agosto 26, 2010
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo estudo [Effects of prenatal exposure to a low dose atrazine metabolite mixture on pubertal timing and prostate development of male Long-Evans rats] mostra que a exposição pré-natal de ratos machos a baixas doses de atrazina, um herbicida amplamente utilizado, torna-os mais propensos a desenvolver inflamação da próstata e ao passar pela puberdade mais tarde do que os animais não-expostos.
A pesquisa acrescenta mais um efeito negativo à crescente da literatura científica sobre a atrazina, um herbicida usado principalmente para controlar ervas daninhas e gramíneas em culturas como milho e cana-de-açúcar. A atrazina e seus derivados são conhecidos por serem relativamente persistentes no ambiente, podendo contaminar recursos hídricos, atingindo, inclusive, os sistemas de abastecimento de água.
agosto 25, 2010
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo estudo canadense [Choosing Organic Pesticides over Synthetic Pesticides May Not Effectively Mitigate Environmental Risk in Soybeans] sugere que o manejo inadequado de pesticidas orgânicos ou naturais poderiam causar mais danos ambientais do que os produtos químicos convencionais. O estudo foi publicado na PloS ONE.
Pesquisadores da School of Environmental Sciences, University of Guelph, Guelph, Ontario , dizem que compostos naturais são frequentemente utilizados em doses maiores do que os pesticidas químicos tradicionais, resultando em problemas potencialmente maiores para o lençol freático e em outros componentes do ecossistema.
agosto 24, 2010

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] As crianças que foram expostas a pesticidas organofosforados, enquanto ainda no ventre de suas mães, são mais propensas a desenvolver distúrbios de atenção anos mais tarde. É o que conclui um novo estudo [Organophosphate Pesticide Exposure and Attention in Young Mexican-American Children] realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley.
As novas descobertas, que serão publicadas na revista Environmental Health Perspectives (EHP), é dos primeiros a analisar a influência da exposição pré-natal aos organofosforados e seus efeitos posteriores no desenvolvimento de problemas de atenção. Os pesquisadores descobriram que os níveis pré-natais de metabólitos organofosforados foram significativamente ligados a problemas de atenção na idade de 5anos, com efeitos aparentemente mais fortes entre os meninos.
agosto 23, 2010

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Plantações de sequestram menos carbono que as florestas naturais, de acordo com um novo estudo [Ecosystem Carbon Stock Influenced by Plantation Practice: Implications for Planting Forests as a Measure of Climate Change Mitigation] publicado recentemente na revista científica de acesso aberto PLoS ONE.
Sintetizando 86 estudos experimentais entre as plantações e os seus homólogos da floresta natural, pesquisadores da University of Oklahoma e da Fudan University, em Xangai, concluíram que a plantações de árvores podem reduzir substancialmente o estoque de carbono nos ecossistemas, em comparação com florestas naturais.
agosto 20, 2010
Correlações entre o CO2 atmosférico e incremento média da área basal (BAI) e eficiência do uso da água (EUA) para as árvores mais novas (círculos brancos) e as mais antigas (círculos pretos), árvores de todas as espécies e locais. doi:10.1371/journal.pone.0011543.g004
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um estudo [Recent widespread tree growth decline despite increasing atmospheric CO2] publicado na PLoS ONE da semana passada indica que, em vez de crescer mais rapidamente e absorver mais dióxido de carbono, na medida em que o planeta se aquece, as árvores da floresta pode crescer mais lentamente. Mais dióxido de carbono na atmosfera geralmente deve aumentar as taxas de crescimento das plantas, uma vez que o dióxido de carbono é a matéria-prima para a fotossíntese. Pelo menos em tese.
Por outro lado, a elevação das temperaturas pode colocar as plantas sob estresse, o que pode compensar os benefícios de mais dióxido de carbono.
agosto 20, 2010

