Rotina saudável contribui para afastar o risco e a controlar melhor o diabetes

 

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Rotina saudável contribui para afastar o risco e a controlar melhor o diabetes

Por Bruno Mafra

Crônica e silenciosa, o Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pelo aumento da taxa de açúcar – ou melhor: de glicose – no sangue.

Essa elevação pode acontecer devido a problemas no pâncreas ou na ação da insulina, que é um dos hormônios produzido por essa glândula.

O endocrinologista cooperado da Unimed-BH Paulo Augusto Miranda explica que “a função da insulina é fazer com que a glicose entre nas células e possa ser aproveitada a fim de gerar energia para o corpo. A falta dessa insulina ou um defeito em sua ação resulta, portanto, no acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia”.

A doença pode ser dividida em três tipos: o diabetes tipo 1, de origem autoimune; o tipo 2, que representa cerca de 90% dos casos, associado aos hábitos de vida e à obesidade; e o diabetes gestacional, que atinge mulheres durante a gravidez. Entre as complicações mais graves estão a cegueira, perda da função dos rins, infarto do miocárdio (ataque do coração), acidente vascular cerebral (AVC) e amputação de membros.

Segundo dados de 2019 da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a doença atinge mais de 16,5 milhões de pessoas no Brasil, sendo que metade delas não sabe que são diabéticas. A campanha do Dia Mundial do Diabetes busca reforçar a importância de se fazer o rastreamento da doença e garantir o diagnóstico o mais cedo possível, para que o controle e o tratamento sejam iniciados, a fim de reduzir os riscos de complicações. “Não existe fórmula mágica. Para se evitar o diabetes, a medicina recomenda a adoção de hábitos saudáveis, a prática regular de atividades físicas, alimentação balanceada e, principalmente, manter-se bem informado” Esse é o recado do endocrinologista cooperado da Unimed-BH para o Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro.

O diabetes, assim como a obesidade, são fatores de risco associados às formas mais graves da covid-19. “É importante, ainda mais durante a pandemia, que as pessoas procurem reforçar hábitos e práticas saudáveis e mantenham o acompanhamento médico regular, pois sabemos que o controle da diabetes e da obesidade pode fazer a diferença em relação ao agravamento ou não de doenças infecciosas como a covid-19”, destaca o especialista.

CUIDADOS COM OS PÉS

Paulo Miranda reforça que o diabetes mal controlado aliado ao tabagismo, que também contribui para a insuficiência vascular, pode culminar em complicações crônicas, como o “pé diabético”, fator ligado a um alto número de amputações em todo o mundo.

Segundo o endocrinologista, portadores da doença têm maior risco de que problemas nas pernas e, principalmente, nos pés tornem-se mais graves, devido a uma dificuldade na cicatrização de feridas, causada pela diabetes.

O endocrinologista destaca que é importante para o diabético criar o hábito examinar os próprios pés, inclusive entre os dedos e por baixo, na planta ou sola. “Se necessário, use um espelho para auxiliá-lo nesse autoexame. Além disso, lave os pés todos os dias, secando bem, principalmente entre os dedos. Caso perceba calos ou bolhas, tenha muito cuidado, pois são sinais de que algo está agredindo os seus pés.”

Apesar de não ter cura, o diabetes pode – e deve – ser controlado. Paulo Miranda afirma que o foco do tratamento é o bem-estar do paciente. Por isso, vem aumentando as opções tecnológicas e de medicamentos a fim de melhorar a qualidade de vida após o diagnóstico. Porém, ele reforça que apenas o medicamento não é suficiente: “a parte mais importante do tratamento é a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, além de seguir as orientações do seu médico. Não raro, as pessoas se afastam do tratamento ao perceber os desafios a serem enfrentados. É preciso estimulá-las a procurar um médico e as campanhas de conscientização, como o Dia Mundial do Diabetes, ajudam a cumprir esse propósito”, finaliza o especialista.

Para ajudar com informações úteis e relevantes, a Unimed-BH oferece uma cartilha digital, com orientações para que diabéticos possam reduzir as chances de complicações mais graves da doença nas pernas e nos pés, tais como a neuropatia diabética (comprometimento dos nervos das pernas) e a insuficiência vascular periférica (falta de circulação nas pernas e pés). O documento, com dicas e recomendações, pode ser acessado em: tinyurl.com/pediabetico-unimedbh

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 13/11/2020

 

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