setembro 6, 2010

Pulverização aérea. Foto no Portal do São Francisco.
Esta semana o jornal Folha de S. Paulo divulgou resultados de uma pesquisa desenvolvida em parceria entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), que mediu efeitos do uso de agrotóxicos em Campo Verde e Lucas do Rio Verde (médio-norte de Mato Grosso), dois dos principais municípios produtores de grãos do estado.
Os pesquisadores encontraram resíduos de agrotóxicos no sangue e na urina de moradores, em poços artesianos e amostras de ar e de água da chuva coletadas em escolas públicas.
setembro 3, 2010

Foto: Odesson Alves Ferreira
[EcoDebate] No dia 13 de setembro de 1987, 23 anos atrás, aconteceu um dos maiores acidentes radioativos do mundo, no centro do Brasil, em Goiania. Um velho aparelho de radioterapia com 19 gramas de um elemento altamente radioativo dentro, o Césio 137, virou uma “bomba” atômica – por causa da ignorância dos responsáveis e da falta de educação sobre os riscos da radioatividade em geral.
Até hoje, a maioria das vítimas deste “Chernobyl do Brasil” ainda não foi indenizada nem reconhecida pelas autoridades. Este acidente é uma demonstração clara da importância de informação e educação do povo e de todos os funcionários de hospitais, militares e trabalhadores da construção civil sobre energia nuclear e sobre os grandes riscos da radioatividade. Veja a entrevista de Odesson Alves Ferreira, presidente da Associação das Vítimas do Césio 137 (AVCésio), realizada por Márcia Gomes de Oliveira e Norbert Suchanek, para o Portal EcoDebate.:
setembro 3, 2010
Terminou a viagem de uma semana de Ute Koczy, deputada federal pelo Partido Verde da Alemanha, ao Brasil, organizada pela Fundação Heinrich Böll. Sem poder visitar a mina de urânio de Caetité, deputada encontra afetados, ambientalistas e políticos da região e do Estado e discute os perigos da mineração e as consequências políticas das aspirações brasileiras de fechar o circuito nuclear.
O fornecimento e controle da qualidade da água, o monitoramento da saúde da população local e a certificação de qualidade para os seus produtos agrícolas foram as principais demandas apresentadas à deputada federal alemã Ute Koczy na sua visita à zona rural dos municípios de Caetité e Lagoa Real, no sertão da Bahia. Dos onze poços de abastecimento que foram abertos pela empresa estatal federal Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), dona da mina de urânio no local, nove tiveram que ser lacrados devido aos altos índices de urânio encontrados na água. Estudos do Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), do governo baiano, comprovaram que o lençol freático da região está contaminado a ponto de constituir risco para a saúde das famílias que vivem próximas da mina. E o que é pior, essa fonte primordial de água naquela região do semi-árido vem diminuindo desde que a INB deu início à extração de urânio em Caetité, em 2000. Como as autoridades não providenciaram carros-pipa, algumas famílias, desesperadas, reabriram os poços lacrados para obter água, mesmo sabendo do risco de contaminação que correm.
agosto 31, 2010
![]() |
ar, na água e no solo. O sistema capta o mercúrio sem gerar resíduo tóxico, evitando o passivo ambiental produzido nos métodos tradicionais utilizados para esse fim. Coordenado pela professora Vera Salim e Dra. Neuman S. de Resende, do Programa de Engenharia Química (PEQ) da Coppe, o projeto conta com o apoio da Petrobras.
agosto 27, 2010

Uma jovem coleta água, nas proximidades da vila de Laxmikhali, Bangladesh. As reservas de água do país podem estar contaminadas com arsênico. Foto: ASSOCIATED PRESS/Pavel Rahman/Le Monde
Há alguns meses, Atiq viu manchas escuras aparecerem em seus braços e seu peito. Esse agricultor de cinquenta e poucos anos não sabia que a água coletada todos os dias nos poços de seu jardim estava contaminada com arsênico, um elemento químico tóxico. Atiq, que vive com sua família em um barraco, no meio de arrozais, às vezes se queixa de cansaço. Ele não sabe que está com câncer.
“Infelizmente, o fato de sabê-lo não mudaria nada. Não há hospitais por aqui que possam cuidar dele, e de qualquer forma os tratamentos são caros demais”, explica o Dr. Alauddin Ahmed, do centro médico da Universidade de Columbia. Em 2000, a universidade nova-iorquina criou uma clínica no distrito de Araihazar, a duas horas de estrada da capital, Dacca, para ali estudar os efeitos da água contaminada sobre a saúde de 12 mil moradores.
Resultado: um estudo, publicado em junho na revista médica “The Lancet”, indica que metade da população bengalesa consome uma água cuja concentração em arsênico é superior à normal e provoca cânceres, diabete, bem como doenças cardiovasculares. Reportagem de Julien Bouissou, em Araihazar (Bangladesh), Le Monde.
agosto 25, 2010
O Ministério do Meio Ambiente e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) firmaram Termo de Cooperação com o objetivo de realizar monitoramento de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em Leite Humano. A cooperação terá vigência até 31 de dezembro de 2011 e viabilizará a realização do “Estudo de POPs em Leite Humano no Brasil”.
Além de acompanhar os níveis de POPs em leite materno no Brasil, o estudo visa atender aos requisitos do Plano de Monitoramento Global da Convenção de Estocolmo (que prevê o monitoramento contínuo de POPs em ar, leite materno e sangue) e também fornecer dados ao Plano Nacional de Implementação da Convenção de Estocolmo (NIP), que está sendo coordenado pelo Departamento de Qualidade Ambiental da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente.
agosto 24, 2010

