No Brasil, quase 30% das crianças indígenas com menos de 5 anos sofrem de desnutrição crônica

  Nas últimas décadas, o Brasil reduziu significativamente a taxa de desnutrição crônica entre menores de 5 anos (de 19,6% em 1990 para 7% em 2006), atingindo, antes do prazo, a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Entretanto, a desnutrição crônica ainda é um problema em grupos mais vulneráveis, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018, a prevalência de desnutrição crônica entre crianças indígenas

Países não cumprem compromissos em relação ao desenvolvimento de crianças indígenas

  No Brasil, o índice médio de mortalidade de crianças indígenas de até nove anos é quase o dobro da média de crianças não indígenas. Foto: UNICEF/João Ripper Apesar dos ganhos significativos para as crianças desde a adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança, em 1989, o mundo não vem cumprindo seus compromissos em relação às crianças indígenas. Seja em países de baixa, média ou alta renda, crianças indígenas ainda enfrentam disparidades

América Latina: Nove em cada dez crianças indígenas sofrem privações

  Estudo aponta que as crianças indígenas da região sofrem privação severa de acesso à educação, água potável e moradia três vezes mais que as outras crianças. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr   Segundo dados extraídos dos censos da década de 2000, na América Latina 88% dos indígenas menores de 18 anos sofrem algum tipo de privação, frente a 63% da população geral da mesma faixa etária, informou um boletim conjunto elaborado pela Comissão

Descaso no Acre: doze crianças indígenas mortas, no período de um mês

  Chegou a doze o número de crianças indígenas mortas, no período de um mês, por possível contaminação viral – a suspeita é que seja rota vírus – em comunidades localizadas entre os municípios de Santa Rosa do Purus e Manoel Urbano, no Acre (AC). As vítimas são das etnias Hui Nukui (Kaxinawá) e Madjá (Kulina), do Alto Rio Purus. A Procuradoria Geral da República (PGR), por intermédio de sua 6ª Câmara,

Técnicos da Funai dizem que assassinato de garoto indígena não passa de boato

  Técnicos da Coordenação Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Imperatriz (MA) afirmam que a notícia de que uma criança Awá-Guajá foi queimada viva não passa de “boatos sem fundamentos”. Apesar de um relatório ter sido divulgado no dia 9/1 e já estar circulando na internet, a assessoria da fundação informou ontem (10) que a direção nacional da entidade ainda está analisando o assunto e não tem uma posição

Nota pública do Cimi sobre denúncia de violência na Terra Indígena Araribóia

  O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) vem a público esclarecer os desdobramentos da denúncia feita por indígenas Tenetehara (ou Guajajara) da aldeia Patizal, Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, sobre ataque sofrido pelos Awá-Guajá em situação de isolamento, entre setembro e outubro do ano passado na altura do município de Arame, onde os restos mortais carbonizados de uma criança foram encontrados pelos Tenetehara no meio da mata, durante caçada. Tornaram-se públicas, pelas mãos

Crianças indígenas são mortas todos os anos, mostra Cimi

  O assassinato de uma criança indígena no Maranhão, carbonizada por madeireiros em outubro de 2011, provocou a indignação de brasileiros em redes sociais na semana passada. Embora tardia, a reação não diz respeito a um fato isolado ou inédito, já que todos os anos, crianças e jovens indígenas são mortos em todo o país. Os assassinatos, no entanto, nem sempre são protagonizados por não índios em busca de terras e madeira.

Maranhão: Lideranças denunciam assassinato de criança indígena Awá-Guajá na Terra Indígena Araribóia

  Lideranças indígenas do povo Guajajara da aldeia Zutiwa, Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, denunciam o assassinato de uma criança Awá-Guajá que pertencia a um grupo em situação de isolamento. O corpo foi encontrado carbonizado em outubro do ano passado num acampamento abandonado pelos Awá isolados, a cerca de 20 quilômetros da aldeia Patizal do povo Tenetehara, região localizada no município de Arame (MA). A Fundação Nacional do Índio (Funai) foi informada

Funai apura caso de criança queimada por madeireiros no Maranhão

  A Fundação Nacional do Índio (Funai) enviou uma equipe para apurar o caso de uma criança indígena queimada por madeireiros em outubro no Maranhão. De acordo com o órgão, uma equipe está indo de Imperatriz até a Terra Indígena de Arariboia, onde o crime ocorreu. De acordo com a Funai, informações mais precisas deverão ser divulgadas nesta segunda-feira (9/1). O caso teve destaque nesta semana com a ajuda de redes sociais,

O espetáculo desenvolvimentista e a tragédia da mortalidade infantil indígena, artigo de Iara Tatiana Bonin

Amanhece. Entre os diversos sons daquela manhã destaca-se um choro que atravessa a aldeia guarani de Itapuã. Mais uma criança nasce anunciando a vida em seu contínuo recomeço. Para alguns povos indígenas o nascimento antecipa o futuro e mostra que as divindades ainda acreditam que a existência humana vale à pena. Acolher as crianças, permitir que sejam felizes e que desejem permanecer entre os vivos é uma preocupação que, mais

Funasa e município de Tocantinópolis (TO) são acionados por mortes de crianças indígenas

As crianças da etnia Apinajé teriam morrido devido a atendimento não satisfatório em hospital público do município O Ministério Público Federal propôs nesta quinta-feira, dia 2 de dezembro, ação de reparação de danos contra a Funasa e o município de Tocantinópolis (TO) baseada na ocorrência de três mortes de crianças da etnia Apinajé que não teriam recebido atendimento satisfatório no Hospital Municipal José Sabóia, do município citado. As três crianças tinham

Crianças indígenas no Acre têm alto índice de desnutrição

Coleta de dados no município de Jordão A desnutrição infantil no município de Jordão, no Acre, atinge níveis próximos aos estimados para a África Subsaariana. Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP buscou os fatores associados, na cidade, à desnutrição e constatou que a ascendência indígena de boa parte da população, a estatura baixa das mães, não estar com as vacinas em dia e o histórico de introdução

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