Dia Mundial do Diabetes: a importância do tratamento para melhor convívio com a doença

 

medição de glicose
Foto: Arquivo Agência Brasil

Dia Mundial do Diabetes: a importância do tratamento para melhor convívio com a doença

Dia 14 de novembro é usado para lembrar que com simples mudanças, é possível conviver com o diabetes sem suas complicações

Por Gabriela Tunes

O diabetes é uma doença crônica em que o corpo não produz insulina, hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue, ou não consegue absorver adequadamente a que produz. Quando o nível de glicose no sangue fica alto – a famosa hiperglicemia – por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, hoje há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no Brasil, o equivalente a 6,9% da população, número que vem crescendo constantemente.

De acordo com o endocrinologista Dr. Alexander Benchimol, médico e pesquisador do IEDE – PUC/ RJ, o fator genético também conta, mas não é o único determinante. É uma doença complexa, que surge devido à combinação de diversos fatores, complementa. Existem dois tipos de diabetes detectáveis:

Diabetes Tipo 1: conhecido como diabetes juvenil ou autoimune, pois o pâncreas não produz insulina suficiente e suas células sofrem um tipo de autodestruição, geralmente aparecendo durante a infância ou adolescência, tendo menor incidência nos pacientes e necessidade do uso diário de insulina para controle da glicemia;

Diabetes Tipo 2: é o tipo mais comum de diabetes, sendo causado por fatores genéticos juntamente com a má alimentação, o sedentarismo, sobrepeso ou obesidade, que provocam defeitos na produção e na ação da insulina no corpo. Costuma ser detectado após os 40 anos, pois é desenvolvido ao longo do tempo gerando danos ao corpo de forma silenciosa.

Abaixo, saiba mais sobre a doença e como conviver bem com ela, transformando-a em mais um motivo para cuidar da saúde.

Primeiros sintomas

Mesmo que os sintomas possam ser silenciosos no organismo em um primeiro momento, é necessário se atentar a mudanças simples, como: perda de peso, sede e fome constantes, infecções frequentes, feridas que demoram a cicatrizar, visão embaçada e vontade de urinar muitas vezes ao dia. Aos primeiros sinais, procure o seu médico para determinar um diagnóstico precoce. Vale destacar que a diabetes do tipo 2 vão-se desenvolvendo ao longo do tempo

Cuidados e tratamento

Aos primeiros sinais, procure um médico para determinar um diagnóstico precoce, pois o quando antes for dado início ao tratamento, menores serão as chances do surgimento de complicações mais graves do diabetes tipo 2. Por ser uma doença sem cura, além do tratamento medicamentoso, é importante ficar atento ao excesso de peso, sedentarismo, tabagismo, pressão alta, histórico familiar de diabetes tipo 2 e colesterol alto.

Complicações

Quando não há o acompanhamento das taxas de glicose no sangue, uma série de complicações pode acontecer com quem tem diabetes. Doenças renais, afetando a capacidade de filtragem dos resíduos, má circulação, formigamento, feridas e rachaduras na área dos pés, problemas de visão e até amputação de membros. Portanto é fundamental acompanhar os índices glicêmicos e seguir o tratamento prescrito pelo médico.

Adote um novo estilo de vida

Além da medicação prescrita para o tratamento da diabetes, é necessária uma mudança de hábitos, um novo estilo de vida para contribuir com o tratamento. A inclusão de atividades físicas com acompanhamento médico aliada a uma alimentação rica em castanhas, nozes e grãos integrais, além do consumo de frutas, vegetais e proteínas magras, devem fazer parte da rotina. Fumar também é um hábito que deve ser excluído, pois é importante reduzir os fatores de risco cardiovasculares nos pacientes diabéticos.

Para uma maior eficácia, é importante que todos os passos sejam seguidos em conjunto com bastante disciplina, além de um acompanhamento regular com um médico. “Por isso, é importante que o paciente adote um estilo de vida saudável e tenha adesão ao tratamento medicamentoso”, ressalta Benchimol.

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 14/11/2019

 

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