Em 2020, o número de incêndios no Pantanal é 440% maior que a média dos últimos anos

 

Pantanal em chamas
Pantanal em chamas – Incêndios florestais entre Miranda e Corumbá BR 262 e MS 184. Foto: © Chico-Ribeiro/Governo Mato Gross / EBC

Em 2020, o número de incêndios no Pantanal é 440% maior que a média dos últimos anos

Incêndios no Pantanal – Pedro Luiz Côrtes traz levantamento dos focos e aponta desmonte de fiscalização, além das mudanças climáticas, como principal causa

Jornal da USP no Ar, Rádio USP

Este ano, além das queimadas na Amazônia, houve um aumento significativo dos focos de incêndio no Pantanal e o governo federal não tem agido de forma eficaz para controlar a situação. O professor Pedro Luiz Côrtes, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, comenta o problema em entrevista ao Jornal da USP no Ar.

Segundo um levantamento feito pelo professor, o número de focos de incêndio atualmente verificado no Pantanal é 440% maior do que a média entre 2010 e 2019. “Entre os dias 1° de maio e 1° de setembro do ano passado, tivemos 2.502 focos. Este ano, registramos 8.501. Essa é uma tragédia muito grande, explicada por duas principais questões: o desmonte no Ministério do Meio Ambiente e sua estrutura de fiscalização, com críticas às ações de combate feitas abertamente pelo presidente da República, e também devido à questão climática peculiar, com uma seca muito forte, provocada pela transição entre os fenômenos El Niño e La Niña, que favorece a proliferação do fogo”, explica o especialista.

A diminuição do volume das chuvas também ocorre em boa parte do Brasil devido ao desmatamento da Amazônia. Esse fator, somado ao período de transição entre períodos de El Niño e La Niña, faz com que a umidade não chegue à região Centro-Oeste e do Pantanal. “As mudanças climáticas não são uma aposta para o futuro, elas já são uma realidade e uma das consequências é o que está acontecendo este ano, no Pantanal”, conclui Côrtes.

 

Saiba mais ouvindo a entrevista na íntegra.

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 14/09/2020

 

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