Espírito Santo e Minas Gerais formarão rede de pesquisa para uso das águas da Bacia do Doce

Rio Doce em Galiléia, Minas Gerais. Foto Wikipédia
Rio Doce em Galiléia, Minas Gerais. Foto Wikipédia

Investimento é de R$ 2,9 milhões – Os estados do Espírito Santo e Minas Gerais formarão a Rede Regional de Pesquisa em Suporte à Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. A ação vai permitir que os dois estados em conjunto realizem pesquisas científicas que contribuam para o uso racional dos recursos hídricos em prol do desenvolvimento sustentável da Bacia do Rio Doce.

Para estimular os estudos nesta área, foi assinado um convênio entre a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

O investimento é da ordem de R$ 2,9 milhões para o lançamento de dois editais, sendo um no Espírito Santo e outro em Minas Gerais. Destes, R$ 1 milhão do Governo de Minas Gerais, R$ 400 mil do Governo do Espírito Santo e R$ 1,5 milhão do CNPq.

As linhas de estudos são: Hidrológicos extremos (cheias e secas); Enquadramento de corpos hídricos e desenvolvimento regional; Recursos hídricos superficiais e subterrâneos e interação com os usos.

As inscrições para o edital da Fapemig vão até 17 de dezembro. O edital está em http://www.fapemig.br/admin/editais/upload/Edital%2022-2009.pdf

Já para o edital da Fapes, as inscrições terminam em 19 de dezembro. O edital está disponibilizado no link http://www.fapes.es.gov.br/editais/anexos/2009/11/edital_2009_11_2009-11-06.pdf

Sobre a bacia

A Bacia Hidrográfica do Rio Doce abrange uma área de 83.400 km2 nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O rio Doce encontra com o Oceano Atlântico em Regência, no município de Linhares, no Espírito Santo, sendo os seus formadores o ribeirão do Carmo, que nasce em Mariana, e o rio Piranga, que nasce em Ressaquinha, ambos em Minas Gerais.

Perto de 3,5 milhões de pessoas vivem hoje na área desta bacia, em 230 municípios (202 mineiros e 28 capixabas). Um terço dessa população mora na zona rural. Cerca de 90% dos municípios possuem menos de 20 mil habitantes.

A grande diversidade de seu ambiente, físico e biótico, e o processo de ocupação deste território traçaram um cenário bastante complexo do ponto de vista socioeconômico e ambiental, mostrando ao longo de toda a bacia diferenças marcantes em termos de atividades econômicas, disponibilidade hídrica e contradições sociais.

Suas principais atividades econômicas são mineração, geração de energia elétrica, indústria de celulose e o agronegócio. Tais empreendimentos desempenham papel significativo nas exportações brasileiras de minério de ferro, aços, celulose, café e frutas. A produção de petróleo e uma reserva de 25 bilhões de metros cúbicos de gás natural, localizadas na foz do rio Doce, colocam a região em posição estratégica na questão energética do País.

Atualmente, existem sete comitês de bacias hidrográficas de rios afluentes do Doce em funcionamento. Seis comitês estão sediados em Minas Gerais, em regiões hidrográficas chamadas Unidades de Planejamento e Gestão (DO1 a DO6), e um no Espírito Santo, onde existe também um comitê em fase de instalação e uma comissão pró-comitê. Eles atuam na gestão das águas, buscando integrar-se ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, de âmbito federal.

EcoDebate, 14/11/2009, com informações da Secretaria de C&T do ES

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