UTI ambiental: diagnóstico da água III, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] Depois de, nesta UTI ambiental, termos analisado o ciclo hidrológico (diagnóstico da água I) e a bacia hidrográfica (diagnóstico da água II), vamos ver o que acontece quando os dois se encontram. Vamos ver como a bacia hidrográfica se comporta em relação a algumas fases do ciclo hidrológico e discutir algumas interações importantes para a produção de água. Começamos por estudar o fluxograma da Figura 1. Nele temos a bacia

UTI ambiental: diagnóstico da água II, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] As águas superficiais e subterrâneas resultam da ação de ciclos hidrológicos em bacias hidrográficas. E bacia hidrográfica é uma expressão muito lida e escutada e, em muitos casos, já anda dispensando a palavra hidrográfica, aparecendo como: bacia do Amazonas, bacia do São Francisco etc. É uma unidade geográfica, pois se refere a uma parte da superfície da terra, mas também uma unidade hidrológica, pois nela acontecem fases importantes do

UTI ambiental: diagnóstico da água I; artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] No artigo publicado no dia 07/05/2013, em que propus a ideia de montar uma UTI virtual para tratar de assuntos ambientais, terminei deixando um gancho para análise do recurso água, dizendo que a sua ocorrência ou não em determinada área está condicionada ao desenvolvimento do ciclo hidrológico e da circulação atmosférica. Vamos ao diagnóstico pertinente. A água está constantemente ao nosso redor, na forma líquida, sólida ou de vapor.

UTI ambiental, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] Apesar do temor que ela nos inspira, a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), hospitalar, já é nossa conhecida ou já ouvimos falar dela. É uma área de atendimento bastante complexa, dotada de sistemas para monitoração contínua e que admite pacientes com descompensações graves de um ou mais sistemas orgânicos, mas que com suporte e tratamento intensivos tenham possibilidades de recuperação. Se o leitor admitir que a situação atual de

Leis, leis e mais leis – coitado do meio ambiente, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] Ao ler artigo publicado aqui recentemente, de autoria da bióloga Débora Calheiros, e os comentários resultantes, voltou-me a preocupação com a mania, tipicamente brasileira, de querer resolver quaisquer pendências surgidas com a edição de uma nova lei. Alguém já disse, só não consigo lembrar-lhe o nome, que nós estaríamos precisando, sim, de uma nova lei, mas de um artigo só, dizendo simplesmente que todos somos obrigados a cumprir as

Com ou sem água, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] Se algum leitor do EcoDebate teve a oportunidade ou a paciência de ler alguns dos artigos escritos por mim e aqui publicados, deve se lembrar da minha insistência em mostrar que quantidade e qualidade de água produzida depende do comportamento das superfícies das bacias hidrográficas. Já tentei mostrar, por várias vezes, que de nada adianta a gerência apenas das águas que já correm pelos córregos e rios e que

Nem só de APPs vivem os rios, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] Como profissional ligado à conservação e ao manejo de recursos naturais renováveis – sou engenheiro florestal -, acompanhei com muito interesse, e também com muita preocupação, as discussões sobre o novo Código Florestal. Como especialista em hidrologia e manejo de pequenas bacias hidrográficas (conservação de aquíferos e nascentes), fiquei e continuo preocupado com a sensação transmitida ao público de que, constituídas e garantidas as APPs, os nossos recursos hídricos

Sobre APP de beira de rio: algumas perguntas, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] Há poucos dias, vi uma entrevista com o pesquisador Evaristo Miranda, da Embrapa, que tem sido muito criticado pelo setor ambientalista. Não quero, aqui, entrar no mérito do trabalho do referido pesquisador, mas a entrevista me deixou curioso para analisar algumas realidades do Brasil e de outros países, quanto à ocupação das margens de rios mais caudalosos, já que a minha experiência em trabalhos de campo está concentrada em

Reflexões de um conservador de nascentes, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] Temos convivido, principalmente nos últimos dois anos, com um bombardeio midiático a respeito de dois assuntos: água e floresta. E como sou engenheiro florestal e especialista em hidrologia e manejo de pequenas bacias hidrográficas – conservação de aquíferos e nascentes -, não consigo ficar indiferente a muitas opiniões dadas sobre os temas, mas desprovidas de fundamentos técnico-científicos. Por isso, já tenho escrito artigos e mais artigos com reclamações sobre

A água, os cientistas e as tecnologias de manejo de bacias hidrográficas, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

[EcoDebate] Confesso, para começar, que ando um pouco cansado desta história 'hilariante' que envolve as discussões sobre o novo Código Florestal. Além dos políticos, dos ambientalistas e dos ruralistas, até os cientistas se envolveram mal nessa batalha, que tem tudo para terminar com cheiro de água podre. Mas o uso do cachimbo acaba entortando a boca e aqui estou eu de novo, batendo bumbo, como diz o Henrique Cortez, nosso

