fevereiro 3, 2010
A capina química em áreas urbanas expõe a população ao risco de intoxicação, além de contaminar a fauna e a flora local. Por esse motivo, tal prática não é permitida. Para orientar municípios de todo país sobre os perigos do uso de agrotóxicos nas cidades, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (1), nota técnica sobre o tema.
“Esse esclarecimento está sendo efetuado devido ao recebimento de inúmeras denúncias sobre a realização dessa prática ilegal e questionamentos da sociedade sobre a real necessidade da pulverização desses produtos químicos em ruas, calçadas, praças e parques das cidades”, diz Dirceu Barbano, diretor da Anvisa. Devido à ausência de segurança toxicológica, desde 2003 a Agência não permite a aplicação de herbicidas em ambientes urbanos.
fevereiro 3, 2010

Adital – O uso indiscriminado de agrotóxicos ainda é um desafio a ser enfrentado por muitos ambientalistas. Em Santa Fe, na Argentina, a situação não é diferente. Além do abuso de venenos, a população ainda tem que lidar com a indiferença das autoridades em relação ao tema.
Em entrevista à ADITAL, a advogada da ONG Ecos de Romang, Graciela Gómez, aponta os avanços e desafios ainda encontrados no combate à contaminação. Além disso, denuncia a falta de compromisso político com o assunto e o desinteresse de laboratórios em pesquisar os efeitos dos tóxicos manipulados frente aos incentivos para a mutação de sementes.
A advogada destaca ainda o papel de movimentos e organizações ambientais na informação e na luta pela proteção da natureza. Exemplo disso é o que ela mesma faz na internet: utiliza o espaço – denominado Ecos de Romang – para denunciar às pessoas os perigos do abuso e mal uso de agrotóxicos.
As informações e os estudos sobre tais produtos estão disponíveis em: http://ecos-deromang.blogspot.com.
dezembro 18, 2009

A revista Caros Amigos, neste mês de dezembro, traz como uma das matérias de capa a guerra do lixo em São Paulo e a outra reportagem mostra que o veneno dos agrotóxicos está mais presente no dia- a -dia do brasileiro do que se pensa e traz sérios riscos à saúde tanto dos trabalhadores como dos consumidores.
novembro 30, 2009

[EcoDebate] Um estudo [Farm History, Insecticide Use and Risk of Autoimmune Rheumatic Disease in the Women's Health Initiative Observational Study] recente mostra que as mulheres que usam inseticidas possuem elevado risco de desenvolvimento de doenças auto-imunes, como artrite reumatoide e lúpus. Os resultados do estudo, ainda não publicado, foram apresentados, em 17 de outubro de 2009, durante a reunião anual do Colégio Americano de Reumatologia, realizada em Filadélfia, PA, EUA.
novembro 28, 2009
novembro 26, 2009

Para José Roberto da Ros, diretor do Sindag, agrônomo tem que ser responsável-técnico e não “apenas receitador”
Os produtores rurais brasileiros têm usado mais agrotóxicos do que seria necessário para combater as pragas e doenças em suas lavouras. Ao vincular o receituário dos engenheiros agrônomos à dosagem recomendada nos rótulos dos produtos, a atual Lei de Agrotóxicos mantém aberta essa brecha que estimula um alto consumo de químicos no país.
“O agrônomo não pode receitar doses menores de defensivos porque a Lei nº 7.802, de 1989, exige a dose completa do rótulo. Os veterinários podem fazer, mas os agrônomos não podem”, afirmou o coordenador de Controle de Resíduos e Contaminantes Vegetais do Ministério da Agricultura, Carlos Ramos Venâncio. Em 2008, os produtores gastaram US$ 7,12 bilhões para adquirir 734 mil toneladas de agrotóxicos no Brasil. Reportagem do Valor Econômico.
novembro 9, 2009