Canola
Versões geneticamente modificadas da planta canola estão florescendo sob a forma de ervas daninhas no Estado de Dakota do Norte, dizem cientistas, em uma das primeiras instâncias de uma variedade transgênica que se espalha livremente na natureza.
A canola transgênica também foi encontrada crescendo no Japão, que nem sequer cultiva a planta, apenas a importa.
Até que ponto isso pode ser um problema é uma questão a ser discutida. Mas críticos dos transgênicos há muito tempo avisam que é difícil impedir que genes -no caso em pauta, genes que conferem resistência a herbicidas comuns- se espalhem, com consequências indesejadas. Reportagem de Andrew Pollack, no Green Blog/New York Times.
agosto 23, 2010

[EcoDebate] Mijaíl Kaláshnikov se convirtió en un destacado diseñador de armas de fuego. Hijo de campesinos encontró un camino que transformó su apellido. La historia del fusil de asalto que seguirá siendo en los próximos años el arma más empleada en los conflictos bélicos que azotan el planeta, tiene un competidor:los agroquímicos. En un mundo que multiplica sus conflictos, los AK47, como se conoce técnicamente a los tristemente célebres Kalashnikov, son el armamento bélico más usado en todo el planeta, con unos cien millones de unidades y sus replicas repartidas en cinco continentes, según un informe de Amnistía Internacional, Oxfam International y la Red Internacional sobre Armas de Pequeño Calibre, entidades que integran la Campaña para el Control de Armas.
Así como la Kalashnikov es famosa, los productores de agrotóxicos también lo son pero casi se los podría definir en términos de guerra biológica, donde los muertos y afectados se cuentan por millones y con consecuencias futuras desconocidas.
Veinte años después de la catástrofe de Bophal más de 100.000 personas, sufren en la actualidad enfermedades crónicas atribuibles a la contaminación causada por el escape y también denunciada por Amnistía Internacional.
agosto 23, 2010
Procuradora participou de seminário no Vale Jaguaribano e quer instalar Fórum
A procuradora do Trabalho Geórgia Maria da Silveira Aragão, titular do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Limoeiro do Norte (no vale jaguaribano cearense), recebeu, no dia 19/8, estudo que aponta a contaminação por agrotóxicos da água oferecida a comunidades da Chapada do Apodi. O estudo foi entregue pela médica do Trabalho e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Rigotto, durante seminário realizado no auditório da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
Segundo a professora, a pesquisa na região teve início há três anos, atendendo a oito comunidades (cada uma delas com cerca de mil moradores) dos municípios de Limoeiro do Norte, Russas e Quixeré. Trata-se de um estudo epidemiológico da população exposta à contaminação ambiental em área de uso de agrotóxico. Na região analisada, prevalece a cultura de abacaxi, melão e banana, principais produtos desenvolvidos pelo agronegócio local.
agosto 11, 2010
[EcoDebate] Estamos, permanentemente, expostos a um ‘oceano’ de contaminantes químicos, sobre os quais pouco ou nada sabemos. Incontáveis produtos químicos estão presentes em tudo que usamos, das embalagens de alimentos aos produtos de limpeza. Sem falar dos conservantes presentes nos próprios alimentos.
E, exatamente porque os produtos químicos estão presentes em tudo que usamos, também acabam presentes na água e nos alimentos que consumimos. Contaminamos o planeta com incontáveis produtos químicos, o que, por sua vez, também nos contamina.
agosto 11, 2010

