Créditos de Carbono para Quem? artigo de Amyra El Khalili

    Resumo: Quando lidamos com meio ambiente não podemos tratar deste direito fundamental como se fosse um produto negociado com base em contratos e regras determinados a portas fechadas. Pelo contrário, tais negociações devem acontecer com o coletivo da sociedade. Se a sociedade não aderir, não há projeto socioambiental que possa ser concretizado. Analisar o desenho mercadológico e criticar acordos internacionais em sua estrutura operacional, o da execução financeira, não significa

Pós-Rio+20 – Uma análise crítica da economia verde e da natureza jurídica dos créditos ambientais, artigo de Amyra El Khalili

    “... uma coisa pode ser valor de uso, sem ser valor. É esse o caso, quando a sua utilidade para o homem não é mediada por trabalho. Assim, o ar, o solo virgem, os gramados naturais, as matas não cul­tivadas etc. Uma coisa pode ser útil e produto do trabalho humano, sem ser mercadoria. Quem com seu produto satisfaz sua própria necessidade cria valor de uso, mas não mercadoria. Para

Lei de pagamentos por serviços ambientais do Acre beneficia mercado financeiro, por Amyra El Khalili e Arthur Soffiati

    [EcoDebate] A Lei nº 2.308, de 22 de outubro de 2010, do Estado do Acre, que cria o Sistema Estadual de Incentivos a Serviços Ambientais (SISA), o Programa de Incentivos por Serviços Ambientais (ISA), Carbono e demais Programas de Serviços Ambientais e Produtos Ecossistêmicos parece já manifestação da economia verde, antes que este conceito fosse badalado na Rio+20. Se o trabalho dos polinizadores pode ser valorado e precificado, quem receberá

Um ‘Keffiyeh’ (lenço beduíno) para o líder indígena Ninawá Huni Kui, artigo de Amyra El Khalili

"Fere a cabeça da víbora com o punho de seu inimigo. Disto necessariamente te resultará num bem: se o inimigo vencer, a víbora morrerá. Se a víbora vencer, terás um inimigo a menos!" Provérbio beduíno   Deixei uma parte de mim no estado do Acre, quando coloquei sobre o ombro do grande líder indígena Ninawá Huni Kui um Keffiyeh (lenço beduíno) durante a conferência que proferi  a convite do  Conselho Indigenista Missionário (CIMI), na Universidade Federal do Acre. Símbolo

A embromação da Economia Verde, o subprime ambiental, artigo de Amyra El Khalili

Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou. É preciso ir mais longe. Eu penso 99 vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho num grande silêncio e a verdade me é revelada.(Albert Einstein) [EcoDebate] O sistema financeiro internacional está em crise, enfrentando sérios problemas de credibilidade por fraudes e corrupções denunciadas desde 2008 com o escândalo do subprime, com a quebra do Banco Lehman Brothers,

A ‘comoditização’ do frete rodoviário de cargas e os custos socioambientais, por Wladimir Ferreira Salles, com introdução de Amyra El Khalili

A ‘comoditização’ do frete rodoviário de cargas e os custos socioambientais Por Wladimir Ferreira Salles Introdução - Amyra El Khalili,  Articulista do EcoDebate Eis um caso interessante que afeta toda a economia, principalmente os preços dos alimentos em todo o setor produtivo neste artigo do professor  da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), Wladimir Ferreira Salles. Vejam que o autor contextualiza a questão da “comoditização”, explicando o seu significado e os impactos sobre o setor de frete

A lógica perversa do capitalismo verde, artigo de Amyra El Khalili

    Nem tudo o que é econômico é financeiro. Lamentavelmente, porém, tudo o que é financeiro é econômico. Para entender como e por que o capitalismo verde avança sobre os territórios indígenas e das populações tradicionais, é necessário reconhecer os paradoxos da água; ou seja, a água é vida e morte, liberdade e escravidão, esperança e opressão, guerra e paz. A água é um bem imensurável, insubstituível e indispensável à vida em

Pós-Rio+20 – Reflexões sobre a ‘comoditização’ dos bens comuns, artigo de Amyra El Khalili

A palavra inglesa commodities vem sendo usada há anos nos jornais e cadernos especializados em notícias econômicas, mas pouco se sabe efetivamente o que são commodities. Sempre grafada no plural — commodities — e raramente no singular — commodity —, após a Rio+20, a palavra-expressão tornou-se vedete dos debates socioambientais que a utilizam tanto no plural quanto no singular para se referir à “comoditização” dos bens comuns. Commodity significa mercadoria padronizada

‘Descomoditização’: Ser ou não ser mercadoria – Eis a questão! artigo de Amyra El Khalili

    O debate sobre a “descomoditização” é antigo.[1] Começou bem antes da fundação do Movimento Via Campesina (1992) e do slogan cunhado pelo ativista campesino José Bové — “O mundo não é uma mercadoria” (1999). Essa discussão desenvolveu-se em fins da década de 80 e início da década de 90 entre alguns operadores de commodities e de futuros desde a adoção pelos banqueiros e políticos da teoria neoliberal de Milton Friedman,

O que está em jogo na ‘economia verde’? artigo de Amyra El Khalili

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável– Rio+20 (2012), fomos abordados por uma avalanche vinda dos ativistas internacionais que denunciavam os perigos da “economia verde” tão propalada pela mídia e pelas grandes Ongs ambientalistas, com a anuência de políticos ideologicamente alinhados, tanto com a direita quanto com a esquerda, neste continente latinoamericano-caribenho. A economia verde se apresentou como uma alternativa para solucionar os problemas socioambientais, como o combate

Dia Internacional da Mulher: a feminística de mulheres e homens pela Paz, por Amyra El Khalili

    Dia Internacional da Mulher: a feminística de mulheres e homens pela Paz Por Amyra El Khalili* A expressão "feminística" foi concebida em 8 de março de 2006, no Dia Internacional de Mulher. Foi numa mesa-redonda em torno de "Questão de Gênero", durante o I Fórum da Cidade de São Paulo - Objetivos do Milênio (ODM), realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Câmara Municipal da capital. A

As commodities ambientais e a métrica do carbono, artigo de Amyra El Khalili

As commodities ambientais e a métrica do carbono Amyra El Khalili[1]* De acordo com o Ministério da Agricultura,  em 2013 o agronegócio brasileiro atingiu a cifra recorde de 99,9 bilhões de dólares em exportações. Soja, milho, cana ou carne ganham os mercados externos na forma de commodities: padronizadas, certificadas e atendendo a determinados critérios e valores regulados internacionalmente. No entanto, as monoculturas extensivas não deveriam ser a única alternativa de produção brasileira. A

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