Na mesa, coordenada pela pesquisadora da Universidade Federal do Ceará, Raquel Rigotto, os palestrantes Vicente Almeida (Embrapa), Marcelo Firpo (ENSP/Fiocruz), Wanderlei Pignati (UFMT) e Lia Giraldo (CPqAM/Fiocruz)
O grupo de trabalho (GT) Saúde e Ambiente da Abrasco convocou, na manhã de domingo (1/11), um debate sobre o processo produtivo do agronegócio e suas relações e consequências para a saúde pública e o meio ambiente no IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. Na mesa, coordenada pela pesquisadora da Universidade Federal do Ceará, Raquel Rigotto, os palestrantes Vicente Almeida (Embrapa), Marcelo Firpo (ENSP/Fiocruz), Wanderlei Pignati (UFMT) e Lia Giraldo (CPqAM/Fiocruz) falaram do macrofenômeno do agronegócio e sua relação com a economia, a produção industrial, a política, a pesquisa e a necessidade de transição para um novo modelo agroecológico no país.
novembro 5, 2009
Responsáveis poderão ser presos em flagrante caso persista a morosidade no cumprimento das decisões judiciais
O juiz federal David Wilson de Abreu Pardo exarou decisão acolhendo manifestação do Ministério Público Federal no Acre (MPF/AC) na ação civil pública que trata da prestação de atendimento a servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vitimadas pelo contato com o DDT. A decisão foi motivada por pedido do MPF/AC para que houvesse efetivo cumprimento de ordens judiciais anteriores para a formulação do plano de atendimento e indicação de entidade idônea para o diagnóstico dos possíveis enfermos. São réus na ação o estado do Acre, a União e a Funasa.
outubro 27, 2009

Interdição da linha de produção e apreensão de 150 mil litros do agrotóxico Priori Xtra (azoxistrobina + ciproconazole) adulterado. Esse foi o resultado da fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (21), na fábrica da empresa Syngenta, de origem suíça, em Paulínia (SP).
outubro 26, 2009

No país que é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, os casos de intoxicação aguda e crônica são pouco registrados. Censo Agropecuário constatou 25 mil casos de intoxicação de agricultores, 300% acima das notificações oficiais.
No campo, o envenenamento diário com os agrotóxicos – José Faria Pinto, de 55 anos, Márcia Cristina Tayt-Sohn, 47 anos, Norival Ferreira da Silva, 39 anos, Sonia Maria de Oliveira, 39 anos. Quatro histórias de vida de agricultores ligadas pelo mesmo drama: a intoxicação por agrotóxicos, que usam desde a infância. Reportagem de Cássia Almeida, no O Globo, 25/10/2009.
outubro 15, 2009

O aumento, na última década, de 60% no uso de inseticidas para controlar pragas nas lavouras de soja preocupa a cadeia produtiva, que decidiu avaliar a necessidade de rever os atuais níveis de controle de desfolhadores (lagartas) e percevejos. O assunto está sendo discutido em um encontro aberto ontem (14) em Londrina (PR).
outubro 13, 2009

Produtores de cebola, repolho e outras culturas que dependem da aplicação intensiva de agrotóxicos estão fazendo plantações nas margens da represa de Itupararanga, manancial que abastece cerca de 1 milhão de pessoas de cidades como Sorocaba, Votorantim, Mairinque, Ibiúna e São Roque.
Eles retiram a água da represa com bombas clandestinas – sem a licença do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), órgão do governo estadual – para a irrigação das lavouras. Essa água e as chuvas carregam pesticidas para a represa, pois a mata ciliar, localizada na margem, foi suprimida. O manancial e seu entorno foram transformadas em Área de Proteção Ambiental (APA) estadual pela Lei 10.100/98, mas o uso não é fiscalizado. Reportagem de José Maria Tomazela, do O Estado de S.Paulo.
outubro 8, 2009
outubro 7, 2009
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou cerca de 1 milhão de quilos de agrotóxicos com irregularidades e adulterações, na fábrica da empresa Syngenta, de origem suíça, em Paulínia (SP). Os problemas foram encontrados após fiscalização da Agência, realizada na última semana.
Após três dias nas instalações da maior empresa em vendas de agrotóxicos no Brasil e no mundo no ano de 2008, a equipe da Anvisa encontrou várias irregularidades na importação, produção e comércio de produtos agrotóxicos. A ação contou com apoio da Polícia Federal.
outubro 7, 2009

