setembro 6, 2010

Pulverização aérea. Foto no Portal do São Francisco.
Esta semana o jornal Folha de S. Paulo divulgou resultados de uma pesquisa desenvolvida em parceria entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), que mediu efeitos do uso de agrotóxicos em Campo Verde e Lucas do Rio Verde (médio-norte de Mato Grosso), dois dos principais municípios produtores de grãos do estado.
Os pesquisadores encontraram resíduos de agrotóxicos no sangue e na urina de moradores, em poços artesianos e amostras de ar e de água da chuva coletadas em escolas públicas.
agosto 26, 2010
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo estudo [Effects of prenatal exposure to a low dose atrazine metabolite mixture on pubertal timing and prostate development of male Long-Evans rats] mostra que a exposição pré-natal de ratos machos a baixas doses de atrazina, um herbicida amplamente utilizado, torna-os mais propensos a desenvolver inflamação da próstata e ao passar pela puberdade mais tarde do que os animais não-expostos.
A pesquisa acrescenta mais um efeito negativo à crescente da literatura científica sobre a atrazina, um herbicida usado principalmente para controlar ervas daninhas e gramíneas em culturas como milho e cana-de-açúcar. A atrazina e seus derivados são conhecidos por serem relativamente persistentes no ambiente, podendo contaminar recursos hídricos, atingindo, inclusive, os sistemas de abastecimento de água.
agosto 25, 2010
[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Um novo estudo canadense [Choosing Organic Pesticides over Synthetic Pesticides May Not Effectively Mitigate Environmental Risk in Soybeans] sugere que o manejo inadequado de pesticidas orgânicos ou naturais poderiam causar mais danos ambientais do que os produtos químicos convencionais. O estudo foi publicado na PloS ONE.
Pesquisadores da School of Environmental Sciences, University of Guelph, Guelph, Ontario , dizem que compostos naturais são frequentemente utilizados em doses maiores do que os pesticidas químicos tradicionais, resultando em problemas potencialmente maiores para o lençol freático e em outros componentes do ecossistema.
agosto 24, 2010

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] As crianças que foram expostas a pesticidas organofosforados, enquanto ainda no ventre de suas mães, são mais propensas a desenvolver distúrbios de atenção anos mais tarde. É o que conclui um novo estudo [Organophosphate Pesticide Exposure and Attention in Young Mexican-American Children] realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley.
As novas descobertas, que serão publicadas na revista Environmental Health Perspectives (EHP), é dos primeiros a analisar a influência da exposição pré-natal aos organofosforados e seus efeitos posteriores no desenvolvimento de problemas de atenção. Os pesquisadores descobriram que os níveis pré-natais de metabólitos organofosforados foram significativamente ligados a problemas de atenção na idade de 5anos, com efeitos aparentemente mais fortes entre os meninos.
agosto 23, 2010

[EcoDebate] Mijaíl Kaláshnikov se convirtió en un destacado diseñador de armas de fuego. Hijo de campesinos encontró un camino que transformó su apellido. La historia del fusil de asalto que seguirá siendo en los próximos años el arma más empleada en los conflictos bélicos que azotan el planeta, tiene un competidor:los agroquímicos. En un mundo que multiplica sus conflictos, los AK47, como se conoce técnicamente a los tristemente célebres Kalashnikov, son el armamento bélico más usado en todo el planeta, con unos cien millones de unidades y sus replicas repartidas en cinco continentes, según un informe de Amnistía Internacional, Oxfam International y la Red Internacional sobre Armas de Pequeño Calibre, entidades que integran la Campaña para el Control de Armas.
Así como la Kalashnikov es famosa, los productores de agrotóxicos también lo son pero casi se los podría definir en términos de guerra biológica, donde los muertos y afectados se cuentan por millones y con consecuencias futuras desconocidas.
Veinte años después de la catástrofe de Bophal más de 100.000 personas, sufren en la actualidad enfermedades crónicas atribuibles a la contaminación causada por el escape y también denunciada por Amnistía Internacional.
agosto 23, 2010
Procuradora participou de seminário no Vale Jaguaribano e quer instalar Fórum
A procuradora do Trabalho Geórgia Maria da Silveira Aragão, titular do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Limoeiro do Norte (no vale jaguaribano cearense), recebeu, no dia 19/8, estudo que aponta a contaminação por agrotóxicos da água oferecida a comunidades da Chapada do Apodi. O estudo foi entregue pela médica do Trabalho e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Rigotto, durante seminário realizado no auditório da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Segundo a professora, a pesquisa na região teve início há três anos, atendendo a oito comunidades (cada uma delas com cerca de mil moradores) dos municípios de Limoeiro do Norte, Russas e Quixeré. Trata-se de um estudo epidemiológico da população exposta à contaminação ambiental em área de uso de agrotóxico. Na região analisada, prevalece a cultura de abacaxi, melão e banana, principais produtos desenvolvidos pelo agronegócio local.
agosto 20, 2010