Los tipos de contaminación más importantes son los que afectan a los recursos naturales básicos: el aire, los suelos y el agua. Algunas de las alteraciones medioambientales más graves relacionadas con los fenómenos de contaminación son los escapes radiactivos, el smog, el efecto invernadero, la lluvia ácida, la destrucción de la capa de ozono, la eutrofización de las aguas o las mareas negras. Existen diferentes tipos de contaminación que dependen de determinados factores y que afectan distintamente a cada ambiente. La organización mundial de la salud (OMS) declara que todos los años mueren 3.000.000 de personas a causa de la contaminación ambiental.
Nuestro planeta tiene un espacio restringido –no hay a donde ir, cuando una vez lo hemos contaminado y envenenado- la contaminación ambiental va a ser la asesina más grande de seres humanos y animales en las siguientes décadas.
agosto 11, 2010
Ração animal pode deixar crianças doentes, segundo relatório dos EUA – Alimentos industrializados para animais de estimação poderiam estar, indiretamente, deixando crianças doentes nos Estados Unidos, segundo relatório do governo que detalha o primeiro surto conhecido de salmonelose em humanos – principalmente entre crianças pequenas – relacionado a ração de cães e gatos.
O surto atingiu 79 pessoas em 21 Estados americanos, principalmente no leste do país, entre 2006 e 2008. Quase metade das vítimas eram crianças abaixo de 2 anos. Reportagem da AP.
agosto 3, 2010
Graças ao desenvolvimento de novas técnicas de análises químicas e biológicas, um mundo pouco conhecido de contaminantes ambientais, alguns deles comprovadamente prejudiciais a seres vivos, está sendo revelado. São substâncias oriundas de produtos de higiene pessoal e cosméticos, fármacos, praguicidas e nanomateriais, por exemplo. Para a bióloga e especialista em toxicologia, Gisela de Aragão Umbuzeiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ainda é cedo, no entanto, para dizer se esses compostos podem causar problemas ao homem. Ela falou sobre o tema em sua conferência Contaminantes emergentes para a zona costeira, proferida na 62ª Reunião Anual da SBPC, que se realizou em Natal.
Segunda Gisela, até há pouco tempo a química estava na era do miligrama, depois passou para a do micrograma e agora chegou a do nanograma – que trabalha com a matéria na escala de moléculas e átomo. Hoje é possível detectar a presença de determinadas substâncias em concentrações ínfimas no ambiente, principalmente na água.
julho 23, 2010
Comentários desativados

Histórico de processos produtivos agressivos gera cenários de risco
Levantamento realizado pelo arquiteto Luís Sérgio Ozório Valentim em pesquisa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP aponta a relação entre os eixos históricos de industrialização da Região Metropolitana de São Paulo, a produção de impactos ambientais e a identificação de cenários de risco á saúde da população. Além dos postos de combustíveis, atividade econômica que mais contribui atualmente para a contaminação do solo e das águas subterrâneas, há na região 191 áreas contaminadas de origem industrial, onde se concentram solventes, metais pesados e outras substâncias químicas tóxicas.
julho 20, 2010
Comentários desativados
Pesquisa da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), da USP em Piracicaba, analisa todo o sistema antioxidante do tomate diante da ação do cádmio, um metal tóxico. O estudo da resposta da planta e dos pontos de acúmulo do metal indica que o uso de plantas que naturalmente acumulam estes elementos tóxicos e a aplicação da engenharia genética poderá acelerar o processo de transferência de tecnologia desenvolvida em laboratório para programas de fitorremediação. A biorremediação e fitorremediação consistem no uso de microorganismos e de plantas tolerantes especializadas na limpeza de solos contaminados.
“Identificadas essas vias, torna-se possível o delineamento de novas estratégias em programas de melhoramento e no uso da técnica”, explica a bióloga Priscila Lupina Gratão, autora da pesquisa. Os tomates são submetidos a doses gradativas do metal na solução nutritiva a ser absorvida pela planta. O estudo simula como se o tomate estivesse recebendo constantemente o cádmio.
“Pense em uma plantação próxima a uma indústria que despeja esse poluente de forma contínua no solo”, relata. “Dessa forma, toda semana são aplicadas quantidades significativas do elemento químico e, a partir de cada coleta, o material é analisado”.
julho 15, 2010
Relatório da Cetesb aponta existência de metais pesados e solventes no terreno onde se cogita construir o Estádio Piritubão
O terreno de Pirituba onde se cogita construir o estádio de abertura da Copa de 2014, na zona norte de São Paulo, está contaminado por metais pesados e passa por um processo de “recuperação ambiental”. É o que informa o último relatório da Companhia de Tecnologia Ambiental (Cetesb), divulgado em novembro de 2009, com a relação das áreas contaminadas no Estado.
Para ambientalistas que tiveram acesso ao relatório, a descontaminação da área vai levar ao menos três anos, o que pode inviabilizar o projeto da nova arena e atrasar a construção do novo centro de convenções planejado pela Prefeitura. Qualquer escavação na área, declarada de utilidade pública pela Prefeitura em 2009, está proibida pelo governo do Estado. O processo de “remediação” já teve início, conforme o relatório. Reportagem de Diego Zanchetta, de O Estado de S.Paulo.
julho 6, 2010

