janeiro 18, 2010

Vista aérea do centro de Port-au-Prince, arrasado pelo terremoto. Foto: ONU/Logan Abassi

Vista aérea do centro de operações da ONU em Port-au-Prince, logo após o terremoto. Foto: ONU/Logan Abassi
[EcoDebate] Já muito se disse sobre a imensa tragédia humanitária que se abateu sobre o já frágil e debilitado Haiti, lamentavelmente o país mais pobre das Américas, mas, ainda assim, há muito que aprender com o desastre em si mesmo e com todos os problemas, erros e falhas no processo de reação ao terremoto.
Antes de entrar no assunto, propriamente dito, é necessário destacar, com toda a justiça e respeito, o sacrifício da própria vida de muitos que lá estavam em missão de paz. É o caso da Dra. Zilda Arns e de 15 militares brasileiros participantes da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). Além deles, também perderam a vida 300 funcionários da ONU, incluindo o tunisiano Hédi Annabi e o brasileiro Luiz Carlos da Costa , respectivamente o n° 1 e o n° 2 da missão da ONU, além de outros 19 militares das forças internacionais participantes da Minustah.
Lá estavam em missão de paz e é isto que deve, antes de tudo, ser destacado e valorizado. Doaram suas vidas na tentativa de ajudar, de apoiar e resgatar a dignidade e a qualidade de vida do povo mais sofrido das Américas. São verdadeiros heróis, no seu melhor e mais humano sentido.
A eles o nosso respeito e reconhecimento.
janeiro 12, 2010



[EcoDebate] Não existe resposta simples para problemas complexos e isto também é verdade em relação ao aquecimento global e as consequentes mudanças climáticas.
A ciência não é e não pode ser baseada em fé ou crenças consolidadas. O conhecimento científico se desenvolve ao longo do tempo, a partir de novas descobertas, melhores metodologias, instrumentos de análise e modelos matemáticos cada vez mais precisos e complexos.
O conhecimento científico relativo ao aquecimento global e as mudanças climáticas vem, ao longo dos últimos 10 anos, tornando-se cada vez mais consistente exatamente em razão deste processo de desenvolvimento do conhecimento.
dezembro 8, 2009
[Ecodebate] O noticiário, seguidamente, informa os mais variados atos de intolerância, no Brasil e no mundo, no que parece ser uma perigosa e crescente ‘onda’ de ódio e preconceitos. Uma ‘onda’ assustadora que pode por em risco nosso futuro comum.
Seria de se esperar que, com o advento de um novo século, fosse iniciado um novo período de tolerância e de respeito ao outro, quem quer que seja. No entanto, lamentavelmente, não é isto que se observa. Na prática, está evidente o crescimento de uma onda global de intolerância, de preconceitos e de absoluta rejeição aos que, de algum modo, são diferentes. Esta ‘onda’ de intolerância é crescente na Europa, no Oriente Médio, na Ásia e também Brasil.
A cada dia vemos novos e, cada vez mais, raivosos discursos, textos, artigos, declarações e etc, que são evidentemente racistas, preconceituosos e intolerantes.
dezembro 3, 2009

Imagem: Corbis/Charles Waller
[Ecodebate] É impressionante como as montadoras e suas agências de propaganda são incapazes de compreender o que seja marketing responsável.
Em recente campanha em televisão uma montadora, em off, pergunta porque você precisa de um carro com motor 2.0 e 145 cv se vai ficar parado no sinal. Em seguida afirma porque uma hora o sinal abre e continua com imagens do carro em velocidade em uma via inacreditavelmente desimpedida.
novembro 6, 2009

Coronel Sapucaia (MS) – Dentro de barracões de lona à beira de rodovia, índios da comunidade do Kurussu Ambá chegam a dormir no chão pela falta de espaço e de colchões Foto: Valter Campanato/ABr
[EcoDebate] O Mato Grosso do Sul continua o principal palco de continuados crimes e agressões contra índios do povo Guarani-Kaiowá. No mais recente episódio dois professores Guarani Kaiowá foram sequestrados e permanecem desaparecidos.
outubro 20, 2009
[EcoDebate] Aos mais atentos não é difícil perceber que passamos por momentos difíceis e delicados, não apenas em termos ambientais como também em termos humanitários.
No entanto, não são poucos que se sentem confortáveis e seguros no papel de eco-céticos, ora negando a crise ambiental, ora ‘duvidando’ do aquecimento global e, muitas vezes, até fazendo de conta que a grave crise alimentar que assolou o planeta entre 2007 e 2008 não aconteceu e não acontece.
É fácil ser cético porque basta negar e nada mais. Quem nega nada precisa provar ou demonstrar. A simples negativa se justifica por si mesma. Simples assim.
outubro 3, 2009