A Justiça do Trabalho de Paulínia condenou as empresas Shell do Brasil e a Basf a pagar, a partir de agora, o tratamento médico de todos os ex-trabalhadores da unidade de fabricação de agrotóxicos, instalada, no passado, no bairro Recanto dos Pássaros, em Paulínia. Mais de mil ex-trabalhadores das empresas foram beneficiados com a sentença, além de centenas de parentes, também suscetíveis à contaminação.
A fábrica ficou em atividade entre 1974 e 2002, no município paulista localizado na região de Campinas. A decisão abrange também o tratamento dos filhos dos empregados que nasceram durante ou após a prestação dos serviços na fábrica.
A planta industrial da Shell, posteriormente comprada pela Basf, contaminou o solo e as águas subterrâneas com produtos químicos como o aldrin, endrin e dieldrin, compostos por substâncias altamente cancerígenas, às quais os trabalhadores foram expostos.
agosto 17, 2010

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou , nesta segunda-feira (16), resolução que determina o banimento do ingrediente ativo endossulfan do Brasil. A determinação é fundamentada em estudos toxicológicos que associam o uso desse agrotóxico, considerado extremante tóxico, a problemas reprodutivos e endócrinos em trabalhadores rurais e na população.
De acordo com cronograma estabelecido pela norma, o endossulfan não poderá ser comercializado, no Brasil, a partir de 31 de julho de 2013. Antes disso, a partir de 2011, o produto não poderá ser mais importado e a fabricação em território nacional será proibida a partir de 31 de julho de 2012.
agosto 5, 2010

O brasileiro ingeriu, em média, 3,7 quilos de agrotóxicos em 2009. Trata-se de uma massa de cerca de 713 milhões de toneladas de produtos comercializadas no país por cerca de seis corporações transnacionais. Estas empresas controlam toda a cadeia produtiva, da semente ao agroquímico ligado a ela. Uma condição que pressiona o agricultor familiar, refém da compra do “pacote tecnológico” gerador da dependência na produção. O capital dessas companhias do ramo é maior que o produto interno bruto da maioria dos países da Organização das Nações Unidas. Só no Brasil lucraram 6,8 bilhões de dólares em 2009.
Para tanto, o país ergueu a taça de campeão mundial em uso de agrotóxicos e bateu outro recorde: duplicou o consumo em relação a 2008. Relatórios recentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que vem sendo criticado pelo lobby do agronegócio, apontam que 15% dos alimentos pesquisados pelo órgão apresentaram taxa de resíduos de veneno em um nível prejudicial à saúde. Cana-de-açúcar, soja, arroz, milho, tabaco, tomate, batata, hortaliças (veja tabela) são produtos do dia-a-dia que passaram a ter alto índice de toxidade.
julho 26, 2010
Comentários desativados
Título: Avaliação de impactos ambientais da sojicultura em um ecossistema aquático da microrregião de Chapadinha, MA
Autor Antonio Eduardo Pinheiro Presoti
Categoria Teses e Dissertações
Instituição [cp] Programas de Pós-graduação da CAPES
Idioma Português
Área de Conhecimento INTERDISCIPLINAR
Nível Mestrado
Ano da Tese 2008
Resumo
julho 20, 2010

