Força-tarefa flagra condições de trabalho precárias no corte de cana-de-açúcar de usinas de Alagoas

 

corte de cana-de-açúcar

 

Cortadores de cana-de-açúcar denunciam irregularidades

Duas usinas foram flagradas com condições de trabalho precárias durante força-tarefa realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Superintendência Regional do Trabalho (SRTE/AL) em novembro. A fiscalização ocorreu devido ao aumento de número de acidentes no corte de cana-de-açúcar. Nos primeiros quatro meses de 2013, mais de 8 mil trabalhadores rurais de Alagoas sofreram algum tipo de acidente no campo.

Na usina Uruba, no município de Atalaia, 52 trabalhadores foram ouvidos. Eles ainda não haviam recebido a Carteira e Trabalho e Previdência Social (CTPS) de volta, após o registro, reclamaram de atraso salarial e da falta de equipamentos de proteção individual (EPIs). Os trabalhadores ainda relataram que a existência de um único banheiro obriga as mulheres a trocar de roupa na frente dos homens.

As condições de transporte também foram verificadas. Apenas um dos oito ônibus vistoriados tem autorização do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) para conduzir passageiros. A maioria não possui tacógrafo e alguns tinham extintores vencidos. Em um dos veículos, até problema nos freios foi constatado.

Na usina Utinga Leão, de Rio Largo, não havia, nas bombas de aplicação de pesticidas, nome do produto aplicado, nem instruções de uso. As máscaras utilizadas pelos trabalhadores estavam em péssimo estado de conservação, assim como botas, luvas, óculos e caneleiras.

Os responsáveis pelo setor de meio ambiente do trabalho da usina informaram que os EPIs foram entregues aos trabalhadores no início da safra e também comprovaram existir, no almoxarifado, equipamentos suficientes para os empregados. Porém, os procuradores e auditores do Trabalho reforçaram que a empresa falha no que diz respeito à entrega e fiscalização do uso dos equipamentos.

Os trabalhadores informaram que quanto maior o número de bombas de herbicidas aplicadas, maior era o valor recebido. Em virtude disso, os auditores fiscais interditaram a aplicação do produto e os procuradores do Trabalho ficaram responsáveis em verificar se os 30 trabalhadores receberão a diária relativa ao período em que atividade estiver paralisada.

Informações: MPT em Alagoas

EcoDebate, 30/12/2013


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