Zonas mortas no Golfo do México. Imagem NOAA/Science Education Resource Center (SERC), Carleton College
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Uma nova simulação do petróleo e metano que vazaram para o Golfo do México sugere que zonas hipóxicas profundas ou “zonas mortas” poderiam se formar perto da fonte de poluição. A pesquisa investiga cinco cenários de petróleo e plumas de metano em diferentes profundidades e incorpora uma taxa estimada de fluxo do derramamento da plataforma Deepwater Horizon, que lançou petróleo e gás metano no Golfo de abril desde meados de julho deste ano.
O trabalho científico [Simulations of underwater plumes of dissolved oil in the Gulf of Mexico] sobre a pesquisa foi aceito para publicação pela revista Geophysical Research Letters, revista da American Geophysical Union.
agosto 11, 2010
[EcoDebate] Estamos, permanentemente, expostos a um ‘oceano’ de contaminantes químicos, sobre os quais pouco ou nada sabemos. Incontáveis produtos químicos estão presentes em tudo que usamos, das embalagens de alimentos aos produtos de limpeza. Sem falar dos conservantes presentes nos próprios alimentos.
E, exatamente porque os produtos químicos estão presentes em tudo que usamos, também acabam presentes na água e nos alimentos que consumimos. Contaminamos o planeta com incontáveis produtos químicos, o que, por sua vez, também nos contamina.
julho 23, 2010
bisfenol-A(BPA): Ao contrário do que diz a Abiquim já existem estudos científicos dos riscos à saúde
[Por Henrique Cortez, para o EcoDebate] Recentemente o MPF/SP instaurou inquérito para apurar riscos da substância bisfenol-A (BPA) à saúde, tendo em vista as crescentes preocupações mundiais com os reconhecidos riscos desta substância.
Como não poderia deixar de ser, a Abiquim imediatamente negou que os riscos existam.
julho 5, 2010
[Por Henrique Cortez, para o EcoDebate] A ideia de sequestrar carbono atmosférico está ganhando apoio como uma forma de evitar ou minimizar o aquecimento global. A título de exemplo, a União Europeia vai investir 1 bilhão de euros, dentro dos próximos dez anos, para desenvolver a captura e armazenamento de CO2, em usinas de energia e e outras atividades com grande emissão, para armazenamento no subsolo.
Mas até que ponto este procedimento é eficaz e quais são as consequências de longo prazo no caso de escape do CO2 capturado para os oceanos e atmosfera? Uma nova pesquisa [Long-term effectiveness and consequences of carbon dioxide sequestration], publicada na revista científica Nature Geoscience, tenta discutir estas questões.
Em tese, a utilização em grande escala de sequestro de carbono pode ajudar a evitar o aquecimento global extremo, que ocorreria no futuro próximo, se as emissões de CO2, a partir da queima de combustíveis fósseis, não forem reduzidas significativamente.
junho 29, 2010

Trigo perene. Foto: WSU
Entrevista com o pesquisador Kevin Murphy, da Washington State University (WSU).
[Por Henrique Cortez, para o EcoDebate] Lavouras de grãos perenes, que crescem com menores quantidades de fertilizantes, herbicidas, combustível e menor erosão do solo do que os grãos plantados anualmente, poderiam estar disponíveis em duas décadas, de acordo com estudo [Increased Food and Ecosystem Security via Perennial Grains] publicado na revista Science.
O desenvolvimento de grãos perenes seria uma das maiores inovações na história da agricultura, mas ainda depende pesquisas e investimento nos atuais programas de melhoramento das espécies potencialmente promissoras.
A questão é delicada e polêmica, em termos de economia global baseada na exportação de produtos agrícolas e enfrenta resistências na agroindústria e na indústria agroquímica. Os autores do estudo destacam que grãos perenes poderiam ampliar a capacidade dos agricultores em sustentar as bases ecológicas de suas colheitas.
junho 28, 2010
[Por Henrique Cortez, para o EcoDebate] Estudo, apresentado durante a 92a reunião anual da Endocrine Society, neste domingo em San Diego, Califórnia, EUA, avaliou a performance da estação de tratamento em Boulder, Colorado, antes e depois de uma atualização de tecnologia para reduzir contaminantes químicos na água tratada.
Os disruptores endócrinos, mesmo em níveis considerados baixos, podem feminizar os peixes e, eventualmente, podem perturbar o sistema endócrino (hormonal) de animais e seres humanos. É o que afirma o pesquisador David Norris, PhD, professor de fisiologia integrativa da Universidade do Colorado em Boulder.
junho 21, 2010

Créditos:
(A) NOAA Laboratory for Satellite Altimetry;
(B) Colorado Center for Astrodynamics Research (www.sealevel.colorado.edu) (E. Leuliette, R. Nerem, G. Mitchum, Mar. Geod. 27, 79 (2004).);
(C) C. Landsea, G. Vecchi, L. Bengtsson, T. Knutson, J. Clim. 34, (2010);
(D) National Snow and Ice Data Center, Boulder, CO
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] A primeira síntese abrangente sobre os efeitos das mudanças climáticas sobre os oceanos planete demonstra um ritmo de mudanças sem equivalente por milhões de anos.
Em um artigo [The Impact of Climate Change on the World’s Marine Ecosystems] publicado na revista Science, os cientistas revelam que a crescente concentração atmosférica de gases de efeito estufa, produzidos pelo homem , provocam alterações irreversíveis e dramáticas no funcionamento do oceano, com impactos potencialmente desastrosos para centenas de milhões de pessoas em todo o planeta.
junho 9, 2010