| Defensivo agrícola, pesticida, praguicida, veneno, são muitas as formas de se referir ao produto. A Norma Regulamentadora Rural nº 5, que acompanha a Lei nº 7.802/89, define os agrotóxicos como “substâncias, ou mistura de substâncias, de natureza química, quando destinadas a prevenir, destruir ou repelir, direta ou indiretamente, qualquer forma de agente patogênico ou de vida animal ou vegetal que seja nociva às plantas e animais úteis, seus produtos e subprodutos e ao homem”.
Os mais usados são inseticidas (que controlam insetos), fungicidas (fungos), herbicidas (plantas invasoras), desfoliantes (folhas indesejadas), fumigantes (bactérias do solo), raticidas (roedores), moluscocidas (moluscos), nematicidas (nematoideos) e acaricidas (ácaros). No país, as plantações de soja, milho e algodão estão entre as que mais recebem essas substâncias. Em geral, calcula-se que cada hectare de lavoura consome quatro quilos de princípio ativo de agrotóxico por ano. |
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Somente no ano passado, foram vendidas 725,6 mil toneladas dessas substâncias no país, movimentando US$ 6,62 bilhões, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). Em 1987, o consumo não ultrapassava as 100 mil toneladas, como mostrava reportagem da revista Tema (edição 9) que era editada pelo RADIS. Considerado o motor do agronegócio brasileiro, o agrotóxico impacta os ecossistemas e a saúde da população, concordam pesquisadores da Saúde — que se envolvem cada vez mais com esta e outras questões do meio ambiente.
julho 19, 2010
Agrotóxicos afetam comunidade em MS – Agricultores de Fátima do Sul apresentam náuseas, depressão e cometem suicídio após usarem inseticidas
A tristeza aparente aponta que é dia de velório. O cheiro, que atravessa os cômodos, faz parentes e curiosos saírem para o quintal. O odor expõe o motivo daquela morte: Mauro de Souza Lucas cometeu suicídio com veneno da lavoura de algodão.
A cena, na zona rural do município de Fátima do Sul (MS), seria um caso isolado se o cheiro não fizesse parte de outros velórios ali. Lucas havia brigado com um irmão em uma festa de fim de ano e, de volta para casa, foi direto para o quarto dos agrotóxicos. Escolheu um dos mais fortes e bebeu.
“Um vizinho levou-o para o hospital, ele acabou de morrer lá”, diz Antônia de Souza Lucas, 64, “uns 14″ filhos. “Era veneno brabo, não lembro o nome, mas era veneno de algodão, fedido.”
O episódio ocorreu há quase dez anos, mas o cheiro do velório ainda não saiu do nariz de Antônia. Mauro tinha 26 anos quando morreu. Ela não sabe por que o filho se matou. “Era uma nervosia, muita raiva, ele pôs na cabeça e se matou logo.” Reportagem de Marcelle Souza, na Folha de S.Paulo.
julho 15, 2010

O agrotóxico endossulfam, considerado altamente tóxico, associado a problemas reprodutivos e no sistema endócrino, será banido do País só a partir de 31 de julho de 2013. Comissão formada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Ministério da Agricultura (Mapa) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou a decisão hoje, durante uma reunião de quase nove horas. O cronograma definido no encontro, no entanto, é mais longo do que o esperado por entidades relacionadas à defesa do meio ambiente e da saúde.
Banido em 45 países, o endossulfam fazia parte de uma lista de 14 agrotóxicos submetidos à reavaliação pela Anvisa, por causa das suspeitas de estarem associados a problemas graves de saúde. O grupo, reunido hoje, decidiu que importações do produto serão proibidas a partir de 31 de julho de 2011. Depois disso, a produção nacional terá de sofrer uma redução gradativa até que, em julho de 2013, a venda e uso do produto esteja totalmente proibido. Reportagem de Lígia Formenti, na Agência Estado.
julho 8, 2010

