A Conferência de Santa Marta e o caminho político para além dos combustíveis fósseis

O fim dos combustíveis fósseis dependerá de escolhas públicas, regulação, financiamento, cooperação internacional, enfrentamento de interesses organizados e construção de confiança social
Reinaldo Dias
Articulista do EcoDebate, é Doutor em Ciências Sociais – Unicamp
Especialista em Ciências Ambientais – USF
Pesquisador associado do CPDI do IBRACHINA/IBRAWORK
http://lattes.cnpq.br/5937396816014363
reinaldias@gmail.com
Alguns acontecimentos políticos passam quase despercebidos no momento em que ocorrem, mas ajudam a deslocar lentamente os limites do possível. A Conferência de Santa Marta parece pertencer a essa categoria. Longe dos holofotes da grande mídia e sem a dramaticidade dos grandes encontros climáticos, reuniu países, cientistas, povos indígenas, movimentos sociais e organizações internacionais em torno de uma questão que durante décadas foi evitada com cuidado pela diplomacia global.
O centro do debate era a necessidade de iniciar, de forma planejada e justa, a saída de um mundo ainda organizado em torno do petróleo, do gás e do carvão. O fato de esse tema ter sido colocado no eixo de uma conferência internacional já indica uma mudança relevante, porque desloca a discussão climática de compromissos genéricos de redução de emissões para o enfrentamento direto das bases econômicas, políticas e energéticas que sustentam a crise. Santa Marta não encerrou uma etapa da política climática, mas inaugurou uma disputa que tende a ganhar importância nos próximos anos.
Um novo ponto de partida para a transição energética
Durante seis dias, entre 24 e 29 de abril de 2026, a cidade de Santa Marta, no litoral caribenho da Colômbia, foi palco de um evento que, embora ainda pouco comentado nos grandes meios de comunicação, representa uma virada concreta na história da diplomacia climática. Pela primeira vez, uma conferência internacional foi organizada tendo como eixo central a transição para além dos combustíveis fósseis, abrindo um caminho político novo em um dos pontos mais difíceis da agenda ambiental contemporânea: transformar o compromisso genérico de reduzir emissões em um debate concreto sobre como abandonar petróleo, gás e carvão. Governos de 57 países se reuniram não para debater se é preciso abandonar os combustíveis fósseis, mas para discutir como fazê-lo com justiça, com planejamento e sem deixar para trás as populações que mais dependem dessas economias e que menos contribuíram para a crise que elas criaram.
Durante décadas, a diplomacia climática tratou a crise ambiental sobretudo pelo lado das emissões, metas nacionais, mercados de carbono e adaptação. Desde 1992, quando a comunidade internacional formalizou sua preocupação com as mudanças climáticas na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, adotada na Rio-92, o mundo produziu acordos, metas, declarações e protocolos. Esse percurso passou por Kyoto, pelo Acordo de Paris em 2015 e pelas sucessivas Conferências das Partes, as COPs.
Mas fez isso, em geral, sem enfrentar diretamente o fato de que o fim dos combustíveis fósseis significa tocar em interesses econômicos, dependências fiscais, empregos, infraestrutura, comércio internacional, geopolítica, dívida pública e desigualdade social. As palavras petróleo, carvão e gás sequer aparecem no Acordo de Paris. Foi apenas em Glasgow, em 2021, que o carvão recebeu menção tímida; em Dubai, em 2023, chegou-se à expressão “transição para além dos combustíveis fósseis”; e na COP30, realizada em Belém do Pará em novembro de 2025, nem essa formulação sobreviveu ao texto final, derrubada pelo peso do lobby dos países produtores.
Por isso, Santa Marta deve ser compreendida menos como um evento isolado e mais como o início de uma disputa organizada sobre o futuro da energia, do desenvolvimento e da justiça climática. Foi uma resposta de países dispostos a ir mais longe, a falar mais diretamente, a construir um processo fora da arquitetura das COPs — não para substituí-las, mas para avançar onde elas travam.