A vegetação, o solo e a água em pequenas bacias hidrográficas, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] O manejo de pequenas bacias hidrográficas para produção de água, em quantidade e qualidade necessárias e adequadas a determinado uso, está fundamentado, basicamente, nas relações da água da chuva com o solo e a vegetação na área de trabalho. E tudo relacionado com o fluxo de energia no mesmo ambiente. Como sei que o EcoDebate é lido por muitas pessoas que não têm conhecimentos específicos sobre alguns aspectos fundamentais para

Mata ciliar – parte II: efeito oásis e consumo de água, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] Voltando, com este segundo artigo, para discutir aspectos científicos e técnicos relacionados com as relações da mata ciliar com as nascentes e os cursos d’água, começo transcrevendo um texto e apresentado uma informação. O texto, extraído de “A floresta e a água”, disponível no Google, diz o seguinte: “Em regiões semiáridas, onde a água é limitante, a presença da mata ciliar pode significar um fator de competição. Isso se deve

Mata ciliar – parte I: da metragem ao sonho, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] É mais do que conhecido o fato de os conceitos ficarem prejudicados quando as discussões se acirram. Nos embates recentes sobre o novo Código Florestal, onde a emotividade já superou qualquer limite racional, os conceitos viraram uma salada de componentes altamente indigestos. E aí aparece a mata ciliar, coitada, que virou a heroína capaz de, sozinha, salvar os nossos recursos hídricos. Já escrevi, há tempos, um artigo falando

Proposta técnica para um Código Florestal por Biomas, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

[EcoDebate]Na discussão do novo Código Florestal brasileiro, conforme proposta que está sendo trabalhada no Congresso, e que eu preferiria fosse um Código Ambiental, tanto do campo quanto da cidade, tem havido muitas reclamações de que ele não tem bases científicas e técnicas. Pensando na necessidade de contemplar tais requisitos, eu escrevi um artigo publicado no portal do EcoDebate, em 06/05/2009 , onde fazia reflexões sobre o atual Código e propunha

Novo Código Florestal: uma guerra de números e de interpretações, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

[EcoDebate] Nesse período de discussão do novo Código Florestal, temos convivido com um festival de números e de interpretações dos seus significados; uma verdadeira guerra entre ambientalistas, de um lado, e ruralistas, do outro, já que infelizmente tem sido assim entendida, quando não deveria passar de divergências. E as divergências são próprias da democracia. Quando um grupo tenta impor sua vontade, seja de que lado for,

Exploração indevida dos desastres da Região Serrana/RJ, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

[EcoDebate] Apesar de sabermos que fenômenos naturais são capazes de provocar desastres, a violência com que eles atingiram a Região Serrana do Rio de Janeiro foi de assustar e provocar muita tristeza. Precisei de coragem para acompanhar, via televisão, todo o desespero da população atingida e até mesmo me indignar com a falta de tato de muitos repórteres que não se acanhavam de perguntar o que a pessoa estava sentindo,

As florestas e os deslizamentos de encostas, artigo de de Osvaldo Ferreira Valente

[EcoDebate] Os desastres originados de fenômenos naturais, como os que acabam de acontecer na Região Serrana do Rio de Janeiro, despertam a solidariedade de todos os brasileiros e de pessoas do mundo inteiro. Muitas coisas são ditas a respeito, muitas entrevistas são divulgadas pelas redes de televisão e pelos jornais e revistas. Muitos conselhos e indicações de procedimentos para soluções dos problemas. Também muitas bobagens, como artigos que

Sobre exportação de água virtual, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

Fonte: Água virtual, escassez e gestão: o Brasil como grande “exportador” de água [EcoDebate] Há tempos venho lendo coisas a respeito do conceito de água virtual, criação do dr. John Anthony Allan. No dia 16/03/2010, o EcoDebate republicou entrevista que o dr. Allan concedeu ao IHU On- Line . Voltei, então, como hidrologista, a pensar no assunto e rememorar dúvidas que sempre tive e resolvi expor parte delas aqui, na

Estratégia e logística para enfrentamento de riscos ambientais, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

[EcoDebate] Estão se tornando cada vez mais comuns os desastres provocados por fenômenos naturais no Brasil, principalmente nos meios urbanos. E quando acontece um de maior proporção, há sempre uma avalanche de entrevistas com especialistas e também a publicação de inúmeros artigos sugerindo medidas salvadoras. Eu mesmo já escrevi vários deles e li dezenas de outros. Quais os resultados? Infelizmente, apesar de as sugestões das entrevistas e dos artigos serem

Alagamentos urbanos, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

16/12/2009 Chuvas na região da capital e Grande SP causaram 18 pontos de alagamento e interromperam tráfego de trens em uma linha da CPTM. Na Av. Aricanduva, morador utiliza barco para tentar chegar em casa. Foto: José Patrício/AE [EcoDebate] Enquanto continuamos concentrados no aquecimento global, na preservação da floresta amazônica, na reformulação do Código Florestal, na polêmica da reserva legal nas áreas rurais, tudo importante para o futuro, é claro, vivemos

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