[EcoDebate] Já discuti este tema antes, mas, diante do continuado crime de nosso envenenamento alimentar, acho necessário retomar a discussão e atualizar as informações e referências.
A agricultura “tradicional” se orgulha de produzir alimentos mais do que suficiente para alimentar o planeta e a indústria química se orgulha de ter desenvolvido os insumos utilizados para isto.
Devemos nos perguntar qual é o real custo social, ambiental e de saúde desta grande produção ‘aditivada’ com agroquímicos. Quem arca com as consequências e quem realmente paga por isto?
setembro 19, 2009
Esta edição de áudio editorial, no formato MP3, dura 9:12 min e o arquivo possui 11,6 Mb.
Para fazer o download do arquivo MP3 clique aqui.
EcoDebate, 19/09/2009
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setembro 4, 2009

[EcoDebate] Mais de um século após a Lei Áurea , continuamos um país escravocrata. Desde 2003, mais de 26 mil pessoas foram libertadas de trabalhos forçados em todo o país.
O governo federal continua apertando o cerco aos escravocratas, tendo, nos primeiros sete meses de 2009, libertado 1.492 trabalhadores rurais escravizados ou tratados de forma degradante. O estado do Pernambuco, em 2009, ocupou o primeiro lugar no ranking do trabalho escravo, com 369 pessoas entre janeiro a julho.
agosto 10, 2009

Precisamos vencer a luta contra nós mesmos ou muito perderemos. Muito mais do que apenas o nosso perdulário padrão de consumo.
[EcoDebate] O movimento ambientalista evita dizer a verdade sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas, temendo que isto incentive uma atitude de inércia, em relação às mudanças necessárias.
Pessoalmente discordo desta “estratégia” de comunicação, nem que seja porque o processo de aquecimento global já está em uma espiral crescente e as mudanças climáticas já causam severos impactos em todo o planeta. Nos aproximamos de uma crise quase apocalíptica, que deve ser enfrentada sem meias palavras.
julho 13, 2009

A imagem ilustra uma das consequências da elevação do nível do mar, na qual a região do Delta do Mississippi sofreria com o alagamento de uma área de 13.500 Km2, o que seria equivalente a 10% da área do estado da Louisiana. Por Blum and H. Roberts
[EcoDebate] Na reunião realizada, recentemente, em L’Áquila, as 17 maiores economias decidiram empreender esforços para manter o aquecimento global médio em no máximo 2ºC, tido como o limite máximo aceitável. Pode até parecer um avanço em relação às resistências anteriores, mas deve ser visto com cuidado, principalmente porque este limite também significa severos impactos sociais e ambientais.
Na prática, o ‘consenso’ reconhece o que a comunidade científica já destaca como irreversível. O CO2 acumulado na atmosfera, somado às emissões previstas até 2020, já serão suficientes para conduzir o planeta para um aquecimento de 2ºC. Os maiores emissores, portanto, apenas reconheceram o óbvio.
junho 29, 2009

Imagem: Corbis
O ambientalismo é um movimento social? Se for, por que não consegue integrar-se na agenda comum dos demais movimentos sociais e populares?
[EcoDebate] É evidente que é um movimento social, mas creio que herdamos um equivoco de origem a partir do ambientalismo europeu, muito próximo dos movimentos pacifistas, mas sem ligação com as questões de cidadania.
A Europa já não precisa discutir os temas essenciais de cidadania, tão presentes nos paises em desenvolvimento. Precisamos nos preocupar com exclusão social e econômica; educação; saúde; emprego/renda; trabalho escravo/degradante; desenvolvimentismo predatório; direitos indígenas; quilombolas; populações tradicionais; reforma agrária, etc.
junho 18, 2009

Imagem:IHU
[EcoDebate] As grandes crises globais, a ambiental e a financeira, passam mensagens ambíguas, em que a responsabilidade das soluções é atribuída à sociedade e, em outros momentos, as soluções são externas e independentes da nossa vontade pessoal.
É natural, portanto, que as pessoas também tenham opiniões ambíguas sobre estes temas.
Na realidade, as duas coisas são verdadeiras. Somos pessoalmente responsáveis pelas crises e pelas soluções, ao mesmo tempo, que os grandes temas exigem ações nacionais e internacionais, que independem da nossa vontade pessoal.
maio 27, 2009