A conferência reuniu 57 países, 13 grupos de interesse e mais de 1.500 participantes, segundo o Ministério do Meio Ambiente da Colômbia. As conversas foram organizadas em torno de três eixos principais: redução da dependência econômica dos combustíveis fósseis, transformação da oferta e da demanda de energia e fortalecimento da cooperação internacional. Entre os resultados anunciados estão a realização de uma segunda conferência em 2027, copresidida por Irlanda e Tuvalu, a criação de um grupo de coordenação com participação de países como Brasil, Reino Unido, Dinamarca, França e Ilhas Marshall, e o lançamento de um Painel Científico para a Transição Energética Global.
O significado desse encontro está no fato de que a transição energética deixou de ser apresentada apenas como substituição tecnológica. Não se trata simplesmente de trocar petróleo por energia solar, carvão por eólica ou motores a combustão por veículos elétricos. A transição envolve formas de produção, padrões de consumo, financiamento público, reorganização do trabalho, disputas territoriais e modelos de desenvolvimento. Em países do Sul Global, essa complexidade é ainda maior, porque muitos Estados dependem da renda gerada por petróleo, gás ou carvão, ao mesmo tempo em que suas populações mais pobres são as mais expostas aos efeitos das secas, enchentes, ondas de calor, perda de moradia e insegurança alimentar.
Depois da COP30, a busca por outro caminho diplomático
Santa Marta ocorreu em um momento de frustração com os limites das negociações climáticas tradicionais. A COP30, realizada em Belém em 2025, terminou sem incluir no acordo final uma referência direta à eliminação dos combustíveis fósseis, apesar da pressão de vários países e organizações sociais. Esse vazio ajudou a dar sentido político à conferência colombiana. O encontro surgiu como uma tentativa de avançar por fora do bloqueio do consenso climático convencional, criando um espaço de cooperação entre países dispostos a discutir o problema de modo mais direto.
A diplomacia climática baseada no consenso tende a ser paralisada quando países produtores, grandes consumidores ou economias fortemente dependentes dos fósseis bloqueiam formulações mais fortes. Santa Marta sinaliza outra possibilidade: reunir uma coalizão de países, organizações sociais, cientistas, povos indígenas, sindicatos e governos subnacionais para definir caminhos concretos de cooperação, pressionar as negociações internacionais e fortalecer decisões capazes de acelerar a saída dos combustíveis fósseis. Não substitui a ONU, mas pressiona seus processos. Não cria, por si só, obrigações legais, mas ajuda a formar uma linguagem comum, instrumentos técnicos e legitimidade política.
O tom positivo que emergiu de parte das análises pós-evento tem fundamento, mas precisa ser compreendido com sobriedade. A conferência não produziu um tratado vinculante, nem obrigou países a encerrarem novas explorações fósseis. Também não contou com todos os grandes atores globais. Ainda assim, seu mérito está em deslocar a pergunta central. O debate deixou de ser apenas se o mundo deve abandonar os combustíveis fósseis e passou a concentrar-se em como fazê-lo, em que ritmo, com quais mecanismos financeiros, com que proteção social e com quais responsabilidades diferenciadas.
O Sul Global diante da transição para longe dos fósseis
Países latino-americanos, africanos, asiáticos e pequenos Estados insulares não enfrentam essa mudança energética a partir das mesmas condições dos países ricos. Muitos têm menor capacidade fiscal, pagam juros mais altos, enfrentam dívidas externas pesadas, dependem de exportações primárias e carecem de infraestrutura energética adequada. Por isso, qualquer agenda pós-fóssil que ignore financiamento, transferência tecnológica, diversificação econômica e proteção social corre o risco de transferir novamente os custos da crise para quem menos contribuiu para produzi-la. Esse ponto deve ser considerado decisivo para o Sul Global.
A reação da Rede Latinoamericana e do Caribe por Justiça Econômica, Social e Climática (LATINDADD) ao resultado da conferência foi precisa ao destacar que a saída dos combustíveis fósseis envolve uma disputa sobre quem paga a transição, sob quais regras financeiras, com quais responsabilidades históricas e com que garantias para que os países do Sul Global não enfrentem uma nova onda de endividamento em nome da ação climática. Esse é um dos elementos centrais para uma leitura social do processo. A transição pode ser emancipadora, mas também pode reproduzir dependências, aprofundar desigualdades e abrir novas frentes de extrativismo se for guiada apenas pelos interesses de mercado.