1 – Água
2 – A drenagem ácida ocorre quando minerais que contêm sulfetos e se localizam em locais mais profundos são expostos a ambientes mais abertos e entram em contato com oxigênio e água, gerando, assim, sulfatos, que podem contaminar águas subterrâneas
3 – Água entra em contato com os sulfetos das rochas
4 – Minerais contendo sulfetos
5 – Água ácida
Perigo na mineração – Cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estudam uma forma de combater a drenagem ácida, um dos maiores problemas ambientais causados por empresas de mineração, com possibilidade de mobilizar elementos tóxicos e poluir os recursos hídricos, causando impactos na biodiversidade dos ambientes afetados e também na saúde humana. A ocorrência da drenagem ácida tem sido relatada principalmente na extração de ouro, chumbo, zinco, níquel e cádmio. No Brasil, os principais estados mineradores são Pará, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais, onde está concentrado o maior número de lavras.
A drenagem ácida é uma solução aquosa gerada quando minerais que contêm sulfetos, localizados em ambientes profundos, são expostos a ambientes abertos e entram em contato com oxigênio e água, gerando sulfatos (substâncias ácidas). A coordenadora do Instituto Nacional — Recursos Minerais, Água e Biodiversidade (IEE) e professora do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da UFMG, Virgínia Sampaio Teixeira, explica que o processo de transformação da água ácida ocorre com a combinação de minérios que possuem enxofre com micro-organismos, que geralmente estão presentes nos depósitos de minérios e de água. Reportagem de Alice Maciel, no Correio Braziliense.
julho 5, 2010
[EcoDebate] Em Yellowknife, noroeste do Canadá, o governo enfrenta lidar com 250.000 toneladas de trióxido de arsênio acumulados em uma mina subterrânea desativada, a um custo de 250 milhões de dólares.
Os canadenses encontraram uma alternativa mais barata de remediação dos efeitos do arsênio a um custo de 120 milhões de dólares num processo que duraria 20 anos.
A mina teve início em 1951 e parou de produzir em 2005. Correram 57 anos (1951/2008) sem que o arsênio tivesse sido posto sob controle, e tal ocorreu por falência da mineradora, inexistência de depósito garantidor do fechamento ou descomissionamento e ausência de compradores que quisessem assumir o passivo ambiental.
Em Yellowknife ocorreram mortes diretas e os recursos hídricos estão poluídos.
julho 1, 2010

[EcoDebate] 1 – “COMENDO AS SOBRAS DA SEGUNDA GUERRA”
O nitrogênio é fundamental para a produção de alimentos. As substancias nitrogenadas originam os aminoácidos, essenciais na formação das proteínas, os ácidos nucléicos, o ATP (adenosina trifosfato) e a clorofila. Os consumidores obtêm o nitrogênio através das plantas e são incapazes de utilizar o nitrogênio atmosférico (N2). A fixação biológica do N2 é realizada por bactérias que vivem em simbiose mutualista nas raízes, principalmente das leguminosas, mas existem outras plantas que também são capazes de realizarem esta atividade. “As bactérias fixadoras não vivem somente em raízes, mas também nas folhas de muitas plantas tropicais” (PRIMAVESI, 1979, p.180). As cianobactérias (cianofíceas) também são muito eficientes na fixação biológica do nitrogênio.
junho 28, 2010
[Por Henrique Cortez, para o EcoDebate] Estudo, apresentado durante a 92a reunião anual da Endocrine Society, neste domingo em San Diego, Califórnia, EUA, avaliou a performance da estação de tratamento em Boulder, Colorado, antes e depois de uma atualização de tecnologia para reduzir contaminantes químicos na água tratada.
Os disruptores endócrinos, mesmo em níveis considerados baixos, podem feminizar os peixes e, eventualmente, podem perturbar o sistema endócrino (hormonal) de animais e seres humanos. É o que afirma o pesquisador David Norris, PhD, professor de fisiologia integrativa da Universidade do Colorado em Boulder.











