Para líderes religiosos, crimes de intolerância estão associados à discriminação racial

    Intolerância religiosa Lideranças de matrizes africanas consideram que o preconceito racial influencia atitudes radicais "A intolerância religiosa ocorre por conta daqueles que dizem que atuam em nome de Deus, da religião, mas eles querem mesmo é dominar. Não é intolerância religiosa, é racismo mesmo. É dominação", diz Makota Valdina Embora a Constituição Federal estabeleça que a liberdade de crença é inviolável e assegure o livre exercício dos cultos religiosos, o Brasil ainda testemunha

Brasil não avançou no enfrentamento concreto ao racismo, diz ativista

    Brasil não avançou no enfrentamento concreto ao racismo, diz ativista Os números não deixam espaço para dúvidas: entre as mulheres brasileiras, as negras estão em desvantagem. Elas estudam menos, têm salários menores, são as maiores vítimas do desemprego, sofrem mais violência e têm menor representatividade política. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, 17,7% das mulheres brancas tinham ensino superior completo. Entre as pretas e pardas (termos

Conheça 7 mitos sobre as cotas raciais

  As políticas afirmativas têm muitos opositores, mas será que eles têm razão em suas críticas?     As cotas sociorraciais nas universidades públicas já são uma realidade há pelo menos uma década e ganharam, em 2012, o impulso da Lei de Cotas, que em 2016 reservará 50% das vagas para estudantes negros e oriundos da escola pública.  No entanto, muitos ainda insistem em criticar esse instrumento de inclusão social e reparação de dívidas históricas

Racismo em números e cifra, por Cátia Guimarães

    Pesquisas que analisam a inserção no mercado de trabalho mostram que as desigualdades entre negros e brancos permanecem, e em alguns casos se aprofundam, no Brasil. Eles ocupam os empregos mais precários. Os mais mal remunerados também. E, como se não fosse bastante, quando o país é abalado por uma crise econômica, como agora, eles são ainda os mais atingidos pelos crescentes níveis de desemprego. ‘Eles’ e ‘elas’ são nada mais

Especialistas cobram mais espaço para crianças negras na mídia

  Por Kariane Costa A Semana Nacional pela Democratização da Comunicação começou nesta segunda-feira (19) e vai motivar debates em todo o país. Um dos aspectos que mais preocupam professores e especialistas é a baixa representação de crianças nos meios de comunicação. Ildete Batista dá aula para crianças de cinco anos em uma escola no Distrito Federal. Ela afirma que as questões raciais aparecem principalmente no momento de disputa e durante as brincadeiras.

Racismo na infância e nas escolas existe e precisa ser enfrentado, dizem especialistas

  Racismo na infância e nas escolas existe e precisa ser enfrentado, dizem especialistas O estudante Anderson Ramos passou boa parte da 4ª série (hoje 5º ano) sendo chamado de “macaco”, “preto fedido”, “sujo” e ouvindo “piadas” por causa do cabelo crespo. As ofensas vinham de colegas da escola que, assim como ele, tinham 10 anos. O menino relatava os casos para a professora, que nada fez, e para a mãe, que

MPF afirma que existe racismo institucional do sistema de justiça e segurança no Brasil

    Segundo dados apresentados em audiência no Senado, jovem negro tem duas vezes maior probabilidade de ser preso que jovem branco   O procurador federal dos Direitos do Cidadão adjunto, Luciano Mariz Maia, participou de audiência no Senado sobre a situação atual dos direitos humanos no Brasil e no Mercosul. Segundo ele, dados sobre a população carcerária revelam um racismo institucional do sistema de justiça e segurança: "um racismo não percebido, não estudado,

Preconceito velado e desvelado contra os haitianos, artigo de Rosana Schwartz

    [EcoDebate] São Paulo, a cidade que nunca para de crescer e que recebe em confraternização indivíduos migrantes e imigrantes, desde o século XIX. Passados 200 anos, ainda revela suas complexas construções históricas. Comportamentos advindos de um passado moderno e arcaico ao mesmo tempo, impregnam os espaços visíveis (bairros centrais - classes médias e abastadas) e invisíveis (periferias) da cidade. Como mosaico de múltiplas cores, valores, culturas e comportamentos, a terra

Ação do MPF contra Editora Abril, por reportagem discriminatória contra minorias étnicas, é retomada

    Decisão do TRF-3 derrubou sentença que extinguia processo; Procuradoria pede indenização de R$ 1 milhão por reportagem discriminatória contra minorias étnicas A 26ª Vara Cível Federal, na capital paulista, terá que dar prosseguimento à ação civil pública que o Ministério Público Federal ajuizou contra a Editora Abril por danos morais coletivos. O processo se deve a uma reportagem discriminatória contra minorias étnicas publicada em maio de 2010 na revista Veja. A

Quanto mais se nega a existência de racismo, mais ele se propaga, diz ministra

"Quanto mais se nega a existência do racismo no Brasil, mais esse racismo se propaga", diz a ministra da Seppir, Nilma Gomes, em entrevista sobre os 5 anos do Estatuto da Igualdade Casos recentes de preconceito racial, como o de Kaillane Campos, de 11 anos, que levou uma pedrada na cabeça, no Rio de Janeiro, depois de sair de um culto de candomblé, e o da jornalista Maria Júlia Coutinho, a