A escolha de Santa Marta tem forte valor simbólico, pois a cidade combina biodiversidade, presença costeira, história colonial, desigualdades sociais e ligação com cadeias de exportação de carvão. Essa contradição pode ser destacada ao lembrar que Santa Marta abriga importantes portos de exportação carbonífera, enquanto recebia uma conferência voltada justamente ao abandono dos combustíveis fósseis. Essa contradição não enfraquece o significado do encontro. Ao contrário, mostra que a transição real não acontece em territórios neutros ou livres de conflito, mas em lugares atravessados por dependências econômicas, disputas sociais e interesses estabelecidos.
A Colômbia aparece, nesse cenário, como exemplo das dificuldades enfrentadas por países produtores. O país busca projetar liderança internacional na transição energética, mas ainda convive com dependência fiscal, exportações fósseis, subsídios e pressões territoriais. Essa tensão é semelhante à de outros países do Sul Global, inclusive o Brasil, que defende protagonismo climático ao mesmo tempo em que mantém projetos de expansão petrolífera. A abordagem da transição precisa observar justamente essa zona de conflito entre discurso público, estrutura econômica e correlação de forças políticas.
Ciência, planejamento e disputa pública
Entre os resultados concretos de Santa Marta, destaca-se a criação do Painel Científico para a Transição Energética Global, um organismo inédito, com liderança científica associada a nomes como Carlos Nobre, brasileiro e um dos maiores pesquisadores do planeta sobre Amazônia e clima, e Johan Rockström, sueco e diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático. A missão do painel é traduzir o conhecimento científico acumulado sobre transição energética em orientações práticas para os governos, especialmente os do Sul Global, que muitas vezes não têm capacidade técnica interna para construir sozinhos seus planos de saída dos combustíveis fósseis. O painel deverá reunir especialistas em clima, economia, tecnologia, políticas públicas, financiamento e governança. Seu objetivo não é produzir um novo consenso científico sobre a crise climática, mas transformar conhecimento já disponível em decisões mais rápidas e socialmente orientadas.
Esse ponto é relevante porque a transição energética precisa enfrentar não apenas a resistência econômica, mas também a desinformação. A permanência dos combustíveis fósseis é sustentada por infraestrutura, subsídios, contratos, hábitos sociais e narrativas políticas. Durante muito tempo, setores interessados na continuidade do modelo fóssil apresentaram a transição como ameaça ao emprego, à soberania e ao desenvolvimento. Santa Marta contribuiu para inverter esse argumento. A dependência de combustíveis fósseis também ameaça a soberania, porque expõe países a choques de preços, conflitos geopolíticos, instabilidade fiscal, poluição e desastres climáticos.
Talvez essa seja uma das principais contribuições de Santa Marta, ao recolocar a política no centro da transição energética. O fim dos combustíveis fósseis não ocorrerá como simples consequência automática da queda no custo das renováveis. Dependerá de escolhas públicas, regulação, financiamento, cooperação internacional, enfrentamento de interesses organizados e construção de confiança social. A energia limpa pode ser mais barata e tecnologicamente viável, mas a permanência dos fósseis ainda está protegida por poder econômico, influência política e estruturas institucionais moldadas ao longo de dois séculos.
Santa Marta aconteceu num contexto de turbulência global. Os conflitos no Oriente Médio expõem a vulnerabilidade de rotas, preços e cadeias energéticas globais, com efeitos que se espalham por todas as economias do planeta, dos postos de gasolina à conta de luz, dos preços dos alimentos ao custo do frete. Esse cenário reforçou, de forma concreta, que a dependência de combustíveis fósseis não é apenas um problema ambiental, mas também uma vulnerabilidade econômica e uma ameaça à soberania dos países
Países que dependem de importar petróleo ou gás estão permanentemente reféns das decisões de outros; de produtores, de cartéis, de conflitos que estão a milhares de quilômetros de distância. A transição para energias renováveis, nesse sentido, é também uma questão de segurança nacional e de autonomia econômica. A energia do sol e dos ventos não está submetida às mesmas rotas geopolíticas do petróleo e do gás, não depende de portos bloqueados e reduz a exposição dos países a conflitos associados ao controle de combustíveis fósseis.