Foto: iStockphoto
O modelo agrícola brasileiro revela uma grande contradição. Enquanto bate recordes seguidos de produtividade, contribuindo com cerca de 30% das exportações brasileiras, 40% da população brasileira sofre com a insegurança alimentar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Brasil, um dos países mais desiguais e com uma das maiores concentração de terras do mundo, ganhou o posto de maior consumidor de agrotóxicos do planeta. Lugar conquistado pelo segundo ano consecutivo, superando os Estados Unidos, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgados recentemente.
Curiosamente, o avanço da tecnologia nesses últimos dez anos não reduziu o consumo de agrotóxicos no Brasil. Pelo contrário, a moderna tecnologia dos transgênicos, por exemplo, estimulou o consumo do produto, especialmente na soja, que teve uma variação negativa em sua área plantada (- 2,55%) e, contraditoriamente, uma variação positiva de 31,27% no consumo de agrotóxicos, entre os anos de 2004 a 2008.
junho 24, 2010

Agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados, no Brasil, sem levar em consideração a existência ou não de autorização do Governo Federal para o uso em determinado alimento. É o que apontam os novos dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (23), em Brasília (DF).
Em 15 das vinte culturas analisadas foram encontrados, de forma irregular, ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à Anvisa, devido aos efeitos negativos desses agrotóxicos para a saúde humana. “Encontramos agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde dos trabalhadores rurais como dos consumidores”, afirma o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano.
junho 21, 2010
Agricultores familiares da Paraíba vêm conseguindo controlar a mosca negra com produtos naturais e sem usar agrotóxicos. É o que ficou comprovado durante a reunião promovida pelo Polo da Borborema no Sindicato de Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca (31/5), que contou com a presença de cerca de 100 pessoas, entre agricultores dos municípios de Lagoa Seca, Matinhas, Alagoa Nova, Massaranduba, Lagoa de Roça e Remígio, organizações da agricultura familiar, assessores, representantes do governo e professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O objetivo da reunião foi difundir as experiências bem-sucedidas e denunciar a política oficial de combate à praga.
junho 16, 2010

Foto: iStockphoto
Um mal necessário. Assim, Jean Remy Davée Guimarães define os agrotóxicos, frutos da indústria química e utilizados em larga escala no último século. Em entrevista, concedida, por telefone, à IHU On-Line, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho afirma que, além de ser uma questão científica e técnica, o uso de pesticidas trata-se, também, de uma discussão cultural e política. “
Jean Remy Davée Guimarães é doutor em Biofísica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde atualmente é professor. Também é professor da Universidade Federal de Rondônia.
junho 15, 2010
Nota de esclarecimento
São Paulo, 14 de junho, 2010 — Informamos que nos dias 7 a 10 de junho de 2010, as unidades da Dow AgroSciences de Jacareí e Franco da Rocha passaram por uma inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Um time de Especialistas da Dow AgroSciences altamente capacitado e dedicado a este projeto vem trabalhando intensamente para esclarecer eventuais aspectos técnicos levantados pela ANVISA. Gostaríamos de esclarecer que os pontos discutidos não comprometem de forma alguma a segurança de nossos colaboradores e usuários, nem a efetividade dos produtos e tampouco acarretam fatores de risco ao meio ambiente.
junho 15, 2010

Foto: iStockphoto
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende concluir até o final deste ano o processo de reavaliação de 14 substâncias ativas usadas em agrotóxicos. O trabalho foi iniciado em 2008, mas ações judiciais abertas por empresas do setor fizeram com que o trabalho só fosse retomado no início do ano passado.
Com isso, houve somente uma decisão liberando a cihexatina para cítricos no estado do São Paulo, até o ano que vem, quando a venda deverá ser proibida. Os demais produtos estão em análise, alguns em estágio avançado, como o Endosulfan, disse à Agência Brasil a médica Heloisa Rey Farza, especialista em toxicologia da Gerência Geral de Toxicologia da Anvisa.
junho 15, 2010

Embalagens de agrotóxicos descartadas irregularmente. Foto: Ibama
No período de 2002 a 2008, a cadeia produtiva agrícola nacional retirou do meio ambiente 108 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas.
“Isso significa que ajudamos a reduzir a emissão de mais de 160 mil toneladas de dióxido de carbono. A gente tem um benefício ambiental palpável, como resultado do trabalho e esforço de toda a cadeia [produtiva]”, disse à Agência Brasil o presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inPev), João Cesar Rando.
O Brasil é atualmente líder no processo de descarte correto desse tipo de embalagens em todo o mundo. Já é considerado um centro de excelência e está se tornando uma referência no assunto, afirmou Rando.










