeitos com lixões, artigo de Ana Echevenguá

Dois pesos distintos: retaliação e subsídio do grande capital, artigo de Bruno Lima Rocha

O Amor Gaico, artigo de Rodrigo Mendes Rodrigues

Mapa da Injustiça Ambiental e Saúde é apresentado à sociedade civil

Indústrias que usam carvão vegetal terão até 2013 para deixar de comprar carvão de mata nativa do Cerrado

Presidente Lula sanciona decreto do Zoneamento Ecológico-Econômico(ZEE) do Oeste do Pará

Associação Riograndense de Imprensa (ARI) promove Fórum sobre gestão ambiental

Unesp disponibiliza livros digitais gratuitos de olho na difusão do conhecimento

Pesquisa mostra que 73% dos pais concordam com restrição à publicidade infantil

Demografia e Decrescimento. Entrevista especial com José Eustáquio Diniz Alves

Gestão sustentável da água é desafio global

Pesquisadores se mostram preocupados com o excesso dos chamados interferentes endócrinos na água

Um freio aos agroquímicos: Justiça de Santa Fe, Argentina, manteve firme a sua proibição de utilizar glifosato

Lobby contrário à suspensão de exportações do atum vermelho divide posições na convenção Cites

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março 17, 2010

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Para quem precisa de…, artigo de Montserrat Martins

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[EcoDebate] Refrão que é um “clássico” da MPB, dos Titãs, “polícia, para quem precisa de polícia”, teria o mesmo valor irônico se trocasse a pergunta de polícia para política: “política, para quem precisa de… política”.

A maior parte das pessoas que conheço não gostam de assuntos políticos, mas reconhecem eles são importantes porque a outra alternativa – sem políticos – seria uma ditadura. Como na música dos Titãs, muitas pessoas não querem comentar assuntos de polícia, mas você não consegue imaginar sua vida sem ela.

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março 17, 2010

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Alerta aos prefeitos com lixões, artigo de Ana Echevenguá

[EcoDebate] Lendo a manchete do jornal ‘A Crítica’, de Tubarão-SC: “Laguna: Prefeito em exercício quer cobrança de taxa dos municípios que depositam lixo no aterro sanitário no município”1, pensei com meus botões: vamos à urna pra escolher nossos algozes.

Eles assumem o poder e ficam matutando o dia inteiro em como arrancar dinheiro dos nossos bolsos. No caso de Laguna, não deu certo o aumento de 35% sobre o IPTU 2010, ele quer tirar dinheiro dos outros munícipes que mandam seu lixo pro lixão de Laguna.

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março 17, 2010

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Dois pesos distintos: retaliação e subsídio do grande capital, artigo de Bruno Lima Rocha

[EcoDebate] Aqueles que acompanham meus artigos sabem o quanto sou crítico do governo de Luiz Inácio. No ex-sindicalista que afirmou nunca haver sido de esquerda, bato justamente por esse lado da moeda e da sociedade. Ao mesmo tempo entendo que cabe a um analista reconhecer o factual contundente e ao menos apontar aquilo que considera correto. Assim o fiz quando o Brasil recebeu ao presidente hondurenho deposto na embaixada em Tegucigalpa e repito o gesto nesse momento, quando o Estado brasileiro trilha o multilateralismo tão apregoado pelos EUA e consegue aprovar uma retaliação contra a potência bélica do planeta. Façamos o reconhecimento pontual sem abrir das críticas pela assimetria.

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março 17, 2010

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O Amor Gaico, artigo de Rodrigo Mendes Rodrigues

O Amor Gaico, artigo de Rodrigo Mendes Rodrigues

Estesia[1] como azimute[2] a re-educação: a busca de um amor ‘Gaico’[3] (por: Rodrigo Mendes Rodrigues[4])

[EcoDebate] Uma catástrofe que exalta, fazendo o mau uso da palavra, uma grandiosa ‘tragédia’: a angústia do caminhar para morte, fatalidade existencial para a qual não somos educados no conviver do viver. Essa angústia somente parece de menor intensidade em virtude do cotidiano vertiginoso, da rotina coletiva, do tempo escasso para reflexões, o que gera uma visualização embaçada, distante do eu observador…

São lançadas propostas como a necessária redução em cinqüenta por cento da emissão de gases (clorofluorcarbonetos – os CFCs). Mas o que não alvitra, as questões que ficam esquecidas, são as necessárias transformações de nosso valores, “normas, princípios ou padrões sociais aceitos ou mantidos por indivíduo, classe, sociedade[s], etc.”. (FERREIRA, p. 2044)

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