Desmatamento em área de encosta. Foto de arquivo MMA
[Ecodebate] Muitos protestam contra a ‘repentina’ exigência de cumprimento do Código Florestal. Afinal, estamos em 2009 e o código ‘apenas’ foi aprovado em 1965. É, evidentemente, muito repentino, uma ’surpresa’, algo realmente inesperado.
Em 1965 a expansão da fronteira agropecuária praticamente não atingia o Cerrado e a Amazônia. De 1965 para cá quem desmatou além do permitido sabia que estava desmatando ilegalmente e o fez deliberadamente. Não é uma vítima inocente de uma lei injusta aprovada ‘ontem’.
maio 16, 2009
No EcoDebate, por uma questão de princípios, não apoiamos ou incentivamos o anonimato na web. O cuidado começa por tudo que publicamos, com clara e destacada citação de autores e fontes.
O cuidado permanece nos comentários, motivo pelo qual todos os comentários são moderados. Os comentários com autores anônimos ou que utilizam servidores/endereços de e-mail inexistentes não são publicados.
Respeitamos o direito de opinião e expressão, mas, em contrapartida, os leitores e as leitoras devem se identificar corretamente. Para isto, em caso de dúvida, enviamos um e-mail de confirmação de origem do comentário. Os comentários que não tem o e-mail de origem confirmado são automaticamente excluídos.
Ao longo do tempo percebemos alguns pontos em comum nos comentários anônimos, que merecer ser compartilhados com os(as) leitores(as).
maio 8, 2009
[EcoDebate] O ‘desespero’ pelas mudanças no Código Florestal, quaisquer que sejam os motivos de fundo, é absolutamente equivocado, porque busca um mero curativo para problemas pontuais, embora históricos, desprezando as possibilidades de se repensar estrategicamente o ordenamento para o uso e ocupação do solo e seu modelo de produção.
O modelo agrícola brasileiro, baseado na agropecuária intensiva e extensiva, ainda é um reflexo do modelo de ocupação territorial aplicado desde a colonização.
O Código Florestal, em vigor desde 1965, pode e deve ser modernizado, incorporando os novos conceitos, tecnologias e conhecimentos científicos acumulados ao longo das últimas décadas. Mas modernização é algo completamente diferente do que o proposto pela bancada ruralista, que reafirma as práticas do inicio do século 20. Uma ‘modernização’ que, mais uma vez, nos colocará na vanguarda do atraso.
maio 4, 2009

[EcoDebate] É indiscutível a pressão que a bancada ruralista faz pela ‘flexibilização’ do Código Florestal, sempre argumentando pela necessidade de ampliar a produção de alimentos, como se já não produzíssemos mais do que o suficiente para produzir, consumir e exportar milhões de toneladas, mesmo com um desperdício médio de 50% do que produzimos. No Brasil e no mundo não faltam alimentos, mas as pessoas passam fome porque não tem dinheiro suficiente para compra-los.
Diante da paralisia do MMA, avança a proposta do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, das 5 alterações propostas pela bancada ruralista:
abril 22, 2009
[EcoDebate] A produção agrícola mundial é, comprovadamente, mais do que suficiente para alimentar toda a população do planeta. Mesmo assim enfrentamos uma inaceitável crise alimentar.
A partir de dados estatísticos coletados em 2006, a FAO (Food and Agriculture Organization, das Nações Unidas) pôde afirmar que a produção de alimentos no planeta é suficiente para garantir à população mundial uma dieta diária de quase 3.000 calorias. Pesquisas indicam que o total da produção mundial de alimentos já seria suficiente para alimentar 9 bilhões de pessoas. Aliás, só a redução do desperdício já bastaria para alimentar toda a população mundial.
Portanto, o problema da fome episódica ou crônica não é a falta do que comer, mas os recursos financeiros para o pleno acesso ao alimento, cada dia mais caro.
abril 16, 2009

[EcoDebate] Estamos, permanentemente, expostos a um ‘oceano’ de contaminantes químicos, sobre os quais nada sabemos. Incontáveis produtos químicos estão presentes em tudo que usamos, das embalagens de alimentos aos produtos de limpeza. Sem falar dos conservantes presentes nos próprios alimentos.
abril 7, 2009

Imagem: Corbis
[EcoDebate] Seria de se esperar que, com o advento de um novo século, fosse iniciado um novo período de tolerância e de respeito ao outro, quem quer que seja.
No entanto, lamentavelmente, não é isto que se observa. Na prática, está evidente o crescimento de uma onda global de intolerância, de preconceitos e de absoluta rejeição aos que, de algum modo, são diferentes. Esta ‘onda’ de intolerância é crescente na Europa, no Oriente Médio, na Ásia e também Brasil.