Negros e religiões africanas são os mais discriminados, mostra Disque 100

  De 2011 a 2014, do total das 504 denúncias, 213 informaram a religião atacada. Em 35% desses casos, trata-se de religiões de matriz africanaArquivo/Agência Brasil   Em uma quarta-feira, por volta das 16h, o pai de santo Sumbunanji de Kavungo, fazia, em frente à sua casa, no Recife, os rituais tradicionais do candomblé. Oferecia a Exu, guardião dos caminhos e das direções, água, farofa amarela e branca e ovos. Ali começou uma

Preconceito e injúria racial no Brasil contemporâneo, artigo de Rosana Schwartz

[EcoDebate] O Brasil contemporâneo presencia uma crise política e a rejeição aos modelos de sociedade, guardiãs de estruturas políticas ultrapassadas, que não conseguem proporcionar vida cotidiana digna para todos os cidadãos. Durante a década de 70, nas entranhas do crescimento do Estado Autoritário brasileiro, a necessidade de mudança para um Estado Democrático cristalizou a necessidade de organização e ação dos sujeitos/participantes em movimentos organizados. A centralidade estava na efetivação dos

Homofobia deve ser julgada como crime de racismo, diz PGR

    Janot propõe interpretar a Lei de Racismo para tipificar comportamentos discriminatórios e preconceituosos contra a população LGBT   A homofobia e a transfobia devem ser julgadas como crime de racismo. Esse é entendimento defendido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Janot, deve-se interpretar a Lei 7.716/89/89 (Lei de Racismo) para tipificar como crime de racismo comportamentos discriminatórios e preconceituosos contra a população LGBT. A

Jovens negros são mais vulneráveis à violência no Brasil, mostra relatório

    Dados do relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial 2014 mostram que a população negra entre 12 anos e 29 anos é a principal vítima da violência. O estudo, divulgado ontem (7), mostra que os estados onde o jovem negro corre mais risco de exposição à violência estão na Região Nordeste. Alagoas tem o maior coeficiente do Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) – Violência e Desigualdade Racial,

Racismo e ‘branquitude’ na sociedade brasileira. Entrevista com Lia Vainer Schucman

    O racismo é crime no Brasil, previsto pela Constituição Federal, nos termos do Artigo 5º, Inciso XLII. “A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”, diz o texto. No entanto, ao longo do ano passado, manifestações abertas de racismo multiplicaram-se nas redes sociais e nos espaços públicos, pondo em xeque a cômoda ideia da “democracia racial” brasileira. Esse racismo estava

27/01, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto – Sobrevivente brasileiro relata memórias do campo de Auschwitz

      Lúcia Müzell A Europa celebra os 70 anos do fim de um marco trágico da história recente, o campo de concentração de Auschwitz, onde pelo menos 1,1 milhão de pessoas foram exterminadas. Apesar da idade avançada, os sobreviventes do Holocausto não cansam de relatar os horrores vividos no local, que se transformou em um dos museus mais importantes sobre a Segunda Guerra Mundial. Depois de ser obrigado a andar quilômetros sob a

Intolerância entre brasileiros, artigo de Bruno Peron

    [EcoDebate] Há muita intolerância no Brasil. É contraditório que, numa gleba de convívio na diferença, seus meio-cidadãos se comportem como se estivessem frente a alienígenas de mesma nacionalidade. Com esta afirmação, não me refiro somente às divisões econômicas entre ricos e pobres, que todos conhecemos. Penso naquelas diferenças que herdamos das tradições culturais do país e também nas que deixaremos à posteridade se não usarmos bom senso e razão para

Racismo, futebol e o livre mercado do ódio, artigo de Silvio Luiz de Almeida

    Os gritos de “macaco” e “preto fedido” dirigidos ao goleiro Aranha, do Santos – um dos poucos goleiros negros nos times de ponta do futebol mundial – colocaram, mais uma vez, o racismo no esporte no centro do debate público. Vítima de ofensas racistas por parte da reincidente torcida do Grêmio, Aranha contou em entrevista concedida após o fim da partida que tentou alertar o árbitro, mas foi ignorado. Na

Feminicídio, baixa ocupação do poder e ‘ridicularização da imagem das mulheres negras’ preocupam

  Jovens mulheres negras destacam os desafios de enfrentar o racismo no Brasil. No Dia Internacional da Juventude, a ONU Brasil coloca em evidência o tema ‘Juventude Negra contra o Racismo e pela Paz’ no contexto da Década Internacional de Povos Afrodescendentes, que se iniciará em janeiro de 2015. Mia Lopes é jornalista e tem 25 anos. Foto: ONU Mulheres Duas das 15 integrantes do programa ‘Mulheres Jovens Líderes’ lançam seus olhares sobre

A incansável denegação do genocídio e o índio inexistente. Entrevista com Moysés Pinto Neto e Helena Palmquist

  “Seja como for, o índio sempre sai perdendo: se for primitivo, a ‘locomotiva do progresso’ vai ‘tratorá-lo’ de qualquer modo; se não for, não é mais índio e, portanto, não tem direito a nada”, critica o pesquisador.  Foto: www.brasil.gov.br “A pergunta não é ‘como os índios devem viver?’, mas sim ‘quando vamos parar de inventar pretextos para matar os índios?’. Não sabemos sequer como nós devemos viver. Aliás, é curioso que estejamos interessados

Top