O Sul Global, transição justa e as populações vulneráveis
Uma das marcas mais significativas da Conferência de Santa Marta foi a presença e a voz de quem, historicamente, esteve à margem das negociações climáticas. Povos indígenas de múltiplas regiões participaram do encontro, incluindo delegações da Amazônia colombiana e peruana, da Sierra Nevada de Santa Marta e de ilhas do Pacífico. Também estiveram presentes comunidades afrodescendentes, camponeses, representantes de sindicatos, mulheres, jovens e movimentos sociais, não apenas como ouvintes, mas como interlocutores com espaço garantido no processo.
A Assembleia dos Povos, realizada em paralelo ao segmento governamental, produziu uma declaração conjunta de organizações indígenas, afrodescendentes, camponesas, sindicais e de juventude, que foi formalmente incorporada ao processo. Para essas comunidades, trata-se de muito mais do que política energética: são territórios, modos de vida, a própria sobrevivência que estão em jogo.
Do ponto de vista do Sul Global, a conferência também colocou em evidência uma questão que as COPs sistematicamente evitam com profundidade: a relação entre dívida externa e dependência fóssil. Muitos países em desenvolvimento se encontram presos numa armadilha: precisam das receitas do petróleo e do gás para pagar suas dívidas e manter serviços públicos básicos, e não têm como investir na transição porque estão asfixiados por obrigações financeiras com credores internacionais. Santa Marta nomeou essa armadilha e incluiu nas suas linhas de trabalho futuras a necessidade de mecanismos como a conversão de dívida por clima, instrumentos pelos quais países endividados podem reduzir suas obrigações financeiras em troca de investimentos em descarbonização.
Também merece destaque a proposta de zonas livres de combustíveis fósseis, levada por povos indígenas e organizações da sociedade civil. Essa proposta foi incluída entre os encaminhamentos da conferência e envolve a possibilidade de limitar a expansão da extração por meio de planos de fechamento, interrupção de novas licenças e proteção de territórios. Essa agenda amplia o debate sobre transição energética, pois impede que o abandono dos fósseis seja tratado apenas como tema de matriz energética nacional. A questão passa a envolver território, autodeterminação, consulta prévia, biodiversidade e direitos coletivos.
Esse cuidado é indispensável porque a transição também pode gerar novos conflitos. A expansão de renováveis demanda minerais, terras, redes de transmissão e infraestrutura. Se conduzida sem participação social, pode reproduzir velhas práticas extrativistas sob nova aparência verde. As vozes indígenas presentes em Santa Marta alertaram para esse risco ao defenderem não apenas territórios livres de combustíveis fósseis, mas também proteção contra novas formas de exploração mineral associadas à economia de baixo carbono. A transição justa, portanto, não se limita a substituir a fonte de energia. Ela exige mudar a forma de decidir, distribuir benefícios e reconhecer direitos.
O Brasil entre protagonismo climático e contradições energéticas
O Brasil aparece nesse processo em posição ambivalente. De um lado, teve papel relevante na discussão internacional sobre uma rota de saída dos combustíveis fósseis e integra o grupo de coordenação anunciado após Santa Marta. De outro, enfrenta constrangimentos quando sua política energética mantém sinais de continuidade fóssil. Essa contradição não é exclusiva do país, mas pesa de modo particular porque o Brasil sediou a COP30 e possui grande capacidade diplomática, matriz elétrica relativamente limpa e enorme potencial de liderar uma transição com justiça social.
Essa ambivalência revela uma questão mais ampla. A transição energética, especialmente no Sul Global, não se resolve apenas pela comparação entre fontes limpas e fontes poluentes. Ela envolve projetos de desenvolvimento. Um país pode defender metas climáticas ambiciosas em fóruns internacionais e, ao mesmo tempo, continuar apostando na ampliação da fronteira fóssil como fonte de receita, investimento e poder geopolítico. Essa tensão precisa ser enfrentada com clareza, porque a credibilidade climática dependerá cada vez mais da coerência entre compromissos diplomáticos e decisões econômicas.