Por produção e comercialização de agrotóxicos em desconformidade com a licença obtida, duas filiais da BASF S.A. foram autuadas pelo Ibama, somando mais de R$ 470 mil em multas aplicadas. A empresa tem 20 dias a contar da aplicação da penalidade administrativa para apresentar defesa ao Ibama. Até o momento, a operação apreendeu 99 sacos de 15 kg do agrotóxico Granutox 150 G, armazenados na empresa em Ibiporã/PR. Amostras do produto foram encaminhadas para análise. A fiscalização continua em outras empresas que trabalham com agrotóxicos nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
outubro 3, 2009

[EcoDebate] Já discuti este tema antes, mas, diante do continuado crime de nosso envenenamento alimentar, acho necessário retomar a discussão e atualizar as informações e referências.
A agricultura “tradicional” se orgulha de produzir alimentos mais do que suficiente para alimentar o planeta e a indústria química se orgulha de ter desenvolvido os insumos utilizados para isto.
Devemos nos perguntar qual é o real custo social, ambiental e de saúde desta grande produção ‘aditivada’ com agroquímicos. Quem arca com as consequências e quem realmente paga por isto?
outubro 3, 2009

Os crimes investigados, além do contrabando propriamente dito e da receptação, constituem atividades ilícitas de evidentes repercussões na esfera ambiental e de saúde pública, uma vez que os agrotóxicos em questão – Mospilan, Acetamiprid, Trimethyl, Ally, Priori, Regente, Fipronil, Cruiser, Cloril, Bim, Evoke, Clorimuron, Thiosam70, Folicur (nomes específicos e genéricos) –, sem qualquer registro junto aos órgãos federais competentes (exigência contida no art. 3º da Lei 7.802/89) e portanto de importação proibida, não passam por controles de qualidade, são de toxicidade desconhecida e representam potencial risco tanto à saúde dos consumidores finais das espécies cultivadas como à higidez ambiental das regiões de plantio. Também é importante destacar as conseqüências econômicas nefastas para as indústrias nacionais que fabricam e negociam legalmente substâncias similares, recolhendo os devidos impostos e operando de acordo com a lei, cujos custos e margens de lucro não podem fazer frente aos preços praticados pelo mercado negro.
A Polícia Federal, nas ações da Operação Pureza, já prendeu até o momento 6 pessoas preventivamente e 3 pessoas em flagrante por posse de agrotóxicos contrabandeados. Também foram cumpridos 18 mandados de busca em endereços situados nos municípios de Barreiras (BA), Luís Eduardo Magalhães (BA), Guaíra (PR), Quatro Pontes (PR), Santa Terezinha do Iguaçu (PR) e Mundo Novo (MS).
outubro 1, 2009

O uso de agrotóxicos nas propriedades rurais brasileiras é mais comum em unidades dirigidas pelos proprietários. De acordo com dados do Censo Agropecuário 2006 esse número chega a 78,4%, e o equipamento mais usado é o pulverizador costal (69,1%), que tem maior potencial de exposição. Além disso, em mais da metade das unidades onde a prática foi verificada, os responsáveis não receberam orientação técnica (56,3%) do governo, cooperativas ou da iniciativa privada.
setembro 30, 2009

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária interditou, na última sexta-feira (24), 1 milhão de litros de agrotóxicos adulterados, em Belford Roxo (RJ). A fiscalização, realizada pela Agência com apoio da Polícia Federal, ao longo de toda semana passada na empresa Bayer, de origem alemã, identificou a produção de agrotóxicos com formulação adulterada, sem autorização dos órgãos competentes.
setembro 25, 2009

Os porta-vozes da grande propriedade e das empresas transnacionais são muito bem pagos para todos os dias defender, falar e escrever de que no Brasil não há mais problema agrário. Afinal, a grande propriedade está produzindo muito mais e tendo muito lucro. Portanto, o latifúndio não é mais problema para a sociedade brasileira. Será? Nem vou abordar a injustiça social da concentração da propriedade da terra, que faz com que apenas 2%, ou seja, 50 mil fazendeiros, sejam donos de metade de toda nossa natureza, enquanto temos 4 milhões de famílias sem direito a ela.










