Líderes indígenas denunciam os incêndios na região amazônica como ‘uma terrível praga’

  Muitas terras indígenas têm sido incendiadas por fazendeiros e grileiros há anos, mas agora os incêndios são especialmente graves. Hemokomaá, um homem Awá, mostra sua floresta depois do incêndio que atingiu sua terra em 2010. © Fiona Watson/Survival Líderes indígenas da região amazônica denunciam os incêndios devastadores como uma “praga” e um “terror” que “faz nossas crianças ficarem doentes, mata os animais, só traz coisa ruim.” Antonio Enésio Tenharim, do povo Tenharim, afirmou:

Amazônia em chamas, artigo de Montserrat Martins

    [EcoDebate] A sua opinião é mais importante do que você imagina. Ela influencia nos discursos e nas ações das autoridades, dos políticos, desde um vereador até o Presidente da República. A sua opinião sobre a Amazônia é fundamental para o que vai acontecer com ela, o quanto dela vai sobreviver. A Amazônia está em chamas, alvo de queimadas que acabam com a floresta. Os incendiários se apossam dessas terras, depois de

Queimadas na Amazônia: De Birnam Wood a Dunsinane Hill; da Amazônia ao Planalto Central, artigo de Hugo Cavalcanti Melo Filho

  “Macbeth shall never vanquished be until great Birnam Wood to high Dunsinane Hill shall come against him”.   [EcoDebate] Nesta semana, um texto atribuído a Tarso de Melo, intitulado “A queda do céu”, no qual o autor comenta, de forma poética, os efeitos das queimadas na Amazônia sentidos pelos moradores da cidade de São Paulo, terminava com uma advertência: “a floresta vem visitar, vem avisar. Vai cair o céu”. Não pude deixar

A Amazônia está agonizando, artigo de Augusto Lima da Silveira e Rodrigo Berté

  [EcoDebate] Amazônia está agonizando e cadê a grande mídia? Uma sucessão de incêndios em florestas e reservas por todo o estado de Rondônia tem causado mortes, perdas e mudanças na rotina da população. Com queimadas se estendendo por vários dias, a fumaça mergulhou até a capital, Porto Velho, em uma nuvem interminável, enquanto um rastro de cinzas e animais mortos é deixado pelo fogo que continua a se alastrar e

Pesquisadores descrevem trajetória do ‘rio de fumaça’ que escureceu São Paulo

    Karina Toledo | Agência FAPESP – Dois sistemas que permitem o monitoramento de poluentes atmosféricos – desenvolvidos nas últimas duas décadas com apoio da FAPESP – estão ajudando cientistas a entender fenômenos raros observados na cidade de São Paulo na última segunda-feira (19/08): o escurecimento repentino do céu no meio da tarde e a chuva acinzentada observada logo depois em algumas partes da Região Metropolitana. Ainda no domingo (18/08), uma intensa

MPF apura aumento no desmatamento e nas queimadas na Amazônia, em investigações em Santarém, Itaituba, Altamira e Belém

  Amazônia: Procuradores investigam a queda nas fiscalizações, a ausência de apoio aos órgãos ambientais e o Dia do Fogo, anunciado por fazendeiros na semana passada Diante dos dados alarmantes recolhidos pelos sistemas de satélite sobre o aumento na devastação em várias porções da floresta amazônica, o Ministério Público Federal (MPF) no Pará conduz investigações em três municípios e na capital paraense, para apurar a diminuição no número de fiscalizações ambientais na

O Rio Voador de Fumaça e o Sínodo para a Amazônia, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Um rio voador de fumaça cobriu o imenso território brasileiro. Ele percorreu exatamente o caminho dos rios voadores, feitos de vapor de água, que irrigam a maior parte do território brasileiro, chegando até a Argentina, Uruguai e Paraguai. É da Amazônia que vem as chuvas que abastecem grande parte de nosso território, que depois se armazenam nos aquíferos do Cerrado, mas que hoje estão sendo extintos pela devastação da

Nota técnica revela que queimadas na Amazônia em 2019 seguem o rastro do desmatamento

  Queimadas na Amazônia   O número de focos de calor registrados na Amazônia já é 60% mais alto do que o registrado nos últimos três anos. O pico tem relação com o desmatamento, e não com uma seca mais forte como poderia se supor, segundo nota técnica sobre a atual temporada de queimadas que o IPAM (Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia) divulga hoje. Confira a nota técnica na íntegra. De 1º de janeiro

Áreas Protegidas na Amazônia estão sob risco com atividades ilegais como garimpo, extração de madeira e queimadas

  Lideram o ranking territórios que não deveriam registrar desmatamento, como Terras Indígenas e Unidades de Conservação Federais Por Stefânia Costa As Áreas Protegidas representam um patrimônio nacional e possuem muitos benefícios para a manutenção da biodiversidade, estoques de carbono e geração de serviços ambientais, além de possuir grande importância para a regulação do clima. A Amazônia Legal tem 46% do seu território formado por APs. Entretanto, dados publicados pelo Imazon apontam que essas

Florestas na Amazônia degradadas pelo fogo demoram sete anos para recuperar suas funções, revela estudo

    Por Cristina Amorim Florestas da Amazônia degradadas pelo fogo recuperam sua capacidade de bombear água para a atmosfera e absorver carbono em sete anos. Mas o que se perdeu de carbono não volta mais. As boas e as más notícias fazem parte de um novo estudo científico publicado por pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos e da Alemanha na revista Global Change Biology. Os cientistas analisaram dados de um experimento conduzido pelo IPAM

Incêndios florestais aceleram o derretimento da neve no oeste dos EUA

  Os incêndios florestais estão causando o derretimento da neve no início da temporada, uma tendência que afeta o abastecimento de água e provoca ainda mais incêndios, de acordo com um novo estudo de uma equipe de pesquisadores da Portland State University (PSU), Desert Research Institute (DRI) e University of Nevada, Reno. É um ciclo que só será exacerbado à medida que a frequência, duração e gravidade dos incêndios florestais aumentam com

Estudo sugere que as mudanças climáticas limitam a recuperação florestal após incêndios florestais

  Nova pesquisa sugere que a mudança climática torna cada vez mais difícil a recuperação florestal após incêndios florestais, o que poderia contribuir para a perda abrupta de florestas. University of Montana*     O estudo, "Wildfires and Climate Change Push Low-elevation Forests Across a Critical Climate Threshold for Tree Regeneration", foi publicado em 11 de março nos Anais da Academia Nacional de Ciências e está disponível online em http://bit.ly/2HeZc8t . Kimberley Davis, pesquisadora de pós-doutorado

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