No caso brasileiro, o país reúne biodiversidade, matriz elétrica com elevada participação renovável, experiência diplomática, capacidade científica e forte presença de movimentos sociais e comunidades tradicionais, mostrando a possibilidade de assumir a liderança desse processo. Mas essa liderança só será consistente se a transição energética for tratada como política de Estado, articulando redução da dependência fóssil, proteção territorial, combate à pobreza energética, reindustrialização verde e justiça social.
Um processo em construção
A conferência deve ser lida como um marco inicial e não como ponto de chegada, pois o Processo de Santa Marta não terminou com o encerramento da conferência. O conjunto de propostas debatidas em abril será levado à sessão intersessional de negociações climáticas em Bonn, em junho de 2026, onde os diplomatas preparam a agenda para a COP31 que ocorre em novembro, na Turquia. Em seguida, em 2027, a segunda conferência da série reunirá novamente a coalizão em Tuvalu, co-organizada por Irlanda, mantendo a lógica Norte-Sul que marcou o espírito de Santa Marta. Cada um desses momentos é uma oportunidade de transformar o que foi debatido em compromissos mais firmes, planos nacionais mais detalhados e mecanismos financeiros mais concretos.
O passo dado em Santa Marta foi significativo precisamente porque não foi final. Foi o início de um processo, não sua conclusão. Houve a definição de continuidade, articulação entre países, diálogo com a ciência, inclusão de propostas territoriais e reconhecimento de que a transição precisa ser planejada com justiça. Em um cenário internacional marcado por guerras, disputas comerciais, negacionismo e enfraquecimento de consensos ambientais, a formação de uma coalizão disposta a tratar diretamente da saída dos combustíveis fósseis é um avanço político relevante.
Não se trata de acreditar que o mundo pós-fóssil está garantido, mas de reconhecer que a disputa mudou de patamar. O mundo que emerge da transição energética pode ser mais justo, mais estável e mais favorável à soberania dos países que hoje são reféns de mercados que não controlam. Pode também reproduzir velhas hierarquias sob novos nomes, se não houver vigilância e participação das comunidades afetadas. Santa Marta, ao incluir essas vozes no processo, fez uma escolha. O desafio das próximas etapas será preservar essa escolha política e impedir que, mais uma vez, a distância entre o que foi anunciado e o que será realizado se perca nos corredores das negociações.
Fontes consultadas
Ministério do Meio Ambiente da Colômbia. Balanço oficial da Conferência de Santa Marta, com os cinco resultados principais, incluindo o Painel Científico para a Transição Energética Global.
ClimaInfo. Análises pós-evento sobre Santa Marta, com destaque para o avanço político, a pressão por um tratado pelo fim dos combustíveis fósseis, e o teste de um novo multilateralismo.
InfoAmazonia. Reportagem sobre o significado da conferência como início de um processo contínuo de transição para longe de petróleo, gás e carvão, com atenção ao papel do Brasil.
El País América. Reportagens em espanhol sobre a presença de países, sociedade civil e povos indígenas, e a criação do painel científico internacional para orientar a transição energética.
Latindadd (Rede Latinoamericana e do Caribe por Justiça Econômica, Social e Climática). Análise crítica dos resultados da conferência, com foco no financiamento da transição, nas responsabilidades históricas e no risco de novo endividamento para países do Sul Global.
Brasil de Fato. Cobertura sobre a relação entre Santa Marta, COP30, pressão pelo fim dos combustíveis fósseis e papel da coalizão internacional em formação.
Center for International Environmental Law (CIEL). Historic Santa Marta Conference: A Turning Point for Global Fossil Fuel Phaseout. Washington, 29 abr. 2026
Amnesty International. Santa Marta conference unlocks historic political momentum for just transitions that must translate into rights-centric action. Londres, abr. 2026.
Greenpeace International. Santa Marta conference to end fossil fuels a landmark moment for climate and energy stability. Amsterdã, abr. 2026.
Mongabay Latam. Paso inédito en Santa Marta: 57 países acordaron acelerar la transición energética justa. Abr. 2026
Amigas de la Tierra. La conferencia de Santa Marta da un paso hacia una coalición de países para dar una salida justa a los combustibles fósiles. Abr.2026
Climate Reality Project BRASIL. Santa Marta: o que aconteceu na primeira conferência global sobre o fim dos combustíveis fósseis. Mai. 2026.
in EcoDebate, ISSN 2446-9394
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