Cortez prega disseminação de informações para mudar a sociedade. Foto: Ana Paula Aprato/JC
Cortez quer debater conceito de desenvolvimento - Para jornalista, crise ambiental é resultado do sistema fordista
“As pessoas não podem ser responsabilizadas pelo que elas não conhecem.” Com essa frase, o jornalista Henrique Cortez introduziu a palestra Crise Ambiental ou Civilizacional. Na visão dele, é preciso aprofundar o debate sobre o modelo de desenvolvimento que queremos para preservar a vida na Terra. “Nunca tivemos tantos meio de informação na História da Humanidade. Ao mesmo tempo, nunca tivemos tanta desinformação”, afirma.
A palestra de Cortez marcou a abertura da 1ª Semana Interinstitucional do Meio Ambiente, evento promovido em conjunto por órgãos do Poder Judiciário e pelo Ministério Público gaúcho para discutir a situação do planeta e as formas de atingirmos a tão sonhada sustentabilidade. O palestrante coordena o portal Ecodebate, um dos mais visitados da área na internet. Além disso, atua como subeditor da revista Cidadania e Meio Ambiente, publicação bimestral com tiragem de 30 mil exemplares. Reportagem de Maurício Macedo, no Jornal do Comércio, RS.
maio 20, 2010

Concentrações de atrazina. Fonte USGS
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] A atrazina, um dos herbicidas mais utilizados no mundo, afeta a reprodução de peixes, segundo um novo estudo do E.U. Geological Survey (USGS).
“As concentrações de atrazina, comumente encontradas em riachos e rios das regiões agrícolas, provocaram redução de reprodução e desova, bem como anomalias do tecido dopeixes, em estudos de laboratório“, disse o cientista Donald Tillitt, do USGS, o principal autor do estudo [Atrazine Reduces Reproduction in Fathead Minnow] publicado na revista Aquatic Toxicology.
maio 18, 2010

[Por Henrique Cortez, do Ecodebate] Uma equipe de cientistas da Universidade de Montreal e da Universidade de Harvard descobriram que a exposição a agrotóxicos organofosforados está associada ao aumento do risco de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças.
Publicado na revista Pediatrics, a pesquisa [Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder and Urinary Metabolites of Organophosphate Pesticides] descobriu uma ligação entre a exposição a pesticidas e a presença de sintomas de TDAH. O estudo foi realizado com 1139 crianças, de acordo com uma amostra da da população geral dos EUA, e mediu os níveis de pesticidas em sua urina. Os autores concluiram que a exposição a pesticidas organofosforados, em níveis comumente encontrados em crianças nos EUA, pode contribuir para o diagnóstico de TDAH.
abril 26, 2010

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Os agricultores africanos estão sob risco de serem forçados a deixar suas terras por pressão de investidores ou projetos do governamentais que ‘estimulam’ mudanças na cultura do cultivo, visando o atendimento da demanda global por biocombustíveis
Pesquisa [Biofuels, food security and Africa] da Universidade de Edimburgo identificou que os meios de subsistência podem ser colocados em risco se as terras ferteis africanas, atualmente destinadas à agricultura de subsistência ou de atendimento à demanda local por alimentos, for convertida para o cultivo de biocombustíveis.
abril 26, 2010

Fonte “Interferentes endócrinos no ambiente“, de Gislaine Ghiselli e Wilson F. Jardim
[Por Henrique Cortez, do Ecodebate] Os pesquisadores do Mount Sinai School of Medicine descobriram que a exposição a três classes de produtos químicos comuns (fenóis, ftalatos e fitoestrogênios) em jovens pode comprometer o sincronismo do desenvolvimento puberal, e colocar as meninas em situação de risco para complicações de saúde quando adultas.
O estudo [Investigation of Relationships between Urinary Biomarkers of Phytoestrogens, Phthalates, and Phenols and Pubertal Stages in Girls] , o primeiro para examinar os efeitos dessas substâncias sobre o desenvolvimento puberal, foi publicada na edição online da revista Environmental Health Perspectives.
março 26, 2010

No Fórum Internacional de Gestão Ambiental: Água, O Grande Desafio, realizado pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI), em Porto Alegre, no período de 22 a 24 de março de 2010, Henrique Cortez apresentou a palestra “O século da escassez: água“, com foco no desperdício e na crescente demanda de água pela produção e exportação de ‘água virtual’.
Para acessar ou fazer o download da palestra, no formato PDF e com 5,7 Mb, clique aqui.
março 22, 2010

Infográfico O Globo. Para acessar no tamanho original clique aqui.
[EcoDebate] Durante milênios, a água foi bem comum e direito fundamental a todos os seres vivos… até que o modelo consumista e predador da civilização contemporânea decidiu que apenas os que podem pagar têm acesso à água. De bem comum a água tornou-se commodity e instrumento de domínio: quem controla nascentes e mananciais controla a vida!
março 11, 2010

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] A exposição à poluição do ar acelera o espessamento das paredes das artérias, que leva a doenças cardiovasculares, dizem os pesquisadores.
O estudo [Ambient Air Pollution and the Progression of Atherosclerosis in Adults] de pesquisadores da Keck School of Medicine da University of Southern Califórnia (USC), em colaboração com parceiros internacionais da Espanha e Suíça, e colegas, na Califórnia, foi publicado na revista PloS ONE.










